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CAU-PA homenageará o professor Jaime Bibas

Audiovisual experimental

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Pará — CAU-PA — fará homenagem ao professor Jaime de Oliveira Bibas amanhã, dia 13 de dezembro, no CESUPA da Alcindo Calela (n°980), por ocasião da Semana do Arquiteto.
Este Laboratório Virtual — antes intitulado Blog da FAU também editado por JB preparou material audiovisual experimental à composição do justo tributo.
A sequencia aleatória de imagens com a música Bailarina composta por Jaime Bibas e Paulo Moura não está fechada, deverá ser expandida por outras imagens e canções.

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Um mês sem Jaime Bibas

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Jaime Bibas; por Juliano Ximenes

É difícil fazer uma homenagem, ou falar qualquer coisa neste momento.
O Bibas era um cara talentoso, e curioso, era excepcional, qualquer pessoa percebia isso.
Mas ele era despretensioso. Isso eu achava fantástico nele, também. Até as piadas de boteco dele eram relaxadas, embora tivessem obviamente o verniz da sabedoria dele.
De vez em quando alguém tinha de contar para os alunos quem ele era, algo do que tinha feito na vida. E fez tanto.
Bibas fez projeto urbanístico e arquitetônico para os primeiros Conjuntos Cidade Nova, quando a COHAB tentava dar uma solução para a moradia popular, em Ananindeua. Fez parte ativamente da equipe da Monografia das Baixadas de Belém, um dos nossos maiores clássicos do Planejamento Urbano, no nível local mas no nível regional também, um pioneiro esforço de entendimento, e que se tornou um registro histórico. Fez parte da equipe que, na Prefeitura Municipal de Belém do período da redemocratização, organizou projetos e obras para reformas e reurbanização em espaços tão variados como o Ver-O-Peso, a Praça da República, o Theatro da Paz, a Rua João Alfredo, a Ladeira do Castelo, a Feira do Açaí, os Mercados. Projetou equipamentos públicos diversos.
Bibas fez capas de livros, como alguns da CEJUP, com desenhos seus, como o Chove nos campos de cachoeira, de Dalcídio Jurandir. Fez memoráveis obras de design gráfico para campanhas políticas e era o cartazista oficial das greves docentes dos anos 1980 na UFPA ainda durante a famigerada ditadura de 1964-1985, que ele combatia.
Jaime Bibas era um compositor-letrista, de sambas, e se cercava da amizade daquelas e daqueles que estavam em torno da mesa, do copo, dos instrumentos. Dirigiu o Instituto de Artes do Pará, inclusive atravessando Governos do Estado de partidos adversários, incólume.
Uma vez, durante um curso sobre teoria do restauro no IPHAN, acho que em 1999, ele olhou o professor, arquiteto guatemalteco, antes de começar o falatório, e disse: “eu te conheço mas eu não sei de onde, daqui pro final desse curso eu descubro”. Todo mundo riu.
Esse eu penso que era o Jaime Bibas.

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Adeus a Jaime Bibas

Faleceu na manhã de hoje em seu apartamento o professor Jaime de Oliveira Bibas aos 73 anos de idade.
JB, como era carinhosamente chamado por nós, já estava aposentado da Universidade Federal do Pará onde lecionou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; Bibas era colaborador vitalicio deste espaço ainda quando intitulado Blog da FAU.
Ao que tudo indica Bibas partiu dentro d’algum de seus sonhos.
O arquiteto Cicerino Cabral resume a lacuna:
Amigo de décadas. Profissional, artista plástico e músico da melhor qualidade. Aprendi admirar pelas suas qualidades e correção pessoais. Foi um amigo do qual vou sentir falta, que deixa uma vaga difícil de ser preenchida.
Estamos no aguardo de informações às exéquias para publicação subsequente.

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O editor vitalício do BF com a camiseta do Círio FAU-UFPA 2018


O professor aposentado Jaime Bibas com duas de suas filhas, Luciana e Mariana, ontem, no tradicional almoço do Círio.

