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O dia que durou 21 anos; por Camilo Tavares

O-Dia-Que-Durou-21-Anos

Os Anos JK – Uma Trajetória Política








O filme aborda a história do Brasil: a eleição do presidente Juscelino Kubitschek, o nascimento de Brasília, a renúncia do sucessor Jânio Quadros, a crise política, o golpe militar e a cassação dos direitos políticos de JK. O foco é a trajetória política do “Presidente Bossa Nova”, popular entre os artistas, que propunha a aceleração no desenvolvimento do país rumo à modernidade e à ocupação de um lugar entre as potências mundiais. Referência para estudantes e pesquisadores, o filme já foi visto por 800 mil pessoas e ganhou vários prêmios.
Ficha de Informações do Filme:
Título: Os anos JK – uma trajetória política.
Duração: 110 min e 0 seg.
Ano: 1980.
Cidade: Rio de Janeiro.
País: Brasil.
Gênero: Documentário.

Ficha Técnica:
Direção: Silvio Tendler.
Roteiro: Claudio Bojunga.
Elenco: Othon Bastos.
Narração: Othon Bastos.
Empresa Produtora: Caliban Produções Cinematográficas Ltda.
Produção: Hélio Paulo Ferraz.
Produção Executiva: Hélio Paulo Ferraz.
Direção de Produção: Silvio Tendler.
Direção Fotografia: Lucio Kodato.

Download grátis (após cronômetro), 660MB.

Campus do Guamá: o vazio das férias 2


Participação especial: Ingrid de Oliveira.

Em Belém do Pará, pode tudo! (2)

Canal da Vileta, às onze e quinze: opção de acesso à UFPA (via Perimetral) bloqueada por caminhão enguiçado a serviço da Prefeitura Municipal de Belém.

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Salinópolis: imagens comparadas, quando possível a referência


Roberto Burle Marx




04/08/1909, São Paulo, Brasil
04/06/1994, Rio de Janeiro, Brasil

Conhecido internacionalmente como um dos mais importantes arquitetos paisagistas do século 20, Roberto Burle Marx estudou pintura em Berlim, na Alemanha, no final dos anos 1920. Lá, ele era freqüentador assíduo do Botanischer Garten Und Botanisches Museum Berlin-dahlem, o mais antigo jardim botânico alemão, fundado no século 17 como um parque real para flores, plantas medicinais, vegetais e lúpulo (para a cervejaria do rei).
Esse jardim foi reformado no início do século seguinte e se tornou um dos mais importantes centros de pesquisa em botânica da Europa. Foi lá, a mais de 10.000 km de sua casa no Rio de Janeiro, que o rapaz de 19 anos notou pela primeira vez a beleza das plantas tropicais e da flora brasileira.
De volta ao Brasil, ele continuou seus estudos na Escola de Belas Artes, no Rio. Os jardins planejados por Burle Marx eram comparados a pinturas abstratas, alguns bem curvilíneos, outros de linhas retas, usando plantas nativas brasileiras para criar blocos de cor.
Além de paisagista de renome internacional, ele também foi um pintor notável, escultor, tapeceiro, ceramista e designer de jóias.
Seu primeiro projeto paisagístico foi o jardim de uma casa desenhada pelos arquitetos Lucio Costa (que projetou Brasília) e Gregory Warchavchik, in 1932. Dali em diante não parou mais de projetar paisagens, pintar e desenhar.
Em 1949, Burle Marx comprou uma área de 365.000 m2 em Barra de Guaratiba, no litoral do Rio de Janeiro. Ali começou a organziar sua enorme coleção de plantas. Em 1985 ele doou a propriedade à Fundação Pró-Memória Nacional, entidade cultural do governo federal que atualmente se chama Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Hoje em dia pode-se encontrar um jardim ou uma estufa projetados por Burle Marx em várias partes do mundo, como em Longwood Gardens (Filadélfia), na Universidade da Califórnia, na cobertura da sede de um banco paulista, no aterro do Flamengo (Rio de Janeiro), em Caracas (Venezuela).
Mesmo sem ter uma educação formal em arquitetura paisagística, o aprendizado de Burle Marx na pintura influenciou a criação de seus jardins. Ele aceitava, embora de forma relutante, que “pintava” com as plantas. Mas seu trabalho não pode ser reduzido ao efeito pictórico e visual produzido por suas paisagens. Marx se autodefinia como um artista de jardins.
Conhecido por sua preocupação ambiental e pela preocupação com a preservação da flora brasileira, ele inovou ao usar plantas nativas do Brasil em suas criações e isso se tornou sua característica marcante. Foi ele quem valorizou as bromélias, por exemplo, e tornou-as populares: hoje essas plantas naturais da Mata Atlântica se tornaram conhecidas e são cultivadas em viveiros para serem vendidas. O “estilo Burle Marx” tornou-se sinônimo de paisagismo brasileiro no mundo.

Fonte do texto: UOL.

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BF em breve recesso

Um sobrevoo à Cidade Maravilhosa

Clique sobre a imagem e boa viagem!

