Círio 2020 — marca e selo comemorativos

Calouros vestem, do jeito virtual, as futuras camisetas do Círio 2020

No dia 30 de maio passado o Laboratório Virtual completou 10 anos de atividades — nasceu em 2010 com o projeto piloto Blog da FAU e em 2012 obteve o primeiro prêmio como Prática Inovadora em Gestão Universitária da Universidade Federal do Pará.
Nada a comemorar diante da calamitosa situação do país; seja pela pandemia, seja pelos incertos rumos da substantiva Educação Pública Brasileira.
O 17 de março de 2020 foi o primeiro e último encontro com as turmas completas na disciplina Representação e Expressão I da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; após isto, apenas comunicações remotas por aplicativos restritas às chefias de turma: Emylle Keiko (manhã) e Hugo Farias (tarde) que se mantêm empenhados, desde então, em zelar pelo equilíbrio daqueles que entraram na FAU-UFPA e em momento sequente foram impedidos, por causas exógenas, de frequentá-la como sonhado.
De praxe, no encontro do mencionado dia 17, aplicou-se um teste de sondagem (hoje como de diagnóstico) — mecanismo preliminar à condução didática da disciplina —; entretanto, tal exercício não foi pensado como aberto (livre), limitou-se à observação de duas formas: uma geométrica e outra orgânica em experimentos gráficos compositivos; ninguém imaginaria, àquela altura dos acontecimentos, o distante Círio de Nazaré (este como manifestação cultural repleta de significâncias: oceânico em possibilidades).
Foi desse conjunto gráfico — vindo da única atividade oficial (ou institucional) cabível perante as circunstâncias que causaram o confinamento compulsório em Belém do Pará — que se pinçou a marca aqui publicada que poderá ser serigrafada em camisetas* e figurará como selo do Círio 2020 no topo deste site durante a Quadra Nazarena.
O autor, calouro da turma da manhã, é Vitor Pereira Lima, oriundo da Escola Técnica Estadual Magalhães Barata, com 19 anos.


Memorial gráfico: o desenho feito com caneta bic por Vitor transmutado em marca e selo comemorativos do 10° CÍRIO FAU-ITEC-UFPALaboratório Virtual

*Para confecção de camisetas basta acessar este pdf com a arte concedida ao domínio público — o formato A4 é o padrão da “queima” da tela serigráfica.

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Eleição para Reitor da UFPA — VOTE!

Acesse a urna virtual da UFPA pela imagem/link

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Hoje: missa de um mês do falecimento da Tia Lourdes

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Às 5 horas da manhã do dia 29 de maio passado faleceu, vitimada pela COVID-19, a senhora Maria de Lourdes Queiroz Holanda, carinhosamente apelidada Tia Lourdes, em consequência de um bloco de carnaval que criou em Salinópolis, o Bloco da Tia Lourdes, famoso nos anos 1980.
A notícia de sua morte nos foi dada por seu sobrinho, Renato Holanda, filho do proprietário do Posto Atlantic do Ver-o-peso, que Tia Lourdes tocou, já como única dona, até sua demolição na gestão de Ajax de Oliveira — afunilamos a datação entre 1976/77.
Tia Lourdes colaborou na matéria O Ver-o-peso de Dona Lourdes Holanda dando entrevista a este Laboratório Virtual.

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Assembléia Paraense — Praça da República números 21, 15, 16, 17 e 18

Sequência temporal ampliável à melhor visualização

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Comparativo de imagens aéreas de 1963 ou 65 com atuais – edificações remanescente (ampliável)

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Delimitação dos lotes atualmente à comparação com as construções antigas

