Palacete Facióla em 1978 — fachada lateral e salão principal desta

Fonte: Documentário Waldemar Henrique (1978).

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Adiado o edital do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2020

No Portal do IPHAN: http://portal.iphan.gov.br/editais/detalhes/322/33a-edicao-do-premio-rodrigo-melo-franco-de-andrade-2020

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Feliz aniversário, JB


Paulinho Moura, Jaime Bibas e Paulinho Assunção

Hoje, se conosco estivesse, nosso editor titular e vitalício completaria 74 primaveras; o que nos plenifica de saudades.
Salve Jaime Bibas; sempre!

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A primeira sede própria do clube Assembléia Paraense


Recorte de fotografia de 1911 ao enquadramento da fachada do prédio geminado de números 17 e 16 (da esquerda à direita) na Avenida da República

A imagem original está publicada à página 63 de Oswaldo Cruz e a febre amarela no Pará, livro de Habib Fraiha Neto — 2ª edição revista e ampliada, Ananindeua 2012.
Fraiha recorre às pesquisas do professor Clóvis Moraes Rego, publicadas em 1969 sob o título Subsídios para a História da Assembléia Paraense, para localizar o referido prédio como onde hoje se ergue o edifício da Assembléia Paraense, à Av. Presidente Vargas, 762, em frente à Praça da República — sobre isto acrescentamos que tal edifício ocupou a superfície dos números primitivos 16 e 17 (acima) somados ao vizinho 18, um prédio já utilizado pela AP como sede provisória durante a reconstrução inaugurada em 31 de dezembro de 1929.

O Relatório de 1929 da Assembléa Paraense nos dá ao conhecimento que Oswaldo Cruz e os médicos da commissão de prophylaxia da febre amarela ocuparam, entre 1910 e 1911, os mesmos dois prédios geminados adquiridos pela AP em 25 de julho de 1921 — a primeira sede própria do clube que antes pertencera à senhora Antônia Joaquina de Almeida Monteiro.
O mesmo Relatório afirma que a Assembléa Paraense pretérita a 1921 teria ocupado, por aluguel, o n°21 (fotograma de 1957), ainda como Associação do Commercio a Retalho do Pará e, posteriormente, já como Assembléa Paraense, o n°15:

A Semana nº118 03JUL1920
Imagem do prédio n°15 da Avenida da República em 26 de julho de 1920 publicada na revista A Semana n°118

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Acima se observa o prédio colado, à direita, ao que se vê no início da matéria; um imóvel que hospedou diversas agremiações, dentre elas o Club Universal, a Tuna Luso Commercial, o Club do Remo, a Assembléa Paraense, a Tuna Luso Commercial (novamente)… até ser, precedente à demolição que daria lugar ao edifício da Caixa Econômica Federal, reconhecido como local onde fora o Club dos Aliados.
A AP teria alugado o número 15 da Avenida da República, segundo o Relatório de 1929, de outubro de 1916 — nisto o jornal Estado do Para de 06OUT1916 corrobora com o relatado — até a mudança para a sede própria (números 16 e 17) em julho de 1921 — os exatos 5 anos do contrato de arrendamento.
Para ocupar a sede própria em 1921 as despesas foram além do valor do imóvel: tiveram rubricas de obras e instalações elétricas, mais a transferência de propriedade, ficando o clube sem benfeitorias significativas como as autorizadas em 14 de abril de 1924, com direção technica do architecto e consócio José Sidrim e executadas por administração geridas e fiscalizadas pelo thesoureiro srn. Veríssimo do Couto — um custo total de 155:695$590 diante de um bem avaliado em 50.000$000.
As obras de 1924 planejadas por Sidrim constaram de prolongamento do edifício até á rua 1º de Março; cobertura geral e alargamento do salão de baile; elevação do pé direito na parte correspondente ás puxadas existentes; unificação da fachada que dá para a Praça da República; adaptações sanitárias, exgotos inclusive assoalhamentos, pinturas geraes, etc. etc.

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Desenho de José Sidrim, datado de 05 de maio de 1924, ao propósito da reforma do prédio — sem certeza da materialização configurada pelo plano de fachada

Jornal do Commercio (AM) 31MAR1925

Temos o Projecto de reforma do prédio da Assemblea Paraense assinado por Sidrim e a divulgação de sua inauguração fora do Estado; todavia, e por ora, nenhuma fotografia entre março de 1925 e maio de 1928 que cobrisse os três anos em que o imponente palacete ficou de pé.
Não é o caso da reconstrução empreendida por autorização de 22 de maio de 1928, inaugurada no réveillon 1929/30; esta suficientemente ilustrada na revista carioca Vida Doméstica de fevereiro de 1930 que cita o relatório bienal 1928/29 como volumosos de 350 páginas  — do qual temos a parte que dá conta do ano de 1929 esmiuçando, por relatório do engenheiro Raymundo Tavares Vianna, o andamento das obras executadas entre 02 de janeiro e 31 de outubro de 1929; bem como: Installações electricas. — Moveis, utensilios e decorações. — O que resta fazer. — Inventario.
Todo o material aqui analisado está nas referências em aquivos pdf ou jpeg.

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Prédio dito reconstruído obedecendo ao plano, vencido por concorrência,  do engenheiro João Augusto MacDowell

A sede própria da Assembléa Paraense em sua terceira versão passou a compor o cenário da Praça da República como ícone até sua demolição (e soma ao terreno da esquerda que já pertencia à sociedade) em favor do edifício Assembléia Paraense no início dos anos 1960 — desde 1956 o clube já contava com a sede campestre da Almirante Barroso.