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As razões de Semblano; por Jaime Bibas (fevereiro de 2012)

São curiosas certas expressões as quais, gerações as mantêm por algum tempo presente na memória coletiva. Sem organização, apenas com o hábito de recolher esses ditos populares, às vezes topo com alguém ali, acolá, que me desperta para algo bom de ouvir e guardar na lembrança. Assim pensava quando tratei de apressar o passo para fugir do começo “da chuva das duas”, como está na canção de Edyr Proença e Adalcinda Camarão, de 1977, do “Três Canções para Belém”. Deixara em casa, sem prosseguir, alguma coisa do próximo texto para publicação neste espaço, pois parecia um daqueles momentos em que nada consigo escrever, os temas parecem inadequados enfim… Quando acontece um angustiante “branco” em minha cabeça.
Com precisão de logo voltar, entro pela porta semiaberta de antigo comércio, um casarão de esquina,  da antes Travessa da Glória, hoje Rui Barbosa. Observo no teto a única lâmpada acesa a iluminar parcamente o ambiente. Enquanto acostumo os olhos peço, no balcão, um café coado servido pela simpática atendente que sorriu para mim. Olho em volta, a casa parece vazia a não ser pela presença de dois homens sentados em uma mesa ao fundo. Parecem moradores das redondezas e aparentam ter entre setenta e oitenta anos. Escuto  a conversa, em meio tom, e ela permite distinguir um nome repetido por um deles, em voz mais alta: Semblano…
Lembrei então da mãe de meu pai que veio da Vigia, para estudar na Escola Normal e aqui ficou. O prédio das normalistas está no mesmo local até hoje. Nele também funcionou um jornal. Com a morte de Dr. Assis, Antonio Lemos adquiriu A Província do Pará por dez reis de mel coado mudando a sede para lá. E afinal o que esse nome __ Semblano __ tem a ver com isso? Contava minha avó Esther que “o” velho Lemos, no auge de seu prestígio, bem antes de ser escorraçado e expulso de Belém acusado de ser o autor intelectual do inacreditável atentado contra Lauro Sodré, fez amizade com um português, dono de padaria, que todos os dias, bem cedo o visitava no jornal, levando o pão quente da primeira fornada. Conversava com o intendente e vivia a preveni-lo sobre cuidados com os bajuladores que o cercavam apenas por interesses pessoais e, na maioria, escusos. São traidores, dizia. Lemos retrucava atribuindo o cuidado às boatarias e falatórios que se ouvia nas ruas. Era rico, dono de jornal com prestígio nacional. Tinha, ou pensava assim, influência para controlar os aspectos políticos. Nada o abalaria. O português, que não desistia da ladainha diária desprezada por Lemos. Chamava-se Semblano.
A lenda contada pela professora vigiense Esther Nunes Bibas, lembrava ainda que Lemos em 1912, há cem anos, portanto, deixava Belém na condição de exilado para nunca mais voltar, pois morreu um ano depois. À beirada do navio, ao olhar para a orla da cidade que se afastava, teria dito para alguém que estava ao seu lado: “O Semblano é quem tinha razão”. A expressão virou dito popular. Por algum tempo foi repetida para indicar algum golpe, armação, traição no feitio de puxassaquismo ou coisa que o valha. E foi assim que pude concluir mais esta crônica. Apressado, nem perguntei, para agradecer aqui, o nome do cidadão que me ajudou, de certa forma, a escrevê-la.

[jb]


Curiosamente, quando vi dois livros de Esther Nunes Bibas disponíveis no acervo digital de obras raras da Biblioteca Pública Arthur Vianna, busquei, nos e-mails pretéritos, possíveis referências que o JB tivesse feito à sua avó paterna; encontrei esta crônica, de fevereiro de 2012, inédita no BF não sei se publicada noutro canto —, como mensagem não lida.
Na realidade o e-mail é de 29 de março de 2014 e foi endereçado a mim e ao professor Marcellino Moreno de título Esquina e preâmbulo  Tenho a impressão, mas não a certeza, que a esquina do texto de 2012, a seguir, é a mesma que falamos na quinta-feira. [jb].
As quintas-feiras eram sagradas às nossas cervejas no Rosso e Bianco pós aulas na UFPA, mas o Jaime começou a pegar faltas em setembro de 2014; daí, por solidariedade e saudade, abandonamos essa boa escola da boemia vizinha ao prédio dele.
Bibas anda recluso, contudo, permanece como editor vitalício deste site.

[hb]

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Fatos em foco

Ontem, dia 03 de setembro de 2015:

JB01

Luciana e Jaime Bibas.

JB02

Jaime Bibas, Haroldo Baleixe e Paulo Andrade (Popó).

Fotos: HB e LB.