O antigo Café Chic (Renata Tecidos) foi um divisor d’águas entre os prédios ocupados pelo clube Assembléia Paraense ao longo de sua história na Praça da República: à esquerda do Chic, sob a numeração 21 a AP surgiu em 1916 (edifício Gualo) — como nova razão social da Associação do Commercio a Retalho do Pará, mas no mesmo ano mudou-se para o alugado número 15 (prédio da Caixa Econômica Federal) até adquirir sua sede própria em 1921, edificações geminadas de números 16 e 17, que passou por duas reformas significativas: a de 1924-25 assinada por José Sidrim e a de 1928-29 proposta em concorrência por João Augusto MacDowell — quando MacDowell praticamente¹ demoliu o imóvel a AP ocupou, provisoriamente, o número 18, que no início dos anos 1960, somar-se-ia ao 16 e 17 ao soerguimento do edifício Assembléia Paraense.
Ainda não alcançamos a data de aquisição do n°18 pela Assembléia Paraense, mas a assimetria (das fachadas) comum às reformas tanto de Sidrim quanto de MacDowell demonstra que o interesse pelo imóvel era antigo; possivelmente essa nova propriedade tenha chegado tarde demais à ampliação imaginada por ambos.

A Avenida da República, ou simplesmente Praça da República, era a delimitação da via paralela à praça que iniciava na perpendicular Avenida Liberdade (hoje Oswaldo Cruz) em direção ao jornal A Província do Pará; sua numeração era crescente nesse sentido e direta (par e impar) — tal avenida dava continuidade à 15 de Agosto que obedecia outra lógica: margem par e margem impar (atualmente tudo é nominado Presidente Vargas).
Trabalhamos com a numeração primitiva para evitar confusão na identificação dos lotes.

¹O praticamente vem do quase, jamais por uma demolição plena à casa em que Oswaldo Cruz se hospedou junto com sua equipe médica de profilaxia à febre amarela entre 1910 e 11; ao contrário, houve aproveitamento de paredes estruturais e o mais possível em ambas; Sidrim pensou em uma assimetria à nova fachada criada entre 1924 e 25, o que seria de certo modo imitado (e limitado) na construção de MacDowell que acresceu o pavimento superior e ampliou o porão com escavações significativas entre 1928 e 29 — se novo fosse o prédio 16-17, isto não teria sentido porque ele surgiria do chão, sobre suas próprias fundações; especulemos que a intenção de Sidrim, visivelmente corroborada pela ampliação de MacDowell, tivesse um objetivo claro: duplicar a 3ª sede ao n°18, dando-lhe uma simetria planejada no passado.


Saiba mais sobre o assunto em: A primeira sede própria do clube Assembléia ParaenseAssociação do Commercio a Retalho do Pará — origem da Assembléa Paraense.


Colaboradores: Fernando Marques (Laboratório Virtual) e Igor Pacheco (Fragmentos de Belém).

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Não é pelo compasso da bailarina de Degas que cidades e abrigos dançam

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Refazendo a viagem de Spix e Martius pela Amazônia

Fonte: Canal Instituto Martius-Staden e Jornal da USP.

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Associação do Commercio a Retalho do Pará — origem da Assembléa Paraense

Acima se vê o desenho da fachada do prédio n°21 situado na Praça da República (ou Avenida da República);  tal imóvel tinha como locatária a Associação do Commercio a Retalho do Pará, fundada em 05 de janeiro de 1911; após assembléia geral dos sócios realizada em 05 de junho de 1916, nesta mesma edificação, a Associação se transforma no club Assembléa Paraense, que nela permanece até sua transferência para o também alugado n°15  do mesmo logradouro (hoje edifício da Caixa Econômica), inaugurando sua nova sede em 08 de outubro de 1916 às festividades do Círio de Nossa Senhora de Nazaré — ou seja: a recém nascida AP teve este endereço por quatro meses e três dias no máximo.
Ao final dos anos 1950 (datação por confirmar) o prédio foi demolido e no lote erigiu-se o edifício Gualo.

Título2

Recorte de documentário da RTP de 1957 — uma das referências à elaboração do desenho arquitetônico

Esta publicação dá sequência à matéria A primeira sede própria do clube Assembléia Paraense na qual cruzamos informações contidas no Relatório da gestão de 1928-29 com notas públicas de jornais de época; a análise permite afirmar que esta diretoria mudou o entendimento da anterior estabelecendo nova data à fundação do clube:

Relatório 1929

O que fez a gestão de 1928-29? Passou a considerar a fundação da Assembléa Paraense quase seis meses antes, data da assembleia geral que instituiu a Comissão incumbida da elaboração de novos estatutos à Associação do Commercio a Retalho do Pará; bem como propôs novo nome para ela — segundo o relatório de 1929 disputaram dois: o de Club Universal e o de Assembléa Paraense, ambas nomenclaturas de clubes antigos e extintos.
Todavia a cidade de Belém do Pará, por intermédio da imprensa local, tomou conhecimento do surgimento da Assembléa Paraense no dia 05 de junho de 1916, momento em que as proposições da aludida Comissão foram à votação na assembleia geral daquele dia — corroborando com a assertiva apontada pelos reformadores de 1925 e 1927 —; do mesmo modo ficou público, também por jornais, que a AP inaugurou sua sede, de direito a primeira já que o contrato de aluguel por 5 anos do imóvel n°15 no Largo da República estaria em seu novo nome, no dia do Círio de Nazaré (08OUT) de 1916 e não no dia 31 de dezembro de 1916 com ceia e réveillon.


Referências:
Relatório 1929: origens.
Fotografias usadas à reconstituição da fachada e placa da ACRP.
Benjamin Lamarão 1° secretário na transição ACRP/AP


Colaboradores: Fernando Marques (Laboratório Virtual) e Igor Pacheco (Fragmentos de Belém).

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Divulgação/convite à FAU

Live MABEU

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O cine Rio Branco de Belém do Pará

 

Hipótese de como seria o cinema Rio Branco em Belém do Pará

Em 1912 inaugurava-se na Praça da República (ou Avenida da República) o cinema Rio Branco; uma edificação imprensada (sem janelamentos laterais) entre o Grande Café da Paz e a Maison Française.
A ventilação eliminada pelo total aproveitamento do lote na transversal, ao que nos sugerem a desfocada e a incompleta fotografias investigadas, foi remediada por lanternim: pequeno telhado superposto na cumeeira de outro com aberturas laterais que permitem a passagem de ar e luz naturais.
A solução; mais aplicada em fábricas, oficinas e galpões — como no Instituto Lauro Sodré retratado em 1904 —; também era usada em salas de projeção como mostram as vistas laterais de duas delas em Porto Alegre:

Lanternins RS
Ampliável para melhor percepção

Gif de dois recortes de um documentário da RTP (Rádio e Televisão Portuguesa) que cobriu a visita de Craveiro Lopes ao Brasil em 1957

O gif acima, composto por imagens que subsidiaram o desenho arquitetônico do professor Fernando Marques, também nos mostra uma faixa afixada na fachada do prédio anunciando: “Benarrós & Irmão saúdam Gal. Craveiro Lopes”.
Benarrós & Irmão era uma diversificada firma de Manaus (AM), que, dentre outras representações (e por conta própria), vendia Vespa e Mercedes Bez; sua filial em Belém se localizava na Praça da República, 47 — certamente nova numeração no logradouro substituidora do número 25 original do cinema.

Benarrós & Irmão

As ocorrências verificadas em periódicos do país pela Biblioteca Nacional Digital cessam no ano de 1928, o que nos sugere o fim das atividades do cinematógrafo.
Como dito no início, a imagem é uma hipótese da aparência do cinema Rio Branco; a parte central da platibanda por ora é especulativa.
Novidades sobre o assunto farão esta publicação ser revista.


Referências:
Cinemas de Rua em Porto Alegre.
Filmes, Cinemas e Documentários no fim da Belle Époque no Pará (1911-1914)
Panorâmica de fotos (1913-15).
Cinema Olympia (comparativo à proporção).


Colaboradores: Fernando Marques (Laboratório Virtual) e Igor Pacheco (Fragmentos de Belém).

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Tuna Luso Brasileira — 1977 e 1985

Para montar a publicação Plataforma de saltos ornamentais da Tuna Luso Brasileira; por José Maria Coelho Bassalo foram necessárias fotografias, então escassas, à certeza de que aquele marco arquitetônico do bairro do Souza fosse o mais fiel possível ao original físico já demolido (data da demolição ainda não descoberta).
Um achado recente do Fragmentos de Belém possibilitou a edição dos takes (com músicas de época) acima que revela a sede da Tuna Luso Brasileira em dois momentos: 1977 e 1985; o material original foi retirado de dois documentários disponibilizados pela RTP — Rádio e Televisão de Portugal — à pesquisa.
A animação feita pelo professor Bassalo deverá ser corrigida à substituição; todavia, os desacertos são quase imperceptíveis.

