Museu Paraense Emílio Goeldi; por Waterloo da Silveira Landim (2)



Perspectivas de apresentação do projeto Novo Goeldi de 1937

A publicação de 09 de abril de 2013 intitulada Museu Paraense Emílio Goeldi; por Waterloo da Silveira Landim pouco disse sobre o projeto arquitetônico em questão e seu autor.
Quatro clichês ilustrativos — acima apresentados —  da revista Vida Doméstica (RJ) de janeiro de 1938 provocaram, após cinco anos, uma retomada das investigações com o intuito de modelar a proposição e contextualizá-la simultaneamente ao seu designador.
Portanto, às “novidades” (vindas do passado):
Em entrevista ao Diário de Notícias (RJ) de 26NOV1937 o então diretor do Museu Goeldi, cientista Carlos Estevão de Oliveira, mencionou ter apresentado ao presidente da República, Getúlio Vargas, o projeto do novo edifício; Getúlio prometeu 500:000$00 para auxiliar na construcção.
Por ora não sabemos o como e o porquê de w. silveira landim eng. architecto pela universidade do rio de janeiro ter assinado o “Novo Goeldi” que jamais saiu das pranchas; apenas que Waterloo da Silveira Landim, formado na turma de 1935 da Escola Nacional de Bellas Artes da Universidade do Rio de Janeiro — já com patente de capitão do Exército — fora mandado servir no 26° Batalhão de Caçadores (Belém) em maio de 1936 retornando ao Rio de Janeiro, capital federal, em julho de 1937 conforme notas de O Radical.
Quem foi Waterloo da Silveira Landim?
Tenta-se, ainda no universo da hemeroteca digital da Biblioteca Nacional, alinhavar um arcabouço biográfico do engenheiro/arquiteto Waterloo da Silveira Landim, filho do cearense José Paes Landim, oficial da alfândega em Manaus, e de dona Maria da Silveira Landim; Waterloo teve cinco irmãos: Wilma, Wellington, Welman(?), Walney e Wakefield.
Supomos que Waterloo tenha nascido em Manaus na segunda metade da primeira década do século XX — talvez em 1908 quando seu pai prestou concurso para guarda da Alfandega —; comprovadamente, entre 1919 e 21, estudou no Gymnasio Amazonense que em 1925 chamar-se-ia Gymnasio Amazonense Pedro II — em 1921 foi redactor do periódico Gymnasiano ligado ao referido estabelecimento de instrucção pública.
Em 1923 trabalhou como remador (de canoa) do posto fiscal do Iça Brasileiro em Manaus e em 1925 já cursava a Escola Militar do Realengo no Rio de Janeiro.
Não sabemos exatamente em que ano Waterloo ingressou como aluno na Escola Nacional de Bellas Artes; todavia, como Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho concluiu o curso de engenheiro/arquiteto em 1934 entrando em 1929, deduz-se que em 1930 — ou seja: ambos passaram pela curta e polêmica direção do jovem Lúcio Costa (entre 1930/31) na Bellas Artes.
Waterloo da Silveira Landim foi politicamente ativo na Universidade do Rio de Janeiro chegando a presidente do Diretório Central de Estudantes [1935/1936(?)].
Em 1936 os já profissionais Niemeyer e Landim foram candidatos concorrentes no concurso de ante-projectos ao novo edifício da Associação Brasileira de ImprensaA. B. I. —; Landim, junto com seus colegas de formatura Carlos Frederico Ferreira e Affonso d’Angelo Visconti, obteve o 4° prêmio de 3 contos de Réis com o projecto n°14; Niemeyer, associado a Fernando Geraldo Saturnino de Brito e Cássio Veiga de Sá, ficaria com menção honrosa pelo projecto n°9.
Suspeita-se, pois ainda não obtivemos comprovação, que Affonso d’Angelo Visconti seja um dos filhos do pintor ítalo-brasileiro Eliseu Visconti.
As buscas persistem.


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Boletim Goeldi — maio/agosto 2018


Fonte: ISSUU.

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Enquete de escolha da marca Círio 2018

Proposições de estampas feitas pelos estudantes do primeiro semestre já pré-selecionadas pelos professores de Representação e Expressão:

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