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Diploma de Guarda-Livros (1914); por Theodoro Braga


Material enviado por Aristoteles Guilliod de Miranda e José Maria de Castro Abreu Júnior.

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A arquitetura de Theodoro Braga em pré-moldado regional de 1908 (3)

Ampliável à leitura

O colaborador Aristoteles Guilliod de Miranda nos enviou duas matérias publicadas no jornal Folha do Norte: uma de 28ABR1908 e outra de 15DEZ1908 — a primeira, reproduzida acima, dá descrição pormenorizada do kiosque da Fábrica de Cerveja Paraense pré-modelado em Belém e transportado em navio para a Exposição Nacional de 1908 no Rio de Janeiro; a segunda, sobre a exposição de pintura que Theodoro Braga fez no salão nobre do Theatro da Paz, traz um vasto inventário da produção do artista à mostra, incluindo  no item nº103: Pavilhão da fabrica de cerveja paraense, executado para a Exposição nacional do Rio de Janeiro-1908 (desenhos).

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O Guia Official da Exposição Nacional de 1908 apesar de estampar a fotografia do kiosque na página 210 não o relaciona no Plano Geral.

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Art Noveau Nacional”: trifólio de seringueira (Hevea Brasiliensis)



A Marca Registrada da Fábrica de Cerveja Paraense em variações do desenho veiculado em propagandas e rótulos de suas bebidas; em preto e branco temos a primeira estampada no Jornal do Commercio de Manaus em 1905, ano da inauguração do parque industrial em Belém

O livro Marcas do Tempo: Registros Comerciais do Pará — 1895 a 1922 descreve a Trade Mark em 21 de maio de 1920, bem como mostra a datação de propagandas e rótulos, também registrados comercialmente, dos produtos da Fábrica de Cerveja Paraense:

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Exemplo de fichas em bronze e alumínio à comercialização do litro da cerveja da Fábrica de Cerveja Paraense em eventos

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Os “artistas especiaes” que reduziram e gravaram o selo de Theodoro Braga em 1915

O historiador Luís Augusto Barbosa Quaresma, colaborador deste Laboratório Virtual, nos enviou foto da matéria publicada hoje (14JAN2020) no jornal O Liberal que aparentemente nega, uma vez que omite, a autoria do selo do Tri-Centenário da Fundação de Belém (1616-1916) ao factótum Theodoro Braga.
Na realidade o periódico paraense complementa O selo do Tricentenário de Belém foi criado por Theodoro Braga, pois dá nomes aos artistas especiaes da Casa da Moeda onde tais selos foram impressos em dezembro de 1915; seriam eles, segundo O Liberal: F. Hilarião T. Silva [que teria transformado (ou formatado) o desenho de T. B. para clichê xilográfico (matriz em madeira) de 0,033 de comprimento por 0,024 de altura] e Bezerra Paiva (o impressor typographico das estampas resultantes desse “carimbo”).
O desenho, na qualidade de projeto, hoje entendido como design (ou projeto) gráfico, da lavra de Theodoro Braga, fora entregue ao diretor da Casa da Moeda, Ennes Souza, no dia 06 de novembro de 1915, para ser reduzido e gravado pelos seus artistas especiaes:

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Isto pressupõe que a arte apresentada por Theodoro Braga deveria ser analisada por tais artistas especiais da Casa da Moeda à definição do processo mais viável à reprodução da estampa [em calcografia (metal), litografia (pedra) ou xilografia (madeira)] à typographia; o que certamente foi feito; mas, por questões éticas e estéticas, com a aquiescência do autor — em outras palavras: F. Hilarião T. Silva adaptou o desenho de Braga à linguagem da xilografia, de modo estritamente técnico, salvaguardando o conteúdo de forte semelhança compositiva à tela A Fundação de Belém de 1908.
Na matéria Cadê a coroa com 600 gramas de ouro desenhada por Theodoro Braga? dissemos que Theodoro Braga fora o desenhador da coroa de louros com 600 gramas de ouro presenteada à atriz paulista Lucília Peres em 1910 no Theatro da Paz; mas deixamos claro que a execução coube ao ourives Manoel do Couto Monteiro sob desenho (hoje design) e orientação de Theodoro Braga.
Do mesmo modo ficará evidente, em artigo futuro com a colaboração de Aristoteles Guilliod de Miranda, que o projeto arquitetônico de Theodoro Braga ao pavilhão da Fábrica de Cerveja Paraense à Exposição Nacional de 1908 teve o trabalho de carpintaria e marcenaria nas oficinas A. Santos & C confeccionado pelo proficiente artista entalhador sr. F. Martins Domingues; aguardem.


