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O sexto aniversário do BF

BF

 


Estatísticas coletadas às 12 horas do dia 30MAI2016:

BF estatísticas 2

 

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Mosqueiro — questão de terras; por Rodrigo Salles* (1890)

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Mosqueiro — questão de terras; por Rodrigo Salles* (1890) (pdf).

Os textos de Salles revelam um histórico das sortes de terras na Ilha do Mosqueiro, bem como alguns limites de terrenos que podem auxiliar na localização da Casa do Bispo, antigamente de José Simão, dentre outras edificações de interesse.
A partir das informações dadas pelo professor é possível traçar no mapa atual tais domínios, bem como entender o trabalho de agrimensura realizado por José do Ó de Almeida na Vila.
Rodrigo também afirma que José do Ó adquiriu da Companhia de Navegação do Amazonas, em 1864, o sítio Pedreira e tal propriedade fora por ele (do Ó) vendida a Antonio Ramos de Oliveira em 04 de fevereiro de 1878.
Os sete escritos estão organizados pela cronologia de O Democrata à melhor compreensão.

*O professor Rodrigo Salles era escritor e jornalista de O Democrata; quando faleceu, em 16 de julho de 1893, possuía, junto como o bacharel  Augusto Américo Santa Rosa, a concessão (de 1891) ao assentamento de trilhos para bonds  em Mosqueiro que caducou em 1898.


Pista à Casa do Bispo:

https://fauufpa.org/wp-content/uploads/2016/05/cb2.jpg

 corel461

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A Nossa Senhora do Ó de Mosqueiro foi de José do Ó

 

Nossa Senhora do Ó de Mosqueiro

Em 25 de setembro de 1858, a contragosto do padre Castillo, foi sancionada a Lei Provincial nº321 que transferiu a sede da freguesia de Nossa Senhora da Conceição (Concepção) de Benfica para a Ponta do Mosqueiro — não se sabe exatamente desta localização.
Apesar dos esforços do vigário e dos habitantes de Benfica, que reedificaram a velha igreja de lá, a Assembleia Provincial ordenou a Antonio José Bentes à construção da nova igreja matriz de Benfica na ilha do Mosqueiro ao cumprimento da Lei; a ermida foi erigida, mas seu frontispício desabou antes da conclusão da obra e os jornais silenciaram diante dos desígnios de Deus.
Novas discussões reaparecem ardentes na Assembleia Provincial uma década depois, desta vez trata-se da elevação da povoação do Mosqueiro à categoria de freguesia e, para tal, a necessidade de uma igreja e cemitério — estes lá já haviam e eram de propriedade da Irmandade de Nossa Senhora do Ó, uma agremiação privada de interesses próprios que conquistara a simpatia do Bispo Diocesano Dom Antonio de Macedo Costa.
José do Ó de Almeida, deputado provincial do Partido Conservador, foi o autor do projeto de lei e da indenização, pela Província do Gram-Pará, da igreja e cemitério em funcionamento, mas inacabados; desse modo, além do ressarcimento à Irmandade do Ó, houve concorrência à arrematação da obra da Igreja de Nossa Senhora do Ó conforme o Jornal do Pará (30SET1869) que dá ao conhecimento público o orçamento feito pelo engenheiro da Câmara Municipal a partir de seu plano.
A imagem da Santa Padroeira do Mosqueiro viera da Ilha das Onças onde José do Ó possuía, no interior de sua Colônia Agrícola Nossa Senhora do Ó, uma capella:

GO14JAN1860

A nota acima é do período da construção, na Ponta do Mosqueiro, da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Benfica; a imagem de Nossa Senhora do Ó deve ter sido transportada ao Mosqueiro em meados de 1860 com a falência da Colônia da Ilha das Onças e a fixação de José do Ó de Almeida na ainda povoação de Mosqueiro onde se tornou absoluto suserano, ou pachá, como o chamou o periódico Santo Officio.

