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Arquitetura e Urbanismo Atividade Acadêmica

Os destaques de Representação e Expressão IV — manhã

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Motel Aquarium de Mateus Nunes — imagem-link à apresentação completa em pdf

O professor Luciano Oliveira, com 31 anos de UFPA, surpreendeu-se com a qualidade dos trabalhos apresentados na disciplina Representação e Expressão IV — matutino e vespertino com ingresso em 2014.
Desse modo dar-se-á publicidade às três melhores finalizações do tópico Comunicação Visual das duas turmas.
Os autores em destaque da manhã são Mateus Nunes com o Motel Aquarium; Pietra Paes Barreto com o Sex Shop MISSKISS e Leonardo Abdon com o Museu da Cultura Africana.
Para acessar a completude das propostas basta clicar nos hiperlinks acima.

Por ora aguardamos os três arquivos da turma da tarde que serão revelados na publicação futura: Os destaques de Representação e Expressão IV — tarde.

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Arquitetura e Urbanismo Belém Memória

Queluz — que desenho e dimensão teria essa “quinta”?

Em Especulações sobre a origem do Chalé de Ferro da FAU (2) aventou-se a possibilidade do chalé da Imprensa Oficial ter sido montado em terreno pertencente ou sob responsabilidade do construtor português Antonio Coelho Moreira; essa hipótese estabeleceria uma correlação entre os três edifícios belgas pré-fabricados em metal montados entre o final dos anos 1880 e o início dos anos 1890 em Belém do Pará.
Antonio Coelho possuía o domínio sobre a fazenda/sítio Queluz, uma área de forma por ora indefinida, que tentaremos compreender com os poucos dados disponíveis:

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Ampliável à leitura

Um mapa do início do século XIX mostra a marcação de Queluz, além da encruzilhada de sua própria picada com as estradas ao Forte da Barra e ao Maranhão, na direção oriental de uma Belém quase desabitada em sua primeira légua patrimonial; como disse Augusto Meira Filho em Evolução Histórica de Belém do Grão-Pará: “Uma população mínima, mesclada de militares, colonos e selvagens.”.
Por mais que não haja confiabilidade na superposição das cartas é curioso o Bosque Rodrigues Alves estar hoje localizado na área de floresta margeada pelas estradas supraditas — note-se que não há, no início dos anos 1800, o traçado da Estrada de Bragança que cortaria a mata virgem representada.
O jornal O Paraense de  10 de julho de 1822 refere-se ao lugar como Quinta de Queluz, onde havia um “Portão” que levava ao Hospital; na realidade ao Lasareto dos Bexigosos de Queluz.
Pelo que se pode interpretar nos textos do periódico de 1822 o hospital de isolamento de Queluz era destinado aos acometidos da epidemia de varíola e possuía administração militar com subordinação ao Hospital Nacional e Real das onze janelas — nenhuma relação com a caridade franqueada à Santa Casa da Misericórdia que mantinha o Leprosário do Tucunduba com subsídios governamentais (tanto monárquicos quanto posteriormente republicanos).
O Paraense, em sua posição ideológica, ressalta a desumanidade no Lasareto de Queluz sem amainar a miséria e desgraça do Tucunduba.

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Outra comparação, desta vez a atualidade confrontada a uma planta dos anos 1820 enviada pelo arqueólogo Fernando Luiz Tavares Marques, pesquisador do Museu Goeldi, indica um ponto semelhante de localização no Google Maps compreendido entre as atuais transversais de Canudos: Primeira e Segunda de Queluz — separadas por 677,97 metros sobre a avenida Ceará:

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Ampliável à leitura

O Paraense de 10 de julho de 1822 figura o Portão (ou porteira?) de entrada à Quinta de Queluz, como se o incógnito denunciante dos fatos ali ocorridos chegasse aos arrabaldes da Cidade vindo da continuação da Estrada de Nazaré (Estrada do Utinga ou antigo Caminho de Maranhão, já que não fora designada a Estrada de Bragança).
A partir de uma sequência de notas de jornais mais recentes, intervaladas entre 1878 e 1890, ou seja: mais de 50 anos após a Independência do Brasil (e a adesão do Pará a ela), arriscamos um esboço hipotético de outro sítio de isolamento, desta vez o Hospital/enfermaria da estrada de José Bonifácio, adquirido pela Santa Casa de Misericórdia do sr. tenente coronel João Diogo Clemente Malcher para fazer frente a outro surto de varíola:

Enfermaria ou Hospital da José BonifácioAmpliável à leitura

A nota de A República (acima à direita), de 04 de setembro de 1890, dá como baliza de um terreno posto a alinhamento e arrumação a Linha de Queluz à suspeita que tal referência fosse a própria José Bonifácio; daí a razão do segmento de reta tracejado em todas as ilustrações como marco imaginário (ou mesmo real) do limite de entrada e posicionamento da porteira da QUINTA/fazenda/sítio/terreno/região/etc pela que viria a ser a Estrada da Independência (hoje Magalhães Barata).
Queluz também esteve conformada no Vale do Tucunduba como igapó de queluz em anúncio antigo, já avizinhada à construção do complexo hospitalar de isolamento onde hoje existe o Barros Barreto, contudo, sem nunca fornecer sua aparência poligonal exata:

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Este “enunciado” diz que são 165 metros seguidos ao este, a partir da mesma linha (Barão de Mamoré) onde estabelecer-se-ia o portal do recuado Domingos Freire; entretanto, pela lógica, mais à banda da baixa da Gentil Bitencourt (antiga Estrada da Constituição) onde finda hoje a Segunda de Queluz.
Há de se observar que seguimos trabalhando com conjecturas, longe de documentos incontestes; risco de erro inerente a toda investigação.

Consultar O Paraense.


Postscriptvm (05 de maio de 2016):

Acompanhe os desdobramentos desta investigação em Queluz — que desenho e dimensão teria essa “quinta”? (2)

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Arquitetura e Urbanismo Belém Fotografia antiga Memória

CLIPPER Nº2 — percepção da totalidade do equipamento

Clipper Nº2 - círculo

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Clipper Nº2: avenida 15 de Agosto com boulevard Castilhos França

Fotografia: acervo de Igor Pacheco.

Mais em: CLIPPER Nº2 — 15 de Agosto com Boulevard Castilhos França.

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Arquitetura e Urbanismo Belém Divulgação

Divulgação/convite à FAU

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

Especulações sobre a origem do Chalé de Ferro da FAU (2)

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Foto de ultraleve: Paulo Sucazas*

Na postagem Especulações sobre a origem do Chalé de Ferro da FAU seguimos um raciocínio que colidiu com as características de estandardização do Chalé de Ferro remontado na UFPA; uma avaliação técnica especializada anula ou ratifica a possibilidade de tal edifício ser anterior à República, ou mesmo à Société Anonyme des Forges d’Aiseau.
Bem… como livre pensar é só pensar, sigamos a checar informações que esclareçam o que chamamos de imbróglio a estranheza de Gustav Grüner só ter a propriedade do referido chalé em 1898:
O capitalista português José Joaquim Saraiva de Miranda pôs a fazenda (sítio) de Queluz à venda por representação outorgada a Caetano Antonio de Lemos, seu genro, em 1875; entretanto, em O Liberal do Pará publica, de Lisboa, a nota Substituição de Procurador datada de 7 de setembro de 1878, constituindo desta vez como seus representantes legais  no Pará os illms. srs. Barros Lima & C.ª e Coelho & C.ª.
A curta notícia é relevante porque declara que todas as procurações que havia passado ao illm. sr. Caetano Antonio de Lemos, do Pará, ficam de nenhum effeito, inclusive a q’ lhe havia passado para a venda dos terrenos da fazenda “Queluz” á praça da Independência (vulgo São Braz); sem olvidar a composição da sociedade de um dos novos procuradores: Coelho & C.ª (Officina de carpintaria e serraria a vapor): os portugueses Antonio Coelho Moreira e Manoel Caneceiro da Costa mais o cidadão americano Augusto Ordine.
Antonio Coelho Moreira, salvo a remota possibilidade de homônimo, seria o proprietário do Chalet de Ferro situado na travessa Dous de Dezembro (depois estrada do Generalíssimo Deodoro); tal chalé foi desmontado e remontado no Bosque Rodrigues Alves em 1985:

Belem Chalet Bosque 03Foto de Antonio Athayde linkada ao original

Do mestre (construtor) Antonio Coelho Moreira se pode colecionar notas de periódicos desde 1867 até sua ida definitiva para Portugal em 1897; nelas consta seu endereço como um marco de Belém: Chalet de ferro do sr. Coelho pelo menos desde 1893, exatamente quando o Chalé de São Brás (Queluz) fora anunciado à venda pela primeira vez; em 1896, ano em que esse equipamento foi a leilão e supostamente arrematado por Gustav Grüner com comprovação da propriedade em 1898, o chalé do sr. coelho tem a serventia de localizar um Terreno em Nazareth: “fronteiro” ao dito.
Desse modo se pode estabelecer uma conexão fiável entre dois dos três chalés belgas: o da UFPA e o do Bosque Rodrigues Alves (remontados nesses lugares).
Por ora não há noção dos limites da fazenda (sítio) Queluz, contudo, se ela se estendia na direção norte há a possibilidade de o chalé de ferro conhecido como da Imprensa Oficial  hoje desmontado e sob os auspícios da UFPA  ter sido erigido em seus domínios, o que daria sentido à existência dessa trinca arquitetônica portante.

