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A Villa Nipponica vira Hospedaria de Belém em 1942


Ampliável à leitura

Em troca de e-mail com o doutor Alfredo Kingo Oyama Homma, pesquisador da Embrapa, disse ele: Precisamos saber quando a Hospedaria deixou de “ser” dos japoneses, pois em 1935 a Companhia Nipônica decreta a falência e em 1936 vêm as últimas 12 famílias e 3 rapazes solteiros; fim dos imigrantes do pré-guerra.  Se ficou nas mãos de japoneses foi tudo confiscado quando o Brasil declarou Guerra ao Japão.
O prognóstico de Homma — investigador científico que escreve livros sobre imigração japonesa na Amazônia — é confirmado por uma matéria publicada em maio de 1943 pelo periódico O Observador Economico e Financeiro (RJ).
Homens para a Borracha retrata esse momento da II Guerra Mundial, dos Soldados da Borracha e da Hospedaria dos Japoneses (ou Villa Nipponica) que sofrera reparos emergenciais para revitalizá-la e a transformar nominalmente em Hospedaria de Belém; ponto de distribuição da massa de nordestinos às necessidades e aos seringais para extrair o látex essencial às máquinas bélicas dos aliados.
Um detalhe de fotografia publicado em A Villa Nipponica do Largo da Penitenciária – 1929 revela, corroborando com Homma, que em 1939 tal hospedaria estava abandonada, visivelmente destelhada em algumas partes.
O Observador Economico e Financeiro (RJ) de outubro de 1958 Nº272 mostra a queda acentuada na imigração japonesa em todo o Brasil a partir de 1936 até 1941; bem como afirma:  Dêsse ano (1941) em diante, com a nossa entrada na guerra mundial contra as nações que constituíam o chamado Eixo, do qual fazia parte o Japão, houve interrupção na afluência migratória japonêsa para aqui, tendo ela recomeçado somente em 1952.
A intenção, por ora, não é um aprofundamento nas circunstâncias da imigração japonesa ou migração sertaneja; mas, tão somente trazer à baila imagens da Villa Nipponica (ou Hospedaria dos Japoneses) construída em madeira (diferente da Hospedaria dos Flagelados do Nordeste na eternamente inacabada Penitenciária de robustas fundação e alvenaria), localizando-se no Largo da Penitenciária e, ao que se percebe pelas comparações fotográficas, passada por parcas modificações para se transformar em Hospedaria de Belém sob os auspícios do autocrático Departamento Nacional de Imigração da ditadura Vargas pelo menos até o fim da II Guerra.


O clichê acima, que certamente mostra em primeiro plano o prédio principal (com mastro) da Villa Nipponica ladeado pelo Pavilhão Sanitário (de isolamento), dá à visão, distribuídas em seu horizonte, a platibanda e as três últimas janelas da direita do pavimento superior dos fundos da hoje Reitoria da Universidade do Estado do Pará — não houve ângulo para alcançar as ruínas da administração da Velha Penitenciária, ou Castelinho da UEPA, à esquerda.
Não esqueçamos que vestígios arqueológicos da Villa Nipponica e da Hospedaria de Belém podem ser encontrados no terreno da Escola Técnica Estadual Magalhães Barata.

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Joias iconográficas de 1966 no site Fragmentos de Belém

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O geólogo Igor Pacheco — editor do parceiro Fragmentos de Belém — adquiriu, no Mercado Livre, a revista BELÉM 350 ANOS,  uma preciosidade iconográfica da Belém no centro da década de 1960.
Igor Pacheco, pesquisador independente, alimenta a Internet com informações precisas e confiáveis à feitura de trabalhos acadêmicos; além, claro, de tornar público fatos e fotos da Belém do patético JÁ TEVE.
A revista BELÉM 350 ANOS, que já deveria há muito estar digitalizada por alguma instituição pública ligada à cultura, veio autografada pelo governador do Pará: coronel Alacid da Silva Nunes, segundo pós Golpe Militar de 1964 — ano em que a FAU-UFPA (originalmente Escola de Arquitetura da Universidade do Pará) iniciou suas atividades educacionais.
O documento tem importância fundamental ao Blog da FAU, pois serve à sublimação ou demolição de algumas hipóteses aqui levantadas ao longo de quase seis anos.
As fotos já saltitam pelo FACEBOOK, lamentavelmente sem os devidos créditos ao Fragmentos de Belém: hábito dos Belém lover’s de última hora que disseminam na WEB equívocos nunca referenciados dando fluxo ao inverídico.
BELÉM 350 ANOS é certamente um presente à cidade de Belém quatrocentona como comparativo imagético deste último cinquentenário de evolução urbana. 