José do Ó (de Almeida), hoje homenageado como rua na Vila do Mosqueiro, paralela a de Nossa Senhora do Ó, foi o agrimensor responsável pelo desenho daquele núcleo populacional e, quiça, pela construção da igreja que Dom Antonio de Macedo Costa frequentou e ministrou missa; aliás, Macedo Costa foi presenteado pela povoação do Mosqueiro com uma chácara para sua residência naquele remoto lugarejo:

DB16OUT1868José do Ó de Almeida também foi o criador do primeiro jornal da ilha: O Mosqueiro; assunto a ser tratado em publicação futura, ora em investigação.

Acompanhe, sem a intermediação ideológica dos jornais, as discussões sobre Mosqueiro (e o conheça como na época) nas transcrições taquigráficas de algumas sessões da Assembleia Provincial em 1868 — observamos que as datas dos periódicos não correspondem às das reuniões pelo tempo necessário às decodificações.
Nas últimas delas peleja-se sobre o desapropriamento da casa de Bras Antonio Duarte que ficava dentro do traçado da Praça da Matriz e: a insalubridade urbana da Ilha:

Diário de Belém — outubro e novembro de 1868 (pdf).

As fontes da pesquisa estão nos hiperlinks.


Postscriptvm (19OUT2017):

O leitor Jorge Ricardo Vilhena da Cruz nos chamou atenção, por comentários, ao fato de a Nossa Senhora do Ó do coronel José do Ó de Almeida —  foto acima por ele enviada  — ter sido substituída em 2008 por outra imagem confeccionada pelo artesão paraense Afonso Falcão; o que é confirmado pelo jornal Folha da Ilha de Mosqueiro publicado em janeiro de 2009:

Fonte do recorte: Blog Mosqueirense.

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José do Ó — o retrato a óleo que Mosqueiro não pintou

Diário de Belém 1868

Ampliável à leitura

Mais em: José do Ó de Almeida — precursor da fotografia em Belém.

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Os 70 anos de Jaime Bibas

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Hoje, 18 de maio de 2016, o professor Jaime de Oliveira Bibas completou 70 risonhas primaveras; JB é o editor vitalício do Blog da FAU.
A fotografia acima, de autoria de Wisfredo Gama, é datada de 28 de setembro de 2013 por ocasião de um bate-papo na Elf Galeria no período da exposição HI-ATO13.

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Os funerais de Carlos Gomes — e as outras 7 fotos de Fidanza?

A Notícia - 13OUT1896

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Para saber mais sobre o fato histórico fotografado pelo português Felipe Augusto Fidanza recomendamos a leitura de A Folha do Norte (21SET1896).

Fonte: Biblioteca Nacional.

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2016 Exposição Arqivo 2.0 Flavya Mutran

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José do Ó de Almeida — precursor da fotografia em Belém

José do O' de Almeida
O equipamento e a chapa vistos acima são meramente didáticos (não são do retratista), porém, o texto foi extraído do jornal paraense Treze de Maio de 24 de setembro de 1848.
José do Ó de Almeida desde 1846 usava seu Garreotip para tirar copias de Mappas Geograficos e Hidograficos; é o que diz o mesmo Treze de Maio de 30 de maio de 1846:

1846

O artigo de Maria Inez Turazzi intitulado Foco na Viagem mostra a expedição francesa que trouxe o daguerreótipo ao Brasil; é o caso de investigar como José do Ó de Almeida, em tão pouco tempo, conheceu e dominou profissionalmente o gênero de Retratos pela Garreotip.
Vejamos a notícia original do carioca Jornal do Commercio de 17 de janeiro de 1840 sobre a novidade:

1840

Seguindo o roteiro biográfico de José do Ó de Almeida publicado no periódico  A Constituição (18OUT1883), por ocasião de seu enterramento, chegou-se a uma série de informações que cobrem o período de 1846 (pós nascimento) a 1884 (pós morte):
As primeiras notas da década de 1840 aqui já foram postas, mas seguiremos com outras de relevância à montagem de um perfil daquele que chamaremos Designador do Mosqueiro, já que a atual Vila originou-se organizada a partir de seus conhecimentos geodésicos aplicados para regularisar as linhas divisorias do arruamento da mesma povoação na segunda metade da década de 1860.
José do Ó de Almeida além de militar da Guarda Nacional era industrial e possuía uma Saboaria na rua Longa (Ângelo Custódio) nº3, possivelmente próxima à sua morada e avançado bureau gráfico — supomos que o terreno atravessasse a quadra entre a São José (16 de Novembro) e a Longa fazendo um caminho privado paralelo à São João (João Diogo) e, quase, à Athalaia (Joaquim Távora):

mapa01Vale observar que o jornal Treze de Maio, maior fonte primária virtualizada acerca de José do Ó de Almeida, tem como endereço a rua de São João (João Diogo) canto da estrada de São José (16 de Novembro) — não marcado no mapa pela incerteza das três esquinas ainda possíveis caso os Bombeiros lá não estivessem instalados.