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Fotografia recente

Fatos em foco

aa (6)Georgia Teixeira e Jaime Bibas

aa (4)

Jaime Bibas e Haroldo Baleixe — editores do BF


As fotografias, revesadas entre cliques de HB e GT, são de ontem, dia 10 de junho e foram tiradas no boteco Barão da 25; lá se degustou a premiada Costelinha do Barão criada pelo chef Alberto Andrade Neto que tem como sócio o Fábio Alan Vasconcelos.

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JB em foto recente

JB DATA
Ontem, dia 13 de agosto, fizemos, Juliano Ximenes e eu (HB), uma rápida visita ao professor Jaime Bibas que permanece em recuperação na casa de sua filha Mariana.
A fotografia mostra que JB está bem, apesar da cervejinha temporariamente suspensa por médicos e familiares.
Saúde maestro, pois a Confraria dos Malditos o espera no R&B.

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Divulgação/convite à FAU

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Pensar pelo desenho; por Jaime Bibas

pensar-pelo-desenho

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Do baú do Fábio Mello (1978 ou 1979)

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Cartoon de autoria do professor Jaime de Oliveira Bibas, feito pelo Natal de 1978 ou 79.

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Um desabafo; por Jaime Bibas

Pensei aqui: será a mediocridade intelectual uma doença parasitária incurável? São muitasDSC_0003 e diversas as questões das universidades públicas que precisam ser discutidas urgentemente, porém, parece que a mediocridade intelectual fermentada por grupos ou pessoas interessadas em mantê-la, impede o avanço em direção daquilo que seria o objetivo maior desse laurel concedido ao Blog da FAU.
Sem um reconhecimento ─ concreto ─ de mérito, como promover relevância científica e tecnológica? Essa falta de políticas no rumo da meritocracia nos atinge profundamente.
A título de ilustração, duas historinhas baseadas em fatos reais:
Indicado ao Prêmio Nobel de Medicina em duas ocasiões (1913 e 1921), o cientista brasileiro Carlos Chagas, não foi laureado. Dizem que Afrânio Peixoto era contrário à política (de meritocracia) adotada por Chagas no antigo Departamento de Saúde Pública do Governo Federal e tratou de contribuir para vetar a indicação. Teoria da conspiração? É possível, mas, esse mistério, que assombra a memória de Carlos Chagas, talvez explique em parte o porquê do Brasil não ser reconhecido como capaz de produzir ideias.
Em outra ocasião Peter Medawar, nascido no Brasil (Petrópolis), filho de inglesa com libanês, foi agraciado com o Nobel de Medicina. Quando jovem, porém, teve a cidadania cassada porque não se apresentou ao serviço militar obrigatório (tempos depois de forma absolutamente discreta, digamos assim, sua cidadania foi reconhecida). Medawar tinha cidadania britânica e por isso foi possível à Inglaterra conquistar mais um Nobel.
Longe de querer nos comparar aos eminentes cientistas das histórias acima e, sobretudo, reconhecendo que somos duas gotículas d’água mergulhadas no imenso rio que lambe as beiras da FAU, digo que parece a ninguém importar, mais especificamente à PROPLAN, que o Blog da FAU venha (ou possa continuar) a influenciar ou servir como ferramenta ─ inovadora ─ de forma construtiva a centenas (milhares?) de pessoas ao longo de suas carreiras profissionais, pois importa mais, assim parece, o cumprimento da burocracia, no feitio de portarias, relatório sobre passagens, hospedagens, diárias para convescotes “científicos” ou coisa que o valha.
Assim cumprimos o triste script de esteiros a adentrar terra movediça, estagnada, engessada, rançosa, mesquinha, iludida e egoísta.

[jb]
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Do PLANO A para o PLANO B ─ impressão pessoal; por Jaime Bibas

DSC_0003Há um momento, tenebroso, enigmático,  desconhecido, ainda. Quando a vida acaba, seiscentos e tantos músculos do corpo  quedam inertes, o coração não mais bombeia sangue para as artérias. Assim, dizem  que se estabelece o fim da vida. Há de existir os que, sem apego à matéria,  tratam esse momento como uma passagem de um para outro plano e muito embora a  maioria tente não pensar que esse instante chegará, ele está determinado para  todos. É improrrogável.

