Mesas e cadeiras de ferro defronte ao Grande Hotel e visão de uma porta lateral do Cinema Olympia.
Ao fundo a esquina da Silva Santos vista do segundo pavimento do Grande Hotel.
Bonde e Bar do Parque vistos do segundo pavimento do Grande Hotel.
Esquina da Carlos Gomes vista do segundo pavimento do Grande Hotel.
Fachada do Grande Hotel ao fundo; em cartaz: “A Symphonia Inacabaca” ─ Leise
flehen meine Lieder, Alemanha 1933, no vizinho Olympia.
Teatro da Paz visto da calçada do Grande Hotel.
Vista do Bar do Parque e Teatro da Paz a partir da calçada do Grande Hotel.
As fotografias acima são mais um achado do colaborador Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de Belém; elas pertencem a Digital Collections University of Wisconsin Milwaukee.
As fotografias são atribuídas ao geógrafo e professor estadunidense Robert Swanton Platt e a mulher que aparece na sequência das últimas imagens é Harriet Shanks Platt, sua esposa e tradutora nas excursões pelo mundo que implicaram na montagem da coleção.
Dentre as fotografias disponíveis nas coleções digitais da UWM Libraries há outra imagem do Grande Hotel, essa atribuída ao também geógrafo e professor Robert Larimore Pendleton, contemporâneo de Platt.
A estampa mostra o Grande Hotel no ano de 1949 ─ 14 anos mais tarde:
No canto superior esquerdo da foto se vê a mudança na fachada do Cinema Oympia.
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Postscriptvm (05/mar/2014)
Igor Pacheco nos chamou a atenção para um vacilo de identificação em uma das imagens desta postagem: onde se lia, porque a postagem já está corrigida, “Cinema Olympia ao fundo; em cartaz: ‘A Symphonia Inacabaca‘ ─ Leise flehen meine Lieder, Alemanha 1933.”, lê-se: “Fachada do Grande Hotel ao fundo; em cartaz ‘A Symphonia Inacabada‘ ─ Leise flehen meine Lieder, Alemanha 1933, no vizinho Olympia”.
A análise de Igor se baseou na comparação do desenho (bandeira e balaustrada) da janela lateral do Hotel e Café da Paz:
Uma época digníssima! Tudo limpo, arborizado, prédios de arquitetura ímpar! Tudo “chique no úrtimo”!
Fantástico!!!
Sem palavras!!!
SENSACIONAL…………..
Ainda tive a felicidade de conhecer o Grande Hotel, nas décadas de 50 e 60, anos depois tive a infelicidade de ver surgir aquele monstrengo em eu lugar.Muito frequentei o terraço com meu pai.
Criminosa a demolição desse patrimônio! Quando cheguei a Belém, em 1975, só restava uma imensa cratera. Urge, para as comemorações do IV centenário (2016) um projeto de restauração envolvendo o fantástico patrimônio ainda existente, maltratado, no bairro do Comércio, com a retirada das horrendas placas que o encobrem e o rebaixamento da fiação.
Luiz Bandeira
Flecha Ribeiro e Fabiano Coelho, são os responsáveis pela demolição deste importante patrimônio arquitetônico do Pará. A construtora deles ou incorporadoraa, demoliu o Grande Hotel e no seu lugar construiu este mondrongo na época denominado por eles de BRASILHILTON passando depois a Hilton e agora parece que é Princesa Louçã ou algo parecido. UM CRIME !
Bastava fazerem como fizeram no Rio com o Copacabana Palace . Construíram um anexo atrás e mantiveram o prédio do hotel que dá ´para av. Atlântica intacto. No caso do Grande Hotel havia espaço atrás e até mesmo na lateral que dá para o Olynpia. E quanto ao interior poderia ser alterado, modernizado substituindo o piso de madeira por laje enfim, atualizar sem destruir.
Belíssimo. Amei as fotos.
Grandes recordações.
Tudo é todos muito Chic bem vestidos.
Nunca mais volta está época.
Simplesmente Fantástico.
Também tenho algumas fotos de meu pai gostaria de contribuir como posso enviar.
Belíssimo prédio que fez parte da paisagem cotidiana de Belém, completando o conjunto da bela redondeza da Praça da República!
Como podem observar Belém já teve classe…,hoje lamentavelmente devido ao descaso dos governantes,e pela falta de escolas .Temos hoje uma Belém ,suja, abandonada,e de alto risco para se viver .A crise que o Brasil passa por uma corrupção endemica,traz o horror generalizado,
com o abandono geral da cidade e da educação gerando uma instabilidade social de alto risco
Espetacular. Boas lembranças que fazem parte da memória da cidade de Belém
Uma tragédia a demolição e descaracterização do nosso patrimônio histórico. Mas isso se deu justamente num momento político que se repete agora: o desmonte da instituição IPHAN que gerencia e regulamenta como deve ser a conservação do nosso patrimônio histórico. Na época não havia esse valor e sentimento de preservação. Atualmente estamos novamente nessa onda perversa de desmantelo e desapego pelo histórico, pela ciência, pela humanidade e pelo meio ambiente. Triste, mas somente nós podemos mudar isso.