-

-
Modulor Feminino - Le Corbusier

-
FAU 60 ANOS - 2024
-
Penitenciária (Panóptica) do Estado do Pará
-
Reservatório Paes de Carvalho
-

-
Investigação sobre o Farol Velho das Salinas do Pará
-

-
Documentário Ficcional - Museu Goeldi
-

-
Estado d'arte da pesquisa Palacete Faciola







ONLINE:

Visitas — por IP:
- 1.581.554 desde 30MAI2010
Busque no Laboratório Virtual:
-
Junte-se a 2.240 outros assinantes
Publicações:
- maio 2026 (5)
- abril 2026 (7)
- março 2026 (14)
- fevereiro 2026 (10)
- janeiro 2026 (4)
- dezembro 2025 (9)
- novembro 2025 (4)
- outubro 2025 (12)
- setembro 2025 (6)
- agosto 2025 (6)
- julho 2025 (5)
- junho 2025 (4)
- maio 2025 (8)
- abril 2025 (10)
- março 2025 (2)
- fevereiro 2025 (4)
- janeiro 2025 (5)
- dezembro 2024 (4)
- novembro 2024 (3)
- outubro 2024 (6)
- setembro 2024 (6)
- agosto 2024 (4)
- julho 2024 (1)
- junho 2024 (4)
- maio 2024 (3)
- abril 2024 (9)
- março 2024 (5)
- fevereiro 2024 (2)
- janeiro 2024 (2)
- dezembro 2023 (11)
- novembro 2023 (7)
- outubro 2023 (10)
- setembro 2023 (12)
- agosto 2023 (5)
- julho 2023 (4)
- junho 2023 (7)
- maio 2023 (9)
- abril 2023 (6)
- março 2023 (13)
- fevereiro 2023 (5)
- janeiro 2023 (6)
- dezembro 2022 (9)
- novembro 2022 (5)
- outubro 2022 (5)
- setembro 2022 (4)
- agosto 2022 (10)
- julho 2022 (18)
- junho 2022 (13)
- maio 2022 (6)
- abril 2022 (8)
- março 2022 (7)
- fevereiro 2022 (2)
- janeiro 2022 (2)
- dezembro 2021 (5)
- novembro 2021 (6)
- outubro 2021 (8)
- setembro 2021 (5)
- agosto 2021 (4)
- julho 2021 (2)
- junho 2021 (4)
- maio 2021 (5)
- abril 2021 (3)
- março 2021 (6)
- fevereiro 2021 (5)
- janeiro 2021 (7)
- dezembro 2020 (2)
- novembro 2020 (7)
- outubro 2020 (5)
- setembro 2020 (3)
- agosto 2020 (4)
- julho 2020 (4)
- junho 2020 (7)
- maio 2020 (7)
- abril 2020 (11)
- março 2020 (10)
- fevereiro 2020 (4)
- janeiro 2020 (11)
- dezembro 2019 (11)
- novembro 2019 (12)
- outubro 2019 (18)
- setembro 2019 (12)
- agosto 2019 (10)
- julho 2019 (3)
- junho 2019 (14)
- maio 2019 (14)
- abril 2019 (7)
- março 2019 (13)
- fevereiro 2019 (7)
- janeiro 2019 (13)
- dezembro 2018 (6)
- novembro 2018 (8)
- outubro 2018 (29)
- setembro 2018 (10)
- agosto 2018 (11)
- julho 2018 (7)
- junho 2018 (22)
- maio 2018 (12)
- abril 2018 (8)
- março 2018 (9)
- fevereiro 2018 (3)
- janeiro 2018 (10)
- dezembro 2017 (14)
- novembro 2017 (16)
- outubro 2017 (6)
- setembro 2017 (12)
- agosto 2017 (20)
- julho 2017 (12)
- junho 2017 (12)
- maio 2017 (17)
- abril 2017 (15)
- março 2017 (12)
- fevereiro 2017 (9)
- janeiro 2017 (17)
- dezembro 2016 (14)
- novembro 2016 (26)
- outubro 2016 (23)
- setembro 2016 (20)
- agosto 2016 (22)
- julho 2016 (18)
- junho 2016 (17)
- maio 2016 (21)
- abril 2016 (14)
- março 2016 (17)
- fevereiro 2016 (18)
- janeiro 2016 (34)
- dezembro 2015 (24)
- novembro 2015 (24)
- outubro 2015 (33)
- setembro 2015 (30)
- agosto 2015 (14)
- julho 2015 (20)
- junho 2015 (21)
- maio 2015 (9)
- abril 2015 (29)
- março 2015 (24)
- fevereiro 2015 (15)
- janeiro 2015 (15)
- dezembro 2014 (27)
- novembro 2014 (30)
- outubro 2014 (31)
- setembro 2014 (30)
- agosto 2014 (27)
- julho 2014 (17)
- junho 2014 (38)
- maio 2014 (36)
- abril 2014 (30)
- março 2014 (40)
- fevereiro 2014 (31)
- janeiro 2014 (34)
- dezembro 2013 (44)
- novembro 2013 (22)
- outubro 2013 (16)
- setembro 2013 (20)
- agosto 2013 (21)
- julho 2013 (32)
- junho 2013 (48)
- maio 2013 (58)
- abril 2013 (59)
- março 2013 (39)
- fevereiro 2013 (28)
- janeiro 2013 (51)
- dezembro 2012 (64)
- novembro 2012 (56)
- outubro 2012 (65)
- setembro 2012 (60)
- agosto 2012 (66)
- julho 2012 (61)
- junho 2012 (77)
- maio 2012 (111)
- abril 2012 (85)
- março 2012 (116)
- fevereiro 2012 (38)
- janeiro 2012 (55)
- dezembro 2011 (51)
- novembro 2011 (81)
- outubro 2011 (104)
- setembro 2011 (94)
- agosto 2011 (68)
- julho 2011 (43)
- junho 2011 (54)
- maio 2011 (59)
- abril 2011 (57)
- março 2011 (79)
- fevereiro 2011 (80)
- janeiro 2011 (29)
- dezembro 2010 (32)
- novembro 2010 (37)
- outubro 2010 (46)
- setembro 2010 (63)
- agosto 2010 (86)
- julho 2010 (31)
- junho 2010 (19)
- maio 2010 (1)
Publicações pelo calendário:
Portal do aluno da UFPA:

Laboratório Virtual (Blog da FAU):

Avaliações da FAU-UFPA:




















Fomento federal à pesquisa:


Plataforma Lattes/CNPq:

Sequência de imagens-link:


















twitter page
Tweets de fauitecufpaNa avaliação dos internautas:
Tags
- 'Acácio Sobral'
- 'ADUFPA'
- 'Alcyr Boris de Souza Meira' 'Alcyr Meira' 'Escudo da UFPA'
- 'Alcyr Meira'
- 'Benedito Nunes'
- 'Blog da FAU'
- 'Brasão Original da UFPA'
- 'Brasão UFPA'
- 'CCBEU'
- 'Chalé de Ferro'
- 'Clippers'
- 'Cybelle Miranda'
- 'Cybelle Salvador Miranda'
- 'Daniel Campbell'
- 'Dina Oliveira'
- 'Eidorfe Moreira'
- 'Elna Trindade'
- 'Elza Lima'
- 'Emanuel Franco'
- 'Emmanuel Nassar'
- 'Escola de Engenharia do Pará'
- 'estatística do Blog da FAU'
- 'Estrada de Ferro de Bragança'
- 'Euler Arruda'
- 'Euler Santos Arruda'
- 'Fabiano Homobono'
- 'FAU'
- 'FAU-UFPA'
- 'Flávio Nassar'
- 'Geraldo Teixeira'
- 'Haroldo Baleixe'
- 'Humor Acadêmico'
- 'Igor Pacheco'
- 'Iphan'
- 'Irving Franco'
- 'Jaime Bibas'
- 'Jorge Eiró'
- 'José Júlio Lima'
- 'José Maria Coelho Bassalo'
- 'José Maria de Castro Abreu Júnior'
- 'Juliano Ximenes'
- 'LACORE'
- 'Logo UFPA'
- 'Luciano Oliveira'
- 'Luiz Braga'
- 'Luiz de Jesus Dias da Silva'
- 'Magalhães Barata'
- 'Manoel de Oliveira Pastana'
- 'Maria Emília de Lima Tostes'
- 'Maÿr Sampaio Fortuna'
- 'Miguel Chikaoka'
- 'Milton Monte'
- 'Mosqueiro'
- 'Mário Braga Henriques'
- 'Oscar Niemeyer'
- 'Oswaldo Coimbra'
- 'P. P. Condurú'
- 'Patrick Pardini'
- 'Paulo Andrade'
- 'Paulo Ribeiro'
- 'PCT-Guamá'
- 'Pedro Paulo Góes Condurú'
- 'PP Condurú'
- 'Roberta Menezes Rodrigues'
- 'Roberto de La Rocque Soares'
- 'Ronaldo Carvalho'
- 'Ronaldo Moraes Rêgo'
- 'Rose Norat'
- 'Stella Pessôa'
- 'Thais Sanjad'
- 'Ver-o-peso'
- Administração
- Aldrin Moura de Figueiredo
- Aluizio Leal
- Antonio Lemos
- Arquitetura UFPA
- Assembléia Paraense
- asylo do tucunduba
- BLOG DA FAU
- bárbara baleixe
- Clipper
- Clipper nº1
- Círio 2015
- Divulgação
- educação
- Estatísticas
- fabrica de cerveja paraense
- faciola
- FAU
- FAU-ITEC-UFPA
- FAU. FAU UFPA
- FAU ITEC
- fauitecufpa
- Fau ufpa
- fau ufpa
- fau ufpa
- fauufpa
- Flávio Nassar
- francisco bolonha
- Fórum Landi
- Hospital Domingos Freire
- Jaime Bibas
- Laboratório Roberto de La Rocque Soares
- LADEC
- LAFORA
- LAMEMO
- Lúcio Flávio Pinto
- manutenção
- Mateus Nunes
- palacete faciola
- Palacete Facióla
- palacete silva santos
- Patrimônio
- professor substituto
- projeto circular
- Pós-graduação
- Relação Intergeracional
- Representação e Expressão
- Reservatório Paes de Carvalho
- Robert Larimore Pendleton
- roberto serra freire
- Theodoro Braga
- tucunduba
- UFPA
- UFPA 2.0

Serviços de Internet:



Site parceiro:

Comentários
Marco Machado em A origem dos materiais de cont… wallace em Doca de Souza Franco na década… juliano pamplona xim… em A Casa Palafita e seu democrát… andrenix em O Raio-que-o-parta no Jornal H… juliano pamplona xim… em Projetos de Camilo Porto: CASA… Nuno em Planta da Cidade de Belém ― 19… Douglas em O trilho Decauville do Utinga Eugenio Bittencourt em José do Ó de Almeida — precurs… Hélio Galino em O trilho Decauville do Utinga Otavio Chase em Nicholas Ellis Chase: engenhei… o Projeto Laboratóri… em Antigo aeroporto de Belém (Val… o Projeto Laboratóri… em Antigo aeroporto de Belém (Val… Carlos André em Antigo aeroporto de Belém (Val… João V. em Revista Belém 350 Anos disponí… Karina Saraiva em Meu querido jardim da FAU…
Nota de Pesar: Euler Santos Arruda
Publicado em Falecimento
Com a tag 'Euler Santos Arruda', fau itec ufpa, Fau ufpa
Deixe um comentário
Rastros Expressivos – Embates de uma geração 80/90 – Belém

Ampliável
A exposição “Rastros Expressivos – Embates de uma geração 80/90 – Belém” segue em cartaz na Galeria Graça Landeira do Museu de Arte da UNAMA com obras de Nina Matos, Dina Oliveira, Rosangela Britto, Simões, Jorge Eiró, Geraldo Teixeira e Charles Nascimento.
E temos uma novidade para hoje, dia 21/05, quinta-feira, às 19h. Vamos iniciar a série de Rodas de Conversa da programação da mostra. O Abre Alas das rodas ficará a cargo da dupla Jorge Eiró e Geraldo Teixeira. Sob o título BELÉM ANOS 80 – POÉTICAS PICTÓRICAS E DEVANEIOS DE UMA CENA, Eiró e Geraldo farão um relato sobre a produção plástica daquela década, incluindo as diversas histórias dos loucos anos 80 e da constante militância artística que envolve o circuito da arte.
Com mediação de Yasmin Gomes, curadora da mostra, os artistas também irão falar do diálogo estabelecido entre as poéticas da cena de Belém e a produção nacional, animada pelo eixo Rio-SP e denominada de GERAÇÃO 80.
A roda de conversa acontece no contexto temático da mostra, recorte da pesquisa de mestrado de Yasmin Gomes defendida no Programa de Pós-graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura, sobre a poética expressiva brasileira das décadas de 80 e 90, em diálogo com movimentos anteriores da história da arte ocidental.
“Rastros Expressivos – Embates de uma geração 80/90 – Belém” é uma realização do PPGCLC e Grupo de Estudos e Pesquisa Arte, Imagem e Cultura, coordenado pelo Prof. Mariano Klautau Filho. Visitação de segunda a sexta, das 14h às 18h. (release)

Os conversadores Geraldo Teixeira e Jorge Eiró hoje (quinta), às 19 horas, na UNAMA Alcindo Cacela
Publicado em Administração, Artes Plásticas
Com a tag FAU, Fau ufpa, gerealdo teixeira, Jorge Eiró
Deixe um comentário
A Casa Palafita e seu democrático uso
Ler mais sobre a CASA PALAFITA no Laboratório Virtual.
Composição com figura humana.
(Sem Inteligência Artificial)
O Raio-que-o-parta no Jornal Hoje (18ABR2026)
Matéria televisiva publicada no Jornal Hoje de sábado, dia 18ABR2026.
“… Mas a inspiração veio do Modernismo; no Brasil, um dos artistas mais importantes da Arquitetura Modernista, foi o paulista Burle Marx, o paisagista também usava azulejos para produzir mosaicos.
Na época, em Belém, não existia fábrica de azulejos, tudo vinha de fora do Estado, de caminhão; mas, na estrada, muito material quebrava; para não ficar no prejuízo, as lojas vendiam os cacos coloridos, a kilo, mais baratos; a criatividade dos compradores deu origem a essa arquitetura tipicamente paraense e o estilo conquistou, principalmente, quem não tinha dinheiro pra contratar engenheiros, e arquitetos.” (Jalília Messias)
O texto acima é a transcrição da fala da telejornalista Jalília Messias com repercussão nacional pelo canal aberto da Tv. Globo.
Em primeiro lugar não entendemos o porquê da referência direta a Roberto Burle Marx: o mosaico é uma técnica milenar (3.000 antes de Christo); portanto, há muito, de domínio público a todos os povos.
Seria pela mudança das ondas em Copacabana feita por ele (Burle Marx) nos anos 1970, tornando o calçadão da praia carioca o “maior exemplo de obra de arte aplicada existente no mundo” (mais de 4km de abstração portuguesa girada em 90°)? sabe Deus.
Por que Jamília não citou Athos Bulcão, ou outro, dentre tantos artistas contumazes fazedores de painéis para prédios?
Outro fato esquisito é atrelar o uso de cacos de azulejo à Belém-Brasília, como se Belém não se comunicasse por navio e avião com as outras regiões do país ou continentes – e azulejo (europeu) tem por aqui faz tempo, né?
Estilo também parece um termo inadequado diante do que disse a professora Cybelle Miranda: “Daí terem dado esse apelido né, de Raio-que-o-parta; uma coisa cafona, kitsch, né: algo que não merecia ser considerado inclusive como arquitetura”.
Espécie de estilo é como o professor Aldrin Moura de Figueiredo enquadra tal prática: … uma leitura popular do moderno. O “Raio que o parta” é uma expressão de modernidade dos anos 1940 e 1950, vinda da engenharia e da arquitetura, lida pelos mestres de obra paraenses de classes baixa e média e transformada numa espécie de estilo incorporado pela população.
Seria possível sintetizar os doutos no assunto dizendo que é A ARQUITETURA BREGA DO PARÁ?
E como arquitetura de enfeitar e impermeabilizar fachadas, tem sua história baseada nos experimentos modernistas em mosaico de cacos de azulejos praticados pelo artista plástico e engenheiro civil paraense Ruy Augusto de Bastos Meira.
Ruy Meira, de família com posses e poder, tinha sua antena voltada às vanguardas do mundo: bebia em Paul Klee e Kandinsky (professores da Bauhaus que trabalhavam com gestalt) para praticar (ou manufaturar) o seu ABSTRACIONISMO.
Ruy Meira criava suas composições combinando figuras orgânicas com geométricas, uma das quais o triângulo (regular ou irregular), que poderia tanto se parecer com um milenar origâmi, quanto com uma cadeira Zig-Zag criada por Gerrit Rietveld em 1934; ou: com banal estilização de raio ilustrada no peito do Capitão Marvel no início dos 1940 – cabe ao intelecto o nível dessas associações.
Em outras palavras: o abstracionismo (no qual você vê o que você reconhece) de Ruy figurativou o hoje nacionalmente famoso Raio-que-o-parta (A Arquitetura Brega do Pará) à revelia de seu autor.
Ruy Meira não é o Raio-que-o-parta; contudo, o Raio-que-o-parta é Ruy Meira: afinal: enxergaram em suas especulações triangulares os raios que careciam ver e ter no frontispício dos lares).

Ruy Meira em seu ateliê e fotos de sua casa modernista no Mosqueiro (construção de 1952) cravejada de azulejos em cacos: nenhum raio.

O rigor técnico de Ruy em mosaico de cacos de 1953 montado na casa planejada e construída pela também engenheira civil Angelita Silva, proprietária do imóvel herdado por Sílvia e Benedito Nunes: nenhum raio.
Fotografia de Patrick Pardini cedida pelo professor Nelson Sanjad: Nelson escutou da própria Angelita que o trabalho fora uma homenagem dela ao arquiteto catalão Antoni Gaudí com a aquiescência e a corporificação de Ruy Meira.

Fotos da casa Silvio Meira (irmão de Ruy) e do mosaico de cacos de azulejos planejado e executado por Ruy em 1954: nenhum raio – material do acervo acadêmico da professora Celma Chaves.

Dois mosaicos de cacos assemelhados aos experimentos compositivos de Ruy Meira: nenhum raio, triângulos; o primeiro da Casa Gabbay em foto de Celma Chaves; o segundo, retirado do vídeo, é da sacada do apartamento de Manoel Pinto da Silva, no prédio de mesmo nome – investiga-se se saíram da prancheta de Ruy Meira; ou: da de algum pupilo seu.
Referências:
Antagonismo e afinidades – arte e arquitetura em Belém entre as décadas de 40 e 60; por Celma Chaves.
A ARTE DO FAZER: o artista Ruy Meira e as artes plásticas no Pará dos anos 1940 a 1990; por Maria Angélica Meira.
Mosaicos de Belém – História e Conservação; por Thais Zumero Toscano.
À próxima matéria:
A sede social do Clube do Remo (Palácio Azul), em verbete da popular Wikipédia, é carimbada como “… no estilo ‘Raio-que-o-parta’…”; o argumento: “cacos de azulejos”:

Os dois painéis do Palácio Azul, projeto arquitetônico de Camilo Porto de Oliveira, são de autoria do sobrinho de Ruy Meira: Alcyr Boris de Souza Meira, engenheiro civil 12 anos mais moço que o tio, que também usou planos de parede para se expressar plasticamente; todavia, Alcyr, jamais fez mosaicos de cacos de azulejos, planejou e executou tais painéis em pastilhas VIPAX – Mosáicos e Ladrilhos de Vidro Lompi S. A. treinando equipe em Belém para montá-los em “panos” para assentamento remoto; Alcyr também não se arriscou no abstracionismo, foi figurativo em obras públicas e privadas a ele encomendadas entre a segunda década dos anos 1950 e início dos anos 1960, como no caso do Remo: representando os esportes praticados pela agremiação em competições.

Fotografias de detalhes dos dois painéis da sede social do Clube do Remo assinados por Alcyr Meira: pastilhas vidrosas VIPAX aparentemente pintadas com esmalte em alguma “revitalização” (ou apagamento?) – certamente o painel recuperado ao original (vidro) revelará distintos tons de azul, incluindo o adversário celeste.
O Laboratório Virtual está angariando material necessário à publicação dessa vertente da obra de Alcyr Meira que não tem raios e nem é feita com cacos de azulejos; portanto: não é da hoje festejada Arquitetura Brega Parauara apelidada pejorativamente de Raio-que-o-parta.
De Belém a São João do Araguaya; por Ignacio Baptista de Moura
Publicação enviada por Wanda Luczynski.
De Belém a São João do Araguaya Valle do Rio Tocantins; por Ignacio Baptista de Moura (pdf).
Representação e Expressão I – 2026
Publicado em Desenho
Com a tag FAU, Fau ufpa, Paul Klee, Representação e Expressão
Deixe um comentário
Representação e Expressão I – 2026
Publicado em Desenho
Com a tag Basquiat, FAU, Fau ufpa, Representação e Expressão
Deixe um comentário
O uso de trilhos de ferro nos cinemas Olympia e Radium

A colagem digital acima utilizou duas fotografias de época: a do Cinema Olympia, de 1915 e a do Museu Commercial do Pará (originalmente Cinema Radium), de 1919; na realidade são duas edificações planejadas à diversão púbica: o Olympia foi uma adaptação feita no Café Madrid; já o Radium, uma obra que desde os alicerces intentava a exibição de filmes.
Cinema RADIUM?
Certamente o RADIUM não habita o imaginário popular; afinal: nenhuma alma do planeta assistiu a uma fita naquele prédio que todos conhecemos (hoje) como Teatro Experimental Waldemar Henrique.
Ao contrário do anunciado pelo jornal o Estado do Pará de 27JAN1913, o Radium jamais inaugurou; o prédio ficou abandonado de 1913 até 1918 – 5 anos, tal qual o Theatro Nossa Senhora da Paz.
A história dessa edificação levantada em plena Praça da República (parque João Coelho) é resumida por Vicente Salles no artigo O RETÁBULO DE WALDEMAR HENRIQUE, escrito que compõe o primeiro álbum da Série Restauro da Secult.
Mas… tratemos o RADIUM como cinematógrafo: função específica de seu projeto, de sua execução e na condição em que foi abandonado no dia 04 de abril de 1913 em consequência da rescisão contratual publicada no Estado do Pará – no pós hiato (1913-18), resumimos Vicente: o prédio, desde 1919, hospedou o Museu Commercial do Pará, a Caixa Econômica Federal e a Paratur; até se transformar no Teatro Experimental Waldemar Henrique, em 1979.

O jornal Estado do Pará, nas publicações dos dias 17 e 19 de julho de 1913, dá detalhes construtivos tanto do CINEMA (RADIUM), quanto do BAR a ele vizinho, também objeto do mesmo contrato com a Intendência Municipal – o tal bar é hoje a sede do Instituto de Ciências da Arte da UFPA.
A descrição das obras, ambas contemporâneas ao Olympia e ao Grande Hotel (isento de décimas em 1913 por 5 anos), revela-nos o uso de trilhos de ferro como vigas (vergas); no caso do cinema (Radium) o texto ressalta o propósito: “… com grande número de janelas laterais para a ventilação …”.
Diante de diversas fotos da remodelação do Olympia publicadas na Internet, chamou-nos a atenção as que mostram um perfil de trilho de ferro assentado sobre pilares de alvenaria; assim, em consulta técnica ao professor Márcio Barata – também editor deste laboratório -, soube-se que a peça tinha a função de reduzir a altura dos pilares, evitando a flambagem desses pela carga vertical; também definia os vãos-luz do salão de concertos e os acessos principais ao edifício; desse modo se deduz que o trilho fora componente imprescindível à fachada original de 1912 e, por consequência, a viga de concreto mais acima, seria do plano de Arlindo Guimarães, executado na reforma de 1940: de características modernistas.
(O vigão mais abaixo não nos interessa porque é pós Arlindo: quando tudo se torna miscelânea.)

Veja a superposição em melhor definição
Poder-se-ia dizer que o trilho de ferro, no Olympia, compõe o arcabouço da fachada de 1912; sem ele o cinema não teria a conformação que perdurou até 1940.

Os vãos-luz da lateral do prédio projetado para ser o cinematógrafo Radium, fechado entre 1913 e 1918, quando passa a ser explorado, com aval do governador Lauro Sodré, pela Associação Commercial do Pará.

O vasto espaço da sala de exibições do Cine Radium em 1919 já adaptada para funcionar como Museu Commercial do Pará; pela fotografia é possível compreender o emprego dos trilhos ou vigas de ferro (vergas) agregados às paredes que suportaram a pesada cobertura e forro, assegurando a necessária abertura dos múltiplos e simétricos vãos-luz.

Aqui se juntou os cinemas belenenses Olympia (1912) e Radium (1913) ao Kurssal Bahiano (1919) do engenheiro italiano Filinto Santoro; além da similitude tipológica dos edifícios, há de se frisar que o Kurssal Bahiano foi uma concessão de espaço público (Praça Castro Alves) à exploração privada (por Portella Passos & Cia – Filinto era o único sócio de José Portella Passos): uma casa de espetáculos (teatro e cinema) e um kiosque (bar) vizinho – tal qual o contrato que o também engenheiro italiano Arthur Liguori assinou com a Intendência Municipal de Belém.
Referências:
O RETÁBULO DE WALDEMAR HENRIQUE – Vicente Salles
Revista Commercial, Industrial e Agrícola do Pará – JUL1919
Revista Renascença – DEZ1919
Grande Hotel – isenção de décimas por 5 anos
Sugestão de leitura:
A fachada original do Olympia
O OLYMPIA e a rua SILVA SANTOS JUNIOR
Publicado em História da Arquitetura
Com a tag ´fau, Cinema Olympia, Cinema Radium, Fau ufpa
Deixe um comentário
Para ilustrar o artigo do professor Oswaldo Coimbra
Imagem-link ao artigo de Oswaldo Coimbra
O artigo do professor Oswaldo Coimbra, aposentado pelo ITEC – Instituto de Tecnologia da UFPA -, foi publicado no site VER-O-FATO no 29 passado.
Após a leitura dos nomes dados aos bois, observou-se que há dois registros audiovisuais que bem ilustram o escrito:
“Começamos a entrar em contato com fazendeiros de outras regiões do país. Fiz, na época, uma série de visitas por todo o país. Entrei em contato com pessoas do Norte, Sul, Sudeste e Leste do país e discutimos as formas de se obstruir o levante que estava sendo articulado.
Trocávamos informações sobre os principais líderes comunistas das regiões. Nestes contatos percebi também que todos os fazendeiros estavam se armando e distribuindo armas por todas as suas propriedades para serem usadas na eventualidade de termos que enfrentar as esquerdas organizadas da época.
Não foi necessário, felizmente. Feitos os contatos e com um completo dossiê dos principais líderes esquerdistas do Pará encaminhei-me para a 8a Região Militar e entreguei um relatório completo de todos os envolvidos.
Paralelamente, em minha casa, fazíamos reuniões, quase diariamente, para conseguirmos adesões dos indecisos e estabelecermos o plano final para o levante.
Entre os conspiradores, de então, encontrava-se o atual senador, na época, tenente-coronel Jarbas Passarinho, o atual governador Alacid Nunes, Clóvis Morais Rego, José Alberto Couto da Rocha, Laércio Franco e outros.
Concomitantemente, nossas esposas organizavam junto à Igreja, a famosa marcha, por todos conhecida, como Deus pela Família”. (Médico e pecuarista Cláudio Dias em citação no artigo de Oswaldo.)
Material original do projeto ANOS DE CHUMBO E A UFPA (entrevista de 12SET2013 com Pedro Cruz Galvão de Lima) editado pelo Laboratório Virtual com a colocação de todos os arquivos num só audiovisual para facilitar à audiência – uma coisa faz entender a outra.
Havíamos perdido o contato com o professor Coimbra, um grande incentivador deste projeto de laboratório desde o piloto Blog da FAU; ora reestabelecido (o contato).
Referências:
1964 — Marcha da família com Deus pela liberdade e
A UFPA e os Anos de Chumbo: memórias, traumas, silêncios e cultura educacional (1964-1985) – Entrevista com Pedro Cruz Galvão de Lima.
Publicado em Reprodução de artigos
Com a tag Anos de Chumbo e a UFPA, FAU, Fau ufpa, Oswaldo Coimbra
Deixe um comentário
A fachada original do Olympia

Sabe-se que a fachada original do hall do cinema Olympia, construção anexada ao Café Madrid, foi executada, tal qual o Grande Hotel – dois empreendimentos que tiveram o aval financeiro de Bento José da Silva Santos Junior – pela firma Salvador Mesquita & Cia.
O português Ricardo Fernandes de Mesquita, segundo o jornal Folha do Norte de 04ABR1928, era arquiteto diplomado pela Escola Industrial de Figueira da Foz (Coimbra) e a ele são atribuídas obras, além do Olympia e do Grande Hotel: o Paris n’America, o Cinema Iracema, o Banco Ultramarino, a Fábrica Amazônia, o Leão d’America, o Palacete Antonio Gomes Loureiro e a sede da Tuna.
Todavia, em nenhuma dessas obras, vê-se um vão com arco tão generoso quanto o do Olympia – o prédio da firma Salvador Mesquita & Cia. ostentava um arco, mas de menor semicírculo.
Diante dessa peculiaridade os editores do Laboratório Virtual vasculharam edifícios europeus de funções assemelhadas que precederam o Olympia de Belém:

A estação Chemin de Fer du Nord, edificada em 1846 em Paris, mostra, em suas esquinas, alguma similitude, não em monumentalidade; do mesmo modo um pavilhão levantado em 1907 para exposições nas cercanias do Jardim Zoológico de Berlim poderia ser uma fonte de inspiração à fachada do Olympia belenense:

Uma ala do prédio é adaptada para teatro em 1912, na sequência passa a exibir filmes e se transforma no festejado Palast Am Zoo da UFA ainda na República de Weimar; com a ascensão do Nazismo o cinema vira um ícone da propaganda ideológica de Hitler quando estreia o filme Triumph des Wille, de Leni Riefenstahl:

A estreia do filme em 28 de março de 1935 mostra um átrio circular e a fachada revestida à estética estatal; o Palast Am Zoo da UFA foi bombardeado em 1943 e suas ruínas entraram em obras de reparação:
O Palast Am Zoo da UFA desnudado pelas bombas e em vias de recuperação em 1948, mas integralmente demolido em 1955.

Berlim em 1948 e Belém em 2025: cinemas transmutados no tempo com regresso à origem – o de Berlim foi à bola, o de Belém ressurge.
A relação entre esses dois afamados edifícios de capitais europeias de forte evidência, bem ilustram o artigo The German Rundbogenstil and Reflections on the American Round-Arched Style, que traz à baila o Rundbogenstil Alemão (e o Estilo Americano dos Arcos Redondos).
Até aqui tudo bem: pareceu-nos que as fontes do Velho Mundo consultadas pelo arquiteto português Ricardo Fernandes de Mesquita tinham sido descobertas; entretanto: a professora Jussara Derenji, que tomou conhecimento da fachada original do Olympia pelo Laboratório Virtual, lembrou-se de uma obra de Filinto Santoro: O Kurssal Bahiano, uma casa de espetáculos (teatro e cinema) inaugurada em 1919 em Salvador (como posterior ao Olympia, poder-se-ia supor uma mimese; será que o é? Eis a cisma):


O Kurssal Bahiano virou Cinema Guarany e hoje é o Glauber Rocha, uma das muitas obras do engenheiro Filinto Santoro espalhadas por alguns estados brasileiros.
É possível que o Kurssal Bahiano de Santoro se tenha referenciado no Kurssal inglês de Southend-on-Sea projetado por George Sherrin e John Clarke e inaugurado em 1901; todavia, recorreu-se a outro projeto de Santoro que não passou do desenho: o Novo Palácio Municipal publicado no Relatório Antonio Lemos de 1906; tal obra, de acordo com o Jornal de 03ABR1907 ocuparia todo o quadrilátero existente entre a Avenida da República e travessa Primeiro de Março e ruas Carlos Gomes e Macapá, superfície que deveria ser desapropriada pela Intendência:
Um dos desenhos de Santoro constante no Relatório de Lemos de 1906: o Palácio Municipal ocuparia a área do Politheama que recebeu a edificação do Grande Hotel – observar a dimensão do arco redondo e as estátuas em escala humana, n’um projeto que precede o Olympia, tornado público pelo intendente.

Superposição do Palácio Municipal de Santoro ao Grande Hotel de Mesquita pra se ter a noção da grandiosidade do Rundbogenstil (Estilo Arco Redondo) proposto a Antonio Lemos pelo engenheiro italiano – neste local existiu outra casa de espetáculos, o Politheama, do qual ainda não possuímos imagem completa, mas um desenho a partir de fragmentos fotográficos.
O fato é que Ricardo Fernandes de Mesquita (português) e Filinto Santoro (italiano) eram imigrantes nascidos no mesmo ano de 1863 e foram responsáveis por obras relevantes na capital paraense; nada se encontrou que os ligasse à concepção do Olympia, além das evidências imagéticas apontadas por uma hipotética parceria; de todo modo, Mesquita era casado com uma italiana, Helena Reminolf Mesquita – aí pode estar um elo: a comunidade italiana em solidariedade de lavoro.
Referências da matéria:
Relatórios de Lemos: 1906 e 1907;
The German Rundbogenstil and Reflections on the American Round-Arched Style (traduzido);
Filinto Santoro em Salvador-BA:
Renascença – NOVEMBRO 1916 – Casa João Garcez Froes;
Bahia Ilustrada – MARÇO 1918 – Palácio da Acclamação;
Renascença – JANEIRO 1920 – Kursaal Baihano;
Bahia Ilustrada – JANEIRO 1920 – Palácio Rio Branco;
Renascença – FEVEREIRO 1921 – Theatro São João; e:
Biografia de Felinto Santoro.
Leia também:
Retratos Fantasmas; por Kleber Mendonça Filho
O OLYMPIA e a rua SILVA SANTOS JUNIOR
Publicado em História da Arquitetura
Com a tag FAU, Fau ufpa, Olympia, Rundbogenstil
Deixe um comentário
Retratos Fantasmas; por Kleber Mendonça Filho
Sinopse:
Em Recife, o diretor Kleber Mendonça Filho percorre os grandes cinemas da cidade, outrora espaços vitais da imaginação coletiva e da vida social. Materiais de arquivo, trechos de filmes e memórias traçam um século de sonhos, rupturas e transformações. (MUBI)
Conjunto ampliável
Uma hipótese à reforma do OLYMPIA de 1940: referenciada nos PALACIOS da Universum Film Aktien Gesellschaft (indústria cinematográfica alemã concorrente direta de Hollywood) construídos em São Paulo-SP e depois em Recife-PE sob projetos do arquiteto paulista Rino Levi.
(UFA-PALACIO; posteriormente: ART-PALACIO.)
Belém aos 80; por Alan Kardec Guimarães
Uma panorâmica cultural da década de 1980
As mulheres do lixo – limpeza pública em Manaus (1950’s)


Ampliável à leitura
Leia a matéria Natal de 1953: inauguração do Posto Atlantic do Ver-o-peso; nela há um paralelo com o uso da força de trabalho feminino em Belém do Pará: tanto como frentistas no posto de combustíveis ATLANTIC, quanto como “aeromoças” dos ônibus (dirigíveis) Zepelim.
Publicado em Documentos Históricos
Com a tag FAU, Fau ufpa, Manaus, mulheres do lixo
Deixe um comentário


