Em 1855 José do Ó criaria a primeira colônia (não militar) agrícola da Província do Gram-Pará batizada de Colonia Nossa Senhora do Ó, instalando-a na Ilha das Onças, nas redondezas de seu Engenho Boa Vista; na sequência, ainda em 1855, lança o jornal O Colono de Nossa Senhora do Ó; em 1856 inaugura, com festa (fogos e banda de música) na Colônia, a Sociedade Auxiliadora da Agricultura, Industria e Recreio da Povoação de Nossa Senhora do Ó que contou, além das autoridades, com a presença consular de Portugal, Russia, Hespanha, Prussia e Estados Unidos.
Não alcançamos a dinâmica desse investimento capitalista malogrado que fez José do Ó de Almeida guinar seus propósitos colonizadores ao Mosqueiro e à Benfica na década seguinte chegando a assistir ao transporte de cargas, por tração animal, na Estrada de Ferro de Benevides em 1882.
José do Ó de Almeida, político ativo, pertencia ao Partido Conservador  — correligionário do cônego José Francisco de Siqueira Mendes — sendo eleito tanto para a Assembléia Provincial quanto à Câmara Municipal na qual trabalhou como agrimensor até à véspera de seu acamamento em 16 de outubro de 1883.
Possuía diversos escravos em suas propriedades, quando fugiam eram objeto de propaganda de captura pelos jornais, com recompensas; curiosamente embarcou para o Rio de Janeiro um deles: Gualdino, em fevereiro de 1874.
Se considerarmos o termo Concidadão, atribuído a José do Ó de Almeida, seria ele paraense, nascido em data por ora incógnita; já estava casado com Maria Romana Paes de Almeida em ocorrência de 1855; sabe-se, sem noção da ordem, que com ela teve três filhos:  Anesia do Ó de Almeida Mamoré (esposa do médico João Baptista Bueno Mamoré), Esculápio José do Ó de Almeida (não encontramos a consorte) e Lydia do Ó de Almeida Paumgartten (Baronesa mulher do Barão de Paumgartten: Segismundo Francisco Maria de Paumgartten).
Lydia faleceu no dia 24 do mês abril e seu pai, o Coronel José do Ó de Almeida, em 17  de outubro de 1883, ainda na atividade profissional procedendo, in locu, demarcações nos terrenos da povoação de Santa Izabel do Pinheiro (Icoaraci).
Para não perdermos o rumo da Quinta de Queluz, objeto principal desta busca, observamos que José do Ó de Almeida, segundo A Contituição (25JAN1880) mudou sua residência para a estrada de Nazareth casa contigua á do sr. dr. Danin — seria o sobrado do Coronel José do Ó já citado (1876) pelo cônego Siqueira Mendes?

O levantamento sobre a vida de José do Ó de Almeida permanece e esta publicação deverá ser alterada em conformidade com os avanços; até o momento foram achados poucos indícios de parentesco [talvez irmãos (?)] com o Coronel Antonio do Ó de Almeida, sogro de Lauro Sodré, de quem Ernesto Cruz emprestou parte da biografia publicada no livro Ruas de Belém.

As fontes da pesquisa estão nos hiperlinks.


Postscriptvm (16/05/2016):
O parágrafo: Não alcançamos a dinâmica desse investimento capitalista malogrado que fez José do Ó de Almeida guinar seus propósitos colonizadores ao Mosqueiro e à Benfica… resolver-se-á pela leitura de Para além do Tráfico: Escravidão e emancipacionismo na década de 1850, à página 94, da tese de José Maria Bezerra Neto apresentada à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP para obtenção do título de doutor em 2009:
Por Todos os Meio Legítimos e Legais: As Lutas contra a Escravidão e os Limites da Abolição (Brasil, Grão-Pará: 1850-1888).
Tal material foi enviado pelo colaborador do BF: o pesquisador Fernando Marques do Museu Goeldi.


