Substitua “refre” por suco natural; Orkut, por PPG História Social da Amazônia

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Ateliê em contagem regressiva à inauguração

Hoje, por volta do meio-dia, registrou-se, em ordinário aparelho celular, a movimentação de limpeza do entorno do Ateliê de Arquitetura e Urbanismo da UFPA.
A inauguração da reforma, iniciada em abril do ano passado, está prevista para o próximo dia 30 de setembro, quinta-feira, e deverá contar com a  presença solene do magnífico reitor da UFPA, professor Carlos Edilson de Almeida Maneschy.
Nesse dia, precedendo o ato inaugural, haverá oficina de criação envolvendo professores, funcionários, alunos e profissionais convidados; a intenção é discutir e projetar o paisagismo circunvizinho à edificação, no mínimo a área que se vê no audiovisual em 180º — panorâmica privilegiada da margem do rio Guamá.
O processo gráfico manual e computacional dos debates e da planificação, após curadoria, ficará exposto e, na ocasião da Semana do Itec  — de 18 a 22 de outubro de 2010 —, o projeto detalhado será implementado pela construtora Freire e Mello; um serviço em doação à UFPA.
Veja dois vídeos complementares à questão:

PPGAU: divulgação da seleção do mestrado

Tardiamente, mas para efeito de registro, publicamos a lista dos candidatos aprovados na primeira seleção do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará — PPGAU-ITEC-UFPA:

Observamos ser o PPGAU uma subunidade do ITEC que, temporariamente, ocupa espaços no Ateliê da FAU — Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Em futuro próximo o PPGAU terá sede própria e histórica à Arquitetura da UFPA: o Chalé de Ferro.
O Chalé de Ferro por ora hospeda o NUMA  — Núcleo de Meio Ambiente —, que ganhará novas instalações, necessárias à ampliação de suas atividades.
Saiba mais sobre o assunto no vídeo ainda feito na gestão Ronaldo Carvalho/Dina Oliveira: 

UFPA prepara mais uma Quarta Cultural

Ao cair da tarde do dia 29 (quarta-feira), o Complexo de Lazer Vadião, da Universidade Federal do Pará, tradicionalmente destinado às noites de forró, terá um evento diferente. O Projeto Quartas Culturais, da Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), levará a Mostra Estudantil de Música às margens do rio Guamá.
A ideia também é promover um caldeirão cultural, uma vez que o evento pretende demonstrar a diversidade da arte musical paraense por meio das diferentes iniciativas na área, protagonizadas pela própria UFPA. Os grupos representativos do Encontro de Artes de Belém (ENARTE), do Sarau de Letras, do Rock’n Rio Guamá, do Ciclo das Quartas e da Mostra de Intérpretes de Música Popular Brasileira, que já integram a agenda do cenário cultural de Belém, aproveitarão a oportunidade para apresentar ao público o que cada um desses projetos tem a oferecer.
Além de José Junior e Nana Reis, vencedora do II Festival de Música da RBA/2010, a Quarta Cultural terá, ainda, a participação de Felipe Cordeiro e os Astros do Século, que anteciparão uma mostra do CD produzido por Andre Abujamra. “Barato Kitsch” é o nome do show do grupo – formado por vários alunos e ex-alunos da UFPA -, marcado pela irreverência e criatividade, conectando o tecnobrega, o carimbó e as guitarradas, entre outras referências.
Prémio PROEX – Nesta Quarta Cultural também será lançado o Prêmio PROEX de Arte e Cultura/2010, que contempla as categorias Artes Visuais, Música, Artes Cênicas, Audiovisual, Memória e Patrimônio, Formação em Artes e Conexões Culturais – Universidade e Movimentos Sociais, ao qual podem se inscrever alunos e servidores da UFPA.
Uma oficina de elaboração de projetos para auxiliar os interessados a submeterem propostas ao edital será realizada nos dias 4 e 5 de outubro, das 14h às 16h, no auditório da SEGE (prédio da Reitoria). As inscrições podem ser feitas pelo e-mail decproex@ufpa.br.
As Quartas Culturais têm a iniciativa de uma política cultural integradora e abrangente, além de proporcionarem lazer à comunidade acadêmica, incentivando, desenvolvendo e divulgando a produção e o artista local.
Convidados – O evento irá receber Nana Reis, José Júnior e banda base da SAM (Música Popular) – Projeto Mostra de Intérpretes da MPB; Banda Malachai (Rock Rural) – Projeto Rock’n Rio Guamá; Pimentas inflamáveis (Fusion: guitarrada, jazz, heave metal, reggae…) e Graduation Band (Instrumental) – Projeto ENARTE; Arte e Protesto (Música, performance e videoarte); Projeto Ciclo das Quartas Sarau de Letras (Música e Poesia); Felipe Cordeiro e os Astros do Século – Convidados especiais.

