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Arquitetura e Urbanismo Enquetes

Enquete de escolha da marca CÍRIO 2016

CJ

A votação encerrou às 23 horas e 59 minutos do dia 7 de setembro de 2016.

Confira a aplicação das estampas em fundo preto (negativo):

CJ negativo


Postscriptvm (08SET2016):

Classificação nominal dos três primeiros colocados pela votação pública na Internet entre os dias 31 de agosto e 7 de setembro de 2016:

34

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Arquitetura e Urbanismo Divulgação

Divulgação/convite à FAU

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Arquitetura e Urbanismo Divulgação

Divulgação/convite à FAU

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Comunicação da Diretora da Biblioteca Central da Ufpa

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

Streamline Moderne além de 100 quilômetros de Belém em 1953

Streamline

As investigações feitas pelo Blog da FAU apontaram a existência, no Ver-o-peso, de três equipamentos urbanos com características do Streamline Moderne (design tipicamente estadunidense) em seus desenhos (arquiteturas): o Clipper Nº01 (1939), as garages Jabuti e Popular  e o Posto Pará – esses posteriores, ou contemporâneos, ao primeiro Clipper com datações especulativas não confirmadas.
Há possibilidades, mas a insuficiência das imagens descobertas ainda não nos permite afirmar, que os dois clippers do bulevar Castilhos França também possuíssem características do estilo arquitetônico desenvolvido e/ou influenciado por designers norte-americanos ou imigrantes como o francês Raymond Loewy.
O que hoje nos surge é a maquete de um posto de combustíveis (gas station para os gringos) com distância superior a 100 quilômetros da capital paraense, no entroncamento de duas rodovias, situado em Santa Maria, município de Igarapé-Assu.
O modelo tridimensional foi publicado em matéria da revista A Manhã (RJ) de 19ABR1953 sob o título Milhares de Quilometros nas Selvas Tropicais o texto mostra a ação do governo do Estado do Pará por intermédio do D. E. R. – Departamento de Estradas de Rodagem – sob a direção geral do engenheiro civil Belisário Dias, colaborador do general Alexandre Zacarias de Assumpção, eleito governador em 1950 para um mandato de cinco anos: 1951-56.
Não encontramos, ainda, indícios de que tal protótipo, encimado pela sigla DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem), chegasse à implementação.

O Malho (RJ) 1952

O Malho (RJ) de 1952 traz duas fotografias por ocasião do terceiro aniversário (incongruente na datação) de Belisário Dias à frente do D. E. R.  do Pará; além do bolo-maquete, provavelmente relacionado às obras da Tito Franco, vê-se sentado ao lado do homenageado, de paletó claro, o médico Hermínio Pessôa, Secretário de Saúde de Assumpção – também à mesa, ladeando o diretor do Departamento.
Belisário Dias, dono de uma casa construída pelo engenheiro Camilo Sá e Souza Porto de Oliveira em 1954* na avenida Tito Franco, foi assassinado com três tiros disparados por seu advogado em 21 de junho de 1958, segundo O Jornal de 23JUN1958 – tal crime, mesmo que indiretamente, seria uma consequência política do Baratismo versus Anti-baratismo.

*ano em acordo com o artigo publicado em RISCO pela professora Celma Chaves Pont Vidal.


Postscriptvm:

Questão: teria Camilo Porto de Oliveira alguma relação com a projeção do posto-trevo-rural; ou essa semelhança às gas stations ianques seria uma designação estereotipada pela União (DNER)?
Curiosidade: Belisário Dias,  a partir de projeto de Camilo Porto de Oliveira, construiu sua residência na esquina da Tito Franco com a Vileta em 1954; Hermínio Pessôa, seu colega na equipe governamental de Assumpção, fez igual na Mauriti a poucos metros da mesma avenida obedecendo ao riscado dos engenheiros Osmar Pinheiro de Souza e Angenor Penna de Carvalho em 1960 – com painel temático do Ver-o-peso em pastilhas assinado  e datado (10-05-60) por Alcyr (Boris de Souza) Meira, também engenheiro civil.

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Fonte: Google Street View.


