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O oitavo aniversário do BF

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Memorial Gráfico.

Fonte do manuscrito: British Library.

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Divulgação/convite à FAU

Veja a Programação Completa do evento.

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

Belém (Manoel Pinto — Círio) 1973; por Roberto Serra Freire

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

Belém (Carmo) 1973; por Roberto Serra Freire

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

Belém (Feira do Açaí) 1973; por Roberto Serra Freire

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

Belém (Mercearia Monte Cristo) 1973; por Roberto Serra Freire


Avenida 16 de Novembro próximo à esquina com a rua de Óbidos — “Redondo”

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

Belém (Círio) 1973; por Roberto Serra Freire




Colaboração: Aristóteles Guilliod de Miranda.

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Jeremias Bentham — El Panoptico

Bentham, Jeremias. El Panoptico. Madri: Ed. La Piqueta, 1979. Inclui “El ojo del poder” entrevista com Michel Foucault, p.9-27 e “Bentham en España” de María Jesús Miranda, p.129-145.

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Aluizio Leal contextualiza o Panóptico de Bentham questionando seu uso na Penitenciária de Santa Rosa

O professor Aluizio Leal — colaborador do projeto Blog da FAU — enviou-nos de Santarém-PA um vídeo contextualizando o Panóptico pensado por Jeremy Bentham e traduzido em planos arquitetônicos pelo também britânico Willey Reveley que não tinha experiência anterior em projetar prisões.
Aluizio discorda que a parcialmente construída Penitenciária do Estado do Pará, planejada pelo engenheiro Henrique Américo Santa Rosa entre 1892 e 93, obedecesse ao princípio do edifício circular de vigilância central de Bentham e ganha razão diante das estampas de Reveley (mais abaixo); na realidade foi o próprio Santa Rosa quem afirmou,  no periódico Folha do Norte de 22MAR1897, que sua penitenciária pertencia ao systema panoptico (chamado typo estellar pelo desembargador Antonio Bezerra):


Esquema de Bentham e planos de Reveley ao edifício Panóptico:


Mesmo do final do século XVIII tem-se rascunhos e desenhos esquemáticos do edifício circular utilitarista de Bentham/Reveley; já as ideias graficamente desenvolvidas por Henrique Américo Santa Rosa se perderam, obrigando-nos a trabalhar com informações fragmentadas em duas fotografias para recuperar o volume da inconclusa Penitenciária do Estado do Pará.
Certamente o engenheiro paraense confundiu, como disse o professor Aluizio Leal, panóptico com radial.

Planos panóticos

Referentes de Santa Rosa: radiais com visão central aos corredores de celas

Desse modo: ironicamente a relação mais aceitável entre Bentham e Santa Rosa é que ambos morreram pelejando pela execução de seus projetos de penitenciárias; Bentham não viu a sua sair do papel e Santa Rosa a dele finalizada em Belém do Pará.


Referências:
The Panopticon. The glass lantern shattered: Jeremy Bentham and the demise of the Panopticon Prison; by Neil Davie.
O Panóptico Jeremy Bentham
; organizado por Tomaz Tadeu.
Crédito do vídeo:
Ana Margarida Lins Leal de Camargo.


Postscriptvim (10MAI2018):

Arquitetura Penitenciária; por Julio Altmann Smythe.

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Engenheiro Henrique Américo Santa Rosa

Henrique Américo Santa Rosa


As Obras Públicas do Pará — Volume I; de Ernesto Cruz.

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A Penitenciária do Estado do Pará na Feira do Som


Bassa - esboço (2)

