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Arquitetura Divulgação Documentos

Registro e divulgação: Pensando Ambiências pela Subjetividade

Palestra ministrada pelo Prof. Luiz de Jesus Dias da Silva em 17/06/2021 na Disciplina “Arquitetura e Projeto do Lugar” + Curso de Extensão “Arquitetura, Subjetividade e Cultura. Pensando ambiências pela subjetividade/Architecture, Subjectivité et Culture . Penser les ambiances par subjectivité/Architecture, Subjectivity and Culture. Developing ambiances through subjectivities – VI edição”.

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Arquitetura e Urbanismo Belém

Arnaldo Dopazo – Macrodrenagem do Tucunduba

O engenheiro Arnaldo Dopazo, citado na matéria Avenida Tucunduba — registros de 29DEZ2020, gravou um depoimento ao Laboratório Virtual sobre o assunto; assista.

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Arquitetura e Urbanismo Memória

Clipping — Parque da Cidade

Concurso ao projeto Parque da Cidade; por José Júlio Lima*
O projeto para o Parque da Cidade a ser implantado na área do atual Aeroclube do Pará foi objeto de um concurso público lançado em novembro de 2019 sob a organização da FADESP/UFPA e SECULT, as quais organizaram em conjunto um Termo de Referência a partir de material que já vinha sendo discutido por um grupo de técnicos representantes de instituições públicas e de ensino e pesquisa.
Conforme demandado pelo Governado do Estado, o concurso foi dividido em três etapas. Na primeira, o público escolheu de uma lista de equipamentos, três em cada eixo, aqueles que deveriam obrigatoriamente constar dos estudos preliminares. Nesta etapa, houve a participação de 3.000 pessoas.
O resultado por eixo foi o seguinte:
• Eixo Esporte e Lazer: ciclovias, estação de hidratação e quadras esportivas cobertas;
• Eixo Cultura e Economia criativa: espaço gastronômico, espaço coberto para apresentações culturais e teatro;
• Eixo Paisagístico e ambiental: Trilhas, lago e áreas para picnic.
Na segunda etapa correspondente a elaboração de propostas para projetos de arquitetura, urbanismo e paisagismo a partir do site na internet onde se tornou público o Termo de Referência, Edital e documentos técnicos para subsidiar a elaboração das proposições.
Tendo as inscrições finalizadas em 21/03/2020 e a homologação em 03/04/2020. Houve 85 inscrições, das quais 63 foram homologadas após o período de recursos, o quadro abaixo mostra a origem dos inscritos.
Devido a pandemia do Coronavirus o cronograma da terceira etapa do concurso foi redefinido, tendo sido estabelecido que o prazo para envio das propostas será dia 31 de maio de 2010. Quando foram recebidas 23 propostas, cada uma com 5 pranchas com todos os elementos projetuais de arquitetura, paisagismo e urbanismo conforme o formato definido no edital. As propostas foram originadas dos seguintes estados: Pará e São Paulo, cada um com 8 propostas, Rio de Janeiro com 3, Paraná com 2, Rio Grande do Sul e São Paulo com 1 cada.
O júri formado por 5 profissionais com reconhecido saber no campo da arquitetura, urbanismo e paisagismo reuniu-se por teleconferência nos dias 6 a 10 de julho, e concluiu a seleção de dois projetos ganhadores para a próxima etapa e conferiu duas menções honrosas conforme o quadro abaixo.
• Arquiteto Paulo de Castro Ribeiro
• Arquiteta Roberta Menezes Rodrigues
• Arquiteta Claudia Brack Duarte
• Arquiteto Nelson Luis Carvalho de Oliveira
• Arquiteta Maria Izabel da Silveira Lobo Magalhães de Oliveira
Propostas selecionadas para Votação Popular
Proposta “Parque da cidade, onde a cultura se fortalece” dos autores: Nicolas André Mesquita Cerino Carrillo Le Roux; Paula Lemos; Luis Rossi
Proposta “Parque para todos” dos autores Carlos Eduardo Murgel Miller; Marcos Bresser Pereira Epperlein; Thiago Santana Maurelio; Eduardo Saguas Miller; Guilherme Henrique, Machado Faganello e participação do estudante – Vitor Martins.
Foram atribuídas duas menções honrosas:
Proposta dos autores: Dimi Kuroki; Lucas Lemos.
Proposta dos autores: Matheus Vianna Macedo Borges; Estudande Augusto Longarine e a participação do estudante Luiz Felipe da Costa Sakata
A terceira e última etapa do concurso teve início no dia 20 de julho quando por meio do site do concurso e um aplicativo foi disponibilizado para população votar em uma das duas propostas selecionadas pelo Júri. O resultado final divulgado em 17 de agosto de 2020 foi do projeto Parque para todos o ganhador com 1.750 votos e o segundo com 1.611 votos, totalizando 3.361.

