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Alô, Alô CONSUN e Reitor: cadê o Teixeira Lott?

Recorte do depoimento de Chico Buarque concedido à TV 247 em 12 de junho de 2021

“O que havia de dignidade, e havia, se conhecia histórias de grandes militares, dignos, um Teixeira Lott…” é a frase a qual se dá destaque em legenda no recorte do audiovisual retirado do canal Cortes 247: um depoimento do cantor e compositor Chico Buarque de Holanda sobre um possível retorno à ditadura instalada no Brasil a partir do Golpe Militar de 1964 que se tornaria intolerante com o Ato Institucional n°05 de 13 de dezembro de 1968.
Chico Buarque, sabe-se, foi combativo ao Estado de Exceção com canções como Samba de Orly, Apesar de Você e Cálice – dentre outras.
O marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott (1894-1984) recebeu do reitor Mário Braga Henriques o primeiro título honorífico outorgado pela Universidade (Federal) do Pará em 27 de março de 1960 no auditório da Sociedade Artística Internacional diante da Assembleia Universitária; todavia, seu nome não consta da lista de Títulos Honoríficos Outorgados no site da SEGE – Secretaria-geral dos Conselhos Superiores Deliberativos da UFPA.

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Mais de Teixeira Lott no Laboratório Virtual da FAU.
Jingles da campanha à presidência do Brasil em 1960: chapa Lott/Jango.

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

Confirmado: Teixeira Lott foi o primeiro Honoris Causa da UFPA


No início da noite de domingo, dia 27 de março de 1960, no auditório da Sociedade Artística Internacional — prédio atualmente ocupado pela Academia Paraense de Letras — o primeiro reitor da então Universidade do Pará outorga o título honorífico Nº01 da instituição criada pela Lei 3191 de 2 de julho de 1957; Mario Braga Henriques dá, perante a nobre Assembleia Universitária, a honraria de Doutor Honoris Causa ao marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott.
O ato teve cobertura do jornal A Província do Pará publicada na terça-feira seguinte, dia 29 de março de 1960, sob matéria intitulada Precisa esta Universidade expandir-se para maior glória da Cultura Paraense, encontrada hoje na Biblioteca Públia Arthur Vianna pelo colaborador José Maria de Castro Abreu Júnior, donde tiramos o trecho da primazia:


Espera-se, com esta contribuição, que a SEGE — Secretaria-Geral dos Conselhos Superiores Deliberativos — da Universidade Federal do Pará habilite tal titulação em sua página da Web; bem como sugerimos que a mesma UFPA tire de debaixo do tapete o título de Doutor Honoris Causa dado pelo segundo reitor da Universidade, José Rodrigues da Silveira Netto, ao marechal Arthur da Costa e Silva por ocasião da inauguração do Conjunto Pioneiro da UFPA em 1968.
Essas duas láureas, somadas a do general de exército Emílio Garrastazu Médici em 1970, revelam o posicionamento político e ideológico dos primeiros dirigentes da Universidade (Federal) do Pará; portanto, são de fundamental importância à memória, à história e à crítica institucionais.
Não adianta enterrar; alguém, n’algum dia, exumará.

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Teixeira Lott — o pop Doutor Honoris Causa da UFPA (1960)

Fontes: O Globo (06MAI1959) e O Cruzeiro (08AGO1959).

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O marechal Teixeira Lott foi Doutor Honoris Causa pela UFPA em 1960

O site da Universidade Federal do Pará, em Títulos Honoríficos Outorgados, suprime  o Doutor Honoris Causa concedido pelo primeiro reitor Mario Braga Henriques ao marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott quando a Universidade ainda não possuía o Federal em sua nomenclatura institucional; chamava-se apenas Universidade do Pará, criada a menos de três anos, em junho de 1957.
O fato ganhou notoriedade nos jornais cariocas pelos beijos faciais que o magnífico Braga Henriques deu no então candidato à Presidência da República pelo PSD — Partido Social Democrático — e coligação em março de 1960 na capital paraense.

Teixeira Lott foi o garantidor militar, como Ministro da Guerra de Café Filho, da posse de  Juscelino Kubitschek e seu vice: João Goulart, em 1956 — inclusive do pleno mandato de ambos, ocupando a mesma pasta.
Tanto Teixeira Lott quanto Braga Henriques tiveram suas memórias apagadas da História pelo Golpe Militar de 1964 e pela Ditadura naquele momento implementada no país; neste caso, apesar da peculiar liturgia acadêmica, os dois ressurgem das cinzas pela razão equivocada do enaltecimento ao preconceito a beijos públicos entre homens, escárnios que, por ora, substituem a portaria que faltava à SEGE — Secretaria-Geral dos Conselhos Superiores Deliberativos — da UFPA para habilitar tal condecoração universitária em sua página da Web.

Fontes: Tribuna da Imprensa (RJ) 01ABR1960 e Careta (RJ) 16ABR1960.