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O Clipper nº1 foi calcado no hidroplano Fairchild 91 — Baby Clipper

Na publicação CLIPPERS ‒ sui generis PARADAS da Belém dos hidroaviões, de 27OUT2014, afirmamos que a primeira parada/abrigo com comércio e serviços erigida em Belém no final dos anos 1930 tinha forte relação formal com um modelo de hidroavião da PanAir do Brasil S. A. que fizera a rota Belém-Manaus (com escala em Santarém) desde 1936: o Baby Clipper.
O achado de novas referências imagéticas dá ao entendimento que as proporções do hidroplano Fairchild 91 (Baby Clipper) — desenhado pelo engenheiro austríaco Alfred Gassner à estadunidense Fairchild Aviation Corporation fundada em 1924 por Sherman Fairchild — foram mantidas no ante-projeto para um abrigo em alvenaria e cimento armado que seria inaugurado em 1939 no canteiro central da avenida Portugal, na ilharga do Ver-o-peso, defronte à Praça do Relógio.
O ante-projeto para um abrigo,  segundo o jornal paraense Folha do Norte de 01JAN1939, fora elaborado pelo desenhista Oswaldo Pinho; contudo, na base direita da prancha de elevação vista acima, há uma assinatura ilegível sobre o termo arquiteto licenciado, transferindo-se tacitamente a autoria a Arlindo Guimarães, único assim titulado pelo próprio periódico.
A Folha, em sua matéria, também atribui a Arnaldo Baena, engenheiro auxiliar da Directoria de Obras Públicas, a representação dos Projectos de 8 abrigos para passageiros em varios pontos da cidade. Que serão realizados no anno de 1939 pelo prefeito Abelardo Conduru. 
Chama-se atenção ao fato do ante-projeto apresentar duas colunas de apoio ao vigamento e à fina laje de cobertura do abrigo, fazendo as vezes (visuais) dos flutuantes laterais do anfíbio; entretanto, pela fotografia que seguirá, ver-se-á que houve solução ao balanço da “envergadura das asas” no cimento armado, sendo os pilotis eliminados da construção, tornando-a leve, desamarrada do chão:

A sequência ratifica que o abrigo Clipper n°1 manteve fidelidade, em escala real, às proporções subtraídas da parte transversal do hidroplano Baby Clipper — um equipamento aeronáutico capaz de transportar dois pilotos e oito passageiros sobre a floresta e rios amazônicos, mais carga e combustível.
A modelagem retirada de CLIPPER Nº1 ─ transparência construtiva; por José Maria Coelho Bassalo, por seu exagero perspético, dá-nos a sensação de estar diante de um avião, à parecência do ponto de vista baixo da foto do Baby Clipper em aeródromo terrestre que certamente não é Belém.
A correlação entre a aparência de dois objetos de funções distintas ao homem, mas que salvaguarda sua antropometria à ergonomia, é argumento bastante à tese de aplicação do Streamline Moderne ianque na arquitetura pública de Belém do Pará.

Veja o voo do Fairchild 91 (Baby Clipper) — registro PP-PAP — entre Belém e Manaus em 1937:


Postscriptvm (16MAI2018):


Curiosamente o Clipper Nº1 quando duplicado na gestão de Alberto Engelhard (1943, 44 e 45) obedeceu ao projeto original que apoiava suas “asas” em quatro pilares como se vê (dois) no Círio de 1973.

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Postal dos anos 1970 revela o Clipper defronte ao galpão Mosqueiro-Soure

CMS

Ampliável por clique.

Em Postal da Presidente Vargas entre 1974 e 1979 especulamos a datação da imagem entre os anos de 1974 e 1979; entretanto, a percepção do Clipper da Castilhos França (o de defronte ao Galpão Mosqueiro-Soure), à margem da fotografia, reduz em um ano o período: para 1978 no extremo.
Sabe-se, pela postagem O Ver-o-peso de Dona Lourdes Holanda, que boa parte desse mobiliário urbano (clippers e postos de combustíveis) fora demolida por Ajax de Oliveira, prefeito de Belém de 1975 a 1978.
O cartão-postal também nos ajuda a melhor compreender a localização desse clipper do qual se possui apenas uma fotografia publicada em CLIPPER da Castilhos França em 1965; com o auxílio do Google Street View arriscamos a marcação da superfície onde estava tal equipamento: próximo ao Centro Cultural Sesc Boulevard.
O zoom sobre os jardins da Castilhos França mostra que o CLIPPER Nº2 — 15 de Agosto com Boulevard Castilhos França não mais existia  — possivelmente demolido junto com o de Nazaré: ver 1966: autoridades demolem CLIPPER em ritual bizarro.
Outra curiosidade, que mexe com a incerteza da memória, é o retângulo amarelo marcado à esquerda da foto; salvo engano de quem redige, ali havia um abrigo mais moderno, aberto (observar a sombra projetada), possivelmente em ferro — com desenho semelhante às coberturas para automóveis da Zetaflex à época.
Permaneceremos na cata de informações à elucidação desses mistérios da Cidade para postscriptvm.