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Palacete Facióla em 1978 — fachada lateral e salão principal desta

Fonte: Documentário Waldemar Henrique (1978).

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Adiado o edital do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2020

No Portal do IPHAN: http://portal.iphan.gov.br/editais/detalhes/322/33a-edicao-do-premio-rodrigo-melo-franco-de-andrade-2020

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Feliz aniversário, JB


Paulinho Moura, Jaime Bibas e Paulinho Assunção

Hoje, se conosco estivesse, nosso editor titular e vitalício completaria 74 primaveras; o que nos plenifica de saudades.
Salve Jaime Bibas; sempre!

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A primeira sede própria do clube Assembléia Paraense


Recorte de fotografia de 1911 ao enquadramento da fachada do prédio geminado de números 17 e 16 (da esquerda à direita) na Avenida da República

A imagem original está publicada à página 63 de Oswaldo Cruz e a febre amarela no Pará, livro de Habib Fraiha Neto — 2ª edição revista e ampliada, Ananindeua 2012.
Fraiha recorre às pesquisas do professor Clóvis Moraes Rego, publicadas em 1969 sob o título Subsídios para a História da Assembléia Paraense, para localizar o referido prédio como onde hoje se ergue o edifício da Assembléia Paraense, à Av. Presidente Vargas, 762, em frente à Praça da República — sobre isto acrescentamos que tal edifício ocupou a superfície dos números primitivos 16 e 17 (acima) somados ao vizinho 18, um prédio já utilizado pela AP como sede provisória durante a reconstrução inaugurada em 31 de dezembro de 1929.

O Relatório de 1929 da Assembléa Paraense nos dá ao conhecimento que Oswaldo Cruz e os médicos da commissão de prophylaxia da febre amarela ocuparam, entre 1910 e 1911, os mesmos dois prédios geminados adquiridos pela AP em 25 de julho de 1921 — a primeira sede própria do clube que antes pertencera à senhora Antônia Joaquina de Almeida Monteiro.
O mesmo Relatório afirma que a Assembléa Paraense pretérita a 1921 teria ocupado, por aluguel, o n°21 (fotograma de 1957), ainda como Associação do Commercio a Retalho do Pará e, posteriormente, já como Assembléa Paraense, o n°15:

A Semana nº118 03JUL1920
Imagem do prédio n°15 da Avenida da República em 26 de julho de 1920 publicada na revista A Semana n°118

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Acima se observa o prédio colado, à direita, ao que se vê no início da matéria; um imóvel que hospedou diversas agremiações, dentre elas o Club Universal, a Tuna Luso Commercial, o Club do Remo, a Assembléa Paraense, a Tuna Luso Commercial (novamente)… até ser, precedente à demolição que daria lugar ao edifício da Caixa Econômica Federal, reconhecido como local onde fora o Club dos Aliados.
A AP teria alugado o número 15 da Avenida da República, segundo o Relatório de 1929, de outubro de 1916 — nisto o jornal Estado do Para de 06OUT1916 corrobora com o relatado — até a mudança para a sede própria (números 16 e 17) em julho de 1921 — os exatos 5 anos do contrato de arrendamento.
Para ocupar a sede própria em 1921 as despesas foram além do valor do imóvel: tiveram rubricas de obras e instalações elétricas, mais a transferência de propriedade, ficando o clube sem benfeitorias significativas como as autorizadas em 14 de abril de 1924, com direção technica do architecto e consócio José Sidrim e executadas por administração geridas e fiscalizadas pelo thesoureiro srn. Veríssimo do Couto — um custo total de 155:695$590 diante de um bem avaliado em 50.000$000.
As obras de 1924 planejadas por Sidrim constaram de prolongamento do edifício até á rua 1º de Março; cobertura geral e alargamento do salão de baile; elevação do pé direito na parte correspondente ás puxadas existentes; unificação da fachada que dá para a Praça da República; adaptações sanitárias, exgotos inclusive assoalhamentos, pinturas geraes, etc. etc.