Postscriptvm (15JAN2020):
Novas investigações revelaram que F. Hilarião T. Silva, como publicou O Liberal, é abreviatura de FRANCISCO HILARIÃO TEIXEIRA DA SILVA que em decreto do Ministério da Fazenda de 09OUT1901 fora desenhista nomeado Chefe da officina de xylographia da Casa da Moeda.
O Correio da Manhã de 06JAN1912 noticia a extinção da officina de xylographia ficando Hilarião apenas no logar de desenhista.
O outro citado por O Liberal, Bezerra Paiva, qualificado pelo jornal como gravador, não figura no quadro de funcionários da Casa da Moeda em 1915, de acordo com o Almanak Laemmert — nem em outros anos e fontes consultados —, o que nos faz crer na possibilidade de uma atividade específica, mas temporária: a impressão da (própria) xilo, que retira dele (Bezerra Paiva) a condição de artista especial nas modalidades de gravura restantes; seguindo pelos mesmos documentos: o diretor da Casa da Moeda, como já dito por nós, era o engenheiro e professor de docimasia e metallurgia da Escola Polytechnica do Rio de Janeiro, Antonio Ennes de Souza, justamente para quem foi entregue, em 06NOV1915, o desenho da lavra de Theodoro Braga.
Deste modo não resta a menor dúvida que o Selo do Tri-centenário da Fundação de Belém é projeto gráfico do talvez primeiro designer genuinamente brasileiro: o paraense Theodoro Braga — sem olvidar a participação efetiva, mas coadjuvante, de Francisco Hilarião Teixeira da Silva à reprodução mecânica do motivo.


Postscriptvm 2 (16JAN2020):

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Em um convite enviado por Theodoro Braga à Folha do Norte para o vernissage (16DEZ1908) de sua exposição no Salão Nobre do Theatro da Paz que abriria no dia 17 há uma lista dos trabalhos que integrariam a mostra: o item 104 revela que T. B. projetara uma série de 7 sellos para o Estado do Pará sete anos antes da impressão do selo alusivo ao Tri-Centenário de Belém, que tanto pode ser um desses, quanto criação nova.

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O selo do Tricentenário de Belém foi criado por Theodoro Braga

Selo Theodoro Braga

O selo acima, comemorativo do Tricentenário da Fundação da Cidade de Belém do Pará, foi criado por Theodoro Braga em 1915 — Theodoro Braga compunha o Diretório do Comitê Patriótico da Fundação de Belém.
No dia 06 de novembro de 1915 o desenho de Theodoro Braga foi entregue a Ennes de Souza, diretor da Casa da Moeda, para ser reduzido e gravado pelos seus artistas especiais; já impresso e descrito pelo jornal Estado do Pará de 15DEZ1915, seguiu no dia 17 do Rio de Janeiro (Capital Federal) para Belém.

Descrição do selo de Theodoro Braga no Estado do Pará (ampliável)

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Tela A Fundação da Cidade de Nossa Senhora da Graça de Belém do Grão-Pará concluída em 1908

O selo comemorativo de Braga não fugiu ao padrão compositivo da pintura encomendada por Antonio Lemos e para a qual ele (T. B.) fez investigações na Europa; provavelmente esses estudos históricos pretéritos o embasaram a publicar, no mesmo jornal Estado do Pará (de 09ABR1915), o artigo Póde-se precisar o dia da chegada de Cadeira de Castello Branco ao Pará? — um cisma diante da verdadeira data de fundação de Belém, já que para ele a provável chegada de Castello Branco ao Pará tivesse sido, o mais tardar, a 10 de janeiro d’esse anno (1616)?!
O escrito de T. B. joga uma provocação ao futuro: Entretanto, podemos ficar tranquilos, nós de 1916; porque os paraenses de 2016 acharão alguma coisa feita por nós, evocando a data magna de nossa história regional, cercando-a de louros e de estudos.
Em 1º de maio de 1916, pós Festas do Tri-centenário, Theodoro Braga assumiria a direção do Instituto Lauro Sodré por determinação do governador Enéas Martins; Braga viria a pedir demissão do cargo um ano depois.

