Divulgação — exposição do Popó no CCBEU

“PAULO ANDRADE EXPõE SEUS METAOBJETOS NA GALERIA DO CCBEU.
O texto que segue é a descrição do artista sobre a exposição.

‘Tenho me esforçado na seara artística para clarificar desbravar e assenhorear-me um pouco mais desse cenário/ texto semiótico onde predominam e se tro-cam em nexos, formas e cores, no discurso da chamada estética popular, ma-nifestada via instinto social e colocada à disposição de quem se interesse, tan-to que, neste território, vários outros artistas têm passeado também. Diante dis-to, minha arte não pode ser e não é pura; e não se esconde com receio dos preconceitos. Logo se verá que, sem estar no nível do panfletário, busca a con-temporaneidade e o universal. Serve de mãos dadas, às denuncias que visam a superação de insuportáveis diferenças sociais que existem e que não são nada poéticas em si. é partidária dos movimentos que esperam ultrapassar qualquer tipo de aculturação subliminar e espera ser, sempre uma denúncia, mesmo que de forma indireta. O abandono dos nossos valores mais tradicio-nais, o descaso que leva à ação danosa do tempo, do uso do desgaste das nossas construções, objetos e também ideias. A existência dessa estética po-pular é uma barricada que não se dobra e nem se quebra, no que pese a pres-são das externalidades alienígenas. Assim, defender e explorar, por em ressal-to, esse texto semiótico apócrifo mas brilhante é a forma com que se pode fa-zer uma arte não alienada ou superficialmente míope. Não pretendo ser um ar-tista regionalista. Desejo fazer o universal, mas com escolhas entre as alterna-tivas oferecidas nos embates do tecido social com apropriação dos nossos va-lores tradicionais e o rico patrimônio ambiental, cênico que são as regras semi-óticas do nosso povo com quem me solidarizo e do qual sou parte. Sob essas considerações, venho agora contar como estabeleci laços com seres inespera-dos, embebidos nesse cenário, numa história que parte de momentos em que a realidade foi apanhada na mentira deixando-se encobrir pela forte presença do imaginário que a substituiu, num certo tempo. Dessa passagem sem tempo, busquei trazer flashes ou instantes submersos entre o real e o onírico. Esses instantâneos que me surpreenderam, resultaram na elaboração dos metobje-tos, que são, na verdade e num só tempo, indivíduos e coisas. Seres inacaba-dos, inauditos e desconhecidos da faunística, acadêmica, ou não. São eles, meio que encantados, gerados na liga coloidal de seres vivos desesperados, com a matéria disponível pelo desuso social, embora houvesse antes, tido o status do discurso semiótico. Não é a primeira vez que seres vivos se ligam à matéria inerte; não existem marca-passos, muletas, pivôs, dentaduras e próte-ses de todo tipo que se nos incorporam? Seriam essas relações antecipações metafóricas de um mundo proximamente robotizado? Então; descrevemos liga-ções da vida com matéria inerte. Dentre esses, há seres que são quase imate-riais e outros imateriais mesmo e esse liame encontrado resulta, por acaso, de trocas e laços percebidos, porém envoltos, em brumas de matéria-tempo e magia. é! Eu acredito. O meio que viabilizou as junções assombrosas é a poei-ra cósmica e mística, que foi usada e deixou restos, depois dos experimentos seculares havidos e levados a cabo pelos cientistas do Alto, onde operavam os labo…'” (Site do CCBEU)

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