*O professor titular José Júlio Lima coordenou o referido concurso público executado pela FADESP — Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa.

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

Refazendo a viagem de Spix e Martius pela Amazônia

Fonte: Canal Instituto Martius-Staden e Jornal da USP.

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Arquitetura e Urbanismo Artes Plásticas Divulgação

Divulgação/convite à FAU

Live MABEU

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Arquitetura e Urbanismo Divulgação

Adiado o edital do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2020

No Portal do IPHAN: http://portal.iphan.gov.br/editais/detalhes/322/33a-edicao-do-premio-rodrigo-melo-franco-de-andrade-2020

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

Plataforma de saltos ornamentais da Tuna Luso Brasileira; por José Maria Coelho Bassalo

Ampliável para melhor visualização

O professor José Maria Coelho Bassalo virtualizou um equipamento que compunha o complexo desportivo da sede (campestre) da ainda Tuna Luso Comercial; esse conjunto, de seis lajes escalonadas construídas em concreto armado, foi inaugurado no feriado de 07 de setembro de 1962 — de acordo com a flâmula enviada ao Laboratório por Avelino Tavares: um tunante fanático:

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O projeto arquitetônico da Tuna é de Laurindo Amorim que teve todos os seus cálculos estruturais construtivos executados felo engenheiro civil, físico e professor (hoje aposentado) da UFPA: José Maria Filado Bassalo — pai do autor da virtualização desta publicação.
Por ora estamos atrás da datação da demolição desse ícone arquitetônico do bairro do Souza.

Tuna 1963
Fotografia publicada no livro Tuna sua vida e glória de Manoel Oliveira (2003) datada de 1963 — enviada por Igor Pacheco do Fragmentos de Belém.

Momentos de alegria - Lélio e seu conjunto

Capa do vinil Momentos de Alegria de Lélio e seu conjunto lançado em 1963 (ausência da boate)

Belém 350 anos
Fotos publicadas na revista Belém 350 Anos1966

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Imagem-link ao vinil (escute-o)

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Arquitetura e Urbanismo História Memória

Documentário “Um homem e seu tempo — Roberto de La Rocque Soares” (1996)

O Laboratório Virtual fez uma reedição do documentário Um homem e  seu tempo — Roberto de La Rocque Soares lançado em 1996 pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB) quando a professora Rosângela Marques de Brito dirigia o Museu de Arte de Belém (MABE).
Antes (em 17AGO2010) o audiovisual estava fatiado em 5 partes, agora em sequência completa como no material original.
Rosângela foi estagiária na pesquisa que o mestre La Rocque desenvolveu sobre Vivendas Rurais do Pará transformada em livro também pela PMB (com igual empenho de Rosângela) naquele mesmo ano:

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O livro está digitalizado a partir de fotografias feitas por celular; ou seja: de modo precário, apenas suficiente para suprir a raridade da pequena tiragem dessa edição única.
Ao final do isolamento social imposto pela pandemia do Coronavírus providenciaremos uma versão em pdf com superior qualidade.


Ficha técnica do documentário:

Hélio Mota Gueiros
Prefeito de Belém
Ruth Burlamaqui de Moraes
Presidente da FUMBEL
Rosângela Marques de Brito
Diretora do MABE
Trilha Sonora
Adamor do Bandolim
“Chora Marajó”
(Waldemar Henrique)
narração/roteiro/edição
José Carlos Gondim
cinegrafista
Altamir Silva
Edilson Portal
Sérgio Brasil
Rômulo Brito
operação de vt
Gilberto Bessa
Daniel Lucio
auxiliares
Roberto Kleber
Jorge Albuquerque
edição de imagens
Ulisses Salomão
Sávio Palheta
caracteres
Lenise Carvalho
áudio
João Marques
supervisor de operações
Antônio Celso
coordenação de produção
Luiz Laguna

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

1956 — A posse de Magalhães Barata como governador constitucional; por Líbero Luxardo

O material por aqui editado e publicado nos foi fornecido pelo professor Flávio Nassar a partir do acervo de Cassin Jordy.

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História Memória

1959 — Homenagem póstuma a Magalhães Barata; por Líbero Luxardo

O material por aqui editado e publicado nos foi fornecido pelo professor Flávio Nassar a partir do acervo de Cassin Jordy.

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Arquitetura e Urbanismo Divulgação

Arqueologia contemporânea e suas possibilidades: o caso da Capela Pombo em Belém do Pará

Qualificação de doutoramento de Glenda Consuelo Bittencourt Fernandes no Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFPA — material enviado pelo professor Flávio Nassar.

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Cidades Cinema Comportamento

Libertários (1976); por Lauro Escorel Filho

No início do século XX, muitos imigrantes (principalmente italianos, portugueses e espanhóis) chegam a São Paulo em busca de melhores condições de vida. Eles tentam se estabelecer no campo, mas os proprietários não vendem terras para eles. Eles são contratados para trabalhar na agricultura (café, algodão, etc.) em péssimas condições de trabalho e salários muito baixos. Eles se mudam para a cidade de São Paulo para trabalhar na indústria (Crespi, Votorantin, Matarazzo) e liderados por anarquistas, formam a classe trabalhadora no Brasil, organizando greves e lutando por melhores condições de trabalho e salários.
Em 1972, Lauro Escorel Filho iniciou as pesquisas para este documentário em um período muito difícil, quando o Brasil era governado pela ditadura militar. O resultado é um documentário magnífico, que explica a formação da classe trabalhadora no Brasil. Lauro Escorel Filho usa filmagens do filme privado de 1935 do fascista Conde Rodolfo Crespi chamado “Quinze anos de colonização italiana no Brasil”, feito para a Conde Crespi, mostrando seus pertences no Brasil, incluindo sua fábrica em São Paulo, e foi de fato uma propaganda fascista. “Libertários” mostra as reais condições dos trabalhadores da indústria do Conde Crespi. Nos dias atuais, é engraçado ver os créditos que começam com a bibliografia usada para a produção do documentário, certamente para evitar problemas com a censura brasileira na época.

Sinopse de Claudio Carvalho.

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Arquitetura e Urbanismo Artes Gráficas Fotografia antiga Memória

28JAN2020 — hoje a capa da TIME com um médico paraense completa 91 anos


Clique sobre a capa para ler a matéria da revista estadunidense

Quando os médicos-pesquisadores Aristoletes Guiliod de Miranda e José Maria de Castro Abreu Júnior estruturaram o livro INSTITUIÇÕES E PERSONAGENS — História da Medicina do Pará possuíam eles a TIME em definição tão baixa que deixou de ilustrar a publicação, apenas foi citada em O PARÁ EM HARVARD (uma pequena biografia de Afranio do Amaral):


Ampliável à leitura

Em um leilão internacional pela Internet foi possível adquirir um exemplar físico do magazine “com papel superior ao da Veja desta semana”; comemora José Maria, que nos enviou a digitalização do que certamente será incorporado às próximas edições.

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia Fotografia antiga História Memória

A arquitetura de Theodoro Braga em pré-moldado regional de 1908 (2)

Audiovisual produzido em 2011 por alunos de Museologia e Comunicação IV da Escola de Museologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro — UNIRIO

Em A arquitetura de Theodoro Braga em pré-moldado regional de 1908 o Laboratório Virtual comprovou que Theodoro Braga se arriscou no projeto arquitetônico para um pavilhão que compôs a Exposição Nacional de 1908certamen internacional realizado no Rio de Janeiro com edificações, na maioria efêmeras, assinadas por medalhões da arquitetura e engenharia não poupados pela revista ilustrada O MALHO de 03OUT1908:

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O Pará, na condição de estado federado, não rubricou nenhuma edificação governamental como o fizeram outros, além do Distrito Federal: São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina —  esta rústica erigida em madeira aludida às casas de seus imigrantes; mostrou (o Pará) seus produtos no Pavilhão dos Estados em espaço exíguo diante da demanda.
A presença do Pará na cenográfica cidade solidificada à Exposição Nacional (de 1908) se deu pela iniciativa privada: pelo stand da Fábrica de Cerveja Paraense inaugurada em Belém no ano de 1905; o design tridimensional assinado por Theodoro Braga ganharia visibilidade (pelo menos fotográfica) pela vizinhança ao concorrido Theatro da Exposição (nomeado João Caetano):

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A foto de Augusto Malta registra, à esquerda, o kiosque da Fabrica de Cerveja Paraense de parecença a um búfalo encangado na carroça; tal stand estava ladeado por dois grandes edifícios: o Theatro e o Pavilhão dos Bombeiros

Theodoro Braga fora contratado pela diretoria da Fabrica de Cerveja Paraense à tarefa de delinear e decorar o seu elegante pavilhão; contudo, ao que se depura dos documentos analisados, não solicitaram ao artista paraense a funcionalidade de um bar que permitisse a degustação das suas marcas de bebidas, só a exibição dessas e de imagens (fotos e pinturas) das dependências de seu moderno parque industrial instalado em Belém do Pará.
Também corrobora o raciocínio a parte fechada do recinto ter sido reservada por Braga, na origem, ao guarda do pavilhão, rechaçando possibilidades à implementação de equipamentos aos serviços; de todo modo não foi a construcção de T. B. que ganhou o apelido de Casa do vigia chargeada como casinha de cachorro pela O MALHO.
Em matéria sequente, em elaboração, trataremos do objeto arquitetado por Theodoro como pré-moldado em Belém e desmontado ao transporte naval à Praia Vermelha.

Ler O Estado do Pará na exposição de 1908; por Jacques Ourique.

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Arquitetura e Urbanismo Divulgação Patrimônio

Divulgação/convite à FAU

O Iphan-PA retoma a programação do ciclo de palestras Conversa Pai d’Égua: falando sobre patrimônio, que ocorre nesta sexta-feira, 24 de janeiro. Com o tema Arquitetura vernacular ribeirinha, Patrimônio Cultural nas amazônias: o caso de Afuá, apresentado pelo técnico em arquitetura do Iphan-PA e mestre em preservação do patrimônio, Fernando Mesquita.

Criado em 2012, o ciclo de palestras Conversa Pai d’Égua: falando sobre patrimônio é uma ação da área de Educação Patrimonial da Superintendência do Iphan no Pará. O evento tem como objetivo divulgar e refletir sobre as questões mais atuais relativas à identificação, preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural.

Serviço:
Conversa Pai d’Égua: falando sobre patrimônio
Data: 24 de janeiro de 2019, 15h
Local: Auditório do Iphan-PA (Avenida Governador José Malcher, 1131, 3º andar, entrada pela travessa Dom Romualdo de Seixas – Nazaré, Belém). A atividade terá emissão de certificado.

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Arquitetura e Urbanismo Artes Gráficas História

Os “artistas especiaes” que reduziram e gravaram o selo de Theodoro Braga em 1915

O historiador Luís Augusto Barbosa Quaresma, colaborador deste Laboratório Virtual, nos enviou foto da matéria publicada hoje (14JAN2020) no jornal O Liberal que aparentemente nega, uma vez que omite, a autoria do selo do Tri-Centenário da Fundação de Belém (1616-1916) ao factótum Theodoro Braga.
Na realidade o periódico paraense complementa O selo do Tricentenário de Belém foi criado por Theodoro Braga, pois dá nomes aos artistas especiaes da Casa da Moeda onde tais selos foram impressos em dezembro de 1915; seriam eles, segundo O Liberal: F. Hilarião T. Silva [que teria transformado (ou formatado) o desenho de T. B. para clichê xilográfico (matriz em madeira) de 0,033 de comprimento por 0,024 de altura] e Bezerra Paiva (o impressor typographico das estampas resultantes desse “carimbo”).
O desenho, na qualidade de projeto, hoje entendido como design (ou projeto) gráfico, da lavra de Theodoro Braga, fora entregue ao diretor da Casa da Moeda, Ennes Souza, no dia 06 de novembro de 1915, para ser reduzido e gravado pelos seus artistas especiaes:

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Isto pressupõe que a arte apresentada por Theodoro Braga deveria ser analisada por tais artistas especiais da Casa da Moeda à definição do processo mais viável à reprodução da estampa [em calcografia (metal), litografia (pedra) ou xilografia (madeira)] à typographia; o que certamente foi feito; mas, por questões éticas e estéticas, com a aquiescência do autor — em outras palavras: F. Hilarião T. Silva adaptou o desenho de Braga à linguagem da xilografia, de modo estritamente técnico, salvaguardando o conteúdo de forte semelhança compositiva à tela A Fundação de Belém de 1908.
Na matéria Cadê a coroa com 600 gramas de ouro desenhada por Theodoro Braga? dissemos que Theodoro Braga fora o desenhador da coroa de louros com 600 gramas de ouro presenteada à atriz paulista Lucília Peres em 1910 no Theatro da Paz; mas deixamos claro que a execução coube ao ourives Manoel do Couto Monteiro sob desenho (hoje design) e orientação de Theodoro Braga.
Do mesmo modo ficará evidente, em artigo futuro com a colaboração de Aristoteles Guilliod de Miranda, que o projeto arquitetônico de Theodoro Braga ao pavilhão da Fábrica de Cerveja Paraense à Exposição Nacional de 1908 teve o trabalho de carpintaria e marcenaria nas oficinas A. Santos & C confeccionado pelo proficiente artista entalhador sr. F. Martins Domingues; aguardem.


Postscriptvm (15JAN2020):
Novas investigações revelaram que F. Hilarião T. Silva, como publicou O Liberal, é abreviatura de FRANCISCO HILARIÃO TEIXEIRA DA SILVA que em decreto do Ministério da Fazenda de 09OUT1901 fora desenhista nomeado Chefe da officina de xylographia da Casa da Moeda.
O Correio da Manhã de 06JAN1912 noticia a extinção da officina de xylographia ficando Hilarião apenas no logar de desenhista.
O outro citado por O Liberal, Bezerra Paiva, qualificado pelo jornal como gravador, não figura no quadro de funcionários da Casa da Moeda em 1915, de acordo com o Almanak Laemmert — nem em outros anos e fontes consultados —, o que nos faz crer na possibilidade de uma atividade específica, mas temporária: a impressão da (própria) xilo, que retira dele (Bezerra Paiva) a condição de artista especial nas modalidades de gravura restantes; seguindo pelos mesmos documentos: o diretor da Casa da Moeda, como já dito por nós, era o engenheiro e professor de docimasia e metallurgia da Escola Polytechnica do Rio de Janeiro, Antonio Ennes de Souza, justamente para quem foi entregue, em 06NOV1915, o desenho da lavra de Theodoro Braga.
Deste modo não resta a menor dúvida que o Selo do Tri-centenário da Fundação de Belém é projeto gráfico do talvez primeiro designer genuinamente brasileiro: o paraense Theodoro Braga — sem olvidar a participação efetiva, mas coadjuvante, de Francisco Hilarião Teixeira da Silva à reprodução mecânica do motivo.


Postscriptvm 2 (16JAN2020):

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Em um convite enviado por Theodoro Braga à Folha do Norte para o vernissage (16DEZ1908) de sua exposição no Salão Nobre do Theatro da Paz que abriria no dia 17 há uma lista dos trabalhos que integrariam a mostra: o item 104 revela que T. B. projetara uma série de 7 sellos para o Estado do Pará sete anos antes da impressão do selo alusivo ao Tri-Centenário de Belém, que tanto pode ser um desses, quanto criação nova.

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Arquitetura e Urbanismo Fotografia antiga História

Cadê a coroa com 600 gramas de ouro desenhada por Theodoro Braga?


A atriz paulista natural de Lorena, Lucília Peres, em imagem de acervo da revista FON-FON reproduzida em 22JUL1922

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Palace Theatre em Belém do Pará — espaço do Grande Hotel para 2 mil espectadores