Postscriptvm 2:

1) Quando o Professor Camilo (meu professor na inesquecível Escola de Engenharia do Pará) voltou de seus estudos nos Estados Unidos, creio que na Califórnia, ele trouxe muita novidade arquitetônica de lá, o chamado “estilo californiano”, usado bastante por ele em seus projetos, assim, sua dúvida é pertinente;
2) O nome completo do Prof. Angenor era: Angenor Porto Penna de Carvalho; ele dizia para seus alunos (eu fui um deles) que ele ensinava a disciplina Portos de Mar, Rios e Canais, porque ele tinha Porto no nome. (Professor José Maria Filardo Bassalo, por e-mail)


Postscriptvm 3 (18JAN2020):

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Belisário e Hermínio na sede campestre do clube Assembléia Paraense projetada por Camilo Porto de Oliveira (datação insabida, provavelmente entre 1957 e 1958)

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Animação Arquitetura e Urbanismo

O caricatural Streamline Moderne de PLANETA 51

Título original: Planet 51; ano de produção: 2009; dirigido por Jorge Blanco, Javier Abad e Marcos Martínez; estreou em 27NOV2009 no Brasil; duração: 90min; gênero: animação; países de origem: Espanha e Grã-Bretanha.

Sinopse:
O astronauta americano Charles “Chuck” Baker aterrissa no Planeta 51 com a certeza de que é o primeiro homem a pisar ali.
Mas, para sua surpresa, descobre que o local é habitado por pequenos seres verdes que vivem felizes com suas famílias num ambiente que remete à própria América dos anos de 1950.
O único temor desses habitantes é um dia ter seu livre e tranquilo planeta invadido por alienígenas.
Um igual ao Chuck! Agora, na companhia de seu robô “Rover” e com a inesperada ajudade de um residente, Lem, Chuck tenta recuperar sua nave e voltar para casa. (filmow)

Mais sobre Streamline Moderne no BF.

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Direito-societário-1

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Artes Plásticas

Cowparade Belém do Pará 2016

Coquetel de lançamento do evento Cowparade em Belém em 19/08/16 no Parque da Residência:

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Otávio Seawright, Felipe Ferreira (cowartist), Geraldo Teixeira (cowartist), Mateus Sil (cowartist), Adryano Alves e Jorge Eiró (cowartist).

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Arquitetura e Urbanismo Cinema

Revista Imaginária do BF; por Mateus Nunes

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A OBRA ARQUITETÔNICA COMO PROTAGONISTA NO CINEMA EM O GRANDE HOTEL BUDAPESTE; por Mateus Carvalho Nunes. (pdf)

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

Por que e como Benedicto Passarinho hospedou Getúlio Vargas em 1933?

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C. S. & C. Marca registrada para aplicação em todos os produtos da Cesar Santos. Pará, 28 de maio de 1913. (Marcas do Tempo SECULT/JUCEPA, 2015/16)

Em Palacete Passarinho – “residência provisória” de Getúlio Vargas – 1933 observou-se que o chefe do governo provisório se hospedou no Palacete Passarinho, de Benedicto Nobrega Passarinho,  proprietário da grande drogaria “Cesar Santos”*, de Belém do Pará.
O Jornal (RJ) de 06JUN1932 publica entrevista com o presidente da Associação Commercial do Pará, Antonio Faciola; nela o commendador,  ex-senador estadual e último intendente de Belém – indicado pelo governador Eurico de Freitas Valle e com ele deposto pela Revolução de 1930 – fala sobre a participação do Pará na representação do Partido Economista junto à Constituinte:

– Sem ver nomes, os mais indicaveis, porém, são, sem dúvida, os dos srs. Benedicto Passarinho, chefe da Drogaria Cesar Santos, actualmente na Europa, e Antonio Almeida Martins, proprietário do Grande Hotel.

Faciola, depois de elogiar a administração do major Magalhães Barata, conclui:

As classes conservadoras do Pará, assim que o Brasil fôr reentregue á ordem legal, pleitearão o nome do actual interventor para o governo do Estado.

O apoio das Classes Conservadoras do Pará a Barata estendeu-se a Vargas na sua primeira visita à cidade de Belém em 1933:

Diário Carioca (RJ) 01SET1933

O Jornal do Brasil de 27SET1933 dá a dimensão dos festejos políticos, inclusive diante do Palacete Passarinho: … até a residencia do capitalista Benedicto Passarinho, onde estarão formadas cinco mil operarias que cantarão o Hino Nacional.