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Fotografia antiga

Brazil, child vendors selling to passengers on train at Santa Isabel do Pará station; por Robert Swanton Platt (1935)

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Fotografias tiradas em 10/10/1935 na estação ferroviária de Santa Izabel-PA (da Estrada de Ferro de Bragança).

Fonte: Digital Collections UWMILWAUKEE.

Colaboração: Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de Belém.

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Belém do Pará em 1932 (2)

O vídeo abaixo mostra os primeiros resultados das pesquisas que Igor Pacheco, editor do site parceiro Fragmentos de Belém, tem feito no National Archives US.
Por ora é a soma do material bruto possível de ser retirado das películas produzidas pela Ford Motor Company.
A intenção é montar um audiovisual que reúna tudo o que foi registrado pelos norte-americanos na cidade de Belém do Pará no início dos anos 1930, bem como o material disponível sobre Santarém, Belterra, Fordlândia e arredores.
Desta vez foge-se das inconvenientes marcas d’água dos sites hospedeiros.

 

Assista também ao primeiro videoclipe: Belém do Pará em 1932.

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Postscriptvm:
Alguns leitores do BF nos chamaram atenção para possíveis equívocos nos dois audiovisuais aqui postados, tanto em cenas urbanas quanto rurais; as observações se referem a algumas poucas cenas de Manaus e Santarém que podem estar misturadas às de Belém.
Os editores concordam com os e-mails de alerta, contudo, como é uma pesquisa que se inicia à provocação dos internautas, aguardaremos os argumentos convincentes à reparação do material conclusivo ao assunto.
Aqui todos aprendemos com os erros, sem apagar os rastros das suspeitas que propiciam a interatividade nas investigações.

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Fordlândia em 1932

Película em livre edição do BF com fundo musical de domínio público – 1812 Overture de Tchaikosvky.
Igor Pacheco, editor do parceiro Fragmentos de Belém, investiga no US National Archive o material cinematográfico doado pela Ford Motor Company à instituição, como os Ford Motion Picture Laboratories Redeeming Rubber Empire, aqueles que apresentam registros da Amazônia por cidades e vilarejos ribeirinhos do Pará.
Espera-se, de posse desse material, fazer edições de qualidade sem a presença de marcas d’água na tela.

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Colaboração do site Fragmentos de Belém (Mais da LIFE)

O geólogo Igor Pacheco, editor responsável pelo site Fragmentos de Belém, nos enviou um conjunto de fotografias da revista LIFE que não conseguimos garimpar na “mina”; dessas, que podem ser acessadas em  http://www.mediafire.com/?ie771g1z5858e33 (tenham cuidado com o malware), aproveitamos 10, por acreditar que 05 sejam de Manaus e não de Belém.
Dentre as que escolhemos para este post, parece que 03 delas, apesar de fantásticas, são de época mais remota (as mais acima); já as outras 07, não há dúvidas sobre a autoria de Dmitri Kessel no mês de abril de 1957.
Como estamos enfrentando problemas à montagem de álbuns, faremos uma distribuição das sete do Dmitri, na postagem referente ao Ver-o-peso; às demais criaremos textos e postagens distintos.
Essa troca de figurinhas (literalmente) é salutar tanto ao BF, quanto ao FB e…aos internautas Caçadores da Arca Perdida.
Nossos profundos agradecimentos ao Igor Pacheco pelo presente.

PS.: Uma das fotografias desse conjunto dirimiu definitivamente a dúvida sobre a Ladeira do Castelo.