A peculiaridade deste Círio de 1979 é que ele fora acompanhado pelo general João Baptista Oliveira de Figueiredo, o último ditador imposto pelo Regime Militar. Curioso Figueiredo acompanhar a procissão já que preferia o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo.
Das patadas do ditador que parecem latentes e atuais como as de Justo Veríssimo, o deputado corrupto personagem de Chico Anísio: “Eu quero que o pobre se exploda!”.
Salário mínimo e dólar atuais: R$ 1.621,00 ÷ 4,99 = US$ 324,80 de acordo com o Google.
Imagens do átrio e salão de exibição do Olympia na fase atual: acabamentos
Ontem à tarde, por convite do crítico de cinema Marco Antonio Moreira, três editores do Laboratório Virtual visitaram as obras de finalização do Cinema Olympia. O tour foi completo: percorreu-se todas as dependências do prédio que na origem fora o Café Madrid. A arquiteta responsável pela obra, Elizabeth Almeida, ciceroneou o pequeno grupo à constatação de que o cronograma segue sua normalidade e a inauguração deve se dar nos primeiros meses de 2027.
O que nos causa espécie, desde a publicação da matéria O OLYMPIA e a rua SILVA SANTOS JUNIOR no início deste ano, é que a requalificação do Olympia é uma ação da Prefeitura Municipal de Belém que desconhece peremptoriamente quem seja o tal Silva Santos que nomeia a rua paralela ao cinema. Se soubesse que ele morreu como vogal (vereador) do Conselho (Câmara) Municipal de Belém, teve um cortejo fúnebre com as honras do cargo e foi sepultado em catacumba perpétua do mesmo Conselho – hoje sem nenhum vestígio no cemitério de Santa Isabel -; pois é: pintaria pelo menos um JR na placa para diferenciá-lo do pai. Trata-se de Bento José da Silva Santos Júnior: o idealizador-sócio do Olympia e do Grande Hotel (hoje Princesa Louçã na quadra) – não é à toa que o nome dele lá está como fronteira entre os prédios desde 1915, quando faleceu; dois investimentos vultosos que se chocaram com o debacle no preço do caucho provocando a bancarrota e penhora de seus bens. Um caso emblemático das consequências da Queda da Borracha diretamente ligado ao Olympia. Saiba mais sobre este SILVA SANTOS em: O OLYMPIA e a rua SILVA SANTOS JUNIOR – já matéria antiga que ninguém lê, muito menos a PMB.
Democracia é um dos conceitos centrais do sistema político brasileiro. Mas você sabe qual é a origem da palavra? Democracia deriva do grego antigo, da união de demos (povo) e kratos (poder), expressando a ideia de que o poder emana do povo. Segundo o Glossário Eleitoral, serviço on-line disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), democracia pode ser conceituada como a forma de governo em que o povo exerce a soberania popular de fato e de direito, ou seja, tanto na prática quanto na lei. Isso significa que o poder do Estado tem origem na vontade da população, que influencia as decisões de governo por meio das regras e instituições previstas no ordenamento jurídico, contribuindo para a construção de uma sociedade livre.