Serviço: O Projeto Quartas Culturais é uma realização da Pró-Reitoria de Extensão, por meio da Diretoria de Apoio Cultural e da Diretoria de Assistência de Integração Estudantil. O evento acontece toda última quarta-feira do mês, às 17h. Entrada franca.

Para ouvir as bandas Malachai e Felipe Cordeiro e os Astro do Século acesse: www.myspace.com/profetamalachai (Banda Malachai) e www.myspace.com/fcordeiro (Felipe Cordeiro)

Texto: Lorena Claudino – Assessoria de Comunicação do DAC/PROEX

(Notícia publicada em 26.09.2010, às 10:00, no Portal da UFPA).

O Blog do professor Flávio Nassar

Utilidade Pública: o sódio nos refrigerantes

Concentrações de sódio em bebidas carbonadas nacionais (PDF).

Clipping da blogosfera

Guy Veloso — o paraense da 29ª Bienal de São Paulo

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As garimpagens do LAMEMO

Turma de 1973: acima, à direita, o professor da FAU, Ronaldo Nonato Ferreira Marques de Carvalho.
Imagem e texto publicados no jornal O Liberal de 23 de dezembro de 1973. 

Neste convite, da turma de 1977, consta um desenho feito por Daniel Campbell do vitrail   da Escola de Arquitetura ainda na casa da José Bonifácio.

Material enviado pela professora Cybelle Salvador Miranda.

Resultado do Concurso Habitação para Todos

Enviado pela professora Rose Norat.

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Depois do vernissage da Dina…à esbórnia

Após o vernissage de Dina Maria César de Oliveira, dia 15 de setembro passado, reuniram-se, junto ao crítico de arte Enock Sacramento (de paletó), alguns amigos artista plásticos e professores da UFPA: Luciano Oliveira, Haroldo Baleixe, Jorge Eiró, Ronaldo Moraes Rêgo e Geraldo Teixeira.
Enock, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), assinou FRUTOS MADUROS, em apresentação à exposição PINTURAS 2010 da professora da FAU, organizada no Museu de Arte do CCBEU com visitação pública até o dia 30 de outubro vindouro:

Repercussão do vídeo de La Rocque

Na realidade o vídeo foi recuperado pelo LAMEMO — Laboratório de Memória e Patrimônio Cultural — sob a coordenação da professora Cybelle Salvador Miranda.
Tal salvamento e divulgação na Internet, por intermédio do Youtube, só nos foi possível com a cooperação da família do Mestre Roberto de La Roque Soares. 

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Chalé de Ferro da Imprensa Oficial do Estado

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Diário Oficial – Edição Especial de 118 anos.

“O Chalé de Ferro da UFPA”