*Fotografia retirada de Arquitetura do Ferro Memória e Questionamentos de Jussara Derenji (organizadora) publicado pela UFPA em 1993.

Consultar Fontes.

Ler Especulações sobre a origem do Chalé de Ferro da FAU 

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Especulações sobre a origem do Chalé de Ferro da FAU

A fotografia acima ilustra a página 59 do Álbum do Pará 1899 – Paes de Carvalho e é atribuída a Felipe Augusto Fidanza sem que haja datação ou descrição no texto de Henrique Santa Rosa.
Percebe-se a coexistência de duas edificações:  o Chalé de Ferro belga — aqui comprovado como propriedade de Gustav Grüner em 1898 — e o sobrado da Estação da Estrada de Ferro de Bragança; a cena dá à percepção o arruamento da Estrada de Bragança e o desmatamento recentes, como se essas (aparentemente) únicas obras tivessem sido erigidas pelo pioneirismo da ferrovia.
O raciocínio que aqui empregaremos não se balizará por documentação precisa, mas por recortes de jornais colhidos na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional; caso correto esteja ele, quiça a datação da montagem do Chalé (agora e por ora) Grüner caia para o período Imperial, ou seja: anterior ao ano de 1889.
Então, ao desenvolvimento da ideia:
Em 1875 o negociante português José Joaquim Saraiva de Miranda faz publico que vae proceder a venda em lotes da fazenda Queluz, sitos ao largo da Independencia (vulgo S. Braz.); tal fato é comprovado no meio de um artigo escrito pelo cônego Manoel José de Siqueira Mendes ao jornal A Constituição de 21 de fevereiro de 1876: …em minha administração fiz o seminario entrar na posse do sitio Queluz, hoje vendido: á minha custa sustentei contra a camara municipal os direitos do seminario sobre o terreno em que está hoje edificado o sobrado do coronel José do O’.
No final de 1883, por requerimento, a Companhia da Estrada de Ferro de Bragança solicitou à Camara Municipal alinhamento e arrumação de um terreno sito á Praça de S. Braz, em alinhamento a estrada de S. Jeronymo, antiga Queluz… à sua estação (central) em Belém.
São relevantes, para esta condução, algumas ocorrências:
Em 1873 o senhor José Joaquim Saraiva de Miranda fora recolhido à Repartição da Policia, por estar soffrendo de alienação mental; em julho de 1885* Saraiva foi julgado demente vindo a falecer mais de uma década depois: fevereiro de 1896.
Uma das rogatórias do Rei de Portugal enquanto Saraiva de Mendonça era interdicto (mas vivo), fez o juiz de direito de orphãos de Belém do Pará, etc… colocar á praça á porta da sala das audiencias, no palacete do Estado… os imoveis abaixo declarados… dos quais não consta o sitio Queluz nem o Chalet de Ferro de São Brás — a decisão do magistrado Napoleão Simões d’Oliveira é datada de 12 de fevereiro de 1892; mas, possivelmente, houve outras semelhantes diante da quantidade de imóveis acumulados pelo investidor lusitano.
Lembremos que o chalet de ferro, objeto raro nesta cidade, teve publicidade de venda em O Democrata de julho de 1893 com 26 metros a mais nos fundos: uma falha gráfica do jornal ou um lote do retalhamento original da fazenda (sitio) Queluz?