1º Colóquio Ambiência, Subjetividade e Sustentabilidade da Amazônia:
Vem aí o I Colóquio de Ambiências, Subjetividade e Sustentabilidade da Amazônia com o tema “Acessibilidade e Sustentabilidade no Espaço Construído”. O I CASA tem por objetivo apresentar, estabelecer e ampliar o debate e diálogo sobre arquitetura, acessibilidade e sustentabilidade. Juntamente com as visões de outros campos dos saberes como Antropologia, Direito e Ciências Sociais, busca-se refletir e reconstruir cenários que discutam os temas hoje, dentro das múltiplas compreensões de Amazônia, e como se traduzem no espaço construído. O evento acontece nos dias 06, 07 e 08 de outubro na Universidade Federal do Pará e as inscrições já estão abertas! Acompanhe as mesas redondas, participe das oficinas, assista as palestras e celebre o I CASA durante o coquetel de encerramento! https://www.even3.com.br/i-casa-coloquio-de-ambiencias-subjetividade-e-sustentabilidade-da-amazonia-785946/
Com a providencial colaboração do senhor Raimundo Peniche, 79 anos, montou-se e se instalou um quadro-negro no Jardim da FAU; tal equipamento, da mais alta tecnologia, auxiliará os alunos a compreender a famigerada Linha do Horizonte, por isto está ele alinhado à orla da ilha do Combu. Na realidade o quadro-negro que ficará ao relento é um readymade: originalmente fabricado como componente de sistemas de cronometragem em competições de natação, apto a ficar submerso em piscinas à percepção digital da chegada dos atletas; o equipamento fora fabricado nos Estados Unidos e embarcado ao Brasil pelos Correios. Ele, o Touchpad da ColoradoTime Systems, foi catado na rua, do lixo da Escola Superior de Educação Física da UEPA; o próprio Raimundo, quem o encontrou, associou-o, de cabeça para baixo, a um quadro-negro com aba para giz e apagador. Pra quem não lembra: foi o Raimundo quem pintou e mantém a parede do hall e os quadros-negros sempre negros (preto pleno). Observamos que o aparafusamento do quadro nas peças se deu em suas transversais pela falta de parafusos longos e por seu empenamento nessas faces (aproveitamento de refugo); a instabilidade, se houver, será solucionada com escora.
Ontem: sexta-feira dia 18, realizou-se a 15ª oficina anual de serigrafia para estampar a camiseta do Círio 2026 do Laboratório Virtual; quer dizer: há 15 anos se cumpre o ritual; mesmo no Círio 2020, suspenso pela pandemia da Covid 19, a atividade integrou o ERE (Ensino Remoto Emergencial). A ideia de uma marca alusiva ao Círio e à Quadra Nazarena surgiu no Círio 2010 para encimar o piloto Blog da Fau (origem do LV); contudo, sem camisetas; de outro modo, houve anos em que mais de uma criação foi relevada em tela, estimando-se 20 desenhos ao longo desses 15 anos. Todas as matrizes serigráficas foram queimadas pelo artista plástico Ronaldo Moraes Rêgo (hoje professor aposentado da UFPA, mas em plena atividade em seu ateliê). A oficina deste ano, à semelhança da do ano passado, foi auxiliada pela estudante Laryssa Coelho que tem experiência como serígrafa (silk-screener). Os calouros de 2026 são os guardiões do material necessário para dar continuidade às impressões; seja para eles, seja para outrem.
O vídeo acima, feito por um cinegrafista de ocasião que descreve os “pichadores” como “um velho e uma menina-moça” viralizou na Internet (Instagram) e, dizem: chegou na tv aberta, nesses programas sensacionalistas que matam a cobra e mostram ela (a cobra) toda desfigurada pra ganhar audiência. O Steven Spielberg tupiniquim deveria comprar um celular melhor para exercer esse ofício; aliás: um par de óculos de farmácia já resolveria sua cegueira (ignorância) que não identificou que o spray usado é PRATA – pela falta do BRANCO ou da barata CAL, já que era domingo por volta das 17 horas com as lojas de materiais de construção fechadas. Quer dizer: a “ação criminosa” era, DE FATO, o apagamento de um borrão estúpido feito anonimamente horas antes, na madrugado do domingo. O ato do irresponsável filmante não se difere daquele caso em que um rapaz foi morto a pancadas no Rio de Janeiro acusado de ter furtado a bicicleta que (DE FATO) era da própria irmã – é o povo travestido de polícia pra promover linchamentos. Bem… o muro já está caiado e assim será sempre que alguém nele intervir de modo aleatório sem planejamento ou apelo estético razoável: a cal é como um papel higiênico nesses casos em que a PM real (instituição) deixa passar. Mas se pode concordar com esse influenciador de araque: “o Brasil não tem jeito mesmo”; menos ainda com ele registrando coisas que não estão ao alcance de sua parca compreensão. Agora que ele encare o processo que a menina-moça e o velho irão mover contra ele via Américo Leal. O português Valter Hugo Mãe tá certíssimo: é o século dos imbecis.
Observemos que as retratações jamais têm o mesmo alcance da DESINFORMAÇÃO; portanto: o jornalismo profissional, em hipótese alguma, pode se pautar pelo que os imbecis do século publicam em suas redes antissociais – banheiras de fezes.