Almanak Laemmert Notabilidades Commerciais 649 - 1930 (3)

Almanak Laemmert Notabilidades Commerciais página 649 – ano 1930

*Fundado em 1884, o estabelecimento de Cesar Santos & C.ia, localizado à Rua de Santo Antônio, n.os 25 a 27, em Belém, além de importar e comercializar especialidades farmacêuticas e drogas dos mais afamados fabricantes da época, exportou em alta escala medicamentos fabricados em seus laboratórios. A sociedade era composta de Arthur Cesar Santos Kós, Manoel José Fernandes, Benedicto Nobrega Passarinho e Adrianna Lyra Castro (comanditária).  (Marcas do Tempo SECULT/JUCEPA, 2015/16)


Postscriptvm:

Por ora a publicação apenas arranha a questão, entretanto, novas informações devem dar melhor entendimento do porquê e de como Getúlio Vargas se hospedou no Palacete Passarinho.

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Política

CARTAS DA HISTÓRIA; por Inocêncio Nóbrega*

INNa expedição de Pedro Álvares Cabral se encontravam experimentados navegantes portugueses, mas também um cronista por excelência, Pero Vaz de Caminha. Foi ele quem em carta a D. Manuel I narrou todos os pormenores da chegada da esquadra, os primeiros contatos com os nativos indígenas, informando-lhe da fertilidade do nosso solo.
A epístola era o fluente recurso de comunicação entre os povos. No Brasil, seu uso foi bastante disseminado por Pedro I, pondo seu pai, D. João VI, quando já havia retornado a Portugal, a par dos últimos acontecimentos políticos. A carta, hoje, comumente tem seu emprego restrito à definição de um programa de princípios filosófico, econômico, social. Por outro lado, já se torna praxe emiti-la, na forma de denúncia à nação, por Chefes de Governo e de Estado, quando impelidos se apearem do poder, por razões de força, proveniente de grupos descontentes, patrocinadores de rompimentos do sistema democrático.
Nessas circunstâncias, após de fracassado “impeachment” e incidentes, culminando com a morte de um major da Aeronáutica, recrudescem as acusações udenistas contra Getúlio Vargas, personificadas por Carlos Lacerda, que considera seu governo “um mar de lama”. Um senador paraibano detona: “É preciso matar esse governo para que sobreviva a nação”! Sem apoio, inclusive militar, ele opta pelo suicídio, cujo desfecho se deu na manhã de 24.08.1954. Deixa-nos, contudo, a “Carta Testamento”, onde declara os motivos reais daquele triste episódio da história. Em resumo diz: “Precisam sufocar minha voz e impedir minha ação (…) na defesa dos humildes”; denuncia a “campanha subterrânea de grupos internacionais e nacionais contra o regime de trabalho e de obstarem geração de riquezas, através da Petrobrás”. Assim conclui: “Se as aves de rapina querem o sangue, continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida”!
Janio Quadros, outra vítima do udenismo inconformado com sua política externa independente, desabafa em carta, na renúncia à Presidência da República, a 25.08.1961. Parecida, em alguns trechos, a linguagem de ambos: “Desejei um Brasil para os brasileiros”. Alude, adiante, “aos apetites e ambições de grupos ou indivíduos, inclusive do exterior”. Encerra numa exortação ao povo, estudantes e operários, sem deixar de se referir à justiça social.
Em relação aos pontos levantados pelos seus antecessores, Dilma Rousseff, que também caiu na malha de uma oposição, replicante de direita e ganguesterizada como a atual, segundo imprensa norte-americana, preferiu adotar um tom mais suave, na carta que acaba de endereçar ao Senado e aos brasileiros. Diga-se de passagem, seguindo a nova tradição e sem sair de agosto, que tem sido mês mais tirânico entre nós. Poupou, pelo menos por enquanto, críticas contundentes às raízes maiores do seu impedimento, o progressivo afastamento à hegemonia estadunidense e críticas à cobiça internacional ao Pré-sal. Nesses atos, nunca a palavra golpe havia adjetivado uma situação de anormalidade democrática, como experimentada por Vargas e Janio Quadros. Empregou-a com bastante precisão. Deixa, na sua mensagem, uma janela aberta para reconciliação, ao sugerir plebiscito, entregando ao povo a decisão quanto aos destinos do país. Todavia, não o suficiente para demover quem, há tempos, se preparou para dar um golpe certeiro na democracia. Escreveu como Vaz de Caminha ingenuamente anunciou, “aqui, em se plantando tudo dá”, inclusive ditadura.

*76 anos; perseguido político do Golpe Militar de 1964.

E-mail do jornalista: inocnf@gmail.com.