Passado e presente

Sempre nos pareceu certo que a Escola de Agronomia e Medicina Veterinária do Pará tenha dado origem geográfica ao Colégio Visconde de Souza Franco ainda na edificação original que fora demolida no final dos anos 1960 para, no início da década seguinte, inaugurar prédio novo.
Nos fundos desse terreno, que ocupava um quarteirão, surgiria a Escola Superior de Educação Física, apropriando-se do espaço de um “complexo desportivo” que servia ao Souza Franco; assim postamos em blog pessoal com o aval da memória do Professor José Maria Filardo Bassalo que acrescentou: “Também lá funcionou a Escola de Agrimensura do Pará”.
Em Benedito Nunes e a primeira greve na UFPA, publicação de 2007 do Jornal Beira do Rio (Edição Nº52), encontramos uma outra fotografia ilustrando o antigo Souza Franco:

O próprio Professor Bassalo, por e-mail, elucidou a confusão vinda da WEB:
(…) Creio não ser verdade. Acho que esse prédio fica na Generalíssimo Deodoro, próximo da Antonio Barreto, onde funcionou a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Eu dei aulas no velho Souza Franco e acho que não é esse prédio não, pois o Souza Franco sempre ocupou uma quadra. De qualquer modo, esse prédio ainda existe na Generalíssimo e você pode checar.(…):


Fomos até lá e constatamos a verdade: o prédio hoje sedia a APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais -, mas hospedou a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; daí o desacerto, dado por má interpretação da ilustração, sem legenda explicativa, publicada no Beira do Rio.
A APAE fica na avenida Generalíssimo Deodoro N°413, próximo a Antonio Barreto; fotografar o prédio, para além do portão, só com autorização, o que parece coerente diante de seus fins.
O chafariz, pelo visto, deu lugar a um pequeno estacionamento.

Observamos que o questionamento surgiu por e-mail, com a foto de época anexada; a atual foi feita hoje, por volta das 15:40h, casualmente com luz semelhante.

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Mais do JB*

Cenas cotidianas: aprendendo a designare; sempre:

Rosso & Bianco.


Sala de Aula.

*Jaime Bibas é professor adjunto da FAU/ITEC/UFPA e editor do BF.

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Pastana: o reflexo da alma do artista; por João Carlos Pereira (1997)

Terrina – Desenho e Guache – Motivo: Jabuti da Mata e
Cerâmica Marajoara – 34 cm x 22 cm, c. 1930


 Móveis – Desenho e Guache – Motivo: Jabuti da Mata – 31 cm x 22 cm, c. 1930

Não fosse Manuel de Oliveira Pastana ter sido quem foi, seu nome já estaria escrito na história da arte e da cultura do Pará, como uma das poucas pessoas que não apenas compreenderam, mas também elogiaram a mostra, a primeira exposição de Ismael Nery. Era 1929 e, naquela época, quando os ventos do Modernismo custavam a soprar por aqui, sua voz se unia à de Eneida e à de Bruno de Menezes para dizer de “um revolucionário da arte e do meio”. E foi ele – Pastana, o que soube ver avant la letre – quem, ao longo deste século, mostrou que se pode ser eterno sem ser, necessariamente moderno e modernista ou vanguardista ou qualquer coisa que termine em “ista” ou tenha ligações com o incompreensível que quer ser estético. Prova disso é a homenagem a ele prestada pelo XVI Arte Pará. Pastana ocupa, na mostra promovida pela Fundação Romulo Maiorana, privilegiado espaço e, ao mesmo tempo, é reconhecido como um dos mais importantes artistas paraenses deste século que se vai.
Pastana foi o discípulo favorito de outro mestre, Theodoro Braga, com quem aprendeu tudo que sabia sobre desenho. Aliás, a presença de Theodoro Braga em sua vida fez desse apeuense, nascido antes da República, senhor de um traço firme e vigoroso. Determinado, se poderia dizer. Tão seguro que revelou um dos melhores desenhistas de seu tempo e um dos que melhor fizeram retratos no Brasil. Pena que o Brasil não saiba disso. Mas quem passar pelo prédio do Ministério da Marinha há de ver um imenso retrato do Almirante Tamandaré, feito pelo nosso Pastana. É um trabalho acadêmico, mas que mal há no academicismo bem resolvido, competente e, sobretudo, registro de um momento histórico da arte brasileira?
Como morava no Rio de Janeiro, levou para a tela a paisagem dos subúrbios, dos arrabaldes e da natureza cariocas. Era o Pastana-figurativo, o que deixava patra trás a fase academicista e se entregava a uma nova forma de expressão. Se a nitidez da visão lhe faltava, a sensibilidade do artista o projetava na direção de novas possibilidades no campo da pintura. Ganhou o Rio de Janeiro e ganhou Belém, cujas imagens saíram do solo urbano e entraram para a arte, registrando cenas jamais recuperáveis, como as caixas d’água do bairro da Campina, que hoje são apenas memória e, por causa, de Manuel Pastana, cores e formas.
Seu traço refinado e, às vezes, largo abriu espaço para uma pintura lisa decorativa. A mancha cromática ficou registrada através de um contraste que, se não foi a marca de sua obra, serviu para individualizá-la. O mestre e o fundador da Academia Livre de Belas Artes do Pará sabia que de sua paleta vinha uma amazonicidade, uma aquarela que só é possível a quem viu as luzes do Equador e dela extraía os melhores efeitos. Fosse ele um daqueles jovens artistas que se colocavam diante da Notre Dame para ver as variações de tom em diversos momentos do dia sobre a Catedral francesa, teria, sem dúvida, alterado pela memória visual o resultado impressionista. Pastana não estava lá e, embora tenha trazido o diploma de honra e a medalha de Prata na Exposição Mundial de Paris, em 37, ele era uma alma do Norte, instalado no centro da vida cultural do país.
O Pastana que ficou para a História tinha o perfil de um estudioso e dedicado pesquisador da cultura indígena da Amazônia. Seus estudos sobre a geometria e o traçado da arte dos povos indígenas renderam pranchas de altíssimo valor documental e pástico. Ele, como ensinou Mario Faustino, copiou para aprender e criou para renovar. Suas estilizações sobre o tema foram únicas no gênero. Com essa riqueza temática nas mãos, trabalhou faiances e bronzes que deixaram de ser marajoara ou cunani ou santarena para se transformar no que hoje diz, com o orgulho de quem possui uma peça assinada, “um Pastana”.
Diante de sua obra, dispersa em museus e galerias no Brasil e fora dele, se poderá encontrar, ou reencontrar, a alma de quem concebia a arte como reflexo do que de mais íntimo ia pela alma do artista. Ele dizia que se isso não fosse verdade, “não existira, decerto, em todo o universo, coisa alguma que merecesse a religiosa guarda dos grandes museus dos centros civilizados, onde atravessam os séculos as obras dos nossos antepassados. Tudo seria relegado ao desprezo, ou pelo menos nivelado aos triviais acontecimentos da vida burguesa”.
A pintura e as peças que ele deixou dirão, onde quer que estejam, como era rica e bonita a constelação luminosa bordada na alma de um pintor que tinha nas mãos o poder da beleza e da recriação do mundo.

