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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

Há 60 anos a Universidade do Pará era instalada

Pesquise sobre Mario Braga Henriques, primeiro reitor da Universidade (Federal) do Pará, no Blog da FAU.

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Administração Arquitetura e Urbanismo Divulgação

Divulgação: prova escrita do PSS* à Informática Aplicada da FAU


Ampliável

Ata de realização da prova escrita e outros procedimentos.

*Processo Seletivo Simplificado.

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

A Medicina da UFPA fez 100 anos

A Faculdade de Medicina do Pará, criada em 09 de janeiro de 1919 pelo dentista* Antônio Magno e Silva, então diretor da Escola Livre de Odontologia do Pará — com a aquiescência de sua Congregação —, completou um século de existência.
O selo comemorativo do júbilo foi uma concepção da Oficina de Criação da Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal do Pará.
Em 1969, quando a Medicina da UFPA alcançava o cinquentenário, lançou-se uma medalha comemorativa, cunhada na Randal (Industria de Distintivos Randal Ltda) do Rio de Janeiro, com o anverso (cara) estampando três médicos: Barão de Anajás (primeiro diretor da Faculdade), Camilo Salgado (segundo diretor) e Olímpio da Silveira (secretário); no reverso (coroa) o prédio do Largo de Santa Luzia — emblemática sede adquirida em 1923 que após algumas reformas foi ocupada em 1° de abril de 1924:



O fato curioso, aqui merecedor de destaque, é o desenho original produzido por Alcyr Boris de Souza Meira encontrado pelos pesquisadores Aristoteles Gulliod de Miranda e José Maria de Castro Abreu Júnior, ambos  médicos, autores do livro Memória histórica da Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará 1919/1950 – da fundação à federalizaçãocom a primeira edição praticamente esgotada.
Por ora não sabemos se o esboço dos três relevos humanos (do anverso) são de Alcyr Meira, mas é visível que o do velho casarão sofreu retificação ao assumir a forma de medalha industrial.

Original em papel timbrado de Alcyr Meira


*Antônio Magno e Silva graduara-se dentista em 1905 no Rio de Janeiro, mas formar-se-ia médico em 1924, um dos quatro primeiros doutores pela própria Faculdade de Medicina que criara em 1919.
A foto da colação de grau em medicina de Magno e Silva pode ser ampliada.


Mais sobre Os primeiros dias da Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará: o protagonismo de Antônio Magno e Silva; de Aristoteles Gulliod de Miranda e José Maria de Castro Abreu Júnior.

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Arquitetura e Urbanismo Divulgação

Paisagens Híbridas — volume 1, número 2

Veja também Paisagens Híbridas — volume 1, número 1.

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Arquitetura e Urbanismo Divulgação

PROIBIDO O CARNAVAL

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Administração Arquitetura e Urbanismo Divulgação

Divulgação: homologação do PSS* à Informática Aplicada da FAU

Ampliável

Portaria designadora da Banca Examinadora: N°024.2019-ITEC-UFPA.

*Processo Seletivo Simplificado.

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Arquitetura e Urbanismo Belém Fotografia antiga História Memória

1957 — arredores do Ver-o-peso e porto de Belém

Os audiovisuais aqui editados, a partir de material produzido em 1957 disponibilizado pela Chicago Film Archives, sinalizam que as tomadas ocorreram no mês de junho: aniversário do governador Magalhães Barata e feira de fogos de artifício na Praça do Relógio.
Curiosamente em abril, pouco mais de um mês pretérito, esteve em Belém o fotógrafo russo Dmitri Kessel a serviço da revista estadunidense Life; Dimitri fez registros do Ver-o-peso, do Porto de Belém, da Estação Ferroviária de São Brás, dos ônibus Zepelim, etc. — um olhar acurado talvez revele os mesmos personagens da vida real da cidade de Belém aprisionados pelas duas mídias estrangeiras.
Veja, no Blog da FAU, parte da produção de Dmitri Kessel.

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

1957 — o Zepelim passa pela Independência com a Castelo

Mais sobre o Ônibus Zepelim no BF.

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

1957 — o trem passa pela Almirante com a Vileta

Salomão Mendes, editor da página do Facebook intitulada Belém Antiga, trouxe à tona (e à baila) um precioso material de um site estadunidense; a tarimba de jornalista acabou por provocar, por cortes e inserção de músicas, a viralização, nas redes sociais e grupos de WhatsApp, de um insosso conteúdo de cinema surdo e mudo.
À semelhança de Salomão, também colaborador do projeto Blog da FAU e confrade da Memória, montamos um audiovisual, a partir da mesma matéria bruta do Chicago Film Archives, com propósito didático — aqui trabalhamos a mesma cena, repetindo-a por quatro vezes, em velocidades distintas para melhor apreensão de detalhes, como a moderna casa de Belisário Dias em contraste ao velho palacete que seria demolido em prol do novo Souza Franco do regime militar, a rodagem coberta pelo mato, uma locomotiva (ou: a Augusto Montenegro?) aparentemente reformada se comparada a uma fotografia mais antiga:

Álbum de Augusto Montenegro 1908


O trem, no audiovisual, segue o trajeto Bragança/Belém com destino à Estação Ferroviária de São Brás.