Carta de Caminha
Carta de Getúlio
Carta de Jânio
Carta de Dilma

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Dispensa das aulas durante a SITEC 2016

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

O presente que Abelardo Condurú deu a Getúlio Vargas em 1940

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Na realidade trata-se da Medalha Comemorativa da tomada de Cayena aos Franceses datada de 1809 como disse Gustavo (Dodt) Barroso, diretor (fundador em 1922) do Museu Histórico (Nacional), em artigo publicado na revista O Cruzeiro de 04 de dezembro de 1948, de onde foram tirados os clichês que seguem no topo da ilustração:

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Sob o título Tomada de Caiena: seu significado para a História dos Fuzileiros Navais publicado na Revista Navigator (V.6 – N.11 – 2010), o Capitão de Fragata e Encarregado do Museu do Corpo de Fuzileiros Navais, Ronaldo Lopes de Melo, dá a seguinte nota de rodapé:

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Não sabemos exatamente qual versão foi regalada ao presidente Vargas pelo prefeito Condurú em 05 de outubro de 1940, se em bronze, prata ou prata dourada; de todo modo estamos diante da imagem de uma peça considerada rara em fóruns de numismática que assim a descrevem:

Medalha representando, no anverso, com bastante relevo, a efígie com a cabeça de Dom João, Príncipe Regente, adornada com coroa de louros que se prende junto da nuca com um laço. Encontra-se de perfil, voltado à esquerda. Na orla a legenda (iniciando em baixo, do lado esquerdo e interrompida no exergo): D: JOAM P: G: D: PRINCE: REGEN: DE PORTUGAL & c. No exergo, que não está separado por friso, a data: 1809. No campo, junto do corte do pescoço, a assinatura do gravador PIGEON F. e no próprio corte a do modelador, onde a leitura (inconclusiva) poderá ser: MOD. BY ROVW. No reverso, na orla, a legenda, que começa do lado esquerdo, em baixo, interrompida no exergo: CAYENNA TOMADA A:OS FRANCEZES. Ao centro a data de 14. JAN // 1809., escrita em duas linhas horizontais dentro de uma coroa feita com dois ramos de café, ligados em baixo por um laço. Esta medalha comemora a tomada de Caiena, sede da administração francesa na Guiana, invadida pelo Príncipe Regente, Dom João, em represália à invasão de Napoleão Bonaparte a Portugal. Possivelmente é a primeira medalha de campanhas portuguesa e foi criada por Carta Régia de 16 de agosto de 1809.

O certo é que o antigo distintivo outorgado pela Coroa Portuguesa aos militares que tomaram Caiena à época da visita de Vargas tinha 131 anos e não 200 como disse A Noite, nem Dom João era Rei, mas Príncipe Regente; muito menos fora criado (o distintivo) por artistas do Brasil colonia, mas pelo flamengo Peter Rouw (ou ROVW) e dada à cunhagem em Londres pelo gravador George Frederick Pidgeon (ou PIDGEON F.).

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Arquitetura e Urbanismo História Memória Monumentos de Belém

O busto de Getúlio Vargas defronte à Baía do Guajará

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O busto em bronze,  mandado erigir em Belém pela classe dos marítimos, não possuía, em sua inauguração (05OUT1940), a placa que se vê acima; esta foi afixada ao monumento em 10 de outubro de 1941 por ocasião das comemorações nacionais do primeiro aniversário do Discurso do Rio Amazonas:

Diário de Notícias (RJ) 12OUT1941

Fontes das fotografias: antiga da Revista da Semana
atuais de Antonio Athayde.


Postscriptvm (13AGO2016):

A Noite – Suplemento – de 11NOV1941 ilustra, mais de um mês depois, a nota do Diário de Notícias (de 12OUT1941):

A Noite 11NOV1941

Ampliável à leitura

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Arquitetura e Urbanismo História Memória Política

Diário de Notícias também cobre visita de Vargas à Belém em 1940

Diário de Notícias (RJ) 07OUT1940

Ampliável à leitura

O jornal carioca Diário de Notícias de 07 de outubro de 1940 revela que Getúlio Vargas chegou à cidade de Belém ao final da tarde de 5 de outubro aterrizando no aeródromo de Val-de-cães.
Getúlio e sua comitiva embarcaram em uma lancha até o cais do porto (escadinha) à entrega symbolica das chaves da cidade e inauguração de seu busto em bronze defronte à Baía do Guajará.
O detalhe curioso e mote da matéria: o banho de chuva que Vargas tomou, não foi mencionado pela Revista da Semana (RJ) de 23NOV1940; aliás, os dois relatos jornalísticos, em alguns aspectos, são incongruentes.