Nota do Editor – É a segunda vez que Manuel Pastana é homenageado pelo Salão Arte Pará. A primeira foi no XII Salão (1993). Desta feita, mais que reconhecimento, ou ratificação de um talento, trata-se de uma questão conceitual apresentar trabalhos de Pastana, da fase antropofágica, onde fauna e flora locais são vistas e transformadas em algo maior que utensílios domésticos ou ornamentais. Pastana modificou, muito, dentro da estética do modernismo, o desenho e a pintura, como se quisesse transformar o traço’do próprio mundo.

Fonte: Fundação Rômulo Maiorana.

Belém: a cidade dos fios

A concorrência com as linhas arquitetônicas:

A sutileza da incomum ausência da poluição visual (“zolhões”, postes, cabos, placas, etc.):

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Campus do Guamá: o vazio das férias

Básico visto da caixa-d’água do Boris (desenhada pelo JB). 

A lua vista da prainha da FAU.

O velho relógio de sol nos fundos do Ateliê de Arquitetura.

Do bloco de notas do JB*

*Jaime Bibas: pesquisa gráfica sobre o comportamento feminino contemporâneo; cotidiano que, dentre outros, propicia a pluralidade nas demandas à Arquitetura e ao Urbanismo.

Prorrogado prazo de lançamento dos conceitos na UFPA


“Por solicitação e autorização da PROEG, comunicamos que a data limite para o lançamento das notas referentes ao 2º período de 2011 foi prorrogada para o dia 22/07.
Lembramos que a disponibilização das turmas para o lançamento das notas pelos docentes depende da tramitação das mesmas pelas unidades acadêmicas.
Direção do CIAC.” (e-mail do Divulga datado de 14/07/2011)

As regalias dos Anos de Chumbo


Fonte: O Pará na administração Alacid Nunes 1966-1971.

Assim se chegava de carro ao Mosqueiro

Fonte: O Pará na administração Alacid Nunes 1966-1971.

Palacete Faciola: comparação: Álbum de 1908 e hoje

Imagem ampliável.

A bizarra atração da PCDL

Esta postagem ilustra o comentário do colaborador Ivan Brasil.

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Brasão Original da UFPA: a vizinhança no trabalho dos irmãos Sampaio Fortuna 2

Comparação entre fotografias antigas (década de 1940) e atuais, tiradas hoje, entre 6:30 e 7:00 horas, que comprovam a localização do prédio da Primeira Comissão Demarcadora de Limites (PCDL): defronte à terceira casa da Avenida Nazaré a partir do Palacete Faciola:




Portanto, com base na análise técnica, é possível afirmar que a edificação da PCDL ficava ao lado da primeira Reitoria, sugerindo assim a possibilidade de os irmãos Frederico e Maÿr Sapaio Fortuna terem sido vizinhos de trabalho na época da idealização e confecção do Brasão Original da Universidade (Federal) do Pará.