conjunto recortes
Imagem ampliável das propriedades ao redor de São Brás

Em 22 de outubro 1896 o Chalet de ferro do largo de S. Braz, junto a estação da Estrada de Ferro de Bragança é posto à venda pela justiça no palacete estadual; contudo: nada sabemos de tal imbróglio — note-se que o chalet só seria dado como propriedade de Grüner em 1898 quando este recorre à demarcação de um terreno com 83,60m x 114,40m limítrofe ao de Saraiva.
Tanto José Joaquim Saraiva de Miranda quanto Gustav Grüner tinham motivação financeira e meios suficientes à importação daquele chalet belga: Saraiva, em julho de 1882, a três anos de oficialmente louco, publicou um folheto intitulado Breves Considerações sobre a imprescindivel feitura da Estrada de Bragança; Grüner — representante da casa Schrader, Gruner & C.ª — era o responsável pelo recebimento das prestações pagas dos empréstimos contraídos por Augusto Montenegro em Londres, desde 1901, junto à firma Seligman, Brothers & C.ª à expansão e conclusão da Estrada de Ferro de Bragança.
Há a certeza, por nota em periódico, que Gustav Grüner fora efetivamente dono do Chalé de Ferro da FAU pelo menos até o fim da festa do capital; mas há dúvidas se Saraiva de Miranda importara e armara o referido bangalow em área da fazenda Queluz como benfeitoria no loteamento presumidamente tornado sem efeito legal por sua atestada demência em 1885, quatro anos antes da Proclamação da Republica.
Destacamos que José Joaquim Saraiva de Miranda foi o primeiro presidente da Companhia Fluvial do Alto Amazonas que surgiria em 1867 e encomendaria vapores à Inglaterra (Liverpool); por motivo de molestia, solicitou sua exoneração e foi substituído em outubro de 1868, sem abandonar a sociedade.

*1885 é o ano da concessão da patente do Sistema Danly a Joseph Danly: Brever Belge d’Invention nº69372; bem como da criação da Société Anonyme des Forges d’Aiseau motivada pela morte do banqueiro Louis Danly, irmão e sócio de Joseph na Forges d’Aiseau, em 1883 (Kühl, 1998) — esta aparente incompatibilidade nas datações explicar-se-ia por um pedido pretérito ou mesmo pela produção do chalé na Forges d’Aiseau, antes desta se transformar em sociedade anônima.
São hipóteses que justificariam a existência, na área de Queluz, do Chalé de Ferro que só após leilão judicial seria propriedade de Gustav Grüner.

Consultar Fontes.

Ler mais sobre o assunto em: O Chalé de Ferro da FAU-UFPA pertenceu ao cônsul da Alemanha e Holanda: Gustav Grüner


Postsciptvm:

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Comparativo da evolução da estação ferroviaria de São Brás

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

Relíquia da Companhia de Seguros PARAENSE

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Ampliável por clique

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A residência número 22 da passagem Mac Dowell mostra, pela pequena placa em ferro e esmalte já desgastados incrustada à moldura da porta, que a mesma fora segurada contra incêndio pela Companhia de Seguros Marítimos e Terrestres PARAENSE.
O escudo da Companhia Seguradora Paraense tem, no mínimo, 94 anos, já que em 1922 tal companhia entrou em liquidação.
A Villa Operária Conselheiro (do Império) Samuel Mac Dowell foi em boa parte construída pela Companhia Constructora Paraense de Antonio José de Lemos e sócios (Mac Dowell era um deles), depois, com a liquidação da Contructora, assumiu o empreendimento a Amazonia Companhia de Seguros Marítimos e Terrestres que mudaria o nome para Villa Amazonia.
No ano de 1922, menos de um mês após a liquidação da seguradora Paraense, a seguradora Amazonia teria o mesmo fim:

Liquidação companhias de seguro Paraense e Amazonia

Por ora investigamos quem adquiriu esse conjunto de casas que compunha o ativo da Amazonia Companhia de Seguros Marítimos e Terrestres; contudo, essas informações que buscamos podem estar contidas nas escrituras públicas daqueles imoveis, as quais ainda não tivemos acesso.

Leia mais sobre o assunto em:
Passagem Mac Dowell — 125 anos da benção
A Villa Mac Dowell foi rebatizada Villa Amazonia
A Villa Mac Dowell da Constructora de Antonio Lemos
Redesenhando a Villa Operária Mac Dowell
A presença de Mac Farlane na Villa Mac Dowell
Redesenhando a Villa Operária Mac Dowell (2)

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

A primeira agência do Banco do Brasil no Pará

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Rua 15 de Novembro esquina com a travessa Campos Salles: fotos comparativas do Almanak Henault de 1912 com o Google Street View de 2016.

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Impressões do brasil 2

Imagens de Impressões do Brasil no século XX de 1913: o exterior e o interior do edifício que também hospedava a PARAENSE Companhia de Seguros Marítimos e Terrestres fundada em 1878.