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Fon-Fon, em sua cobertura das Festas do Tricentenário, não mostra a imaginável efusão do evento que se pretendia nacional (ampliável)


Postscriptvm (08JAN2020):
A questão levantada em 1915 por Theodoro Braga em Póde-se precisar o dia da chegada de Cadeira de Castello Branco ao Pará? foi por ele próprio elucidada em 1927 quando o artista plástico e historiador paraense traduziu dois códices manuscritos pertencentes ao Museu Paulista à revista editada pelo engenheiro civil Afonso d’Escragnolle Taunay, diretor da instituição  —  T. B. já estava radicado na cidade de São Paulo, na avenida São João nº185-A —; tais documentos, demolidores de teses que Braga considerava incongruentes, deram razão definitiva aos apontamentos de Frei Vicente Salvador analisados por Capistrano de Abreu que faleceria aos 74 anos incompletos no Rio de Janeiro naquele mesmo 1927.
Theodoro Braga especulara, por dedução, o dia 10 de janeiro de 1616 — mais tardar — como a data magna da fundação de Belém; errou por dois dias: é o que nos faz compreender Augusto Meira Filho em seu livro Evolução Histórica de Belém do Grão-Pará:

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Ampliável à leitura

Por ora estamos na busca da Revista do Museu Paulista de 1927 para aqui disponibilizá-la aos leitores; mas segue, em pdf, o ANNUARIO DE BELÉM Em commemoração do seu Tricentenário citado por Meira Filho à página 58:

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Theodoro Braga — mapas de 1918

Theodoro Braga — mapas (do Pará e de Belém) 1918.

Fonte: acervo digital da BN.


Postscriptvm (15JAN2020):

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Hoje descobrimos que a Planta de Belém, aqui mostrada como mapas de 1918, na realidade foi publicada em 1916 no Guia do Estado do Pará de Theodoro Braga (em pdf do LV) .
Encontramos o livro de Braga em alta resolução na Bibliotheca Ibero-Americana, The Oliveira Lima Collection, Catholic University of America Washington D. C..

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia História Memória

O Theatro Bar Paraense visto do bonde por Theodoro Braga em 1916

dd6Dahi entra êlle na bella, vasta e extensa Avenida da Independência, e logo no começo destacamos á esquerda, dentro de seu gracioso e florido jardim, o imponente edificio de educação de meninas orphãs e desvalidas, denominado Instituto Gentil Bitencourt e em frente o theatrinho Bar Paraense. Esse lugar é bastante movimentado: alem de ser ponto de passagem de bond, e final das linhas de tramways de Nazreth, ha o dito teatrinho, com uma confeitaria-bar, e junto, a grande Fábrica de Cerveja Paraense.

Theodoro Braga em foto e texto do  Guia do Estado do Pará de 1916.

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A arquitetura de Theodoro Braga em pré-moldado regional de 1908

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Fotografia do Pavilhão da Fábrica de Cerveja Paraense erigido na Exposição Nacional do Rio de Janeiro de 1908 publicada na revista O Malho (RJ) de 05SET1908 – a imagem tem link à pagina onde se lê apenas Th. Braga.

Dois jornais da época dão ao entendimento que o projeto arquitetônico do Pavilhão da Fábrica de Cerveja Paraense fora concebido em Belém, enviado ao Rio de Janeiro para determinação de sua localização na Exposição Nacional de 1908 e depois, pronto (supostamente montado e desmontado), transportado à capital da República por vapor; O Malho arremata a informação dizendo que o edifício esteve “sob projecto e direcção do pintor paraense”.
É elementar que Theodoro Braga tenha pensado um pavilhão pré-fabricado com madeiras típicas da região amazônica (acapú, pau amarelo…) aos componentes do desenho que espelha seu pensamento nacionalista sobre artes decorativas aplicadas:

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Fonte do Álbum de 1908: UFPA 2.0.

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Arquiteto Hugo Edmund Kuhl — pupilo de Theodoro Braga; por André Speck

