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História Memória

O Posto Atlantic do Ver-o-peso se desvelando

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A postagem O Ver-o-peso de Dona Lourdes Holanda esclarece, por meio de uma planta por ela desenhada, que o termo CLIPPER era utilizado para identificar PARADAS de bondes/ônibus (abrigos aos passageiros com alguns serviços); por mais que os postos de combustíveis,  alinhados na Marquês de Pombal e separados por um CLIPPER, possuíssem uma tipologia,  pelas técnicas construtivas, não muito distinta e com ares modernistas.
O posto que aparece na imagem é de bandeira ATLANTIC; já o outro, o PARÁ: ESSO.
Pela analise de fotografias sabe-se que O POSTO PARÁ é uma construção anterior ao ATLANTIC.

A imagem acima foi retirada da postagem Agência Nacional — Cine Jornal Informativo — 1968, no ponto 03:34 do filme que lá está; apesar do audiovisual ser de conhecimento nosso, nunca atentamos ao Posto Atlantic na película, portanto, e há pouco: ângulo exclusivo, pelo menos ao BF, do equipamento urbano demolido por Ajax de Oliveira.

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Fotografia antiga História

Fotografia do CLIPPER Nº1 na Pará Ilustrado de 1939

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A foto acima, enviada pelo colaborador José Maria de Castro Abreu Júnior, foi publicada na revista Pará Ilustrado Nº35 de 17 de junho de 1939; tal material compõe a Biblioteca Clóvis Moraes Rêgo, adquirida pela Universidade Federal do Pará por intermédio do professor Flávio Nassar, ora em catalogação.
O Clipper nº1, junto ao Posto Pará e às garagens Jaboti e Popular (pontos de taxi) — equipamentos públicos que circundaram a Doca do Ver-o-peso — são, por analogia formal supositiva, exemplos do Streamline Moderne na Arquitetura de Belém do Pará.
Como as três edificações estavam direta ou indiretamente ligadas a veículos com motor de explosão ou ao abastecimento de combustíveis e derivados, enxergamos uma estrita relação dessas com as montadoras de automóveis e companhias de petróleo dos Estados Unidos da América do Norte.
O comércio com os norte-americanos intensificou-se no período da Primeira Guerra Mundial — Fábrica Proença e A Harley-Davidson em Belém no ano de 1917 —  e assim permaneceu no pós Segunda com Belém ainda base estratégica dos rescaldos deste último conflito global.
A chegada da NYRBA (depois PAN AM) em 1929 parece ter desencadeado uma afeição popular pelos glamourosos hidroaviões que sobrevoavam o Ver-o-peso e amerissavam na Baía do Guajará, sendo o CLIPPER Nº1  um abrigo para passageiros inaugurado em 1939 que testemunharia a transição do transporte coletivo de bondes elétricos para ônibus  o festejado marco do Streamline Moderne aplicado à arquitetura do mobiliário urbano vizinho.

Para melhor compreensão desta postagem acesse o Clippers Sumário – atualização de 08.09.2015.


O ponto de vista da fotografia publicada na Pará Ilustrada já fora virtualizado pelo professor José Maia Coelho Bassalo no ano passado com base nas informações imagéticas de então:

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Fonte: Blog da FAU.

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Arquitetura e Urbanismo História

Clichê de propaganda corrobora hipótese do BF sobre CLIPPERS

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Quatorze anos depois de a PAN AMERICAN WORD AIRWAY (PAN AM) ter comprado a NEW YORK, RIO, BUENOS AIRES LINE (NYRBA) o mote publicitário comparativo é o mesmo: os veleiros CLIPPERS.
Note-se que em outubro de 1944 a propaganda veiculada em O Estado do Pará retrata um avião sem flutuadores, dependente de um aeroporto com dimensões suficientes para aterrissagens; ou seja: os hidroaviões já estavam em desuso com a 2ª Guerra Mundial, salvo nas questões de patrulhamento costeiro e fluvial de imprescindível amerissagem.
A persistência do destaque ao termo em inglês clipper deu suficiente fôlego aos CLIPPERS (paradas/abrigos para passageiros de bondes e ônibus) que se via construir em Belém desde o final dos anos 1930 até a década de 1950, também disseminados como obras políticas pelo interior do estado do Pará.

