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Cowparade Belém do Pará 2016

Coquetel de lançamento do evento Cowparade em Belém em 19/08/16 no Parque da Residência:

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Otávio Seawright, Felipe Ferreira (cowartist), Geraldo Teixeira (cowartist), Mateus Sil (cowartist), Adryano Alves e Jorge Eiró (cowartist).

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Revista Imaginária do BF; por Mateus Nunes

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A OBRA ARQUITETÔNICA COMO PROTAGONISTA NO CINEMA EM O GRANDE HOTEL BUDAPESTE; por Mateus Carvalho Nunes. (pdf)

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Por que e como Benedicto Passarinho hospedou Getúlio Vargas em 1933?

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C. S. & C. Marca registrada para aplicação em todos os produtos da Cesar Santos. Pará, 28 de maio de 1913. (Marcas do Tempo SECULT/JUCEPA, 2015/16)

Em Palacete Passarinho – “residência provisória” de Getúlio Vargas – 1933 observou-se que o chefe do governo provisório se hospedou no Palacete Passarinho, de Benedicto Nobrega Passarinho,  proprietário da grande drogaria “Cesar Santos”*, de Belém do Pará.
O Jornal (RJ) de 06JUN1932 publica entrevista com o presidente da Associação Commercial do Pará, Antonio Faciola; nela o commendador,  ex-senador estadual e último intendente de Belém – indicado pelo governador Eurico de Freitas Valle e com ele deposto pela Revolução de 1930 – fala sobre a participação do Pará na representação do Partido Economista junto à Constituinte:

– Sem ver nomes, os mais indicaveis, porém, são, sem dúvida, os dos srs. Benedicto Passarinho, chefe da Drogaria Cesar Santos, actualmente na Europa, e Antonio Almeida Martins, proprietário do Grande Hotel.

Faciola, depois de elogiar a administração do major Magalhães Barata, conclui:

As classes conservadoras do Pará, assim que o Brasil fôr reentregue á ordem legal, pleitearão o nome do actual interventor para o governo do Estado.

O apoio das Classes Conservadoras do Pará a Barata estendeu-se a Vargas na sua primeira visita à cidade de Belém em 1933:

Diário Carioca (RJ) 01SET1933

O Jornal do Brasil de 27SET1933 dá a dimensão dos festejos políticos, inclusive diante do Palacete Passarinho: … até a residencia do capitalista Benedicto Passarinho, onde estarão formadas cinco mil operarias que cantarão o Hino Nacional.

Almanak Laemmert Notabilidades Commerciais 649 - 1930 (3)

Almanak Laemmert Notabilidades Commerciais página 649 – ano 1930

*Fundado em 1884, o estabelecimento de Cesar Santos & C.ia, localizado à Rua de Santo Antônio, n.os 25 a 27, em Belém, além de importar e comercializar especialidades farmacêuticas e drogas dos mais afamados fabricantes da época, exportou em alta escala medicamentos fabricados em seus laboratórios. A sociedade era composta de Arthur Cesar Santos Kós, Manoel José Fernandes, Benedicto Nobrega Passarinho e Adrianna Lyra Castro (comanditária).  (Marcas do Tempo SECULT/JUCEPA, 2015/16)


Postscriptvm:

Por ora a publicação apenas arranha a questão, entretanto, novas informações devem dar melhor entendimento do porquê e de como Getúlio Vargas se hospedou no Palacete Passarinho.

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Divulgação/convite à FAU

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CARTAS DA HISTÓRIA; por Inocêncio Nóbrega*

INNa expedição de Pedro Álvares Cabral se encontravam experimentados navegantes portugueses, mas também um cronista por excelência, Pero Vaz de Caminha. Foi ele quem em carta a D. Manuel I narrou todos os pormenores da chegada da esquadra, os primeiros contatos com os nativos indígenas, informando-lhe da fertilidade do nosso solo.
A epístola era o fluente recurso de comunicação entre os povos. No Brasil, seu uso foi bastante disseminado por Pedro I, pondo seu pai, D. João VI, quando já havia retornado a Portugal, a par dos últimos acontecimentos políticos. A carta, hoje, comumente tem seu emprego restrito à definição de um programa de princípios filosófico, econômico, social. Por outro lado, já se torna praxe emiti-la, na forma de denúncia à nação, por Chefes de Governo e de Estado, quando impelidos se apearem do poder, por razões de força, proveniente de grupos descontentes, patrocinadores de rompimentos do sistema democrático.
Nessas circunstâncias, após de fracassado “impeachment” e incidentes, culminando com a morte de um major da Aeronáutica, recrudescem as acusações udenistas contra Getúlio Vargas, personificadas por Carlos Lacerda, que considera seu governo “um mar de lama”. Um senador paraibano detona: “É preciso matar esse governo para que sobreviva a nação”! Sem apoio, inclusive militar, ele opta pelo suicídio, cujo desfecho se deu na manhã de 24.08.1954. Deixa-nos, contudo, a “Carta Testamento”, onde declara os motivos reais daquele triste episódio da história. Em resumo diz: “Precisam sufocar minha voz e impedir minha ação (…) na defesa dos humildes”; denuncia a “campanha subterrânea de grupos internacionais e nacionais contra o regime de trabalho e de obstarem geração de riquezas, através da Petrobrás”. Assim conclui: “Se as aves de rapina querem o sangue, continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida”!
Janio Quadros, outra vítima do udenismo inconformado com sua política externa independente, desabafa em carta, na renúncia à Presidência da República, a 25.08.1961. Parecida, em alguns trechos, a linguagem de ambos: “Desejei um Brasil para os brasileiros”. Alude, adiante, “aos apetites e ambições de grupos ou indivíduos, inclusive do exterior”. Encerra numa exortação ao povo, estudantes e operários, sem deixar de se referir à justiça social.
Em relação aos pontos levantados pelos seus antecessores, Dilma Rousseff, que também caiu na malha de uma oposição, replicante de direita e ganguesterizada como a atual, segundo imprensa norte-americana, preferiu adotar um tom mais suave, na carta que acaba de endereçar ao Senado e aos brasileiros. Diga-se de passagem, seguindo a nova tradição e sem sair de agosto, que tem sido mês mais tirânico entre nós. Poupou, pelo menos por enquanto, críticas contundentes às raízes maiores do seu impedimento, o progressivo afastamento à hegemonia estadunidense e críticas à cobiça internacional ao Pré-sal. Nesses atos, nunca a palavra golpe havia adjetivado uma situação de anormalidade democrática, como experimentada por Vargas e Janio Quadros. Empregou-a com bastante precisão. Deixa, na sua mensagem, uma janela aberta para reconciliação, ao sugerir plebiscito, entregando ao povo a decisão quanto aos destinos do país. Todavia, não o suficiente para demover quem, há tempos, se preparou para dar um golpe certeiro na democracia. Escreveu como Vaz de Caminha ingenuamente anunciou, “aqui, em se plantando tudo dá”, inclusive ditadura.

*76 anos; perseguido político do Golpe Militar de 1964.

E-mail do jornalista: inocnf@gmail.com.


Carta de Caminha
Carta de Getúlio
Carta de Jânio
Carta de Dilma

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