Divulgação/convite à FAU

O livro Mercados Populares em Belém: sociabilidades, práticas e identidades ribeirinhas em espaço urbano, em sequência ao volume 1, buscou mapear redes de sociabilidade, saberes e práticas econômicas, sociais e culturais desenvolvidas por trabalhadores e/ou frequentadores dos mercados e feiras populares localizados na área metropolitana de Belém. Os artigos publicados abordam majoritariamente estudos realizados na cidade de Belém, em feiras, portos e mercados, enfocando questões de sociabilidade, identidade e consumo relacionados às práticas comerciais. Esse conjunto de textos nos fornece uma ampliação quanto às discussões atuais sobre mercados populares, nas quais se evidencia a produção de sociabilidades e identidades nos espaços urbanos onde os mesmos estão localizados.
No livro Mercados Populares em Belém: sociabilidades, práticas e identidades ribeirinhas em espaço urbano estão as contribuições de discentes e docentes da Faculdade de Ciências Sociais-FACS e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia-PPGSA da Universidade Federal do Pará, incluindo pesquisas realizadas em nível de graduação, mestrado e doutorado, vinculadas aos projetos de pesquisa Mercados Populares em Belém (2009-2011) e Mercados Interculturais (2013-2016). Inclui outros trabalhos apresentados em eventos científicos regionais, nacionais e internacionais, em Grupos de Trabalho coordenados por pesquisadores integrantes do projeto, além  de outras pesquisas afins.

Luiz de Jesus Dias da Silva*

*Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA
e um dos organizadores da publicação.

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Exercício gráfico ao 7º ano do Blog da FAU

Imagens ampliáveis

No dia 30 de maio próximo o projeto Blog da FAU completará sete anos de existência cumprindo seu papel de integrador do Ensino, da Pesquisa e da Extensão universitários na FAU-UFPA; oportunidade esta que propiciou aos calouros de 2017 a experimentação de ações gráficas capazes de produzir uma significação ao BF e sua atividade ininterrupta na Internet desde 30 de maio de 2010 — gestão Juliano Ximenes.
Os alunos das duas turmas da disciplina Representação e Expressão I (manhã e tarde) entregaram, na terça-feira passada, diversos exercícios de desenho em alto contraste dos quais cinco de cada grupamento de quase quarenta estudantes foram selecionados conforme conjunto acima; desses, por sua forma e conceito gráficos (nada de memorial descritivo), escolheu-se a árvore de Rosa Cunha.
Do dia 30 de maio a 14 de junho daremos destaque ao signo do aniversário do BF; os nove demais serão utilizados no cabeçalho randômico do projeto.
Autores na sequência da esquerda à direita:
Manhã: Lucas Almeida, Ronaldo Moraes, Fernanda Luz, Fernanda São Marcos e Alice Moura.
Tarde: Rosa Cunha,

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O Pavilhão de Vesta seria obra da Constructora de Lemos?

Conjunto ampliável

As fotografias acima, publicadas em anos distintos, mostram a mesma esquina: Estrada de Nazareth/Travessa Generalíssimo Deodoro com vista ao Largo de Nazareth; a construção visível e comum às três é o Pavilhão de Vesta, obra que em 1891 substituiria o Pavilhão de Flora erigido em 1851 que cahio aos profundos golpes das picaretas vibradas pelas mãos profanas dos servidores da Intendencia!  (Diário de Notícias 22JUL1891)
Vesta teria outro fim, com mais de meio século de existênciaO desabamento…
Mas… regressemos no tempo: quando em 1890 a Companhia Constructora Paraense, sociedade anonima embrionária, propôs à Intendência Municipal de Belém construir no largo de Nazareth um pavilhão de ferro em substituição do que ali existe (Flora) e mais quatro nos angulos não calçados da mesma praça…
A Constructora, firma criada por Antonio José de Lemos e quatro sócios, intencionava explorar tais equipamentos passando os mesmos á propriedade da Intendencia no fim de 30 annos, e todos de acordo com as plantas que no prazo de 90 dias se obriga a apresentar á approvação da Intendência. (A República 29AGO1890)
A República mostra que a proposta fora rejeitada, todavia, subtraída da data de demolição do legendario Pavilhão de Flora, tem-se um intervalo inferior a um ano à análise de nova proposta; ou menos, se considerados três meses à aprovação de planos construtivos como regra.
Daí o questionamento: O Pavilhão de Vesta seria obra da Constructora de Lemos?
Haveria pertinência ao sim no caso da Companhia Constructora Paraense ter modificado seu projeto ao agrado dos pareceristas da Intendência; então um pavilhão de ferro em substituição do que ali existe (Flora) e mais quatro nos angulos não calçados da mesma praça transformar-se-iam  num pavilhão de cimento armado no centro da praça com quatro coretos em material misto [alvenaria, madeira e ferro(?)] nos vértices do logradouro como mostra a fotografia publicada em 1897 em L’état de Pará — tal imagem, certamente de momento pré ou pós Arrayal de Nazareth, nos faz enxergar barracas ou brinquedos além do Vesta e de um dos pavilhões de música (ou coretos) com dois pavimentos habitáveis.

Foto de Felipe Augusto Fidanza, da mesma época, sem os apetrechos típicos do arraial, mas que localiza o Vesta e outro coreto alto em ângulo do largo.


A Folha do Norte de 30AGO1896 parece elucidar a composição do cenário registrado por Fidanza confirmando a pretensão da Constructora (ou empreiteira congênere contratada ao serviço): explorar comercialmente os coretos.
A outra imagem (segunda foto do topo), retirada do álbum (de 1897 a 1899) do governo Paes de Carvalho, denuncia a ausência do pavilhão alto de escada íngreme em madeira sem corrimão da quina (Nazaré/Generalíssimo) da praça e a permanência soberba do Vesta.

O primeiro relatório de Antonio José de Lemos, no papel de intendente municipal de Belém, cobre o período entre 15 de novembro de 1897 e 15 de novembro de 1902 (5 anos) e é lustrado pelo Album de Belém Pará 15 de Novembro 1902  do qual retirou-se a última fotografia na sequência do topo do post; tal estampa revela nova tipologia nos coretos com aberturas de ventilação em seus porões forçando a unidade visual destes em relação ao Vesta que também não as possuía em sua origem.

O Pará 1908,  relatório do governador Augusto Montenegro (1901 a 1909), traz fotos do largo (com passeios em fórma de cruz de Lemos), do Vesta (com revestimento e aberturas distintos) e dos coretos (aparentemente sem novidades).


A pergunta do título, ainda sem resposta pela carência de dados, provoca algumas especulações:
Seriam as 42 casas da Villa Operária MacDowel as únicas obras da Companhia Constructora Paraense de Lemos e sócios?
Sabe-se que sua liquidação no final de 1896 não foi por insolvência: a Construtora possuía Uma villa de casas no coração da cidade; Terrenos no Jupatituba, em aquisição; Terrenos valiosos no Paul d’Agua; Terrenos agricolas no Castanhal; dos quais só encontramos a venda da Villa à AMAZONIA Companhia de  Seguros Terrestres e Marítimos.
É possível que os ditos Terrenos valiosos no Paul d’Agua sejam os mesmos onde Francismo Bolonha instalou sua montanha russa em 1899 (a Ferro-via Aérea Sensacional) e, na sequencia temporal: sua vila e palacete.

A marcação amarela na foto de satélite do Google tenta ilustrar a frustração da Companhia Constructora Paraense em 1893: abrir uma rua, entre a calçada do Collegio e o becco do Castello — contrato com o Bispo Diocesano, Dom Jerônimo, que não obteve aquiescência da Intendência por se tratar de edificações, na via, destinadas ao comercio e não á moradia das classes pobres. (A República 25MAR1893)
Mas… O Pavilhão de Vesta seria obra da Constructora de Lemos?
A despeito do que os jornais da época antagonizaram sobre história clássica, Vesta guardaria um conceito filosófico  explicado em 2007 por Patricia Horvat em O Templo de Vesta e a Ideia Romana de Centro do Mundo — o que não garante solução ao problema, apenas sugere a condição laica do abrigo, palco de festas profanas como fora a tenda Flora.


Referência virtual atual da construção de 1891 no centro do Largo de Nazareth em Belém do Pará:

Fonte: Progetto Traiano.


Matérias correlacionadas:

Passagem Mac Dowell — 125 anos da benção

A Villa Mac Dowell foi rebatizada Villa Amazonia 

Estrada Gentil Bittencourt, 32

Redesenhando a Villa Operária Mac Dowell 

A Villa Mac Dowell da Constructora de Antonio Lemos

A presença de Mac Farlane na Villa Mac Dowell 

Redesenhando a Villa Operária Mac Dowell (2)

Relíquia da Companhia de Seguros PARAENSE

Anúncio do terreno onde foi construída a Villa Operária Mac Dowell — 1888 

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Divulgação/convite à FAU

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A expansão do LAFORA (3)

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A expansão do LAFORA (2)

Imagens ampliáveis


Postscriptvum:

A área retratada nas últimas imagens em registro de 2010:

Note-se que a laje sobre as estacas limita-se no arrimo visto no vídeo.

Outro documento mais antigo do lugar:

A samaumeira defronte ao Ateliê de Arquitetura; por Luiz Braga

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