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Medalha comemorativa dos 50 anos da AP imortaliza a sede remodelada entre 1928 e 29

Carnaval de 1952: vê-se da direita à esquerda (sentido do fluxo do automóvel verde) os prédios dos antigos números 15 (edifício da Caixa Econômica) e 16/17 (que com mais o 18 deu espaço ao edifício Assembléia Paraense)


Fato curioso:

Fodeu-se

Optamos por não trabalhar com a literatura produzida por Clóvis Moraes Rêgo em 1969 e compilada/ilustrada por Mario Dias Teixeira em 1992; mas tão somente com o Relatório de 1929 contraposto às notas de jornais do período.
Tal opção metodológica revelou que a gestão 1928/29 eliminou a data correta da fundação da Assembléa Paraense assentada pelos transformadores como 05 de junho de 1916, para substituí-la pelo 27 de dezembro de 1915 sem comprovações.
O periódico Estado do Pará confirma a reforma dos Estatutos sociais na Assembléa geral de 05 de junho de 1916 da Associação do Commercio a Retalho do Pará que em 02 de agosto de 1916 (pós férias de julho) passou a utilizar a novidade Assembléa Paraense à convocação de outra Assembléa geral extraordinária — os jornais serviam à publicidade dos atos, tanto aos associados, quanto aos pretensos.
A nomenclatura Assembléa Paraense, que o Relatório de 1929 afirma ter vencido de Club Universal em sufrágio, seria em homenagem a uma agremiação antiga; de fato, segundo A Constituição de 11SET1877, fora criada em 08 setembro de 1877, ainda no Império, tal sociedade que até o momento não alcançamos sua dissolução.


Referências:
Relatório 1929: origens.
Relatório 1929: compra do prédio 16/17.
Relatório 1929: sede MacDowell sendo finalizada em 1929.
Panorâmica de jornais de época (em feitura).
O Projecto Sidrim foi gentilmente cedido pela professora Ana Léa Nassar Matos .


Colaboradores: Fernando Marques (Laboratório Virtual) e Igor Pacheco (Fragmentos de Belém).

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Plataforma de saltos ornamentais da Tuna Luso Brasileira; por José Maria Coelho Bassalo

Ampliável para melhor visualização

O professor José Maria Coelho Bassalo virtualizou um equipamento que compunha o complexo desportivo da sede (campestre) da ainda Tuna Luso Comercial; esse conjunto, de seis lajes escalonadas construídas em concreto armado, foi inaugurado no feriado de 07 de setembro de 1962 — de acordo com a flâmula enviada ao Laboratório por Avelino Tavares: um tunante fanático:

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O projeto arquitetônico da Tuna é de Laurindo Amorim que teve todos os seus cálculos estruturais construtivos executados felo engenheiro civil, físico e professor (hoje aposentado) da UFPA: José Maria Filado Bassalo — pai do autor da virtualização desta publicação.
Por ora estamos atrás da datação da demolição desse ícone arquitetônico do bairro do Souza.

Tuna 1963
Fotografia publicada no livro Tuna sua vida e glória de Manoel Oliveira (2003) datada de 1963 — enviada por Igor Pacheco do Fragmentos de Belém.

Momentos de alegria - Lélio e seu conjunto

Capa do vinil Momentos de Alegria de Lélio e seu conjunto lançado em 1963 (ausência da boate)

Belém 350 anos
Fotos publicadas na revista Belém 350 Anos1966

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Imagem-link ao vinil (escute-o)

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Pinduca apresenta o Carimbó para São Paulo em 1975

O filmete acima, que ao final mostra-se réclame do governo Aloísio Chaves (1975 a 1978), começa com o programa Buzina do Chacrinha quando este era produzido nos estúdios da TV Record (entre 1974 e 1976).
Chacrinha, em sua coluna no jornal carioca Tribuna da Imprensa, dá destaque à presença de Pinduca em mais de um desses espetáculos televisivos:

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Pesquisa de datação: Fernando Tavares (Goeldi) e Igor Pacheco (Fragmentos de Belém).


O material por aqui editado e publicado nos foi fornecido pelo professor Flávio Nassar a partir do acervo de Cassin Jordy.

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Documentário “Um homem e seu tempo — Roberto de La Rocque Soares” (1996)

O Laboratório Virtual fez uma reedição do documentário Um homem e  seu tempo — Roberto de La Rocque Soares lançado em 1996 pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB) quando a professora Rosângela Marques de Brito dirigia o Museu de Arte de Belém (MABE).
Antes (em 17AGO2010) o audiovisual estava fatiado em 5 partes, agora em sequência completa como no material original.
Rosângela foi estagiária na pesquisa que o mestre La Rocque desenvolveu sobre Vivendas Rurais do Pará transformada em livro também pela PMB (com igual empenho de Rosângela) naquele mesmo ano:

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O livro está digitalizado a partir de fotografias feitas por celular; ou seja: de modo precário, apenas suficiente para suprir a raridade da pequena tiragem dessa edição única.
Ao final do isolamento social imposto pela pandemia do Coronavírus providenciaremos uma versão em pdf com superior qualidade.


Ficha técnica do documentário:

Hélio Mota Gueiros
Prefeito de Belém
Ruth Burlamaqui de Moraes
Presidente da FUMBEL
Rosângela Marques de Brito
Diretora do MABE
Trilha Sonora
Adamor do Bandolim
“Chora Marajó”
(Waldemar Henrique)
narração/roteiro/edição
José Carlos Gondim
cinegrafista
Altamir Silva
Edilson Portal
Sérgio Brasil
Rômulo Brito
operação de vt
Gilberto Bessa
Daniel Lucio
auxiliares
Roberto Kleber
Jorge Albuquerque
edição de imagens
Ulisses Salomão
Sávio Palheta
caracteres
Lenise Carvalho
áudio
João Marques
supervisor de operações
Antônio Celso
coordenação de produção
Luiz Laguna

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