Colaboração: Aristóteles Guiliod de Miranda.
Referência: Have You Ever Heard of the NYRBA?


Saiba mais sobre a pesquisa em: CLIPPERS ‒ sui generis PARADAS da Belém dos hidroaviões.

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Arquitetura e Urbanismo História Pesquisa

CLIPPERS: a fotografia que confundiu a pesquisa

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Foto do final da década de 1940 erradamente considerada como de 1935.

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Laje e viga, no detalhe,  interrompem visualmente a continuidade do poste.

A investigação pública, com profícuo auxílio dos internautas, feita pelo Blog da FAU sobre CLIPPERS, foi atrapalhada, sobremaneira, pela fotografia acima.
A imagem, integrante de um conjunto envelopado datado de 1935,  induziu interpretações equivocadas de outras fotos, retardando conclusões óbvias.
Na realidade, o pacote de registros é do final da década de 1940, possivelmente no ano de 1949.
O que temos acima estampa o CLIPPER defronte à Praça do Relógio já duplicado na gestão de Alberto Engelhard (1943/1945).
No detalhe podemos observar um ônibus escuro nele estacionado, à esquerda; por trás, o poste, que permite entender que há laje e viga sobre seu teto.
A “lupa de Holmes” pode garantir que o poste é o mesmo que protagoniza CLIPPER Nº1: quanto custava um poste na 2ª Guerra?.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
Aprendamos com os nossos erros.

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia Fotografia antiga

CLIPPER Nº1: qualquer semelhança é mera aparência

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Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
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Arquitetura e Urbanismo Fotografia Fotografia antiga

Alberto Engelhard e a multiplicação dos CLIPPERS

O LIBERAL, “Órgão do Partido Social Democrático (Secção do Pará)”, jornal fundado em 1946, em seu número 164 de 2 de junho de 1947, uma Edição Especial de 32 páginas dedicada ao aniversário natalício de seu dono e presidente do P.S.D., Magalhães Barata, traz em seu conteúdo o relatório do deputado Alberto Engelhard quando prefeito de Belém durante os anos de 1943, 1944 e 1945.
Os feitos pretéritos de Engelhard, que reassumira a Prefeitura Municipal de Belém em 09 de maio de 1947, menos de um mês antes dessa Publicação Especial, mesmo que enaltecidos pelo tabloide político de seu partido, elucidam muitas questões sobre a investigação dos CLIPPERS, nomeados no documento como ABRIGOS.
As páginas, aqui apresentadas e restritas ao assunto, provocarão revisão nas datações de algumas fotografias utilizadas no BF sem que as postagens sejam suprimidas, os avisos serão dados por postscriptvm.
Abaixo do quadro do Scribd, que contém o PDF à leitura dentro da matéria, daremos alguns destaques à discussão; ao final da postagem deixaremos o arquivo para download direto do BF.

Ver este documento no Scribd

Fonte documental: Hemeroteca Digital Brasileira (FBN).

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Imagem ampliável à leitura

O relatório de Alberto Engelhard não nos convenceu que o Clipper;  aqui mostrado em fotografias, sem datação ou autoria,  comparativas de sua ausência e presença; fora construído em sua gestão como prefeito nos anos de 1943, 1944 e 1945.
Acreditamos que o termo CONSTRUÇÃO, usado por Engelhard, se refira a um rebatimento para duplicação do espaço coberto obedecendo o mesmo gabarito tipológico do que aqui se vê.
Cremos que esse Clipper, autointitulado e tratado pelos jornais como Nº1, seja um projeto anterior à virada da década de 193o para 1940 que, proliferada a ideia, levou o termo CLIPPER às demais construções com o propósito de abrigar pessoas, já passageiras de ônibus,  e prestar-lhes serviços básicos como nos quiosques concedidos à exploração comercial de Francisco Bolonha nos tempos do Intendente Antonio Lemos.

