Atividades do Laboratório de Modelos

A disciplina Representação e Expressão III (tarde), integrante do Laboratório de Modelos Roberto de La Rocque Soares, finalizou suas atividades com uma oficina de serigrafia.
Uma experimentação interessante que tem diversas utilidades: de um simples cartaz ou camiseta à programação visual de um prédio ou cidade.
Partindo dessa premissa o professor Ronaldo Moraes Rêgo* acrescentou ao programa de sua disciplina a instrumentalização básica à técnica de reprodução também nominada silk-screen.
Ronaldo, arquiteto e artista plástico, é professor da UFPA há 26 anos, desde a época do extinto Departamento de Arte e Comunicação do Centro de Letras e Artes, anterior a cisão departamental; dedica-se ao ensino e à natutal pesquisa da pintura, da xilogravura e da calcografia na Faculdade de Artes Visuais (FAV) do ICA – Intituto de Ciências da Arte.
Há muito que o artista não ministrava aulas para o curso de arquitetura e urbanismo, contudo, por solicitação da direção da FAU e concordância da FAV, ele aceitou dar cobertura a essa demanda.
O Blog da FAU agradece ao Ronaldo pela dedidação e trabalho produtivo,  esperando que novas oportunidades surjam e que possamos conviver mais com sua presença.

(Alguém já viu, no planeta, ambiente mais asséptico à prática da serigrafia artesanal? Só o Ronaldo!)

 
______________________________________
*Rêgo, Ronaldo Moraes (1956)
Críticas
“Os desenhos e os óleos de Moraes Rêgo valorizam esteticamente certas espécies humildes da matéria: a dos vegetais – troncos, lenho, caule, folhas – e a dos artefatos populares, pobres e rústicos, vegetalizados por força do inconsciente filotropismo que parece dirigir a visão do artista, impregnada pelas sugestões do mundo florestal circundante, de que ele aprendeu a distinguir a riqueza cromática, para além das mudanças verdes da hiléia. As formas traçadas pelo autor recorrem vagamente a arquétipos da arte indígena e primitiva, sendo, apesar disso, elaborada e sugestiva, lembrando o fundo sombrio e úmido das selvas tropicais, de onde emerge uma figura de colorido mais quente, como contas ou esculturas construídas toscamente. Fundada na identificação de matéria pictórica com os materiais trabalhados, a arte material de Moraes Rêgo, que ultrapassa o paisagismo sem cair na ornamentalidade, confere a objetos artesanais a aparência de coisas naturais e a coisas naturais a aparência de objetos fabricados.”.
Benedito Nunes
LOUZADA, Júlio. Artes plásticas: seu mercado, seus leilões. São Paulo: J. Louzada, 1984.