Postscriptvm 2 (17/05/2016):
O precursor “oficial” da fotografia em Belém do Pará, o estadunidense Charles de Forest Fredricks, que em curta passagem pela Cidade aportuguesou seu nome para Carlos em propaganda no Treze de Maio:

Charles Fredricks 3


Postscriptvm 3 (17/05/2016):
Quadro de descendentes levantados admitindo a possibilidade de José e Antonio serem irmãos: Treze de Maio (26JUL1855):

Quadro

O painel acima será modificado a partir de novos dados já que a publicação não está concluída.

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

O equivoco de Ernesto Cruz na biografia de José do Ó de Almeida

Ernesto Cruz
Percebeu-se, na publicação O agrimensor baiano José do Ó de Almeida, algumas incongruências na pequena biografia levantada por Ernesto Cruz em seu livro RUAS DE BELÉM sobre José do Ó de Almeida.
O pesquisador do Museus Paraense Emílio Goeldi, Fernando Tavares, enviou-nos as páginas 270 e 271 do livro As origens do museu paraense Emílio Goeldi, aspectos históricos e iconográficos 1860-1921, de Luis Carlos Bassalo Crispino, Vera Burlamaqui Bastos e Peter Mann de Toledo (Editora Paka-tatu, 2006).
Confrontadas as informações de As origens… com as do jornal A República (15FEV1900), observa-se que Ernesto Cruz embaralha dois personagens da História: o agrimensor Coronel da Guarda Nacional José do Ó de Almeida, de fundamental importância ao Mosqueiro, com o Coronel (honorário) do Exército Antonio do Ó de Almeida, sogro de Lauro Sodré e pai do médico Antonio do Ó de Almeida Filho, Intendente Municipal e diretor do Goeldi em 1921.
Até o presente momento não encontramos nenhuma relação parental entre os coronéis confundidos por Cruz,  o que derruba a afirmativa de que José do Ó de Almeida era baiano; José do Ó poderia ser natural do Rio de Janeiro ou mesmo cidadão português.
O que grifamos em vermelho, acima, faz parte da biografia de Antonio e não de José; para melhor entendimento basta clicar na imagem à abertura de um arquivo pdf que comprova o dito.
Por ora trabalhamos na montagem de um sucinto levantamento sobre a vida do agrimensor José do Ó de Almeida: Primeiro Piloto com Carta examinado na Academia Militar e de Marinha em 1833, na Corte do Rio de Janeiro (jornal Treze de Maio de 20MAI1846), morto em outubro de 1883 em plena atividade da descrição dos lotes de terrenos aforados na povoação de Santa Izabel do Pinheiro (jornal A Constituição de 04OUT1883).

As fontes da pesquisa estão nos hiperlinks.

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O agrimensor baiano José do Ó de Almeida

José O´de Almeida 1861 1L
A planta acima foi utilizada em superposição na publicação Queluz — que desenho e dimensão teria essa “quinta”? (2); enviada pelo professor Fabiano Homobono, ela integra o livro de João de Palma Muniz: Patrimonios dos Conselhos Municipaes do Estado do Pará (Paris: Aillaud & Cia.), de 1904, sendo atribuída a José do Ó de Almeida.
Na matéria anterior duvidou-se dessa autoria, tanto do raciocínio gráfico do mapa quanto do traçado da Estrada de Bragança, contudo nos pusemos a investigar quem seria, de fato, José do Ó de Almeida:

Mosqueiro 01

Praça da Matriz da Villa de Mosqueiro e arruamentos sob traçados primitivos de José do Ó de Almeida

