Divulgação/convive à FAU

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Hoje a FAU completa 58 anos

Animação em destaque no site

Equipe de criação:
Luiz Felipe Martins Gouvea
Louize dos Santos Ramos
Jaqueline da Silva Virgolino 
Yasmin de Assis Corrêa
Icaro Moraes Amazonas Duarte
Gabriel Melul
(Calouros 2022 – alunos de Representação e Expressão I)

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Trabalho emergencial – não obrigatório – proposto na quarta-feira para ser publicado hoje, sexta (22ABR2022), em alusão ao aniversário de 58 anos da implementação do Curso de Arquitetura da ainda Universidade do Pará.
Agradecemos a colaboração dos estudantes aqui listados e esperamos contar com outras concepções à publicação no destaque deste site – há animações alusivas a ícones (históricos e/ou atuais) da faculdade em processo de feitura na disciplina dos dois turnos.

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Banco de Ideias de Representação e Expressão I – 2022 (em expansão)

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Primeiros experimentos de Representação e Expressão I – 2022

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Adeus ao nosso professor Cláudio Cativo

A arquitetura do Pará perdeu um dos seus mais importantes nomes. Faleceu o arquiteto Cláudio Cativo. Formado em 1970 pela Universidade Federal do Pará, foi docente nessa instituição na qual ministrou, por 26 anos, disciplinas de Projeto no então denominado Curso de Arquitetura.
Como profissional liberal constituiu, juntamente com seus amigos Cicerino Cabral, Paulo Elcídio Nogueira e Avelino Tavares, a Projetos e Assessoria Técnica, um dos mais produtivos escritórios de arquitetura de Belém, com clientes no poder público e na iniciativa privada. Foi vencedor de concursos de projetos, sendo o mais importante deles o da Estação de Pesquisas Científicas Ferreira Penna, promovido em âmbito nacional pelo Museu Paraense Emílio Goeldi. Projetista rigoroso e disciplinado, suas plantas, segundo o também arquiteto e amigo Jaime Bibas, eram primorosas quanto ao bom aproveitamento do espaço.
Nos últimos anos, mesmo obrigado a reduzir o ritmo de trabalho, seguiu projetando todos os dias. Produziu, recentemente, riscados com precisão a lápis sobre o clássico papel manteiga pregado com fita durex no papel milimetrado, uma série de estudos para hipotéticos prédios residenciais. Atento ao aprimoramento do ofício, havia começado a fazer desenhos eletrônicos em um tablet, a ele dado de presente por sua Teté, incansável companheira de mais de meio século.
Seu exemplo profissional, e, também pessoal, tem construído uma linhagem de arquitetos em sua família, geração após geração.
Cláudio Cativo era um homem refinado. Otimista, discreto, elegante, educado, falava apenas o suficiente. Dificilmente elevava o tom da voz, exceto por ocasião dos jogos do seu amado Paysandu. Sua partida deixa, acima de tudo, muito mais do que as lições de arquitetura que a tantos professou, um exemplo de simplicidade, delicadeza, dignidade, resignação, amor à vida, e, sobretudo, leveza de espírito. Não por acaso, seus derradeiros e apenas desenhados edifícios possuem, batizados por ele próprio, nomes de passarinhos: Sabiá, Canário, Bem-te-vi, Beija-flor…

Por José Maria Coelho Bassalo.

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Investigações apontam novo modelo para o Farol Velho do Atalaia

Texto e imagens em construção.

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Fragmentos devem mudar o desenho do Farol Velho do Atalaia

Fragmentos coletados na praia do Farol Velho do Atalaia em Salinas provocam nova percepção sobre a construção inaugurada em 1852 e parecem confirmar o revestimento em tijolos vidrados já citados em relatório

As imagens acima mostram placas quadradas de 13,75 centímetros de lado com espessura de 0,9 cm; tal material foi encontrado nas cercanias do grande maciço de pedras de cantaria agregadas presente na praia do Farol Velho em Salinas, marco do lugar.
Um dos fragmentos, depois de lavado, revela vestígios da provável pigmentação branca dessas placas cerâmicas que revestiam externamente o primeiro farol das Salinas inaugurado em 1852 que ficou em funcionamento até 1916 quando substituído por outro mais alto em torre metálica erigida pelo sistema criado pelo engenheiro civil irlandês Alexander Mitchell.
Os fragmentos coletados serão analisados pelo Laboratório de Tecnologia das Construções (LABTEC) e o resultado dos exames serão aqui publicados.