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Imagem ampliável à leitura

O relatório dá como concluídos quatro abrigos para passageiros de ônibus, sendo que o “… abrigo na Avenida Portugal, em frente à Praça do relógio… ” nos parece a duplicação, em rebatimento, de um abrigo para bondes já existente no local, o Clipper nº1.

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Imagem ampliável à leitura

Algumas  promessas políticas de Engelhard parecem não cumpridas em seu mandato, mas na gestão de outros prefeitos.
No caso das obras no Largo das Mercês, como a fotografia não possui datação, podem ou não ter sido levadas a cabo em sua administração.

Arquivo do Blog da FAU para downloadRelatório Alberto Engelhard (1943, 44 e 45)

Postagem com efetiva colaboração
investigativa de Igor Pacheco e Regina Vitória Fonseca.


Esta pesquisa tem dois anos, já que  iniciou,  efetivamente, a partir da postagem CLIPPER da Castilhos França em 1965  (20 de maio de 2012), na busca de argumentos que amparassem a resposta dada pelos editores ao comentário do professor José Júlio Lima.
Cronologicamente surgiu no dia 16 com a Praça do Relógio na década de 1960.
É óbvio que não se chegou a uma conclusão definitiva, cabal; mas, pelo revelado nesses últimos dias, há grandes possibilidades de êxito, tanto para comprovações, quanto à aparição de novas hipóteses que entretenham, sem que haja necessidade de correr do horrível monstro, o velho bicho prazo acadêmico; afinal: este espaço é a antítese da formalidade, coisa de urubu do Ver-o-Peso, coisa do marginal LAFORA.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
Aprendamos com os nossos erros.

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Arquitetura e Urbanismo

Confirmado: CLIPPER Nº1, Praça do Relógio

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A parceria entre o Blog da FAU e o site Fragmento de Belém é mesmo profícua: mais uma vez se conclui, mesmo que parcialmente, uma pesquisa realizada de modo público, dando aos internautas plena oportunidade de observação das atitudes – dentre os erros e acertos naturais de uma investigação – e efetiva participação.
Há pouco Igor Pacheco nos enviou a comprovação “laboratorial” do que a “lupa de Holmes” havia encontrado em  CLIPPER 1º (primeiro)?.
Como diz o Vicente Cecim: “Quando tu queres – muito – encontrar algo, não és tu que o achas, mas o ‘algo’ é que te encontra…”.
O curioso dessa história é que a fotografia da postagem “CLIPPER 1º (primeiro)?” pertenceu à Inah Faciola – filha do Homem do Relógio – e estava guardada junto a uma planta de reforma assinada por Albert Oswald Massler; quando o projeto foi manipulado para digitalização a foto caiu no chão, daí a ideia de levá-la novamente ao escâner e verificar seus detalhes, então, revelou-se o surpreendente “ER 1º”.
Portanto, está claro que as bruxas existem.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
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Arquitetura e Urbanismo Equipamentos públicos Equipamentos urbanos

Clippers em notícias de jornais (1947-1951-1989)

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Imagem ampliável para melhor visualização e análise

A fotografia acima, de autor e data desconhecidos, parece ser a mais antiga imagem  pública da construção que pode ter dado origem ao apelido CLIPPER às PARADAS (abrigos com serviços) de bondes e posteriormente ônibus de Belém, seus distritos e municípios do interior do Estado.
O BF trabalha com a hipótese de que a população encontrou nela alguma semelhança com as formas dos hidroaviões que cruzavam os céus do centro da cidade e amerrissavam na baía do Guajará durante toda a década de 1930.
Sabe-se, de modo confiável, que a PARADA não foi levantada antes da Quadra Nazarena de 1935 e supõe-se que antes de 1940 ela já existisse.
Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de Belém e colaborador do BF, nos enviou algumas notícias de jornais dos anos 1947, 1951 e 1989 que se referem aos CLIPPERS e serão apresentadas na sequência; abaixo da caixa do Scribd teceremos algumas consideração a essas publicações; ei-las (as notícias de jornais):