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Desenho de José Sidrim, datado de 05 de maio de 1924, ao propósito da reforma do prédio — sem certeza da materialização configurada pelo plano de fachada

Jornal do Commercio (AM) 31MAR1925

Temos o Projecto de reforma do prédio da Assemblea Paraense assinado por Sidrim e a divulgação de sua inauguração fora do Estado; todavia, e por ora, nenhuma fotografia entre março de 1925 e maio de 1928 que cobrisse os três anos em que o imponente palacete ficou de pé.
Não é o caso da reconstrução empreendida por autorização de 22 de maio de 1928, inaugurada no réveillon 1929/30; esta suficientemente ilustrada na revista carioca Vida Doméstica de fevereiro de 1930 que cita o relatório bienal 1928/29 como volumosos de 350 páginas  — do qual temos a parte que dá conta do ano de 1929 esmiuçando, por relatório do engenheiro Raymundo Tavares Vianna, o andamento das obras executadas entre 02 de janeiro e 31 de outubro de 1929; bem como: Installações electricas. — Moveis, utensilios e decorações. — O que resta fazer. — Inventario.
Todo o material aqui analisado está nas referências em aquivos pdf ou jpeg.

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Prédio dito reconstruído obedecendo ao plano, vencido por concorrência,  do engenheiro João Augusto MacDowell

A sede própria da Assembléa Paraense em sua terceira versão passou a compor o cenário da Praça da República como ícone até sua demolição (e soma ao terreno da esquerda que já pertencia à sociedade) em favor do edifício Assembléia Paraense no início dos anos 1960 — desde 1956 o clube já contava com a sede campestre da Almirante Barroso.

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Medalha comemorativa dos 50 anos da AP imortaliza a sede remodelada entre 1928 e 29

Carnaval de 1952: vê-se da direita à esquerda (sentido do fluxo do automóvel verde) os prédios dos antigos números 15 (edifício da Caixa Econômica) e 16/17 (que com mais o 18 deu espaço ao edifício Assembléia Paraense)


Fato curioso:

Fodeu-se

Optamos por não trabalhar com a literatura produzida por Clóvis Moraes Rêgo em 1969 e compilada/ilustrada por Mario Dias Teixeira em 1992; mas tão somente com o Relatório de 1929 contraposto às notas de jornais do período.
Tal opção metodológica revelou que a gestão 1928/29 eliminou a data correta da fundação da Assembléa Paraense assentada pelos transformadores como 05 de junho de 1916, para substituí-la pelo 27 de dezembro de 1915 sem comprovações.
O periódico Estado do Pará confirma a reforma dos Estatutos sociais na Assembléa geral de 05 de junho de 1916 da Associação do Commercio a Retalho do Pará que em 02 de agosto de 1916 (pós férias de julho) passou a utilizar a novidade Assembléa Paraense à convocação de outra Assembléa geral extraordinária — os jornais serviam à publicidade dos atos, tanto aos associados, quanto aos pretensos.
A nomenclatura Assembléa Paraense, que o Relatório de 1929 afirma ter vencido de Club Universal em sufrágio, seria em homenagem a uma agremiação antiga; de fato, segundo A Constituição de 11SET1877, fora criada em 08 setembro de 1877, ainda no Império, tal sociedade que até o momento não alcançamos sua dissolução.


Referências:
Relatório 1929: origens.
Relatório 1929: compra do prédio 16/17.
Relatório 1929: sede MacDowell sendo finalizada em 1929.
Panorâmica de jornais de época.
O Projecto Sidrim foi gentilmente cedido pela professora Ana Léa Nassar Matos .


Colaboradores: Fernando Marques (Laboratório Virtual) e Igor Pacheco (Fragmentos de Belém).