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

Paulo Maranhão e o elevador enguiçado da Folha do Norte


A emblemática fotografia do singular jornalista Paulo Maranhão foi publicada na revista Manchete (RJ) antes que este completasse os 94 anos — seu aniversário estaria por vir: 11 de abril — com os quais faleceria em 19 de abril de 1966.
Permanecemos na busca de dados que possibilitem a reconstituição do prédio projetado e construído pelo engenheiro civil Francisco Bolonha inaugurado em junho de 1931.
O texto que surge corrobora, sem ser cabal, com a assertiva de que o elevador (menos tosco) fora adaptado ao prédio depois de pronto e já com a Folha do Norte em funcionamento; todavia a imagem suscita outra dúvida, desta vez diante do cenário onde está Paulo Maranhão em 1965: ao fundo se vê uma folha de janela interiça composta por vidros e persianas mais (aparentemente) uma folha dupla por trás com a função de abafamento do som e supressão da claridade externos; as estantes (contendo a famigerada biblioteca de Paulo?) e a escrivaninha reforçam, objetivamente, que não estamos nem na redação, nem na gerência do jornal.
Essas ponderações provocam dúvidas: estaria Paulo Maranhão em sua casa da Generalíssimo Deodoro (ou da avenida Nazaré), ou no gabinete da residência (último pavimento) onde se improvisava uma academia de ginástica à família com o professor Oswaldo Diniz Magalhães?

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

O elevador extemporâneo da Folha do Norte em Querido Ivan

Elevador (ascensor) presente no apêndice fotográfico do livro Querido Ivan, de Haroldo Maranhão: tal equipamento, mal enjambrado em uma das janelas que dão à 1º de Março pelo primeiro pavimento (térreo) da Gaspar Vianna, não se coaduna ao conjunto.

Em O novo edifício da Folha do Norte inaugurado em 1931 (in post) nos comprometemos em identificar as imagens que compõem Querido Ivan, de Haroldo Maranhão; de lá para cá algumas questões vieram à tona, foram investigadas e obtiveram respostas arrazoadas também figurativas.
Com o mesmo procedimento tentaremos explicar o porquê desse elevador não estar na inauguração da Folha do Norte em 1931 sendo lá posto em um porvir ora indefinido.
A própria fotografia apresenta a incongruência do equipamento diante de uma janela impedindo o movimento pleno de uma de suas folhas.
A Folha do Norte possuía um ascensor de serviço que interligava as oficinas; a última delas com a redação e gerência — certamente nenhum desses elevadores alcançava a Residência dos Maranhão de João que ocupava a completude do último pavimento.


Começamos do bê-a-bá, lendo ou cotejando as provas de paquê que subiam da oficina. Faziam o trajeto redação-oficina-redação pelo tosco elevador puxado a cabinhos

O elevador descrito por Haroldo Maranhão localizava-se quase que exatamente na esquina da 1º de Março com o Bulevar da República, entre os dois últimos vãos de janelas; entretanto, o outro, não tão tosco, fora posteriormente posicionado em um dos sete vãos gradeados da 1° de Março, provavelmente o terceiro no sentido Gaspar Vianna/Bulevar Castilhos França que interligava a gerência (2º pavimento) à rotativa (térreo da Gaspar Viana) — aqui o vazio de sua passagem: na sala de espera (da gerência) e por trás da rotativa:

Colaboração: Maria Regina Faciola Pessôa.

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História

O pátio onde a mãe de Haroldo Maranhão criou uma garça…

Haroldo Maranhão, nesta mesma varanda apelidada de O Imparcial para diferenciá-la da sacada do Bulevar Castilhos França — esta com portas que abriam para dentro da residência —, teve a primeira falange do indicador decepada pela porta de acesso à mínima varanda (que) abria para fora; peça reimplantada com sucesso pelo doutor Luiz Leão. (Querido Ivan, 1998)