Há ainda uma terceira percepção da segunda visita de Vargas à capital do Estado do Pará publicada em A Noite (RJ) de 06OUT1940.

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Divulgação/convite à FAU

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Material básico enviado pela diretora em exercício da FAU:
professora Cybelle Salvador Miranda.

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

Revista da Semana cobre visita de Getúlio Vargas à Belém em outubro de 1940

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Revista da Semana (RJ) de 23NOV1940 traz uma matéria ilustrada da segunda visita do presidente (ditador) Getúlio Vargas à cidade de Belém do Pará.
O magazine serve de roteiro às investigações que pormenorizem os fatos relatados; bem como esclarece dúvidas de Referências conflituosas sobre fotografias encontradas no Museu do Estado de Pernambuco, publicação de 04FEV2014 deste site.

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Política

VAIA OLÍMPICA; por Inocêncio Nóbrega*

INVaiar não é crime. Trata-se de uma oportunidade pouco frequente, de que dispõe uma sociedade democrática, a fim de manifestar seu inconformismo ante uma situação anômala presente, de caráter social, econômico ou político. Não raro o foco principal são as autoridades, sempre em escala maior. Sem dúvida, esse tipo de apupo corresponde a uma verdadeira mensuração de como anda a carruagem de estado e de governo.
O hábito estoico da Velha República, pelo menos esconde possíveis desmantelos funcionais. Relembremos, contudo, alguns casos dos quais  posteriormente primeiros mandatários experimentaram tais vexames, mais amargos dependendo do grau de desvio de conduta em relação à coisa pública, a maioria se recompondo perante a história.  Comecemos por Getúlio Vargas, na década de 1940, quando inaugurava o Estádio de Pacaembu, São Paulo.  Acusado da prática de atos discricionários mais tarde reaproxima-se do povo, que o cognomina de “Pai dos Pobres”. Já no Maracanã, o presidente Juscelino sofreu estrepitosas vaias de torcedores, durante os preparativos da seleção canarinha à Copa da Suécia. Sereno e otimista, está consagrado pela sua coragem e arrojo, no cumprimento de sua meta, “Brasil, 50 Anos em cinco”.  FHC, entre meia dúzia de aplausos é enormemente vaiado no desfile de 7 de Setembro de 1999, em Brasília. Premiou a Nação com um legado negativo de trabalho. Lula e Dilma Rousseff, também não escaparam dessa forma de protesto. Ambos continuam na preferência da população brasileira mais carente, pelo conjunto de providências a seu favor que realizaram. Interessante, quase todos esses episódios estiveram ligados a eventos esportivos, impressos pelas presenças, maciças, da classe média, nunca fugindo do caráter doméstico de influência.
Na abertura das Olimpíadas, no Rio de Janeiro, persistiram tais princípios, recaindo, seletivamente, em Michel Temer.  Não concordo com a tese do apresentador Boechat, da TV Bandeirantes, pretendendo generalizar as vaias aos maus políticos.  Uma manobra para esconder o ator do triste cenário. Ao contrário, tiveram endereço certo, a um homem que logo cedo começa colher seus próprios frutos, pela determinação de assumir um poder, ainda pela via do golpe parlamentar. Curioso que distante do início de cada novo governo historicamente ocorre um período de maturação, instante em que o país começa a se impacientar, ao aperceber-se dos descaminhos oficiais.  Sem seguir essa tendência, a produção dos efeitos que criou não tardou a ser sentida, acumula-se num crescendo a olhos vistos, vez que ele próprio e seu ministério estão envoltos em escândalos de corrução, portanto incompatíveis com a expectativa nacional, não esperando pelo incremento da moralidade instalar-se, assim fazendo jungir as descrenças das facções populares, outrora antagônicas. Não vejo, pois, como Temer demover-se desse transtorno, cumprindo um marco de dignidade na sua passagem pelo Palácio do Planalto.  O que ficou mesmo foi a vaia olímpica, assistida por cerca de 900 milhões de pessoas, no mundo inteiro conectadas naquele momento. Fingia-se preparado para receber tamanhas vozes de repúdio, deixando a arena carioca ridicularizado e expondo o Brasil a essa situação de constrangimento.

*76 anos.

E-mail do jornalista: inocnf@gmail.com.