As primeiras notas referentes a demarcações de terrenos e arruamentos apareceram nos periódicos Jornal do Pará (08OUT1867) e Diário de Belém (30AGO1868), todas sobre a povoação de Mosqueiro que, por projeto do deputado José do Ó de Almeida apresentado à Assembléia Legislativa Provincial, alcançaria a categoria de freguesia, em 10 de outubro de 1868, segundo o Diário de Belém (17OUT1868).
Na sequência do jornal Diário de Belém (22OUT1868), que não é a dos acontecimentos, José do Ó discute, em plenário, proposições à futura freguesia: uma ponte (trapiche), uma via pública em linha N. S. pelo lombo da terra firme da ilha e um poço público — Sessão ordinaria em 21 de setembro de 1868 (publicada um mês e um dia depois desta), presidida pelo cônego Siqueira Mendes.
Não encontramos referência a José do Ó de Almeida em Mosqueiro Ilhas e Vilas de Augusto Meira Filho; entretanto, Ernesto Cruz, em seu RUAS DE BELÉM – Significado histórico de suas denominações, arrisca-se numa curta biografia de Ó de Almeida que não se reporta a nenhuma atividade relacionada à agrimensura ou à engenharia.
A notícia do enterro do Coronel José do Ó d’Almeida, publicada em A Constituição  (18OUT1883) elucida a questão, já que ele foi um dos agrimensores da camara de Belem que mais prestou serviços a edilidade; mas contradiz Ernesto Cruz, quando este dá a morte de Ó em 1900 e o mesmo falecera em 1883 — 17 anos de diferença:

A Constituição 18OUT1883

 O Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial de 1869, no tópico Freguesia de N. S. do Ó do Mosqueiro, assim se refere ao dito, por Ernesto Cruz, baiano:   O nascente desenvolvimento e porvir d’esta localidade deve-se aos esforços  do incansável cidadão José do Ó de Almeida, verdadeiro patriota, digno de imitação; o Almanak também mostra que na freguesia de Mosqueiro o incansável cidadão acumulava funções públicas distintas: Subdelegado de Polícia, Juiz de Paz e Delegado da Instrucção Pública.
Para o jornal O Liberal do Pará (23JAN1869) o conservador  José do Ó de Almeida não passava do Régulo da Terra (do Mosqueiro).
O que se percebe é o interesse de Ó de Almeida na comunicação do Mosqueiro com Benevides e essas (freguesias) à Estrada de Bragança reduzindo assim a distância de sua cazinha (de único poço de agua potavel) no Mosqueiro com seu sobrado, presente ou por vir a ser de sua propriedade em 1876, em Queluz — não esqueçamos que o Mapa nº15, com original de 1861, é atribuído ao próprio coronel agrimensor baiano e a Estrada de Bragança em 1869 era uma realidade direcionada às proximidades de Benfica, ou seja: a ordem dos fatores não alteraria o resultado de um plano pensado oito anos atrás com flexibilidade às adaptações políticas pelos que dele tivessem profundo conhecimento e: investimentos.
José do Ó de Almeida morreu um ano antes do assentamento dos primeiros trilhos da ferrovia no (seu?) desenho da Bragança (de 1861 até o Boulevard ou Marco da Légua); de outro modo, o Diário de Belém (19MAR1882) fala da Estrada de Ferro de Benevides, na realidade um ramal com 9 quilômetros entre o nucleo de Benevides á Bemfica, passando por quatro pontes; mas, àquele momento, somente com wagons para cargas em função das chegada e regresso do vapor a Bemfica.

As fontes da pesquisa estão nos hiperlinks.


Postscriptvm (13/05/2016):

Favor ler O equivoco de Ernesto Cruz na biografia de José do Ó de Almeida que dá continuidade ao assunto e pode derrubar a naturalidade (baiana) ou mesmo a nacionalidade (brasileira) de José do Ó de Almeida.

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Os destaques de Representação e Expressão IV — tarde

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Boate GLS Unicolors de Râmison Flávio Carneiro de Souza — imagem-link à apresentação completa em pdf

A publicação está incompleta pois o BF ainda não recebeu os outros dois trabalhos destacados.
Observamos que o professor Luciano Oliveira selecionou as produções pela completude do desenvolvimento e apresentação como exemplo a turmas futuras; todavia, o nível geral das turmas da manhã e da tarde regulou entre o BOM e o EXCELENTE.

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cartaz_A3 14 semana de Museus
Conheça a Programção e a composição da Mesa Redonda do evento.