Possível aparência dos tijolos vidrados quando novos
Ponto de coleta
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Entrevista com Emmanuel Nassar; por Portal Cultura (2015)

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Die Künstler sehen ihre Stadt – Belém do Pará (1994)

Belém do Pará: Die Künstler sehen ihre Stadt
hr-Fernsehen | Hessischer Rundfunk
1994
Künstler: Dina de Oliveira, Emmanuel Nassar, Francisco Klinger Carvalho, Luiz Braga
Ein Film von Günter Lüdcke

No material não é citado o nome do artista plástico Marinaldo Santos, que não aparece no vídeo, mas tem seus trabalhos, pintados em tacos de assoalho, mostrados.
A jornalista Regina Alves, professora da UFPA, também figura no material.
Músicas: Te Amo (Fruta Quente), Festa de Carimbó (Fruta Quente), Ovelha Desgarrada (Fafá de Belém), O Casamento da Raposa (Fagner).

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Processos criativos: Osvaldo Gaia; por Alexandre Murucci

Página do artista plástico OSVALDO GAIA.

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Divulgação/convite à FAU

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Corpo e ideia (à memória de Flávio Nassar); por Mateus Nunes

Julian Schnabel, On the day Cy died (His right arm bent under his head as a pillow) [No dia em que Cy morreu (Seu braço direito curvado sob sua cabeça como um travesseiro)], 2011, gesso em lona militar, 487,7 x 561,3 cm.

Alguns dias foram necessários para que eu pudesse escrever algo. Esses dias não acalentaram o coração inflamado, mas preencheram a mente amortecida que se negava, de alguma forma, a processar o luto. De peito aberto e de uma vez só, sem revisões ou grandes intenções, teço algumas palavras que revolviam na minha garganta e no meu coração com a partida do professor Flávio Nassar no último dia 23. Não há pretensões de se fazer uma homenagem a alguém tão grande. Compartilho aqui apenas algumas coisas que fizemos – ou que planejamos fazer – juntos nas últimas semanas, para que sirva como conforto – provavelmente só a mim. Nesse caso, toda homenagem é insuficiente.

Ele era um homem de mil causas, e causas grandes. De forte temperamento e posições políticas bem cravadas, sempre me tratou com uma afabilidade sem igual e me adotou como um filho. Os méritos das conquistas pelo patrimônio histórico, pelos estudos landianos, pelas lutas sindicais e políticas vão reverberar durante muito tempo, além de serem melhores escritas por pessoas mais adequadas para isso. Escrevo aqui um suspiro saudoso de memória. Tive a sorte de, por algum tempo, ter o nome dele relacionado ao meu, como “o-orientando-do professor-Flávio-Nassar”. Isso me abriu portas que nunca imaginei serem abertas – no tempo em que morei em Lisboa, verbalizar esse conjunto de palavras era como estender um tapete vermelho – e me livrou de possíveis amizades complicadas.

Há algum tempo, sentia que estávamos em um clima de despedida, por mais que nenhum dos dois tivesse coragem de externar esse pensamento. Repassou-me, aos poucos, inúmeros projetos, como seminários sobre arte italiana, textos bíblicos e a escritura de introduções de livros sobre naturalistas e cineastas. Na minha última viagem a Belém, há algumas semanas, fizemos algo que sonhávamos há tempos. Depois de anos adiando a visita ao seu sítio no Marahú, finalmente fui, com meus pais e meu irmão. Fomos recebidos da melhor forma possível por ele, pela sua esposa Mirtes, pelo seu filho Paulo André e pela sua neta Flora – e, depois, da amiga Marina Ramos, também aluna dele. Era um dia especialmente quente e fui de camisa preta – e ele só parou de reclamar quando eu fui ao banheiro trocar por uma camiseta dele que me entregou, que ia até os meus joelhos. Esse é um bom exemplo do cuidado e da teimosia característicos dele.