Ver este documento no Scribd

Resumo:
1. Em 22 maio de 1947 estava em construção, por um comerciante, o CLIPPER Magalhães Barata, em Igarapé-Açu.
2. Em 16 de maio de 1951, quase quatro anos depois (de Igarapé-Açu), o vereador Felinto de Azevedo Lobato propõe à Câmara Municipal de Belém a construção de abrigos (no modelo CLIPPER)  no subúrbio:  “…nos bairros do Telégrafo Sem Fio, Guamá, Curro Velho, Cremação, Jurunas e Cidade Velha…”.
3. Em 22 de agosto de 1951 diz-se que o prefeito João Guimarães, “que se dá ao vício da embriaguez”, fez construir, no largo da igreja, um CLIPPER, para seu filho; isto acontece em São Sebastião da Boa Vista.
4. Em 24 de setembro de 1951 noticia-se que a proposição do vereador Felinto fora rejeitada.
5. Em 11 de fevereiro de 1989 O Liberal publica uma nota que dá conhecimento de um CLIPPER remanescente: o “do trevo da estrada Belém-Mosqueiro”.


Diante das revelações acima percebe-se que os CLIPPERS já estavam bastante popularizados fora dos limites de Belém e assim permaneciam em 1989.
Em 1947 um CLIPPER “chegava” ao município de Igarapé-Açu, justamente no ano em que os bondes pararam de circular em Belém.
A foto da postagem mostra que o CLIPPER da Avenida Portugal, entre a 15 de Novembro e a João Alfredo, estava, ainda, a serviço dos bondes.
Só nos resta descobrir a data exata dessa edificação, de sentido lógico se antes da virada da década de 1930 à de 1940, período pré-Guerra.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
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CLIPPER 1º (primeiro)?

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Ainda no governo de Eurico de Freitas Valle (1929/1930), antes da Revolução de 1930 e Vargas, a população belenense via, a cruzar os céus e amerissar na baía do Guajará, os hidroaviões da NYRBA LINE − linha Nova York/Rio/Buenos Aires −, depois, com a queda da bolsa de Nova York, incorporada pela rival Pan Air − Pan American Airways System.
As atividades desses voos eram frequentes e intensas na década de 1930 porque Belém, além de rota do transporte de pessoas e correio, era base da oficina de manutenção dos chamados CLIPPERS.
O termo inglês clipper, dado a hidroaviões de fabricantes distintos, tinha alusão à autonomia de cruzeiro, simbolizada pelos velozes veleiros sem propulsão mecânica do século XIX que singravam (cortavam), desenvoltos, oceanos.
Referência da referência pode ser o mais acertado para avalizar um apelido popular aos abrigos com serviço destinados aos passageiros dos bondes e ônibus da capital paraense: clippers, que viraram Clippers (nome próprio) na História da Cidade.
Estações de bondes e/ou ônibus construídas em concreto armado foram equipamentos urbanos comuns nas cidades brasileiras e no resto do mundo, contudo, pelo que se saiba, ninguém as chamava clippers; só por aqui, assim como “Pana-ir“, em pronúncia parauara à companhia aérea estadunidense, como recordou Haroldo Maranhão.
Apelido, alcunha, ou apodo é, segundo o Aulete Digital, uma “Comparação jocosa, depreciativa”: acreditar que uma edificação necessariamente imóvel para proteção das pessoas fosse uma aeronave,  ou vagaria pelo campo do delírio vindo com a insolação coletiva dos habitantes, ou se justificaria  racionalmente nalguma semelhança formal, como no caso dos folclóricos Arara, Ararinha e Periquito − personagens citadinos das décadas de 1970/80 que tinham grandes narizes aduncos e voz fanha.
Das PARADAS (assim grafadas em caixa-alta por moldes no cimento) de Belém só uma lembra, em nuances, um hidroavião, mais pelo jogo construtivo de encadeamentos que sugere “asas” como no caso da erguida, e posteriormente duplicada no mesmo gabarito, defronte à Praça do Relógio, entre a 15 de Novembro e a João Alfredo, possivelmente a primeira de uma série disseminada nas adjacências e por outros bairros, distritos e municípios do Estado nas três décadas que estavam por vir.
Para que essa hipótese se resguarde na lógica há que ter sido a obra uma novidade no cenário, ainda no limite dos anos 1930, pois na década seguinte o pouso em solo deixaria de ser tendência para virar rotina de interiorização, um aprendizado de guerra.
Na sequência, novas fotos, ou análises recentes de imagens conhecidas, tentarão justificar o dito:

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A Praça do Relógio retratada por Robert Platt no período da Quadra Nazarena de 1935 mostra o calçamento original em ondas, a vegetação aérea ainda baixa sem adensamento e a ausência da PARADA em questão.
As fotografias do geógrafo e professor Platt, que têm o aval da Universidade de Wisconsin, muito ajudam na revisão de datas; neste caso, o único relatório que nos poderia ajudar, seria o do prefeito Abelardo Condurú (1936-1943), resta saber onde encontrá-lo.

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A comparação de detalhes de imagens já utilizadas no BF revela o crescimento da vegetação na Praça do Relógio e a aposição do termo CLIPPER no equipamento urbano, mesmo com a existência de um letreiro superdimensionado em decó com a palavra PARADA modelada na construção − as fotos não possuem datações, mas registram o calçamento original ainda com as ondas; há esperanças que elas (as fotos) tenham sido feitas entre os anos 1936 e 1939, pois quanto mais distantes os voos e as amerissagens ocorrentes nas cercanias, menor a importância do hidroplano para o imaginário popular.

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Por último a novidade que deu origem a esta postagem: a foto, por nós digitalizada, há muito em circulação na Internet, foi novamente escaneada e minuciosamente analisada.
No canto esquerdo aparece a ponta do CLIPPER/PARADA com a inscrição perceptível: “ER 1º”.
Não há como precisar a data, mas o calçamento é outro, dentado 45º em relação ao perímetro da Praça do Relógio, para facilitar o estacionamento de automóveis e a desobstrução da via.
Tanto faz se a foto é da década de 1940 ou início dos anos 1950, o importante é entender a autoafirmação do que estaria escrito naquela viga de envergadura inútil ao planar: CLIPPER 1º (primeiro). Por que isso?
Talvez a busca da identidade perdida, sinal da vaidade do concessionário diante da proliferação de esquisitos nichos com a mesma alcunha glamourosa, dê luz à suposição que perseguimos comprovar.
“ER 1º” pode significar um sussurro de esguelha misturado com desespero: “−Ei! Olha aqui! Eu sou o primeiro e único CLIPPER de Belém; o resto é consequência, nunca alada aparência.”.

Um voo sobre Belém em 1935:


Postscriptvm (o1/11/2014):
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Arquitetura e Urbanismo Equipamentos públicos Equipamentos urbanos

Só Belém possuía CLIPPERS?

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São Luís – MA.
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Fortaleza – CE.
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Salvador – BA.
FAU

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Rio Grande – RS.
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Projeto Especial AOG - Rio Antigo

Rio de Janeiro – RJ.
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Belo Horizonte – MG.
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Santos – SP.
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Porto Alegre – RS.
FAU

Parece que com essa nomenclatura estrangeira sim, de resto são tratados como abrigos para bondes (ou ônibus) – fazer buscas na Internet com os termos citados.
Esta seria uma justificativa ao apelido adquirido pela semelhança do primeiro abrigo proto-modernista Art Decó com os hidroaviões CLIPPERS da PANAIR que cruzavam baixo o céu do centro de Belém na década de 1930.


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Arquitetura e Urbanismo Equipamentos públicos Fotografia Fotografia antiga

A duplicação do CLIPPER

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O cartão postal acima, junto ao detalhe, pode ser encontrado no Mercado Livre; dele tomamos conhecimento pelo Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de Belém, parceiro do BF.
A imagem, capturada não muito tempo após a inauguração da praça Siqueira Campos (sempre do Rélógio do Facióla), muda a rota de uma investigação que o Blog da FAU está longe de concluir sobre os CLIPPERS − abrigos com comércio que acreditamos estar diretamente relacionados às formas dos hidroaviões da PANAIR.
A novidade é que em comparações fotográficas fica evidenciado que a construção fora ampliada, em quase simétrica duplicação.
Outra  hipótese que a fotografia suscita é que essas PARADAS tenham surgido ainda para os usuários dos bondes; no detalhe se vê um bonde e não um ônibus, apesar dos dois transportes públicos coexistirem nesse período.
Na sequência das fotos é possível observar o surgimento e a ampliação do equipamento público para satisfazer, tal qual os dentes  que reduziram a área da praça para o estacionamento de coletivos, as demandas de um terminal rodoviário central:
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As intervenções  no cenário urbano acompanham o crescimento natural da vegetação da Siqueira Campos.

