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Documentário Acácio Sobral (2006)

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O apocalipse em Acácio Sobral

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Foto: Antonio Cícero.

O artista plástico Acácio Sobral (foto) faleceu no dia 24 de novembro de 2009, poucos meses após a inauguração da obra Olho D’água (desenho), instalação na modalidade Site Specific − emblemática por sua relação com a natureza.
O trabalho de Acácio, meticulosamente planejado para o Campus do Guamá, previa uma dinâmica de integração do homem ao ambiente amazônico, propondo que no centro de sua escultura surgisse uma samaumeira, plantada à época da montagem, que seria abraçada em um tempo que ele sabia já estar ausente.
Esse processo, necessariamente lento para ser reflexivo, foi interrompido pelo progresso que desordena, o mesmo que traz o dinheiro afobado para construir cadeias com microcelas de segurança máxima; onde o Sol, médico, quando aparece, faz visita.
É o controle do homem sobre o homem, ambos, órfãos de Deus − o que vigia e o que é vigiado.
Se todos pensássemos que ter um lugar para contemplar é tão importante quanto um abrigo, compreenderíamos o sentido e o significado do Olho.
Arredar a estrutura de aço para mais próximo do Guamá, garantindo área à construção de um bloco de cinco andares para salas de aula, foi solução espúria; melhor estaria tal bagaceira no fundo do rio, à degradação do Senhor.
O ferro ordenado e pintado não diz mais nada, perdeu contexto porque o desenho tridimensional, que Acácio chamou de Pintura 3D, além de necessitar daquele “abusado” espaço, carecia dos caminhos de terra e da vegetação em tons distintos de verde.
O artista não pensou só em linhas, jogou com manchas de cor ao fundo e justificou um ato de design pictórico; foi profissional em seu inútil serviço.
É tarde demais para se chorar sobre o açaí derramado da cuia, não é possível crer que o bom senso vença um calendário imbecil a serviço da favelização universitária.
Acácio Sobral entendeu que a beleza do Campus do Guamá está no beijo do rio e que espiar é melhor que mal intervir − o metalon, se considerado guardião da samaúma, teria protagonismo efêmero e sua única serventia seria fazê-la reinar sombreira às gerações futuras de necessidades imprevisíveis.
Temos que admitir, indistintamente, nossa MEA CULPA, nossa MEA MAXIMA CULPA, pelo silêncio que dá carta branca às asneiras que mutilam nossa paisagem materna.

Opinião assinada: Haroldo Baleixe.

Postscriptvm:

Estaqueamento da obra Bloco Salas de Aula fotografado em 19/março/2013 às 13:45h:

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O Site Specific em Acácio Sobral

Site Specific

Outros nomes

“Sítio Específico”

Definição
O termo sítio específico faz menção a obras criadas de acordo com o ambiente e com um espaço determinado. Trata-se, em geral, de trabalhos planejados – muitas vezes fruto de convites – em local certo, em que os elementos esculturais dialogam com o meio circundante, para o qual a obra é elaborada. Nesse sentido, a noção de site specific liga-se à idéia de arte ambiente, que sinaliza uma tendência da produção contemporânea de se voltar para o espaço – incorporando-o à obra e/ou transformando-o -, seja ele o espaço da galeria, o ambiente natural ou áreas urbanas. Relaciona-se de perto à chamada land art [arte da terra], que inaugura uma relação com o ambiente natural. Não mais paisagem a ser representada, nem manancial de forças passível de expressão plástica, a natureza é o locus onde a arte se enraíza. O espaço físico – deserto, lago, canyon, planície e planalto – apresenta-se como campo em que artistas realizam intervenções precisas, por exemplo em Double Negative [Duplo Negativo], de 1969, em que Michael Heizer (1944) abre grandes fendas no topo de duas mesetas do deserto de Nevada, ou em Spiral Jetty [Píer ou Cais Espiral], que Robert Smithson (1938 – 1973) constrói sobre o Great Salt Lake, em Utah, Estados Unidos, em 1971.

É possível afirmar ainda que as obras ou instalações site specific remetem à noção de arte pública, que designa, em seu sentido corrente, a arte realizada fora dos espaços tradicionalmente dedicados a ela, os museus e galerias. A ideia que se trata de arte fisicamente acessível, que modifica a paisagem circundante, de modo permanente ou temporário. Algumas obras de Richard Serra (1939) que exploram a relação com o ambiente, sobretudo pela intervenção no espaço urbano, são por ele mesmo definidas como site specific, por exemplo o Tilted Arc, 1981, gigantesca “parede” de aço inclinada colocada na Federal Plaza, em Nova York. Essa obra, afirma o artista, “foi elaborada para um lugar específico, em relação com um contexto específico e financiada por esse contexto”. Para sua elaboração o lugar é examinado em todas as dimensões: desenho da praça, arquitetura, fluxo diário de transeuntes (o Tilted Arc é destruído em 1999, após longa disputa judicial, pelo governo federal dos Estados Unidos, mesma instância que encomenda a obra e a instala na Federal Plaza, ao sul de Manhattan).