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Plataforma de saltos ornamentais da Tuna Luso Brasileira; por José Maria Coelho Bassalo

Ampliável para melhor visualização

O professor José Maria Coelho Bassalo virtualizou um equipamento que compunha o complexo desportivo da sede (campestre) da ainda Tuna Luso Comercial; esse conjunto, de seis lajes escalonadas construídas em concreto armado, foi inaugurado no feriado de 07 de setembro de 1962 — de acordo com a flâmula enviada ao Laboratório por Avelino Tavares: um tunante fanático:

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O projeto arquitetônico da Tuna é de Laurindo Amorim que teve todos os seus cálculos estruturais construtivos executados felo engenheiro civil, físico e professor (hoje aposentado) da UFPA: José Maria Filado Bassalo — pai do autor da virtualização desta publicação.
Por ora estamos atrás da datação da demolição desse ícone arquitetônico do bairro do Souza.

Tuna 1963
Fotografia publicada no livro Tuna sua vida e glória de Manoel Oliveira (2003) datada de 1963 — enviada por Igor Pacheco do Fragmentos de Belém.

Momentos de alegria - Lélio e seu conjunto

Capa do vinil Momentos de Alegria de Lélio e seu conjunto lançado em 1963 (ausência da boate)

Belém 350 anos
Fotos publicadas na revista Belém 350 Anos1966

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Imagem-link ao vinil (escute-o)

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Pinduca apresenta o Carimbó para São Paulo em 1975

O filmete acima, que ao final mostra-se réclame do governo Aloísio Chaves (1975 a 1978), começa com o programa Buzina do Chacrinha quando este era produzido nos estúdios da TV Record (entre 1974 e 1976).
Chacrinha, em sua coluna no jornal carioca Tribuna da Imprensa, dá destaque à presença de Pinduca em mais de um desses espetáculos televisivos:

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Pesquisa de datação: Fernando Tavares (Goeldi) e Igor Pacheco (Fragmentos de Belém).


O material por aqui editado e publicado nos foi fornecido pelo professor Flávio Nassar a partir do acervo de Cassin Jordy.

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Documentário “Um homem e seu tempo — Roberto de La Rocque Soares” (1996)

O Laboratório Virtual fez uma reedição do documentário Um homem e  seu tempo — Roberto de La Rocque Soares lançado em 1996 pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB) quando a professora Rosângela Marques de Brito dirigia o Museu de Arte de Belém (MABE).
Antes (em 17AGO2010) o audiovisual estava fatiado em 5 partes, agora em sequência completa como no material original.
Rosângela foi estagiária na pesquisa que o mestre La Rocque desenvolveu sobre Vivendas Rurais do Pará transformada em livro também pela PMB (com igual empenho de Rosângela) naquele mesmo ano:

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O livro está digitalizado a partir de fotografias feitas por celular; ou seja: de modo precário, apenas suficiente para suprir a raridade da pequena tiragem dessa edição única.
Ao final do isolamento social imposto pela pandemia do Coronavírus providenciaremos uma versão em pdf com superior qualidade.


Ficha técnica do documentário:

Hélio Mota Gueiros
Prefeito de Belém
Ruth Burlamaqui de Moraes
Presidente da FUMBEL
Rosângela Marques de Brito
Diretora do MABE
Trilha Sonora
Adamor do Bandolim
“Chora Marajó”
(Waldemar Henrique)
narração/roteiro/edição
José Carlos Gondim
cinegrafista
Altamir Silva
Edilson Portal
Sérgio Brasil
Rômulo Brito
operação de vt
Gilberto Bessa
Daniel Lucio
auxiliares
Roberto Kleber
Jorge Albuquerque
edição de imagens
Ulisses Salomão
Sávio Palheta
caracteres
Lenise Carvalho
áudio
João Marques
supervisor de operações
Antônio Celso
coordenação de produção
Luiz Laguna

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1964 — Marcha da família com Deus pela liberdade

O material por aqui editado e publicado nos foi fornecido pelo professor Flávio Nassar a partir do acervo de Cassin Jordy.


Contextualização:

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1965 — O Pará comemora o primeiro aniversário da revolução

O material por aqui editado e publicado nos foi fornecido pelo professor Flávio Nassar a partir do acervo de Cassin Jordy.

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1956 — A posse de Magalhães Barata como governador constitucional; por Líbero Luxardo

O material por aqui editado e publicado nos foi fornecido pelo professor Flávio Nassar a partir do acervo de Cassin Jordy.

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