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Fotos do final da década de 1960 e início de 1970 comprovam que houve ampliação do Clipper, possivelmente o primeiro batizado com o termo em inglês quando construído, em meados da década de 1930 anos.

Trabalhamos com a hipótese do primeiro Clipper (Parada) ter sido erigido ainda na década de 1930, apogeu dos sobrevoos dos hidroaviões, também chamados clippers, sobre Belém.
Abelardo Condurú (1932/1933) e José Carneiro da Gama Malcher (1933/1934), foram dois ex-prefeitos que tiveram mandatos coincidentes durante o período do Estado Novo de Vargas.
Condurú voltou à Prefeitura (1936/1943)  e Malcher tornou-se Interventor (1935/1943); ambos encabeçam a lista dos possíveis executores, principalmente pelo estilo arquitetônico Decó das obras públicas do governo do Estado, como mostra o Ábum da Polícia Civil (1937/1940).
O fato de não encontrarmos os relatórios dessas administrações faz com que a pesquisa ande a passos de cágado; contudo, o “novo” documento imagético é peça fundamental nesse quebra-cabeças que pode desvendar a autoria do projeto original.


Postscriptvm (o1/11/2014):
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Belém Urbanismo

1965: técnicos da Guanabara fazem Plano Diretor de Tráfego para Belém


O recorte de jornal acima, que dá a notícia  do início do “Plano de Trânsito” da Prefeitura de Alacid Nunes, nos foi fornecido pelo site parceiro Fragmentos de Belém.
Fala-se na construção de abrigos novos na Pedro Rayol, atual Padre Champagnat, e na Avenida Portugal, feitos em “..madeira com telhas de brazilite…” em “…substituição aos ‘clippers’ que, futuramente serão demolidos para dar lugar a uma extensa área de estacionamento…”.
Se alguém acessar Maiores falhas do PDT na Castilhos França saberá mais sobre  a inauguração do “…Plano Diretor do Tráfego, que modificou radicalmente o nosso sistema de trânsito…” e verá a foto que mostra os novos abrigos veiculada em A Província do Pará de 27 de abril de 1965:

Essas coberturas em madeira e brazilite de “…trinta e nove metros de comprimento por três e sessenta de largura…”, que a matéria titubeia entre três e quatro no calçamento da praça D. Pedro II, “…por volta das 18 horas quando desabou uma torrencial chuva, os abrigos construídos pela PMB foram pequenos para conter os passageiros que tiveram de praticar verdadeiras abordagens aos ônibus que se aproximavam das paradas…”.
É provável que o insucesso funcional e a insuficiência na quantidade das novas paradas de ônibus que não mais teriam o nome dos “…antiquados clippers…” tenham permitido que algumas dessas velhas construções permanecessem na paisagem dos arredores do Ver-o-peso pelo menos até o início da década de 1970, cinco ou seis anos depois:

Quem nos garante a proximidade dessa datação são os modelos dos automóveis estacionados na Praça do Relógio vistos neste cartão postal.

Fonte: A Província do Pará de 16 de fevereiro de 1965.


