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Hoje: missa de um mês do falecimento da Tia Lourdes

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Às 5 horas da manhã do dia 29 de maio passado faleceu, vitimada pela COVID-19, a senhora Maria de Lourdes Queiroz Holanda, carinhosamente apelidada Tia Lourdes, em consequência de um bloco de carnaval que criou em Salinópolis, o Bloco da Tia Lourdes, famoso nos anos 1980.
A notícia de sua morte nos foi dada por seu sobrinho, Renato Holanda, filho do proprietário do Posto Atlantic do Ver-o-peso, que Tia Lourdes tocou, já como única dona, até sua demolição na gestão de Ajax de Oliveira — afunilamos a datação entre 1976/77.
Tia Lourdes colaborou na matéria O Ver-o-peso de Dona Lourdes Holanda dando entrevista a este Laboratório Virtual.

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Assembléia Paraense — Praça da República números 21, 15, 16, 17 e 18

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Comparativo de imagens aéreas de 1963 ou 65 com atuais – edificações remanescente (ampliável)

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Delimitação dos lotes atualmente à comparação com as construções antigas

O antigo Café Chic (Renata Tecidos) foi um divisor d’águas entre os prédios ocupados pelo clube Assembléia Paraense ao longo de sua história na Praça da República: à esquerda do Chic, sob a numeração 21 a AP surgiu em 1916 (edifício Gualo) — como nova razão social da Associação do Commercio a Retalho do Pará, mas no mesmo ano mudou-se para o alugado número 15 (prédio da Caixa Econômica Federal) até adquirir sua sede própria em 1921, edificações geminadas de números 16 e 17, que passou por duas reformas significativas: a de 1924-25 assinada por José Sidrim e a de 1928-29 proposta em concorrência por João Augusto MacDowell — quando MacDowell praticamente¹ demoliu o imóvel a AP ocupou, provisoriamente, o número 18, que no início dos anos 1960, somar-se-ia ao 16 e 17 ao soerguimento do edifício Assembléia Paraense.
Ainda não alcançamos a data de aquisição do n°18 pela Assembléia Paraense, mas a assimetria (das fachadas) comum às reformas tanto de Sidrim quanto de MacDowell demonstra que o interesse pelo imóvel era antigo; possivelmente essa nova propriedade tenha chegado tarde demais à ampliação imaginada por ambos.

A Avenida da República, ou simplesmente Praça da República, era a delimitação da via paralela à praça que iniciava na perpendicular Avenida Liberdade (hoje Oswaldo Cruz) em direção ao jornal A Província do Pará; sua numeração era crescente nesse sentido e direta (par e impar) — tal avenida dava continuidade à 15 de Agosto que obedecia outra lógica: margem par e margem impar (atualmente tudo é nominado Presidente Vargas).
Trabalhamos com a numeração primitiva para evitar confusão na identificação dos lotes.

¹O praticamente vem do quase, jamais por uma demolição plena à casa em que Oswaldo Cruz se hospedou junto com sua equipe médica de profilaxia à febre amarela entre 1910 e 11; ao contrário, houve aproveitamento de paredes estruturais e o mais possível em ambas; Sidrim pensou em uma assimetria à nova fachada criada entre 1924 e 25, o que seria de certo modo imitado (e limitado) na construção de MacDowell que acresceu o pavimento superior e ampliou o porão com escavações significativas entre 1928 e 29 — se novo fosse o prédio 16-17, isto não teria sentido porque ele surgiria do chão, sobre suas próprias fundações; especulemos que a intenção de Sidrim, visivelmente corroborada pela ampliação de MacDowell, tivesse um objetivo claro: duplicar a 3ª sede ao n°18, dando-lhe uma simetria planejada no passado.


Saiba mais sobre o assunto em: A primeira sede própria do clube Assembléia ParaenseAssociação do Commercio a Retalho do Pará — origem da Assembléa Paraense.


Colaboradores: Fernando Marques (Laboratório Virtual) e Igor Pacheco (Fragmentos de Belém).

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Não é pelo compasso da bailarina de Degas que cidades e abrigos dançam

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

Refazendo a viagem de Spix e Martius pela Amazônia

Fonte: Canal Instituto Martius-Staden e Jornal da USP.

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Associação do Commercio a Retalho do Pará — origem da Assembléa Paraense

Acima se vê o desenho da fachada do prédio n°21 situado na Praça da República (ou Avenida da República);  tal imóvel tinha como locatária a Associação do Commercio a Retalho do Pará, fundada em 05 de janeiro de 1911; após assembléia geral dos sócios realizada em 05 de junho de 1916, nesta mesma edificação, a Associação se transforma no club Assembléa Paraense, que nela permanece até sua transferência para o também alugado n°15  do mesmo logradouro (hoje edifício da Caixa Econômica), inaugurando sua nova sede em 08 de outubro de 1916 às festividades do Círio de Nossa Senhora de Nazaré — ou seja: a recém nascida AP teve este endereço por quatro meses e três dias no máximo.
Ao final dos anos 1950 (datação por confirmar) o prédio foi demolido e no lote erigiu-se o edifício Gualo.

Título2

Recorte de documentário da RTP de 1957 — uma das referências à elaboração do desenho arquitetônico

Esta publicação dá sequência à matéria A primeira sede própria do clube Assembléia Paraense na qual cruzamos informações contidas no Relatório da gestão de 1928-29 com notas públicas de jornais de época; a análise permite afirmar que esta diretoria mudou o entendimento da anterior estabelecendo nova data à fundação do clube:

Relatório 1929

O que fez a gestão de 1928-29? Passou a considerar a fundação da Assembléa Paraense quase seis meses antes, data da assembleia geral que instituiu a Comissão incumbida da elaboração de novos estatutos à Associação do Commercio a Retalho do Pará; bem como propôs novo nome para ela — segundo o relatório de 1929 disputaram dois: o de Club Universal e o de Assembléa Paraense, ambas nomenclaturas de clubes antigos e extintos.
Todavia a cidade de Belém do Pará, por intermédio da imprensa local, tomou conhecimento do surgimento da Assembléa Paraense no dia 05 de junho de 1916, momento em que as proposições da aludida Comissão foram à votação na assembleia geral daquele dia — corroborando com a assertiva apontada pelos reformadores de 1925 e 1927 —; do mesmo modo ficou público, também por jornais, que a AP inaugurou sua sede, de direito a primeira já que o contrato de aluguel por 5 anos do imóvel n°15 no Largo da República estaria em seu novo nome, no dia do Círio de Nazaré (08OUT) de 1916 e não no dia 31 de dezembro de 1916 com ceia e réveillon.


Referências:
Relatório 1929: origens.
Fotografias usadas à reconstituição da fachada e placa da ACRP.
Benjamin Lamarão 1° secretário na transição ACRP/AP


Colaboradores: Fernando Marques (Laboratório Virtual) e Igor Pacheco (Fragmentos de Belém).

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Divulgação/convite à FAU

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