“Inaugurado em 11 de Janeiro de 1992
De origem belga, é o mais expressivo representante no Brasil do sistema construtivo Danly e do modelo de bangalô anglo-indiano, é o único com dois pavimentos totalmente em ferro.
Não se conhece com precisão as circunstâncias de sua aquisição. Sabe-se com segurança, porém que ele chegou a Belém não antes de 1890 e que já se encontrava montado em 1893, ano em que foi colocado à venda.
O chalé serviu de residência à família do Senador Álvaro Adolfo, tendo sido alugado a UFPA entre 1963 e 1972, período em que sediou inicialmente o curso de arquitetura e depois, o serviço de Atividades Musicais. Posteriormente passou a ser propriedade do clube Monte Líbano, que em 1981 o repassou ao arquiteto Euler Arruda, em contrapartida à elaboração de um novo projeto para a sede social do clube.
O arquiteto, também professor da UFPA, num gesto de grande desprendimento e de amor à instituição, doou o chalé à UFPA que providenciou sua desmontagem e seu transporte para remontagem no Campus Universitário.
A responsabilidade técnica pelos trabalhos de desmontagem, restauração e remontagem foi assumida pela Arquiteta Maria Beatriz Manescy Faria, da Prefeitura do Campus Universitário da UFPA, que coordenou a equipe formada de professores, arquitetos, engenheiros, desenhistas e estudantes de arquitetura da UFPA, durante todo o trabalho. Desde o início do projeto até o seu final foi fundamental a orientação prestada pelo Prof. Geraldo Gomes da Silva, da Universidade Federal de Pernambuco e expert internacionalmente respeitado em Arquitetura do Ferro, o qual, mais do que um consultor, tornou-se um apaixonado pelo projeto.
A desmontagem foi precedida de um levantamento métrico e fotográfico de todo o edifício, providência essencial para viabilizar sua remontagem posterior. Todas as três mil peças que compõem o chalé foram devidamente identificadas através de um código especialmente criado para tal fim. Após isso, foram etiquetadas e separadas em lotes homogêneos e guardadas no laboratório de Hidráulica, do Centro Tecnológico da UFPA.
As ações de remontagem iniciaram em ritmo lento, em conseqüência da falta de recursos financeiros específicos para o projeto. Em 1985, com recursos repassados pela extinta Fundação Nacional Pró-Memória, executou-se a base de concreto armado sobre a qual se elevaria o chalé.
Mais tarde, já em 1988, com recursos financeiros destinados ao projeto pela Companhia Vale do Rio Doce, foram executados os serviços de limpeza e pintura primária das peças que se encontravam em bom estado, bem como a recuperação das que necessitavam de reparos e a confecção de outras novas para substituir as irrecuperáveis.
Finalmente, em 1991, com recursos alocados pelo Ministério da Educação para implantação do Núcleo de Meio Ambiente da UFPA, deu largada a remontagem do edifício.
Na remontagem do Chalé foram rigorosamente preservadas suas características originais. Assim, toda a sua estrutura portante e de coberta é constituída de ferro, assim, como o telhado. O assoalho do pavimento superior, os forros, as portas e as janelas são em madeira.
Em 1981, quando a UFPA recebeu o prédio, ele continha alguns acréscimos em concreto, introduzidos posteriormente à sua montagem original. Tais acréscimos foram retirados na atual montagem, resgatando-se, assim, o projeto original.
A única modificação acrescida na atual remontagem foi a construção de dois compartimentos para sanitários, que ocupam um pequeno espaço na sala maior do pavimento térreo. Estes compartimentos não existiam no projeto original, de vez que edifícios dessa natureza possuíam edículas separadas do corpo principal, com essa finalidade. Os atuais sanitários foram projetados e construídos com material totalmente diferente dos utilizados originalmente no edifício, pois se pretende evidenciar a contemporaneidade da intervenção.
As cores originais do chalé não são conhecidas, mas isso não era um elemento essencial de sua caracterização.” (NUMA/Institucional/Chalé de Ferro)

A polêmica da Bienal de São Paulo

Bienal diz que manterá obra de Gil Vicente.

Página de Gil Vicente.

Divulgação: “Razões do Corpo” de Elieni Tenório

Un chef-de-cuisine na “Boca do povo”.