Postascriptvm (10/08/2015):
O colaborador Aristóteles Guilliod de Miranda nos enviou recorde do jornal A Província do Pará, datado de  13 de novembro de 1964; o periódico noticia que os “abrigos especiais” seriam construídos em “alumínio”:

abrigos substituirão clippers  Provincia 13 nov 64 p2

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Investigações do Blog da FAU

O BF interpretou mal o que disse Lúcio Flávio Pinto

“Só mata quem opera!” é uma frase comum entre cirurgiões; ou seja: o erro é justificado pela tentativa do acerto.
Erramos ao interpretar o que o jornalista e escritor Lúcio Flávio Pinto nos informou por e-mail: “Foi a Pan Am que deu ao seu avião de cruzeiro o nome de Clipper. Como a empresa passava muito por Belém, parada nas rotas internacionais, o povo incorporou o nome às paradas. É que era prova de status dizer que tinha viajado no Clipper.”.
A rota que passava por Belém e que dava nome a “subsidiária” da PanAm, a NYRBA —New York – Rio – Buenos Aires, rebatizada PanAir —, não utilizava o hidroavião citado na postagem “O termo CLIPPER e o Boeing Model 314 Clipper Flying Boat“; mas, os que se apresentam acima, junto ao recorte de um texto sobre a PanAm que ficará disponível abaixo em PDF.
O bom do vacilo é que voltamos a dar validade, mesmo que parcialmente, a postagem CLIPPER — mera alusão aos hidroaviões de casco? que concluiu que o termo CLIPPER, atribuído às PARADAS DE ÔNIBUS de Belém do Pará, teve início em setembro de 1930.
Associando o comentário de Lúcio Flávio ao documento, observamos que por volta de 1932 instituía-se a rota Nova York / Mar del Prata, outro “cruzeiro”, que reforçaria o apelido de CLIPPER às nossas PARADAS DE ÔNIBUS.
Então, a referência imagética, neste caso, volta-se para os dois modelos de hidroavião que aparecem na imagem do topo: o SIKORSKY S-38 e o COMMODORE.
Por coincidência encontramos o Lúcio pessoalmente, no início da tarde de hoje; em rápida conversa entendemos que as datas das imagens postadas no Blog da FAU devem ser revistas em análises mais acuradas e com respaldo em documentação mais confiável.
Tudo isso é normal diante do trabalho que o BF se propõem a desenvolver: pesquisas públicas com a participação da comunidade acadêmica ou não; afinal, é nossa intenção afirmar esta extensão universitária virtual da Faculdade diante dos olhos do mundo, sem subterfúgios.

PAN AM – A pioneira mundial no Brasil (PDF).


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
Aprendamos com os nossos erros.

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O termo CLIPPER e o Boeing Model 314 Clipper Flying Boat (Postagem desconsiderada!)


Consultado pelo Blog da FAU o jornalista e escritor Lúcio Flávio Pinto disse:
“Foi a Pan Am que deu ao seu avião de cruzeiro o nome de Clipper. Como a empresa passava muito por Belém, parada nas rotas internacionais, o povo incorporou o nome às paradas. É que era prova de status dizer que tinha viajado no Clipper.”.
O hidroavião que fazia a rota internacional da PAN AM era o Boeing Model 314 Clipper Flying Boat, uma espécie de jumbo do passado, com capacidade para 74 passageiros mais 10 tripulantes e autonomia de voo de 3.500 milhas.
O luxo de viajar em um hidroavião com quartos de vestir para homens e mulheres e restaurante com cozinheiros 5 estrelas saía por 675 dólaras da época, hoje US$7000 per capita (clique na imagem para ver mais do interior do 314 Clipper).
A empresa Boeing construiu 12 dessas aeronaves entre 1938 e 1941.
Se a tese de Lúcio Flávio está correta, o termo CLIPPER só foi adotado como apelido de PARADA DE ÔNIBUS em Belém do Pará a partir do ano de 1938, após as primeiras construções desse tipo de equipamento urbano.
Os projetos mais recentes, das décadas de 1940 e 50, já podem ter obedecido ao inconsciente flight control parauara.

Fonte do texto: Boeing.
Fonte das imagens:  SEAWINGS.
Leia mais sobre a PAN AM em Aviação Comercial.

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Desconsideremos esta postagem que deve ser substituída por esta: “O BF interpretou mal o que disse Lúcio Flávio Pinto“.
O aparelho em questão operava em rotas transoceânicas.
Não deletaremos o post para que o vacilo fique registrado.
De todo modo, vale a pena assistir ao documentário:


Postscriptvm (o1/11/2014):
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Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
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