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CLIPPER Nº2 — 15 de Agosto com Boulevard Castilhos França

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As postagens Clippers – Theodoro Braga confirma suposições do BF e Projeto de CLIPPER comparado ao Taboleiro da Bahiana revelaram o plano arquitetônico, em vista frontal (“frente”), do CLIPPER Nº2 de Belém do Pará e a Folha do Norte assim o noticiou em 17 de fevereiro de 1939:

 “… o senhor prefeito de Belém, resolveu auctorizar a construção de outro, no boulevard Castilhos França, na junção da referida via pública com a avenida 15 de Agosto…” e “… A construção, que terá um vão de 12 metros de cumprimento por 5 de largo, coberto por uma lage de cimento armado, é accrescida por uma pestana de 2 metros, também em cimento armado, sobre a rua, de maneira a permitir aos passageiros tomar qualquer vehiculo, bonde ou omnibus, sem molhar-se. A referida lage, servirá de ‘terasse’, de onde, em dias de festas, as autoridades e convidados, poderão assistir ao desfile de tropas, cortejos, etc…”.

Esse clipper surgiu como novidade às pesquisas do Blog da FAU, daí os questionamentos se ele fora erigido (de fato) ou mudado de situação (e desenho) —  uma possiblidade, já que houve outro abrigo dessa “marca” (clipper) construído na mesma via, defronte ao antigo Galpão Mosqueiro/Soure. (Ver CLIPPER da Castilhos França em 1965)
A dúvida deixou as publicações em aberto, aguardando novas informações imagéticas, até que ontem, o editor do site parceiro Fragmentos de Belém, Igor Pacheco, nos enviou dois postais desses que bailam pela Internet sem nenhuma referência, mas que dão à visão a evolução do espaço e o exato posicionamento do Clipper nº2: “… Fica o mesmo localizado, inteiramente, sobre o passeio do boulevard, concorrendo para o embelezamento do jardim local.” (FN 17/02/1939).

Às imagens com o achado de Igor Pacheco:

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A avenida 15 de Agosto é a atual Presidente Vargas; não vista nos postais, mas alinhada ao primeiro plano transversal; longitudinalmente segue-se mirando os jardins e o boulevard Castilhos França à direita, para onde se projetava o Clipper nº2, por isso a escada não é representada na prancha publicada nos jornais.
A primeira foto é certamente anterior ao ano de 1947 quando os bondes pararam de circular em Belém; a outra imagem, tacitamente posterior a notícia de 1939, mostra, além do Clipper nº2, o surgimento do edifício colado à Folha do Norte e o crescimento das árvores.
Permanecemos na busca por outras fotografias que melhor elucidem a forma do Clipper nº2, possivelmente um “novo” exemplo do Streamline Moderne na arquitetura belenense.


Postscriptvm (08/02/2016):

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A foto acima pertence à Biblioteca do IBGE, contudo: sem autoria e datação; nela se pode ver detalhes da cobertura do Clipper nº2, ponto de vista do fotógrafo.


Postscriptvm (15/04/2016):

CLIPPER Nº2 — percepção da totalidade do equipamento.

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Projeto de CLIPPER comparado ao Taboleiro da Bahiana

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O recorte do jornal O Estado do Pará de 18 de fevereiro de 1939 praticamente replica o que diz a Folha do Norte do dia 17, que pode ser acessada na postagem Clippers – Theodoro Braga confirma suposições do BF.
Em sua matéria a Folha chama o projeto desse abrigo de “outro”, já que o primeiro estava em obras desde 1938 defronte à Praça do Relógio, mesmo que não inaugurado em 22 de junho de 1939 e com problemas de escoamento d’água na laje de cobertura.
Infelizmente, por ora, não temos documentação imagética suficiente para garantir que esse plano arquitetônico mostrado pelo clichê de O Estado do Pará tenha sido executado no local mencionado (15 de Agosto com Boulevard Castilhos França), ou se é ele o que consta da publicação CLIPPER da Castilhos França em 1965, defronte ao galpão Mosqueiro e Soure (beirando o canto da 1º de Março).
Todavia a questão necessária a ser tratada aqui é:

Esse melhoramento, que a cidade fica devendo a laboriosa e patriotica administração do sr. dr. José Macher, será localisado, inteiramente, sobre o passeio do boulevard sem prejudicar o transito do mesmo e a esthetica do jardim, não é mais que exemplo do que se vem fazendo em todas as capitais brasileiras. Agora mesmo está sendo construído um abrigo de grandes dimensões, na capital da República, no Largo da Carioca, por detraz do Hotel Avenida (Trecho do jornal O Estado do Pará, publicado em 18/02/1939, p.6.).

De fato no ano de 1939, comprovadamente, inaugurou-se dois abrigos em cimento armado em importantes cidades brasileiras: Capital Federal, Rio de Janeiro e Salvador, Bahia:

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A fotografia que ilustra o Abrigo da Graça foi retirada de Fotos Antigas de Salvador e as do Taboleiro da Bahiana, do SKYSCRAPERCITY.COM.

Vê-se que Belém, apesar de seu isolamento territorial remediado pelo fluxo dos hidroaviões da Pan Air e da Condor, acompanhava a “preocupação” com a esthetica das cidades que compunham o cenário urbano nacional.
O primeiro abrigo moderno de Belém, que serviu aos passageiros dos bondes e ônibus, nasceu nomeado CLIPPER, não sendo alcunhado pelo povo; informação esta que suscitou nova hipótese: de que ele, já em sua concepção gráfica, possuía a forma estilizada, por algum construtor adepto da corrente estadunidense de design Streamline, de um hidroavião da PAN AIR, possivelmente o Fairchild Model 91, batizado Baby Clipper, que fazia a rota Belém-Manaus-Belém.
As notas dos jornais pesquisados até o momento confirmam que a palavra inglesa CLIPPER só em Belém do Pará designava esse tipo de equipamento público politicamente multiplicado na cidade e no interior do estado por décadas; noutras cidades do país adaptavam nomes, ou davam apelidos, de acordo com a conveniência popular, como no caso do Abrigo da Graça (do Largo da Graça) em Salvador e do Taboleiro da Bahiana (do Largo da Carioca) no Rio de Janeiro.
O difícil é compreender o porquê de O Estado do Pará enaltecer um projeto em detrimento de uma obra em execução (a do CLIPPER Nº1), suprimindo-a cabalmente de seu texto, como se ela não existisse.

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Informação que O Estado do Pará suprimiu em sua matéria.

Postagem com colaboração de Aristóteles Guilliod de Miranda e
Regina Vitória da Fonseca.


Postscriptvm:

Para melhor entendimento das investigações do BF sobre os CLIPPERS de Belém, acessar CLIPPERS ‒ sui generis PARADAS da Belém dos hidroaviões.

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Clippers – Theodoro Braga confirma suposições do BF

O pesquisador José Maria de Castro Abreu Júnior, que está em São Paulo coletando material sobre o médico Camilo Salgado, enviou-nos fotografias de recortes de jornais contidos no acervo de Theodoro Braga pertencente ao Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Theodoro Braga guardou informações que nos são preciosas à comprovação da tese de que o primeiro CLIPPER, chamado de nº1 quando outros surgiram, fora erigido ainda na década de 1930 – a datação, à caneta, é “17/2/939”.
A notícia, veiculada pela Folha do Norte, diz que o CLIPPER defronte à praça Siqueira Campos (do Relógio) já estava em construção em 17 de fevereiro de 1939.

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O desenho que ilustra a matéria é do segundo CLIPPER que Abelardo Condurú “… resolveu autorizar a construção …” na “… boulevard Castilhos França, na junção da referida via pública com a avenida 15 de Agosto*, por ser um dos pontos movimentados da Cidade…” – esse CLIPPER, o de Nº2, é uma novidade; dele não tínhamos conhecimento, sabíamos da existência de outro, no mesmo bulevar, defronte ao antigo Galpão Mosqueiro-Soure que pode ser visto na postagem CLIPPER da Castilhos França em 1965 e melhor entendido em Alberto Engelhard e a multiplicação dos CLIPPERS.
A publicação confirma também que os dois primeiros CLIPPERS serviriam tanto aos passageiros de bondes quando de ônibus.

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Outra nota da Folha do Norte mostra que em 22 de junho: “… o novo abrigo, marca ‘clipper’, edificado e ainda não inaugurado …”, apresentava acúmulo de água na laje, o que seria a “origem” do aparecimento de carapanãs na redondeza.
O texto descarta a possibilidade de um apelido popular, uma vez que a palavra Clipper é definida, antes da inauguração do primeiro, como “marca” – por ora não entendemos o porquê, a não ser que funcione como sinônimo de “4. Categoria, qualidade, espécie, tipo… ” (Aurélio); neste caso, algo proposto pela Prefeitura de Belém ou construtores, junto a um projeto referenciado nos hidroaviões clippers, o que evidenciaria a consciente utilização do Streamline Modernedesign tipicamente estadunidense, na arquitetura belenense.

No material enviado pelo professor José Maria de Castro Abreu Júnior vê-se que o pintor paraense Theodoro Braga possuía interesse pelos CLIPPERS, fossem eles os voadores (hidroaviões) ou os terrenos (abrigos) que tentavam imitá-los; senão vejamos outros dois recortes, também da Folha, esses ainda mais antigos, de agosto de 1934 (dias 18 e 28):

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Clipper03

Brasilian Clipper: “… o novo gigante dos ares da Pan American Airways System …”, um Sikorsky S-42, “… em viagem inaugural e de turismo… ” guardado por Theodoro Braga.
Arquivar notas dessa natureza seria demonstração do orgulho paraense (belenense) diante da modernidade da aviação comercial iniciada no governo de Eurico de Freitas Valle.

A Folha do Norte parece cobrir a viagem noticiada por A NOITE do dia 10 de agosto de 1934:

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Ampliável à leitura.

Veja o Brazilian Clipper (Sikorsky S-42 com aircraft registration NC-822M) em viagem semelhante registrada em 1937 com escala em Belém do Pará (entre os pontos 22:00 e 23:00 do filme) – curiosamente há o desdobramento ao voo Belém-Manaus-Belém em outro hidroavião (que também aterrissava), o Fairchild Model 91, chamado de “Baby Clipper“, com capacidade para 8 passageiros, o qual acreditamos ser a inspiração  à construção streamline do CLIPPER (abrigo) Nº1 – seguindo (no Brasilian Clipper) a rota litorânea brasileira ao seu destino: Buenos Aires.
Não esqueçamos que a película propagandeia o turismo na América do Sul explorado pela PANAIR e os voos regulares entre Belém e Manaus eram a bordo do Baby Clipper.

*15 de Agosto é a hoje Presidente Vargas.

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CLIPPER Nº1: quanto custava um poste na 2ª Guerra?

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Novamente a “lupa de Holmes” foi usada em duas fotografias para tentar comprovar que a CONSTRUÇÃO “…de um abrigo na Avenida Portugal, em frente à Praça do Relógio…”, alardeada politicamente no relatório de Alberto Engelhard, prefeito de Belém entre 1943 e 1945, não passou de uma duplicação por rebatimento da forma original do CLIPPER Nº1.
Observemos a incongruência no encontro das duas lajes: há um dente, com significativa redução do alinhamento da cobertura anexada, claramente em desvio a um poste da Pará Electric, nos anos em que Magalhães Barata, interventor federal de 1943 a 1945, fez campanha nacionalista com o objetivo de desmoralizá-la e estatizá-la, o que viria a ocorrer em 1947, no governo do major Luís Geolás de Moura Carvalho.
Possivelmente, e só de sacanagem, os funcionários da Companhia, à época (1943, 1944 ou 1945), não foram tirar o poste, que lá ficou, no mínimo, por 27 anos − se considerarmos o último ano Barata/Engelhard.
Para entender melhor essa história, vale a pena ler a página 157 da tese de  Chélen Fisher de Lemos:

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Na busca da datação do CLIPPER original

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Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de Belém, nos enviou uma fotografia que pertence à Biblioteca Vitual do IBGE; seria a Praça do Relógio, em 1951.
Contudo, se observarmos os dois únicos ônibus estacionados, encontraremos semelhanças com o design do ACF MODEL P-516, do ano de 1933.
A imagem também sugere que os coletivos de sete janelas são novos, talvez um investimento na mudança de comportamento dos cidadãos e do “alto commercio” que premiara o intendente senador Facióla, em 1929, com um automóvel Cadilac, pelo fato daquele ter aberto e pavimentado vias antes da Revolução de 1930; tal feito repercutiu junto à classe dos Chauffeurs, que o presenteou com um retrato em tamanho natural.
Não há, na imagem do IBGE, nenhuma estrutura para um terminal rodoviário, nem mesmo o CLIPPER que acreditamos ser a primeira construção que já respondia à necessidade de abrigo e serviços para passageiros, tanto dos bondes quanto dos primeiros ônibus.
O calçamento ainda é o original, sem ou “dentes” de 45º, como mostra a foto da coleção Allen Morrison, em âgulo oposto:

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Em 1951, segundo folhinha de 1952, parte da estrurura para um terminal roviário já coexistia com o primeiro CLIPPER (só não se pode afirmar, pela imagem, que já estivesse duplicado):

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Em outras palavras: a datação da foto do IBGE tem tudo para estar equivocada.

Postscriptvm (25/mar/2013):

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No detalhe da fotografia de 1951, que mostra o CLIPPER sem provocar certeza de sua ampliação (apenas sugere), vê-se ônibus de modelos mais modernos que os da imagem do IBGE.
De todo modo, o que é possível ser visto neste pormenor, dá subsídios ao dimensionamento do equipamento urbano há muito demolido.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
Aprendamos com os nossos erros.

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A adoção da palavra CLIPPER

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Camparação 2Fotografias que mostram o calçamento original da praça Siqueira Campos (do Relógio), com as mesmas pedras da inauguração; na comparação, a imagem que tem o rapazola é a mais recente, comprovada pelo crescimento da vegetação.

ComparaçãoOs círculos em vermelho, apostos nos detalhes fotográficos da Parada, mostram que a palavra CLIPPER não surgiu com a construção, mas, foi a ela acrescida, como que “oficializando” tal apelido.

Com a fundamental ajuda do Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de Belém, o Blog da FAU parece ter argumentos imagéticos que tendem confirmar a hipótese de que o termo inglês CLIPPER, de frequente uso da população de Belém para se referir às PARADAS dos ônibus durante décadas, teve sua origem no abrigo defronte à praça Siqueira Campos – ou praça do Relógio, como está consagrada.
Acreditamos que esse CLIPPER tenha surgido nos últimos anos de 1930 – o tempo está registrado nas fotografias que mostram o desenvolvimento da vegetação da praça -; isso, entre 1930 e 1939.
De linhas incomuns, ou mesmo distintas dos telheiros dos bondes e dos pequenos quiosques, há a possibilidade de ter sido apelidado pelo povo com o nome dado aos hidroaviões da PANAIR que começaram a voar sobre a cidade ainda no governo de Eurico de Freitas Valle e intendência de Antonio Facióla – há semelhança formal entre o abrigo e o Sikorsky S-38, salvo as peculiaridades dos materiais de manufatura.
Como havia outras paradas, os antigos telheiros, é provável que as pessoas usassem o ponto como referência, daí a explicação à inscrição tardia da palavra CLIPPER no equipamento público.
Pelo que se observa em outra imagem que será publicada abaixo, aquela área indica ter passado pelo planejamento que implementou um terminal rodoviário central anos à frente.
Na foto se percebe que o calçamento da praça, em mosaico de pedras que formavam ondas perpendiculares à baía, foi substituído por dentes de 45º no nível da pista, racionalizando espaço ao estacionamento dos ônibus, transporte público em ascensão.
Também se pode enxergar, pela cobertura, o resultado da duplicação do CLIPPER (original) que intuímos ter servido de modelo para muitos outros, em diversos lugares da cidade.
O Ver-o-peso ficou cercado por esses equipamentos públicos que apareceram gradativamente no decorrer de 30 anos; naquele perímetro dois deles serviam ao abastecimento de combustíveis.

Na foto se verá o CLIPPER pioneiro ampliado e reformado, um telheiro antigo no centro e um novo Clipper construído às margens da praça D. Pedro II, na lateral da avenida Portugal:

Terminal Rodoviário do Ver-o-peso

Observamos aos leitores que esta publicação não tem caráter científico, são apenas lucubrações suscitadas pela riqueza de conteúdo existe em imagens que são disseminadas todos os dias na Internet; entretanto, pode funcionar como guia de pesquisa tanto para a graduação quanto à pós de qualquer área do conhecimento; bem como pode servir, inclusive, aos romances.
As novidades que surgirem sobre o assunto serão aqui divulgadas e toda contribuição para reforçar ou derrubar tal tese, será bem vinda.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
Aprendamos com os nossos erros.