Mês de Agosto de 2010, Rita é auxiliar de enfermagem e observa naquele dia de trabalho, que havia alvoroço diferente no Hospital da Beneficente Portuguesa. Logo uma colega se aproxima e comenta: “tu sabes que temos um paciente importante”. Ocupados no dia-a-dia dos seus afazeres em benefício da saúde das pessoas, médicos, enfermeiras e atendentes comunicam-se através de frases curtas e significativas, a lançada nesse dia para a Rita foi: “O cozinheiro está internado”. Quem é esse cozinheiro questionava-se Rita.
Conheci o Paulo Martins no inicio de 1968, junto a outros veteranos no trote de recepção aos novos calouros de arquitetura. Tempo em que, ainda era obrigatório, na nossa tropical e super-úmida Belém, para comparecer as provas do vestibular o uso de terno e gravata (paletó), provas que eram realizadas no próprio Chalet de Ferro (atualmente no Campus Guamá), edifício onde funcionava o Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPA e localizado na Avenida Almirante Barroso. Informalmente vestidos, fomos recebidos com alegria e dignidade por todos eles. O trote foi de boas vindas efetivamente.
Naquele mesmo ano, antes da promulgação do Ato Institucional 5, pela ditadura militar, houve as ocupações de escolas da UFPA pelos estudantes. Com o curso de Arquitetura não foi diferente. Lá estávamos, revezando-nos para tomar conta e administrar o edifício, dávamos o apoio para os que participavam mais ativamente no movimento e que estavam nas séries mais adiantadas. Paulo, apesar de já estar na 4a série não era atuante, mas tinha um bom relacionamento com todos. Um exemplo que deu à época foi o de auto-suficiência financeira, pois já trabalhava, salvo engano no DNER – Departamento Nacional de Estradas e Rodagens e utilizava talão de cheques, isso então era uma grande novidade para os universitários de Belém.
Ainda na condição de estudante trabalhei com ele, que já era arquiteto formado na turma de 1969. Foi no início da década de 1970 na execução de uma grande maquete para a sede do Iate Clube de Belém. O projeto, dele com o Claudio Cativo, José Freire e Paulo Lima, não foi construído, infelizmente. A maquete ficou impecável. O Jaime Bibas, que também já era arquiteto, emprestou o seu toque especial, fazendo com extrema perfeição, esquiadores e lanchas na escala 1: 250. Depois disso, houve um grande hiato, pouco o via. Em 1972 fui para São Paulo e lá se foram mais dez anos. Na minha volta para Belém o Paulo arquiteto já estava quase no final da transformação profissional, era o dono do “Lá em Casa”, junto com a mãe Ana Maria Martins. Cruzei algumas vezes com ele, éramos apenas conhecidos e arquitetos, então a nossa conversa não ia além de “fazia tempo que eu não te via, o que tu estás fazendo” ou “está ótima a comida”.
Não, ele não é um simples cozinheiro, Paulo Martins é um chef-de-cuisine paraense e é também arquiteto, intervém o médico que chegara naquele exato momento. Rita aquiesceu com a cabeça e pensou: que perda então para a cozinha da nossa gente, se ele morrer.

Belém, 14 de setembro de 2010.
Professor Fabiano Homobono Paes de Andrade

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Arquitetura e Urbanismo História

“Memórias do Pará”

Imagem-link.

Dentre as poquíssimas referências na Internet sobre o professor Philadelpho Cunha, encontramos o texto (linkado à imagem) intitulado “Mais reminiscências da Estrada de Ferro de Bragança”; nele, Loriwal Rei de Magalhães, em entrevista, diz:
“Eu ingressei na EFB em 1958, logo após a minha formatura em engenharia civil e nela permaneci até 1967. Quando eu entrei, o superintendente era o dr. Heitor Pontes Rayol, e logo entrou o dr. Philadelpho Cunha, nomeado pelo Jânio. Após a renúncia de Jânio, assumi a Superintendência da EFB. E minha saída ocorreu pouco antes da revolução de 64, ainda no governo Jango, quando o sindicalismo ganhou força. Aí fui substituído pelo Geraldo Cozi Pereira, que ficou até a revolução, sendo substituído pelo general Ferreira Coelho. Depois veio o coronel Meireles, por curto período, e em seguida o dr. Leônidas de Carvalho Pereira, que presidiu o grupo de liquidação da ferrovia. Eu fui engenheiro de vias permanentes, depois passei a engenheiro assistente. A primeira função era cuidar das vias, dos trilhos. Quando fui para a superintendência já conhecia a estrada de maneira total.”
Esperamos que a pouca memória sobre Philadelpho, dentre tantos feitos engenheiro da sede do Payssandu, seja em breve reparada.

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

1898 — projetos suecos em madeira destinados ao Pará

O português Blog da Rua Nove mostra imagens de diversos projetos, datados aproximandamente de 1898, desenvolvidos pela empresa suéca J. O. Wengströms de Estocolmo para contrução no Brasil.
Deles 12 (doze) têm o carimbo do “Escriptorio de Engenharia Olympio L. Chermont & Cia. ESCRIPTORIO Rua Conselheiro João Alfredo, 47-1º PARÁ-BRAZIL”.
Pelas investigações na Internet seria a reedição datada de 2002 de um catágolo dos anos 189o e o “ESCRIPTORIO” em questão de Olympio Leite Chermont*:

*Olympio Leite Chermont: “Olympio Chermont, engenheiro paraense e participante do 1º Congresso Médico de Pernambuco, aborda neste trabalho o tema “Casa Operária”, assunto bastante discutido em todo o mundo no início do século XIX. Partindo da problemática situação da habitação dos trabalhadores neste período, com seus conhecidos aspectos negativos (ausência de iluminação, pouco espaço disponível, falta de higiene, insalubridade, precariedade dos materiais, etc) e seus reflexos nas cidades, o engenheiro procura estabelecer um tipo de casa operária ideal. No texto, o autor divide a habitação para proletários em três classes: casas para solteiros; casas para pequenas famílias de trabalhadores empregados na indústria e na agricultura; e casas para famílias mais numerosas. Segundo Chermont, o ideal de todos os projetos seria oferecer casas saudáveis, sólidas e econômicas. Para tanto, colocou como condições necessárias à salubridade de qualquer casa operária: a utilização de terrenos pouco úmidos; o planejamento de boas condições de saneamento da habitação; a separação da edificação do solo através de um embasamento de aproximadamente 0.50 m, etc. No Brasil, o engenheiro destaca as iniciativas mais significativas neste sentido. No Rio de Janeiro, em 1906 , a “A Pedra do Lar” (Cooperativa Civil para construção de casas em Niterói) forneceu casas higiênicas e econômicas a seus sócios. Em São Paulo, o autor registra a regulamentação para a construção de casas e vilas operárias prescrita na Lei n. 498, de 14-12-1900. Em Pernambuco, Chermont afirma não existir, neste momento, legislação que orientasse este tipo de construção. Destaca então, o estabelecimento da Vila Operária de Camaragibe, implantada pela Companhia Industrial Pernambucana na primeira década do século. Em 1909, a referida vila contava com: 155 casas bem arejadas (com quintal e jardim cada uma), 5 escolas, 1 armazém cooperativo, padaria, consultório médico, sede do Círculo Católico, etc. No texto, Olympio Leite Chermont expõe o problema das más condições de moradia dos trabalhadores e coloca-o como um dos maiores agravantes para propagação das epidemias no mundo. Visando acabar com as causas da mortalidade, ações em todo o mundo defenderam a fundação de vilas operárias higiênicas e saudáveis, e a extinção das construções anteriores – verdadeiros focos de infecção. Em Pernambuco, simultaneamente à erradicação de mocambos e cortiços nos anos 30 e 40, a iniciativa privada construiu diversas vilas operárias que constituiram modelos de comunidades higienizadas e marcaram um período caracterizado por uma forte política habitacional.” (http://www.urbanismobr.org/bd/documentos.php?id=787)

Estamos a procura de laços familiares entre Olympio Leite Chermont e Justo Leite Chermont — primeiro governador republicano do Pará, contemporâneo de Olympio, depois Senador da República que, em 1919, “apresentou projeto de lei estendendo o direito de voto às mulheres, não conseguindo, porém, sua aprovação“.
Olympio Leite Chermont é citado, por seus “Estudos sobre cemitérios“, às páginas 255 e 256 de MEDICINA, LEIS E MORAL Pensamento médico e comportamento no Brasil (1870-1930) de José Leopoldo Ferreira antunes.
E em “A construção discursiva da casa popular no Recife (década de 30)” de José Tavares Correia de Lira, à página 743: “Olympio Leite Chermont, <<Casas para proletários>>, in Annaes do I Congresso Médico de Recife, 1909 (v. especialmente pp. 601 e 602, em que Chermont cita Cotrim).”.

Observamos que: se Olympio pertenceu ao tradicional clã Chermont, o cenário (econômico, social e político) favorecia a implementação dos chalés suécos na capital e/ou interior paraenses; portanto, alguns podem ter sido erigidos.

Adendo à postagem (em 22 de setembro de 2010):
“De blogdaruanove a 21 de Setembro de 2010 às 10:51
As imagens são reproduzidas de um exemplar original, de cerca de 1898, e não de um exemplar da reedição de 2002.
Esse exemplar original terá pertencido a Olympio Chermont, ou ao seu atelier, conforme o carimbo atesta.
BR9″.

Projeto Monumenta — inventário de Belém do Pará

Sítios Históricos Volume 1 — Belém do Pará: páginas de 57 à 91.

Sitios Históricos Volume 1 — Projeto Monumenta (PDF).