O programa Feira do Som, da Rádio Cultura do Pará FM, apresentado por Edgar Augusto, perguntou: “—O prédio Castelinho, na Universidade do Estado do Pará, UEPA, foi  construído originalmente com qual destinação?”.
A resposta dada como certa por Edgar: “—Foi originalmente construído para ser a Penitenciária do Estado do Pará.”. (ouça o áudio acima)
Parece que a fonte informativa do programa foi Castelinho: nova casa, velha história, matéria publicada no site da Universidade do Estado do Pará que direciona à Revista Saber Amazônia de janeiro, fevereiro e março de 2016; onde se pode ler Castelinho, um patrimônio no coração do bairro do Telégrafo.
Do mesmo modo que a UEPA desconhece esta página de investigações, não tínhamos ideia da pesquisa feita por aquela instituição de ensino superior.
Como as nossas últimas publicações são referentes à Penitenciária do Estado do Pará; ou, mais especificamente, à sua reconstituição  virtual, chamamos atenção ao fato de que o Castelinho da UEPA era um componente do complexo prisional, servindo como corpo central da administração com as salas da directoriada bibliotheca, da inspeção e registro, o parlatório, a pharmacia e outras dependências; ou seja: não possuía celas e era interligado à torre, ao corpo posterior (espelhamento do próprio Castelinho da UEPA pós rotunda) e aos raios cellulares que aparecem em marcações no solo em fotografia publicada em 1939.
A resposta simplificada da Feira certamente induziu o ouvinte a imaginar grades no Castelinho, o que não seria o caso.
No trabalho feito pela UEPA verificamos a ausência dos períodos em que a Penitenciária fora usada para hospedar os jornaleiros da comitiva de Oswaldo Cruz em 1911; e, o mais significativo: quando a Panóptica de Santa Rosa mutilou-se à serventia da Hospedaria dos Flagelados em 1920 no segundo período governamental de Lauro Sodré.
Curiosamente Santa Rosa reapresentou os estudos do seu plano panóptico de 1892 à Penitenciária para o governador Eurico de Freitas Valle (1929-1930) quando deste também foi diretor de Obras Publicas, Terras e Viação; acreditava ele na força da lei 2.550 de 12 de novembro de 1926 conferindo ao governo plena auctorização para deliberar sobre o seu proseguimento, contudo, não havia recursos financeiros para tal.

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A Penitenciária como Hospedaria dos Flagelados


Fotografia publicada no Abum Discrittivo del Pará de 1898 que pela ausência da abóbada é anterior — provavelmente do início de 1896


Virtualização sobre fotografia publicada no Album do Pará de 1939

As fotografias com as quais temos trabalhado à virtualização da Penitenciária do Estado do Pará — plano panóptico desenvolvido pelo engenheiro Henrique Américo Santa Rosa implementado em 1893 e paralisado, em seu mister, no ano de 1898 — são insuficientes à percepção do que o Estado do Pará de 24ABR1920 chamou de velho casarão da Penitenciária.
Não havia dois meses que o mesmo periódico publicara Em prol dos flagelados do nordeste (Estado do Pará 01FEV1920); por essa nota sabe-se que o governador Lauro Sodré satisfez o pedido do coronel Domingues Carneiro,  presidente da Commissão de Socorros aos Flagelados, para montar naquele próprio estadual uma hospedaria de immigrantes.
Ao que tudo indica a torre, coberta por abóbada que acreditamos à semelhança técnica do Pavilhão de Vesta de 1891, fora utilizada como habitação; além de outras dependências do complexo já erigido, como o remanescente Castelinho da UEPA que serviria à administração do conjunto prisional original.
Na sequência das publicações do jornal observa-se que a diretoria do Serviço Sanitário do Estado, em consequência dos casos de varíola registrados em 23 de fevereiro de 1920 na Penitenciária, já na condição de Hospedaria dos Immigrantes (apelidada de dos Flagelados), procedeu a rigoroso expurgo e desinfecção em todos os compartimentos do prédio, isolando-o durante 14 dias — “Nesse período as levas que chegarem irão para a hospedaria do Outeiro, afim de não propalar o mal.”.
No dia 4 de março de 1920, na Hospedaria da Penitenciária, faleceram quatro crianças cearenses entre oito meses e três anos, duas diagnosticadas com enterite e duas com gastro-enterite.
Ao primeiro de maio de 1920, José Felix da Silva, vulgo Maria Dulce, a Fatima Miris Sertaneja que passara uma estadia de cinco mezes na central de policia, dos quais quatro passou como mulher, fora remettido a hospedaria de immigrantes na Penitencia(ria); Maria Dulce deseja obter uma passagem para seu torrão natal; “caso não consiga, ira para a E. F. de Bragança trabalhar na lavoura, em que é exímio.”.
Em maio de 1921 trinta e cinco colonos — entre homens, mulheres e crianças — foram hospedados na Penitenciária (sempre dita em construção) por quatro dias; um fato inusitado ao coronel Domingues, já que o grupo veio do interior do Estado a palácio para conseguir passagens de volta ao Ceará e tal súplica não poderia ser atendida de imediato.
Por ora não se tem ideia da estrutura física ocupada pela Hospedaria da Penitenciária capaz de absorver a demanda; somente das ações, muitas delas deformadoras do projeto de Santa Rosa, para receber os primeiros flagelados em 1920:


Postscriptvm:

A Penitenciária, como Hospedaria dos Imigrantes, tinha endereço (Largo da Penitenciária) e telefone (1243) em 1920: