Fotos e Rimas; por Ronaldo Marques de Carvalho


Fonte: ISSUU.

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RUF — Ranking Universitário Folha — 2017


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Experimentações fotográficas na FAU

Wisfredo Gama.

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Divulgação/convite à FAU

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Asylo do Tucunduba — a edificação de 1866 e sua adaptação em 1873


Em Asylo do Tucunduba — a edificação de 1866 e sua ampliação em 1885 fora questionado se os necessarios concertos naquelle lasareto para o fim de servir de hospicio aos alienados aguardaram 12 anos à execução (de 1873 a 1885)?
O Jornal do Pará 21JUL1872, enviado por Ricardo José Condurú — pesquisador e morador daquele setor do bairro do Guamá —, supre o hiato da publicação anterior e dá luz à questão:


O Diário de Belém 18NOV1869, reproduzindo requerimento do deputado José do Ó de Almeida à Assembleia Provincial, delata que (o predio) se acha desocupado e a estragar-se; assim esteve por pelo menos quatro anos, tanto que o Jornal do Pará 05DEZ1872 revela a autorização dada ao engenheiro Antonio Joaquim d’Oliveira Campos a mandar executar a obra do vigamento do assoalho, orçada em 174$000 rs — pelo visto tal serviço e material estariam fora da proposta feita pelos artistas José Domingos da Silva, Antonio Simplicio da Paixão e Raymundo Luiz da Silva, aceita pelo governo provincial (Jornal do Pará 28SET1872) às devidas adaptações ao cárcere dos ditos dementes no logar Tocunduba.
Tais mudanças que transformariam o prédio do Lazareto de Bexigosos, construído pelo governo imperial em 1866, no Hospicio de Alienados de 1873, caracterizavam-se pela edificação de alicerces de pedra e cal e paredes de alvenaria que subdividiram as duas enfermarias originais em 10 cubículos  de 14,18m² com 10 janelas gradeadas em ferro e 10 portas de acapú feitas em forma de portas de prisão.
No esquema do topo, à esquerda, arriscou-se uma representação pressuposta do Lazareto dos Bexigosos (azul 1866) e sua ampliação no sentido leste (vermelho 1885) já como Hospício de Alienados desde 1873, dando à frente hipotéticos 10 metros — número redondo e média das fachadas das duas enfermarias que se tem em fotografias —  e subdividindo a área total de aproximadamente 430m² em dois retângulos: um de 10 por 18m (1866) e o outro de 10 por 25m (1885) perfazendo 43 metros longitudinais do hospício que conteria a partir de 1873 vinte celas, sendo no primeiro dez de 14,18m² e no segundo dez de 12,47m² .
Os dados, por ora, são insuficientes ao leiaute do Hospício de Alienados do Tucunduba entre 1873 e 1885; todavia, sua compleição seria térrea com assoalhos suspensos de madeiramento apoiado na própria alvenaria e em castellos de tijolos tal qual na concepção do mestre pedreiro, empreiteiro e encarregado de obras, Manoel Antão, em 1866 (ou seja: não teria porão habitável como na enfermaria de 1916 que deixou ruínas visíveis no Guamá):


Exemplo real de porão semelhante ao do Hospício de Alienado no Tucunduba

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Asylo do Tucunduba — a edificação de 1866 e sua ampliação em 1885

Nas publicações Lazarópolis do Tucunduba — tentativas de configuração ilustrada (1, 2, 3, 4 e 5)dentre erros e acertosdesignou-se o croqui acima pré e pós 1928 até 1938.
Restava-nos saber o que funcionara no pavilhão norte — retângulo azul e vermelho — e quando ele teria surgido.
Em 1861 foi Levantada a planta e feito um orçamento do novo hospício dos lázaros; entretanto, posta em dúvida a propriedade do lugar pela Santa Casa — aqui suscitada em A Fazenda Olaria Sant’Anna da Pedreira —, adiou-se a obra, mas pôs-se de pé um telheiro, à guarda de materiais e moradia de operários, arquitetado pelo mestre Antonio Joaquim Rodrigues Neves; no sequente 1862 não haveria dinheiro sufficiente para dar-se começo á obra — não descobrimos a localização planejada ao novo hospício, nem de seu canteiro.
Em 1867 o ministério do imperio, segundo o Jornal do Pará 10OUT1867, autoriza o credito de dezeseis contos de réis para pagamento da despeza feita com a construcção da enfermaria de bexiguentos no lugar denominado Tocunduba, de que foi encarregado o mestre Manoel Antão e determinando que seja aquelle edifício inscripto nos proprios nacionais.
Em 1872 o Governo Imperial sede ao provincial a dita enfermaria de bexiguentos (desocupada e a estragar-se pelo menos desde 1869) para que nela se instalasse o Azylo dos alienados:


Em 1873, após reformas no proprio nacional do Tocunduba, os alienados foram transferidos do hospital da Santa Casa, onde se achavam, para o seu novo hospício.
Como esta investigação é colaborativa, conta-se com o auxílio de um morador daquele setor do bairro do Guamá, o pesquisador Ricardo José Condurú, que nos enviou um recorte de O Liberal do Pará 25ABR1885:


Para entender parte do orçamento

À época desse augmento e reparo do edificio em que funciona o asylo de alienados era provedor da Santa Casa de Misericórdia o cônego José Lourenço da Costa Aguiar.
Uma cobertura com 259,625m²; contendo salas com Sualhos dividindo 124,70m² e cozinha com 25,560m² ladrilhados seria uma edificação significativa que ainda poderia ter, de varanda, mais 100m².
Se a obra (de augmento e reparo) necessitava de escada e castellos seria porque a original estaria acima do solo e possuía porão (em terra batida?); habitável?
Dez janelas com grades de ferro transformavam o espaço em prisão; haveria cômodos idênticos no que se ampliava ao leste em 1885, ou os necessarios concertos naquelle lasareto para o fim de servir de hospicio aos alienados aguardaram 12 anos à execução (de 1873 a 1885)?
As buscas permanecem; inclusive para saber se tal ampliação saiu ou não do papel e por quem foi contratada e executada.


Postscriptvm:
O retângulo roxo representa a casa com quintal visitada em 17JUN2017: Ruínas do complexo de isolamento do Tucunduba.


Postscriptvm 2:
Resposta ao questionamento … por quem foi contratada e executada (a ampliação?):

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Boletim Goeldi — setembro/dezembro de 2017


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