Enquanto os tambaquis eram assados pelo Paulo André, ele nos guiou pelos lindíssimos jardins que ele projetou e construiu, narrando como tinha conseguido tal e tal espécie. Andava com um bastão de trilha para se apoiar, que frequentemente esquecia apoiado em alguma árvore ao se empolgar em alguma explicação e gritava meu nome para buscar. Depois do almoço, pediu mil desculpas porque teve de se recolher, pois precisava repousar. O corpo já pedia atenção. Deu, durante a trilha nos jardins, uma dúzia de mudas de plantas para a minha mãe, principalmente de orquídeas. Para mim, a cena era inexplicável: ver dois mundos tão próximos ao meu coração interagindo, como num almoço de família no sítio. Alguns dias depois que ele partiu, minha mãe me mandou uma foto das orquídeas por ele presenteadas florindo como nunca tínhamos visto antes.

Nas nossas últimas conversas, falávamos mais de literatura do que de arquitetura ou arte, assuntos que nos uniam profundamente. Ele estava devorando os livros de José Saramago, e trocávamos ideia sobre um ou outro que eu já havia lido. Ele estava completamente fascinado, surpreso por não ter embarcado nessa jornada antes, mas grato de tê-la feito só naquele momento. Nessas últimas semanas, ele me ligou de madrugada, profundamente incomodado com as traduções para o português do poema “She walks in beauty”, do Lord Byron. Ficamos a madrugada toda pensando em possíveis traduções, e de como encaixar o conceito de “flutuar” como uma possível leitura warburguiana nessa tradução. Abri tabelas, estudamos as métricas, e chegamos em um resultado satisfatório, mas longe de ser perfeito. Mas isso já fez com que tanto ele quanto eu pudéssemos dormir em paz naquele dia que já havia raiado. Isso é só um dos exemplos das fixações dele que também me encantavam – os episódios são inesgotáveis, e me presentearam com lindas histórias pra contar –, como a interpretação de alguns textos do Evangelho, alguns desenhos de animais e a história de alguns santos. A atenção e o cuidado se transpunham pra tudo que eu escrevia, que ele lia com a maior atenção, fazendo anotações e me indagando sempre sobre a escolha das palavras. Sempre me lembrava que as regras são meras tendências, não verdades; e que as fronteiras entre as coisas são reais na proporção em que nossas imaginações são pequenas. Isso não escusava, entretanto, da rigidez paternal em sempre me fazer começar pelas regras.

No nosso último encontro, pude entregar-lhe a tese de doutorado que escrevi, mas que é muito mais mérito dele do que meu. Quando a entreguei impressa em suas mãos, ele ficou muito orgulhoso de ver que a tese era dedicada a ele, além de contar com um longo agradecimento. E assim permanecerá, com os agradecimentos no presente, sem “in memoriam” ou algo do tipo. A defesa é daqui a algumas semanas e também será dedicada a ele. Aplicarei o muito que aprendi da forma que puder, até mesmo nas pequenas coisas que fizer.

Telefonou-me quando precisou vir a São Paulo, cidade onde hoje moro, por motivos de saúde. Dizia que estava mal e que os médicos não sabiam o que havia agravado. Continuávamos conversando por telefone e mensagens, e ele me mandava longos áudios com a voz grogue sobre São Jerônimo – meu padroeiro. Depois de alguns dias, o contato se fazia apenas com a Mirtes, sua esposa, de coração gigante e forças desmedidas. Ela me ligava e me atualizava sobre o cenário clínico, que infelizmente só piorava. Seus filhos e familiares vieram para São Paulo, para visitá-lo, e, pelas restrições do hospital e da UTI, não pude vê-lo – manterei a imagem dele vivo, vivo, muito vivo, como minha última memória física com ele. Na tarde do dia 22, recebi a ligação da Mirtes de que provavelmente aconteceria nas próximas horas. No dia seguinte, como um suspiro, ele se foi.

“Corpo opaco”, seu último livro publicado e o primeiro de poesias, revolvia sobre a ideia da imanência do corpo, da materialidade das coisas. Porém, assim como outros grandes, ele já não era um corpo, mas é uma ideia. Ideias não morrem. Que celebremos a felicidade com que ele sempre nos contagiou, mesmo nos dias difíceis, em sua honra. Sigamos em frente, à luta, com a coragem que ele nos ensinou.

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Flávio Nassar, biografia e trajetória

Entrevista em maio de 2012

Depoimento de Flávio Nassar a Edilza Fontes para o projeto de pesquisa 25 anos de Ensino Superior Regionalizado.

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Velório do professor Flávio Nassar: aulas suspensas

Morte da Ideia, de Klee.

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Flavito: o Bibão te espera no Céu, mano

Um forte abraço entre Jaime Bibas e Flávio Nassar registrado no cinquentenário da FAU (2015)

Ontem lembrei desse cumprimento entre velhos amigos que não se encontravam havia meses: Jaime Bibas e Flávio Nassar – dois editores do Laboratório Virtual em momentos distintos – estavam numa atrasada festa à comemoração da implementação da Escola de Arquitetura da Universidade do Pará (ainda sem o Federal), chocadeira, de certo modo, de ambos.
Flávio faleceu hoje em São Paulo; Bibão, como Flavito o chamava, pegou a van mais cedo: em 15 de setembro de 2019; mas, abraçaços são atemporais, tais quais os que vi, dei e recebi ontem na Faculdade com o retorno, depois de dois anos, às atividades presenciais.
Abracei e beijei muito: colegas, funcionários e alunos… que felicidade!
Só não pude abraçar o Flavito – o Velho Bala ficou na saudade.

Mas pera aí: esse Céu, com o planeta em Armagedom, tá ficando melhor que a Terra; vamos listar? Paulo Cal, Vicente Cecim, Zé Gondim, Paulo Chaves, Jorge Derenji, Maria Hilda Gondim, Graça Pena, Maria Sylvia Nunes, José Maria de Castro Abreu, Aurélio do Carmo, Aldir Blanc…

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PAPO NO TUCUPI com FLÁVIO NASSAR

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Estêncil em arte de rua

Muro lateral da Escola Superior de Educação Física – travessa Timbó
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Representação e Expressão I – audiovisual das turmas de 2021

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ULYSSES 100 – pintura artística em muros de universidades

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Estação Aeroviária de Belém – nova virtualização; por José Maria Coelho Bassalo

A partir das imagens do acervo de Luís Augusto Barbosa Quaresma e do livro Álvaro Vital Brasil – 50 anos de arquitetura se fez outro experimento virtual da Estação Aeroviária de Belém do Pará (projeto de 1945: sem edificação).
Desta vez se exportou do modelo construído pelo FORMIT (d’outra postagem) para o ENSCAPE – software que produz imagens mais realísticas inserindo pessoas, vegetação, móveis, passarinhos, curicas…
O próximo passo será a materialização imagética d’O Aeroporto de Belém que não saiu do papel (1933) – promessa do professor Jô Bassalo.

Mais sobre o projeto de Álvaro Vital Brasil.

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Alô, Alô CONSUN e Reitor: cadê o Teixeira Lott?

Recorte do depoimento de Chico Buarque concedido à TV 247 em 12 de junho de 2021

“O que havia de dignidade, e havia, se conhecia histórias de grandes militares, dignos, um Teixeira Lott…” é a frase a qual se dá destaque em legenda no recorte do audiovisual retirado do canal Cortes 247: um depoimento do cantor e compositor Chico Buarque de Holanda sobre um possível retorno à ditadura instalada no Brasil a partir do Golpe Militar de 1964 que se tornaria intolerante com o Ato Institucional n°05 de 13 de dezembro de 1968.
Chico Buarque, sabe-se, foi combativo ao Estado de Exceção com canções como Samba de Orly, Apesar de Você e Cálice – dentre outras.
O marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott (1894-1984) recebeu do reitor Mário Braga Henriques o primeiro título honorífico outorgado pela Universidade (Federal) do Pará em 27 de março de 1960 no auditório da Sociedade Artística Internacional diante da Assembleia Universitária; todavia, seu nome não consta da lista de Títulos Honoríficos Outorgados no site da SEGE – Secretaria-geral dos Conselhos Superiores Deliberativos da UFPA.

Clique sobre a foto para ler a notícia completa

Mais de Teixeira Lott no Laboratório Virtual da FAU.
Jingles da campanha à presidência do Brasil em 1960: chapa Lott/Jango.

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