Segundo a página 47 do Almanak Henault de 1912 a agência fora estabelecida no Pará em 1º de agosto de 1908, na Rua 15 de Novembro, número 62.
A gerência da agência de Belém, pelo almanaque, era de A. J. da Costa Pereira; já a presidência da sede, no Rio de Janeiro, estava nas mãos do conselheiro João Alfredo Correia Oliveira.
Em Impressões… a gerência daqui já mudara para Agostinho Militão Costa, funcionário com quase 30 anos de serviço no Banco do Brasil à época.

Consultar Fontes.

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Artes Plásticas Divulgação

Divulgação/convite à FAU

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Artes Plásticas Divulgação

Divulgação/convite à FAU

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Sobre a exposição leia:
Margens — Pintura contemporânea no Pará; por Marisa Mokarzel

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Política

A defesa da Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, à comissão de análise ao pedido de Impeachment

A defesa da Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, à comissão de análise ao pedido de Impeachment à Câmara dos Deputados do Congresso Nacional (PDF do BF).

 

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Arquitetura e Urbanismo Divulgação

Peguem suas maquetes porque sexta tem festa no Ateliê

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Ampliável ao suficiente reconhecimento

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Para esfriar a cabeça em 1889

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Opinião Política

Mudança de turma; por Inocêncio Nóbrega*

werewEvidencia-se que a conspiração em curso vem estragando nossa campanha, no passado, pela Redemocratização e pelas Diretas, Já! O atual momento tem chegado à mídia internacional e acompanhado com vivo interesse pelos países, sobretudo irmãos, principalmente parceiros de um projeto de governo popular e nacionalista. Sabem de uma democracia consolidada como a nossa, dentro de uma geografia privilegiada na América Latina, em função da sua postura independente, calcada na descolonização política e econômica do Continente.
Diferente de episódios anteriores, quando tudo transcorria rapidamente, à base do trabuco, agora, pelo imperativo das leis o rito impeditório é muito mais lento, ocasionando feridas na população e paralização de setores produtivos. Proporciona, todavia, melhor conhecermos os atores desse triste espetáculo, fruto de uma panaceia equivocada que corrói os tecidos democráticos e tranquilidade de nossa gente. Redesenha-se a partir de público anúncio de FHC, um dos montadores desse palco (leia o “Estadão”, 1º/fev/2015), de que estaria disposto promover golpe de estado contra a presidente Dilma, delegando tarefa ao próprio Judiciário a ruptura da legalidade. Apresenta-nos claro o processo de litigância entre a plenitude de direito e de exceção. Tais declarações parecem combinar assédios espetaculares a setores da Justiça, num estímulo à decadência da moralidade institucional, tão prejudicial à sociedade quanto a corrução.
Fraudes e chinfrins sempre aviltaram a República, em quaisquer esferas de governo. Não será o Lava-Jato, com seu processo investigatório partidarizado que os inibirá. No refrescar de memória o jurista Nelson Jobim, que já ocupou a presidência do STF e um dos relatores da Constituinte de 1988, é acusado de fraudar a Carta Magna, de haver inserido dispositivos jamais objeto de deliberação em plenário. Pior, nenhuma investigação foi aberta nesse sentido, omissão que traz insegurança jurídica a quantos se abrigam no guarda-chuva das demais instâncias da Justiça. Nos períodos que antecederam a Lula não foram poucos os escândalos: Sivan, Sudam (alcance de mais de R$ 1 bilhão), Pasta Rosa (CPI arquivado por iniciativa do dep. tucano, Albert Goldman), Venda de Sentenças, Proer, TRT-paulista, Fundef, Reeleição. Só na gestão FHC, segundo Revista Consciência Net, contabilizam-se 45 deles, quando Inácio Loyola, então presidente do Banco Central e ACM fizeram história.
O governo de João Goulart foi acusado de corruto, pelas baionetas, que tiveram 21 anos para passar o Brasil a limpo, não o fazendo. Nessa época – diz-nos a imprensa – milhões de cruzeiros foram levados a bancos suíços, por políticos, empresários e militares de alta patente, não se sabendo até agora, de seu retorno. O Lava-Jato tem muito que lavar, enquanto vivos alguns autores. Observe que na relação não citamos a Vale de Rio Doce, privatizada e subavaliada num valor de U$ 87 bilhões inferior ao seu patrimônio. Dessa forma o Brasil não aceita mudança de turma através do tapete, pois só o voto pelo povo tem legitimidade para fazê-la.

*76 anos.

E-mail do jornalista: inocnf@gmail.com.