Prescriptvm:
A postagem Enfim: uma nova foto de Theodoro Braga só foi possível porque AndréHEK Roberto Speck tem franco acesso ao acervo da viúva de um ex-aluno do artista plástico paraense Theodoro Braga no curso de arquitetura da Mackenzie: Hugo Edmund Kuhl.
Como Speck, em seu primeiro e-mail de envio de imagens, abreviou o nome para Hugo E. Kuhl, procedemos uma pesquisa nos diários do JusBrasil tendo como resultado três grafias distintas para o que fora suprimido: Edmundo, Edmund e Edmond.
Uma ocorrência nos chamou a atenção: seu registro de diploma de arquiteto — obtido em 19 de dezembro de 1942 na Escola de Engenharia da Mackenzie — foi unanimemente REJEITADO pelo Ministério da Educação e Saúde, através da Diretoria do Ensino Superior, com parecer do Conselho Nacional de Educação assinado por Clemente Mariani.
A crueldade de Mariani (e do Conselho) com Kuhl nos pareceu extremada, uma vez que o argumento não se dá por falhas em sua trajetória na academia, cursada entre 1935 e 1942, mas, no secundário, no dito Curso de Preparatórios, realizado entre 1931 e 1934 na mesmíssima Mackenzie College.
Como estamos em 1947, supõe-se que Kuhl tenha aguardado 5 anos para protocolar o requerimento.
O legalismo apontado por Mariani na análise dos documentos constantes no processo 48.295-47 demonstra que a intolerância do governo brasileiro com os estrangeiros vistos como Súditos do Eixo* se estendeu pelo pós-guerra:

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O resultado da investigação foi enviado ao André Speck que procurou a família Kuhl para os devidos esclarecimentos.
Abaixo, nos formatos JPEG e PDF, arrumamos a resposta dada por André junto às fotografias por ele anexadas em e-mail e a ela acrescentamos um título-síntese  para facilitar sua busca na Internet.

*Sobre Súditos do Eixo:
O ESTADO DO PARÁ ─ Domingo, 4 de outubro de 1942
Fonte primária cobre intolerância da 2ª Guerra Mundial no Pará
Fonte primária cobre intolerância da 2ª Guerra Mundial no Pará (2)


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Blog da FAU
Arquiteto Hugo Edmund Kuhl — pupilo de Theodoro Braga; por André Speck (pdf).

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Enfim: uma nova foto de Theodoro Braga

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Theodoro Braga à frente do quadro que pintou de sua esposa: a alemã Maria Hirsch da Silva Braga em fotografia tirada por Hugo Edmundo Kuhl.

André Roberto Speck, da Universidade Federal de Santa Catarina, pôs-se a fazer um trabalho invejável: virtualizar obras e documentos do artista plástico paraense Theodoro Braga constantes no acervo do falecido arquiteto Hugo Edmundo Kuhl  — herdado por sua esposa, ora bastante idosa, Anna K. Kuhl.
Hugo, que diplomou-se em 19 de dezembro de 1942, provavelmente fora aluno de Theodoro na Escola de Engenharia  Mackenzie.

Qualquer pesquisa na Internet sobre Theodoro Braga dava como resultado uma única foto do artista, sem datação ou autoria:

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André promete novidades ao BF na proporção que escanear e fotografar o exclusivíssimo material.

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1921 — onde colocar as putas de Belém

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Fonte: Recorte de jornal não identificado datado de 15/julho/1921 pertencente à Hemeroteca Theodoro Braga — Arquivo Público de São Paulo.

Material enviado pelo professor Josá Maria de Castro Abreu Júnior.

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Pinturas heráldicas de Theodoro Braga

O BF recebeu um e-mail do professor Sérgio Braga solicitando ajuda na divulgação de pinturas de brasões de armas de família encomendados por José Teixeira da Matta Bacellar que aqui divulgaremos com um documento assinado pelo autor, Theodoro Braga, como “Nota de importância” que estabelece o valor pecuniário para cada um dos quatro serviços profissionais.
O documento também se refere a uma aquarela da árvore genealógica da família Teixeira da Matta Bacellar que não nos foi enviada.
Solicitamos ao professor Sérgio que nos envie novas fotografias em melhor enquadramento e foco, contudo, publicaremos uma prévia do material pertencente a um senhor de 85 anos que hoje tem dificuldades para conservá-las ─ de acordo com o que diz o correio eletrônico.

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Segundo o site do Planalto, José Teixeira da Matta Bacellar (se salvo de homônimo) foi representante do Pará, como deputado, no Congresso Nacional Constituinte, na Cidade do Rio de Janeiro, que, em 24 de fevereiro de 1891, 3º da República, estabeleceu, decretou e promulgou a Constituição de 1891.

José Teixeira da Matta Bacellar em 1909 recebeu 1.200 Réis por decisão do Tribunal de Contas:

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Guia do Estado do Pará; por Theodoro Braga (1916)

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Guia do Estado do Pará; por Theodoro Braga

Ver este documento no Scribd

Fonte: UFPA 2.0.

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Artes Gráficas

Ex-libris criado por Theodoro Braga


Material enviado por José Maria de Castro Abreu Júnior.