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Passeio à Estrada de Bragança no “verão” de 1869

Estrada de Bragança
A fotografia acima, atribuída a Felipe Augusto Fidanza pela Biblioteca Nacional, revela uma cena “banal” do verão belenense em meados da década de 1870 no leito já executado da Estrada de Bragança — sem os trilhos de ferro.

A luxuosa carruagem e seus ocupantes (mais o retratista) bem ilustraria uma matéria do jornal Diário de Belém publicada em duas partes, a primeira em 25 e a segunda em 29 de agosto de 1869 — ultimamente intitulada Passeio a Estrada de Bragança
O periodista fala de sua aventura domingueira, a cavalo, com destino ao magnífico engenho de Marituba de propriedade do francês Affonso Maugin, citado na postagem anterior como engenheiro Affonso Mungin Desincourt; tal empreendimento açucareiro é descrito em detalhes no jornal.
Na ida, à primeira ponte, o autor encontra o empresario dos trilhos urbanos, o honrado negociante Bond, acompanhado de dois compatriotas, provavelmente engenheiros, que examinava o terreno e tomava medidas.
A cada passo encontrava-se muitos outros cavalleiros, e algumas senhoras á carro (leia-se carruagem).
Após a terceira ponte, em Ananindeua, numa tosca choupana: Hotel da Paciencia: frango assado, presunto, chambertin, Porto, Mocca & —  graciosa surpresa deste almoço e de tão auri-elegante sociedade.
A pé seguiram ao engenho de Marituba onde encontraram varios cavallheiros, negociantes, proprietarios alto funccionarios, e o fundador* de uma outra companhia de navegação á vapor.
Antes de finalizar sua narrativa, no retorno da odisseia, o jornalista não resiste ao canto (ou conto) de dois lindos chalés suissos, na 2ª ponte, debruçados sobre o Murutucú, em frente um do outro? Desenho de gosto puro e correto, janelas ogivaes, aspecto pittoresco, forma aerea, colocados no centro de jardins risonhos e phantasticos. Bombas invisiveis como as fadas levantam a agua em jorros e as derramam á descripção.
Isto tudo é imaginação?… porém breve será realidade
 talvez uma visão do progresso iminente anunciado pela materialização da Estrada de Bragança (Que grande transformação se nota na estrada de Bragança, de hontem para hoje.) que provocou uma estupenda corrida aos terrenos nacionaes para os mais diversos fins.
E os trilhos de ferro?

*José Joaquim Saraiva de Miranda, presidente da recém implementada (em 1869) companhia fluvial do Alto Amazonas [que não é a Fluvial (Paraense) nem a do Amazonas], em 1875 lotearia a fazenda de Queluz, situada no largo da Independência (ou São Brás), botando à venda seus terrenos quando nem se sonhava o posicionamento da Estação de São Brás que só teria sua pedra inaugural em 17 de janeiro de 1884 (em Queluz) um ano antes do mesmo investidor português ser julgado demente e interditado.

Referência: Passeio a Estrada de Bragança.


Lembremo-nos que o escrito do Diário de Belém se passa em agosto de 1869 numa estrada mais antiga que a da foto no topo, sem nenhuma definição sequer dos quarteirões e arruamento transversal da nova via entre a Praça da Independência e o Marco da Primeira Légua [pela sequência do caminho original seria Riachuelo: sitio do dr. Freitas (?)] que só estariam designados por Nina Ribeiro a partir de um levantamento feito à Vereação do Quatriênio 1883-1886; ou seja: 17 anos depois, mas sob o período imperial escravocrata brasileiro.
O texto tomado como referência assim ratifica o dito:

Chovem na secretaria requerimentos pedindo terrenos nacionaes: vieram ás desenas, ás centenas e aos mil. Cada um dos mil pretendentes allegava rasões de preferencia á seo favor, e exigia do juiz comissionario que lhe designasse o lote melhor e mais perto da cidade. Para satisfazer as despezas de demarcação, alguns entendiam que bastava descompor os demarcadores pela imprensa e fora della; e assim vão as cousas. (impertinente grifo nosso)

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Queluz — que desenho e dimensão teria essa “quinta”? (2)

Em continuidade a publicação Queluz — que desenho e dimensão teria essa “quinta”? trabalhamos com um mapa enviado pelo professor Fabiano Homobono contido no livro Patrimonios dos Conselhos Municipaes do Estado do Pará (Paris: Aillaud & Cia.), de 1904, do engenheiro João de Palma Muniz; tal planta é atribuída a José do Ó de Almeida* com datação de 1861.