Em 23 de janeiro de 1916, certamente por ocasião das festas do Tri-centenário de Belém do Pará que ainda não possuía data comprovável de sua fundação — isto só ocorreria em 1927 com a tradução de dois códices por Theodoro Braga* à Revista do Museu Paulista —, aportou na cidade o paquete Olinda trazendo a bordo a Grande Companhia Nacional pertencente à Lucília Peres** e Leopoldo Fróis tendo como empresário Jucá de Carvalho; a trupe aqui estava para a annunciada temporada do Palace Theatre do Grande Hotel da firma Teixeira, Martins & Cª inaugurado em 12DEZ1913.
Em artigo do jornal Estado do Pará, do mesmo dia do desembarque do Olinda, o collaborador artistico Ulysses Nobre rememorou, como testemunha ocular, o 1º de julho de 1910, depois de uma ausencia (de Lucília) de cinco longos annos, ocasião em que a atriz conhecera Belém e fora homenageada pela sociedade paraense no Theatro da Paz recebendo diversos regalos de valor, dentre os quais uma coroa de louros com seiscentos gramas em ouro maciço; tal joia, avaliada em 3 contos de Réis, fora ofertada pela Joalheria Krause [de Krause Irmãos e C.º que tinha como sócios: Max Lewinm e Krause & C.º (Pernambuco)] com trabalho executado na oficina do ourives Manoel  do Couto Monteiro sob desenho (hoje design) e orientação de Theodoro Braga.
A nota do periódico Estado do Pará (de 25JAN1916) que encabeça esta matéria nos dá a entender que a coroa de louros veio na bagagem da atriz que permitiu sua exibição na sede da Krause, situada na rua Santo Antonio nº17, logo após sua chegada.
A Gazeta de Notícias de 25JUL1910 — em texto retardado reproduzido de A Província do Pará  — revela-nos a cobertura da coroação, datada pelo cronista em 1916 como 1° de julho de 1910, que contou com a presença do designer Theodoro Braga; a do Governador do Estado, João Coelho; e: a ausência de Antonio Lemos, este representado por seu filho Antonio Pindobussu de Lemos.
A Gazeta também ousa na descrição do mimo dado à Lucília naquela ocasião: Fecham-se dous galhos de louros em circulo, com flores e fructos, numa flagrante naturalidade e inexcedivel relevo que lhe dão o lavor do artista, emprestando a perfeita semelhança dos usados nos tempos romanos. Pesa cerca de 600 gramas a custosa joia. Ao centro do laço posterior da coroa estão gravadas as iniciais L. P. e nas pontas lê-se esta inscripção: —”A Lucília Peres, a familia paraense”.
Por ora não conseguimos nenhum clichê da coroa designada pelo pintor T. B. que planejou e acompanhou igualmente as obras do Pavilhão da Fábrica de Cerveja Paraense, único exemplar de arquitetura do Estado do Pará na Exposição Nacional de 1908 na Praia Vermelha do Rio de Janeiro; curiosamente: tal kiosque fora erigido entre o Pavilhão dos Bombeiros e o Theatro João Caetano, palco onde Lucília Peres se apresentara, em espetáculos naquele mega evento da Capital da República, havia menos de dois anos.
Os personagens da vida real já se conheceriam?

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Recortes de fotografias de Augusto Malta que documentaram a proximidade entre as duas construções em 1908 — Theodoro e Lucília poderiam estar aí

O pesquisador Vicente Salles em seu livro Épocas do Teatro no Grão-Pará ou Apresentação do Teatro de Época tratou do assunto no tópico A coroação de Lucília Peres em 1910.

*Theodoro Braga (1872-1953).
**Lucília Peres (1882-1962).


Postscriptvm: o Laboratório Virtual está coletando imagens do Pavilhão da Fábrica de Cerveja Paraense, projetado por Theodoro Braga à Exposição Nacional de 1908, para que o professor José Maria Coelho Bassalo possa proceder sua virtualização gráfica animada.

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O selo do Tricentenário de Belém foi criado por Theodoro Braga

Selo Theodoro Braga

O selo acima, comemorativo do Tricentenário da Fundação da Cidade de Belém do Pará, foi criado por Theodoro Braga em 1915 — Theodoro Braga compunha o Diretório do Comitê Patriótico da Fundação de Belém.
No dia 06 de novembro de 1915 o desenho de Theodoro Braga foi entregue a Ennes de Souza, diretor da Casa da Moeda, para ser reduzido e gravado pelos seus artistas especiais; já impresso e descrito pelo jornal Estado do Pará de 15DEZ1915, seguiu no dia 17 do Rio de Janeiro (Capital Federal) para Belém.