No Brasil, seria possível aproximar da ideia de trabalhos site specific algumas experiências artísticas realizadas sobre o ambiente natural, como por exemplo as que têm lugar do Projeto Fronteiras, desenvolvido pelo Itaú Cultural em 1999, quando nove artistas – Angelo Venosa (1954), Artur Barrio (1945), Carlos Fajardo (1941), Carmela Gross (1946), Eliane Prolik (1960), José Resende (1945), Nelson Felix (1954), Nuno Ramos (1960) e Waltercio Caldas (1946) – realizam intervenções em diferentes lugares das fronteiras do Brasil com países do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Algumas experiências urbanas de Antonio Lizarraga (1924) e de Gerty Saruê (1930) nos anos 1970, cujo primeiro resultado é Alternativa Urbana – dá origem, entre outros, à intervenção artística na rua Gaspar Lourenço, Vila Mariana, São Paulo – guardam alguma proximidade com a ideia de trabalho e intervenção em contextos específicos. O Espaço de Instalações Permanentes do Museu do Açude, no Rio de Janeiro, circuito ao ar livre criado em 1999, conta com obras contemporâneas pensadas precisamente para o local, como as de Lygia Pape (1927 – 2004), Iole de Freitas (1945), Nuno Ramos e José Resende.

Atualizado em 04/11/2010

Fonte: Itaú Cultural.

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Imagem ampliável da obra Olho D’água no tempo de sua inauguração − junho de 2009 − recentemente transposta do local planejado pelo artista plástico Acácio Sobral para dar lugar a um prédio de 5 pavimentos que abrigará salas de aula, um investimento do REUNI na ordem de 20 milhões de Reais.
A construção, que inaugura a verticalização do Campus Universitário do Guamá descaracterizando uma obra de arte pública, tem provocado descontentamentos na classe artística de Belém e, mais recentemente, manifestação contrária do Conselho da Faculdade de Artes Visuais do ICA − tal  expressão de opinião tornou-se pública à academia, em caráter oficial, pelo DIVULGA da UFPA.

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UFPA: a INUTILIDADE DA ARTE em Acácio Sobral

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Imagens linkadas à matéria Desmonte de obra de Acácio Sobral na UFPA provoca polêmica, publicada em 27/02/2013, no G1 Pará.

ScreenHunter_24 Mar. 06 01.20 Imagem-link à matéria de ontem do Diário do Pará.

Olho d'águaA obra de Acácio Sobral: o desenho orgânico, visto do céu, era uma das razões do vasto entorno; com o deslocamento sua existência perde sentido e significado.

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Imagem ilustrativa da postagem UFPA: o Olho (d’Água) de Acácio Sobral., publicada no BLOG HB em 2 de julho de 2009, por ocasião da inauguração do monumento que, em menos de quatro anos, foi arredado de seu propósito físico e filosófico.
Profecia?
Não: evidências.

Foto (07/03/2013) da remontagem da instalação de Acácio defronte ao tapume que guardará a obra BL. SALA DE AULA, um prédio de 5 pavimentos com 20 milhões do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni):

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Conteúdo do documento veiculado pelo site PETIÇÃO PÚBLICA:

Abaixo-assinado “Olho D’água” de Acácio Sobral, pela remontagem no local original
Para: Reitoria da UFPA
“Definida como uma pintura em 3D, uma instalação de sitio específico, feita especialmente para o espaço onde foi instalada. Para mim, o que caracteriza a Universidade é a sua relação com os fluxos de água com os rios, com a chuva e com a floresta. A escultura é sinuosa para representar os movimentos da água e ela se alonga e ramifica até o chão. No centro não temos água, mas uma árvore, porque a UFPA é uma nascente, uma nascente do conhecimento sempre crescente”, explica o artista Acacio Sobral, sobre a obra desmontada recentemente pela atual administração da UFPA, revelando o descaso com o bem público, mas principalmente com a produção artística do Estado do Pará. Revelando o descompromisso com a arte, pois a obra foi desmontada sem consulta à família do artista, e nem tampouco com à comunidade artistica. A obra é sua espacialidade, não é somente a estrutura mas também os seus caminhos, organizados pelo artista para refletir o fluxo das águas. Portanto, reivindicamos a remontagem da obra no espaço-tempo proposto por Acácio Sobral.
Os signatários.

Para assinar o manifesto basta acessar a Petição Pública P2013N36689.

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A autora do abaixo-assinado é a artista plástica Keila Sobral, sobrinha de Acácio Sobral, advogado e consagrado artista plástico paraense falecido em 24 de novembro de 2009.

Acácio Sobral

Jorge Eiró, Maria Cristina e Acácio Sobral