Queluz e Caminho do Maranhão

Composição ampliável

Por mais que saibamos da impossibilidade de coincidência desses mapas, as sobreposições comparativas indicam que o núcleo primitivo da Quinta de Queluz situar-se-ia na atual quadra Ceará/Francisco Monteiro/Cipriano Santos/Teófilo Condurú; o que daria mais sentido à nota que se refere à Rocinha Boa Vista descrita no Diario do Commercio de 05 de janeiro de 1859, entretanto, esta localização imporia uma fronteira a Queluz: o Antigo Caminho do Maranhão.
O engenheiro Augusto Meira Filho, à página 406 do relançado Evolução Histórica de Belém do Grão Pará, diz: “Seguindo o principal divisor das terras compreendidas na primeira légua patrimonial, este cortaria a travessa dos Mirandas (15 de Agosto), o largo da Pólvora (Praça da República), e a estrada de Nazareth (Avenida Nazaré), a estrada do Utinga (da Independência) e a do Maranhão (Tito Franco, hoje Almirante Barroso).” (grifo nosso); desse modo arredamos o conjunto (Antigo Caminho do Maranhão e Queluz) na direção sudoeste para que o mesmo se encaixasse no início da atual avenida Almirante Barroso (princípio da “moderna” Estrada do Maranhão):

Meira2

Composição ampliável

Em ambas as hipóteses seria necessário desconsiderar que as duas vias fossem os limites de Queluz, tanto o Velho Caminho do Maranhão quanto a Moderna Estrada do Maranhão, para dar validade à possibilidade do chalé de ferro belga da Imprensa Oficial estar contido na ainda disforme Quinta aqui expandida por mais três círculos tracejados em vermelho à estrada de José Bonifácio.
Interpretou-se que Meira se referiu à Estrada Pré-ferroviária de Bragança traçada pelo engenheiro francês Emile Gengembre contratado em 1858 para fazer os devidos levantamentos, in situ, de uma via que chegasse ao Maranhão em continuação da dita que iria de Belém à Bragança; não haveria sentido Augusto Meira fazer alusão a uma tortuosa trilha que há muito rompera mata virgem e figurara em antigas plantas como território de selva minimamente habitado às cercanias do marco da primeira légua.
A diferenciação entre o Antigo (ou Velho) Caminho do Maranhão e a (“Moderna”) Estrada do Maranhão faz-se necessária:
O Antigo Caminho do Maranhão fora uma picada primitiva mostrada no mapa (verde) dos anos 1800 usada desde a época de Caldeira Castello-Branco à expulsão dos índios Tupinambás e posteriormente mantida por capitães-mores e governadores da Província que só com o systema de colonisação adotado por Leitão da Cunha em 1858 teria seu desenho consagrado como  Estrada do Maranhão na mesa do ex-gabinete de um crítico: Antonio Coelho de Sá e Albuquerque, em 1860; todavia, festivamente recebida por todos em 1869, depois da construção das pontes sobre os igarapés de Ananindeua e Marituba por outro engenheiro francês, Affonso Mungin Desincourt, um morador isolado na linha dos novos alcances comerciais — assunto este que ensejaria outra publicação pormenorizada.

*Não sabemos se a planta atribuída a José do Ó de Almeida foi por ele grafada ou é de autoria de Emile Gengembre; Ó de Almeida era militar, político e entusiasta (investidor) da colonização pela Belém-Bragança, bem como possuía um sobrado em Queluz — assim nos disse o cônego Siqueira Mendes em 21 de fevereiro de 1876, oito anos antes do início das obras da Estação Central da Estrada de Ferro de Bragança, também em Queluz.

Sobre a colonização da região do salgado recomendamos a tese de doutoramento de Fabrício Khoury Rebello intitulada DA LENHA AO ÓLEO DE PALMA — A TRANSFORMAÇÃO DA AGRICULTURA NO NORDESTE PARAENSE de 2012.

As fontes da pesquisa estão nos hiperlinks.

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palestra Dinah (1)