Pensava nisso enquanto visitava o que os  olhos inquietos, mas, exatamente precisos de Alberto Bitar, através de imagens  impactantes nos apresenta, no âmbito da exposição Corte Seco, em feitio de narrativas ou depoimento fotográfico severo, onde alguns visitantes  desviavam a direção dos olhos, conforme anotei. Imagens que soube, pelo  competente quanto belo texto de Orlando Carneiro, de algum modo seria  consequência de pretérito episódio, ocasião em que os já, inquietos olhos de uma  criança, inadvertidamente, descobriam um corpo desovado. Alguma similitude com outra  cena da minha história, da qual também fui testemunha, com os olhos inocentes de  menino.

Serie-Corte-Seco-023-foto-Alberto-Bitar[4]

Vejo, na cena artística do presente, a  vida ser reencenada e transformada constantemente em arte, no feitio de mapas  geográficos emocionais. Então porque não, também a morte, através da memória e  sentimentos que ela desperta?

Alberto Bitar parece não enxergar nos  cenários expostos, uma possibilidade de contar a história da sua história. Nem  se preocupa com a habitual e simples denúncia, por exemplo, sobre o que se  conhece como banalidade da violência, embora suas fotos sejam consequências  dela. Muito menos compactua como uma espécie de voyeurismo de corpos martirizados, com  os quais trabalham diversos artistas, mas, apresenta a própria ferida social  como sua perspectiva artística e poética. É bem possível que o maior desafio  enfrentado para realizar esse choque ─ corte ─ seco, tenha sido a inversão da lógica de autoindulgência, na procura minuciosa  de um universo próprio, particular, onde pudesse contar histórias que se põem  abertas às leituras dos espectadores.

Existe hoje, e assim me parece, uma  discussão sobre terror e violência, onde se inserem questões acerca do papel das  novas mídias em relação à morte. Beirando às raias do absurdo, é possível até  navegar em páginas virtuais onde o “usuário” pode criar um site e “antecipar”  sua própria morte. A exposição Corte Seco de Alberto Bitar, é claro,  não se conecta com essas novidades. Aqueles que têm consciência da sua própria  finitude, limitações e debilidades, conseguirão ser mais compreensivos e  tolerantes penso eu. Os mais duros de coração sem lágrimas para derramar, terão  certamente maior dificuldade para se solidarizar com o drama de corpos  (anônimos?) cobertos por papéis velhos ou andrajos, em cenas de ruas pouco  iluminadas, cores de chão batido, que vão da violência à tristeza. Em qualquer  dos casos, o corte seco de Alberto Bitar nos fará refletir sobre como é difícil  manter a vida intacta. Muito mais do que a gente possa  imaginar.

Santa Maria de Belém do Grão Pará,  setembro/2013.
(jbibas)

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ASSISTIR FUTEBOL FICOU CHATO?; por Jaime Bibas

!cid_F5047481F1D747D995947C74FEBF2C1C@JaimeBibasPCNão sei, tenho a leve impressão que o football hoje leva em noventa minutos de jogo, como se diz, um chocolate da tecnologia. Comecei indo aos campos de futebol muito cedo, pelas mãos de um saudoso apaixonado pela bola, meu pai. Desde lá vi excepcionais jogadores algures e alhures, num tempo em que ídolos eram apenas seres mortais, facilmente alcançáveis pelos torcedores ainda nas quatro linhas, sem o impedimento de fossos, alambrados, ou seguranças armados. Quando o acento de Pelé era confundido, por vezes, com Pelê.

Depois de jogos ao vivo ou acompanhados pelo rádio, era bom assistir jornais cinematográficos que mostravam resumos de partidas já realizadas, tudo muito rápido, sem replay, mas com a incrível magia que tem o cinema, fora da sala escura, a de gravar impressões físicas em corações e mentes, permitir discussões se houvera falta em tal jogada, bola na mão ou mão na bola e sei lá o que mais em lances duvidosos. Logo após viria uma era dominada pela tevê, o que causou meu gradual afastamento dos gramados de antanho.

São outros, os tempos como alguns deverão dizer. No que concordo. Mas fico, cá com meus botões, entre atilado e saudoso de um tempo em que jogar futebol só significava uma coisa: jogar futebol; em que erros de arbitragem não eram monitorados senão, muito tempo depois, por uma fortuita imagem de cinema, em que jornais grafariam crônicas magistrais no feitio do grande Nelson Rodrigues, em que treinadores podiam ser abatufados, bonachões, posavam para fotos com chuteiras calçadas em pares de meias do tipo social e se permitiam cochilar no intervalo das partidas, porque no segundo tempo os jogadores resolveriam tudo, como diziam do lendário Vicente Feola. Ou até mesmo de um tempo em que autoridades não eram vaiadas nos estádios. Nostalgia algo imprópria agora? Bem amigos… É, bem, possível.