Descrição do selo de Theodoro Braga no Estado do Pará (ampliável)

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Tela A Fundação da Cidade de Nossa Senhora da Graça de Belém do Grão-Pará concluída em 1908

O selo comemorativo de Braga não fugiu ao padrão compositivo da pintura encomendada por Antonio Lemos e para a qual ele (T. B.) fez investigações na Europa; provavelmente esses estudos históricos pretéritos o embasaram a publicar, no mesmo jornal Estado do Pará (de 09ABR1915), o artigo Póde-se precisar o dia da chegada de Cadeira de Castello Branco ao Pará? — um cisma diante da verdadeira data de fundação de Belém, já que para ele a provável chegada de Castello Branco ao Pará tivesse sido, o mais tardar, a 10 de janeiro d’esse anno (1616)?!
O escrito de T. B. joga uma provocação ao futuro: Entretanto, podemos ficar tranquilos, nós de 1916; porque os paraenses de 2016 acharão alguma coisa feita por nós, evocando a data magna de nossa história regional, cercando-a de louros e de estudos.
Em 1º de maio de 1916, pós Festas do Tri-centenário, Theodoro Braga assumiria a direção do Instituto Lauro Sodré por determinação do governador Enéas Martins; Braga viria a pedir demissão do cargo um ano depois.

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Fon-Fon, em sua cobertura das Festas do Tricentenário, não mostra a imaginável efusão do evento que se pretendia nacional (ampliável)


Postscriptvm (08JAN2020):
A questão levantada em 1915 por Theodoro Braga em Póde-se precisar o dia da chegada de Cadeira de Castello Branco ao Pará? foi por ele próprio elucidada em 1927 quando o artista plástico e historiador paraense traduziu dois códices manuscritos pertencentes ao Museu Paulista à revista editada pelo engenheiro civil Afonso d’Escragnolle Taunay, diretor da instituição  —  T. B. já estava radicado na cidade de São Paulo, na avenida São João nº185-A —; tais documentos, demolidores de teses que Braga considerava incongruentes, deram razão definitiva aos apontamentos de Frei Vicente Salvador analisados por Capistrano de Abreu que faleceria aos 74 anos incompletos no Rio de Janeiro naquele mesmo 1927.
Theodoro Braga especulara, por dedução, o dia 10 de janeiro de 1616 — mais tardar — como a data magna da fundação de Belém; errou por dois dias: é o que nos faz compreender Augusto Meira Filho em seu livro Evolução Histórica de Belém do Grão-Pará:

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Ampliável à leitura

Por ora estamos na busca da Revista do Museu Paulista de 1927 para aqui disponibilizá-la aos leitores; mas segue, em pdf, o ANNUARIO DE BELÉM Em commemoração do seu Tricentenário citado por Meira Filho à página 58:

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Representação e Expressão II — audiovisual final

Audiovisual produzido pelas duas turmas da disciplina Representação e Expressão II do 4º período letivo de 2019: síntese panorâmica da produção destinada ao projeto de extensão do ITEC: Banco de Imagens e Audiovisuais do Laboratório Virtual.

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Arquitetura e Urbanismo Belém História Memória

O Reservatório Paes de Carvalho; por José Maria Coelho Bassalo

Inspirado no TCC de Marina Ramos o professor José Maria Coelho Bassalo utilizou o programa Formit para desenvolver um Croqui Virtual — ou seja: um modelo gráfico para estudos e análises da forma da Caixa d’Água de Belém do Pará também nominada Reservatório Paes de Carvalho.

As imagens e textos de domínio público que subsidiaram a criação, por ora, são insuficientes à elucidação de questões que suscitam dúvidas; tais quais: a escada central seria estruturada por pilar único? O lance do chão à plataforma seria helicoidal? O torreão dá indicativos, mas não plena certeza.
Não está claro, pelo que se tem em mãos,  o uso de ambientes na base da estrutura metálica ainda que cobertos; por isso suas representações em espaços não vedados verticalmente.
Na realidade a virtualização do Reservatório prezou pela lógica e simplificação de seu arcabouço — pré-moldado —, abrindo veredas à participação dos internautas.
As investigações permanecem ao refinamento da verossimilidade de uma obra de desaparecimento sexagenário no cenário da Cidade.

As animações estão sendo refeitas à substituição.
Aguardem.