Espiando o páteo da Dona Carmen em 1932

A bola da vez nas pesquisas do Blog da FAU/Laboratório Virtual é o “novo” prédio da Folha do Norte, reforma e ampliação feitas na esquina do Bulevar Castilhos França com a rua Gaspar Vianna pelo engenheiro Francisco Bolonha entre os anos de 1928 e 1931.
A peculiaridade dessa edificação se confunde com a história do jornal e da família Maranhão; uma vez que o patriarca, professor Paulo Maranhão, ainda na condição de secretário e não proprietário, viveu lá enclausurado com sua família nos altos do que ele chamava de sobrado — questão prática de sobrevivência ao laurista de maldita pena, um cavalão, ou: o Palma Cavalão.
João Maranhão, filho de Paulo, assumindo a antiga função do pai, seguiria seus passos habitando o último e estratégico pavimento de um edifício reestruturado para congregar o complexo jornalistico, administrativo e de oficinas gráficas; reverter-se em bunker quando necessário, e ser um lar para crianças fadadas a não ter uma infância comum, senão brincar de jornalistas e gráficos como Haroldo e Ivan da prole de João.
Em Edifício da Folha do Norte — o Frankenstein de Francisco Bolonha (hipótese) furtamos a importância técnica atribuída a esse edifício por anos superlativada; todavia, lembrou-nos o Márcio Barata, em texto complementar à matéria: … foi um projeto enxuto, de processos construtivos simples, mas que atendeu aos anseios das pessoas que ali viveram e trabalharam, e que ao meu ver, é a essência profissional da arquitetura…
Pois é… Bolonha oportunizou aos Maranhão, todos prisioneiros da resistência política, o vento fluente do nordeste a atravessar-lhes a casa, amplitude para mirar a Baía do Guajará e um lugarzinho para criar …uma garça, entre flores e legumes!
Quem sabe se o projeto da Nova Folha do Norte não foi o mais humanitário desenvolvido pelo engenheiro Francisco Bolonha, uma factual promessa de amor ao próximo que é perseguido por defender sua ideologia na opinião deste editor o Palacete Bolonha transmutar-se-ia em jardim e horta à liberdade da Villa em júbilo ao projetista.
Jamais imaginaríamos, se não revíssemos exaustivamente o material imagético mostrado, que o pavimento residencial possuísse uma circulação tão generosa; aliás, nem suspeitávamos, com base nas fotografias de Querido Ivan [publicadas em O novo edifício da Folha do Norte inaugurado em 1931 (in post)], que houvesse janelas naquela parede externa, já que as dos pisos anteriores foram registradas cegas internamente e não há, no livro de Haroldo Maranhão, imagens da residência que revelem (explicitamente) esses ambientes.
As investigações permanecem com o intuito de recompor a conformação interna e externa da Nova Folha na década de 1930.

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga Memória

Edifício da Folha do Norte — o Frankenstein de Francisco Bolonha (hipótese)

Painel ampliável à melhor percepção das imagens

A “nova” sede do jornal Folha do Norte foi inaugurada em 8 de junho de 1931; dela já disseram ser o primeiro prédio em Belém, cujas fundações e estrutura foram executadas em concreto armado e o IBGE, em sua página institucional, afirma, sem disponibilizar a fonte, que foi o primeiro edifício na América do Sul com estrutura metálica.
O painel acima parece contestar, por fotografias de momentos distintos, essas duas assertivas.
Ao que se percebe houve reformas e ampliação de uma edificação registrada por Augusto Fidanza por volta de 1875, possivelmente geminada (de numerações independentes) colada à firma B. A. Antunes e Cia. instalada em 1870 em prédio visivelmente contemporâneo.
A edificação colonial que hospedaria o jornal Folha do Norte desde que este saiu de sua primeira sede no Largo da Independência fora constituída, em sua projeção ao Bulevar da República, de três pisos com pé direito mais baixo que o da B. A. Antunes e Cia. com seis vãos verticais na fachada recebedores dos conjuntos de portas e janelas, três para cada endereço (na fotografia de Caccavoni se vê apenas a sexta parte da construção pegada à B. A. Antunes e Cia. suficiente à reprodução modular).

Visão da rua da indústria, via da numeração: ao que tudo indica o antigo prédio da Folha do Norte, à semelhança de seu geminado, possuía apenas um pavimento; o que parece acrescer são os dois (novos) andares e frontão, principiando pelo da sacada em concha — elemento nouveau dessa fachada alterada por Bolonha em 1931

Se a interpretação dessas imagens estiver correta, a Nova Folha do Norte não passou de uma reforma que ampliou a velha construção ao quarto pavimento que suporta o mirante projetado ao Bulevar da Castilhos França; e, dois, à fachada da Gaspar Vianna.
Essa nova percepção da rua da Indústria nº33, esquina com a 1° de Março, vista no painel temporal, mostra também que o prédio passou por interferências preliminares à Nova Folha como visto na aposição de platibanda; desse modo, o gradil com o monograma FN que resguarda o térreo entre a 1° de Março e a velha Rua da Indústria (Gaspar Vianna), pode ter pertencido ao periódico quando este ainda era habitado, nos altos, pelo ainda secretário da Folha Paulo Maranhão e família como trincheira durante sua guerra contra Antônio Lemos nas primeiras décadas do século XX da qual saiu vencedor em agosto de 1912 com o incêndio de A Província do Pará e da residência daquele intendente.

A partir daqui franquearemos a palavra ao professor Márcio Santos Barata, experiente na análise de construções antigas e docente do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFPA; observador, contestador  e colaborador diante da elaboração desta hipótese:


Fontes: Painel FN.

Colaboração: Confraria da Memória.