Não consegui ontem, por questões outras, assistir aos noventa minutos do primeiro jogo da seleção na copa das confederações. Quando cheguei na frente da pequena televisão, com apenas 10 polegadas de tela, já o Brasil vencia os japoneses, bem fraquinhos por sinal, por dois gols. Ainda foi possível ver Felipão, respirar fundo aliviado, a seleção se movimentar bem em meio de adversários que sabem correr, mas, sem nenhuma direção, atropelando tudo. Vi o óbvio, a vitória da seleção brasileira. E já que não vira o jogo, tentei hoje, acompanhar as análises sobre o futebol de ontem, talvez as principais jogadas, como nos antigos jornais do cinema, em programa especializado.

Estou, possivelmente, mais informado, acho, que telespectadore de imensos HD, pois vi jogadas em câmera lenta, com cenas que não foram vistas ontem como por exemplo, o movimento dos músculos, da perna de certo atleta. Estou pra lá de instruído, também, sobre, o tempo, distância e velocidade em quílometros por hora medida em cada jogador, sei que um zagueiro tem o mesmo biótipo de um lutador de judô e quantas vezes determinado jogador levou suas (dele) mãos à cintura. Ainda fiquei sabendo como aconteceram as festas de brasileiros por todo o país e como jogadores de dois times, que ainda nem entraram em campo vão se posicionar nas quatro linhas, tudo mostrado com recursos da alta tecnologia de um gramado virtual. Nada mais sobre o futebol, nem mesmo o que de importante houve, no jogo de ontem.

Me afastei da telinha com uma sensação. A de que tudo deve ter sido muito maçante, pois me assalta, de repente, uma estranha melancolia. Diz que preciso dormir para sonhar, certamente depois de reler alguma crônica de Nelson Rodrigues.

Santa Maria de Belém do Grão Pará, 16 de junho de 2013.

[jb]

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Dos cantos da minha casa (02); por Jaime Bibas

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Dos cantos da minha casa (01); por Jaime Bibas

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Sítio do Professor ─ 1987; por Jaime Bibas

No ano de 1987, gestão do prefeito Fernando Coutinho Jorge, quando eu era coordenador adjunto do arquiteto Paulo Chaves, (professor da FAU e secretário de cultura), na extinta
COURB (Coordenadoria de Urbanismo), o pró-reitor da PROINTER Flávio Nassar, presidente da associação de docentes (ADUFPA), nessa época, nos procurou a respeito de um projeto para determinada área no entorno do Campus do Guamá, cuja destinação seria a de abrigar um complexo de lazer denominado SÍTIO DO PROFESSOR.

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Praticávamos na COURB o “urbanismo operacional” denominação do próprio Paulo Chaves, em função de nossos desenhos serem realizados fora do padrão da época, ou, o de traços em tinta nanquim, legendas normografadas e outras normatizações técnicas. Ganhávamos em tempo, finalizando os projetos em papel manteiga, linhas em grafite e legendas feitas na munheca. Detalhes e demais desenhos eram simultâneos ao acompanhamento das obras, postura que se tornou item obrigatório nos contratos da prefeitura com os construtores.

Dessa forma também o tempo era mais aproveitado em pesquisas e conceito dos projetos.

Assim também foi desenvolvido o tema da ADUFPA, que aspirava maior envolvimento dos
professores com o próprio entorno do Campus, pela fixação de atividades lúdicas, além de
socioculturais, esportivas e recreativas. Esses anos em que estive atuando junto a um grupo de jovens quanto talentosos arquitetos, junto com o experiente Engenheiro Osmar Pinheiro de Souza (já falecido), foi sem dúvida dos mais profícuos entre todos aqueles que atuei na minha vida profissional.

Os desenhos do SÍTIO DO PROFESSOR perderam-se no tempo, acho eu, mas entre guardados achei dois deles: a perspectiva geral (acima) e o memorial (abaixo).

sítio-do-professor-01

O SÍTIO DO PROFESSOR não vingou, pois a ADUFPA perdeu o terreno para outro projeto que hoje está implantado na mesma área pretérita. Essa memória já faz parte da própria história do Campus da UFPA e talvez possa ser melhor contada pelo professor Flávio Nassar, um dos que sonhou há mais de vinte anos, este sonho hoje tão distante.

[jb]
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Reimaginação tupiniquim de Inocêncio X

xcv