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Arquitetura e Urbanismo Divulgação Fotografia

Fotos e Rimas; por Ronaldo Marques de Carvalho


Fonte: ISSUU.

Calouros FAU 2011:

Imagens ampliáveis.

Hoje pela manhã, às 09 horas, a FAU recepcionou,  no auditório Daniel Campbell, os calouros 2011 .
A mesa solene foi composta pelo diretor adjunto do ITEC, Alcebíades Negrão; pelo diretor da FAU, Juliano Ximenes; pelo decano da Faculdade, Ronaldo Carvalho; pelo coordenador da pós lato sensu, Luiz de Jesus Dias; e, pela secretária, Eulália Carmo.
Após as apresentações e informes o professor Juliano e a secretária Eulália procederam a matrícula dos 50 candidatos aprovados no Processo Seletivo 2011 (vestibular) mais os que obtiveram êxito no Processo Seletivo Especial 2011 (vestibulinho).
Os novatos, ora alunos regulares da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA, receberam as boas-vindas do Centro Acadêmico representado pelo veterano Francismo  Willame de Moraes Filho (fotografado sinalizando legal) que apresentou o programa de atividades da agremiação para o decorrer desta semana.
O segundo período letivo, de acordo com o Calendário Acadêmico da Universidade, iniciará no mês de março vindouro — Aula Magna e Semana do Calouro de 1º a 12.
Que a estada dos moços seja a todos benéfica.
(Os registros contidos nesta postagem são do momento da matrícula.)

Dois professores da FAU selecionados ao PRODERNA

Os professores Ronaldo Nonato Ferreira Marque de Carvalho — decano* da FAU — e Rossana Martins Miranda foram aprovados na seleção ao doutorado do Programa de Pós-graduação em Engenharia de Recursos Naturais da Amazônia — PRODERNA — do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará.
Veja o RESULTADO FINAL DO PROCESSO SELETIVO 01/2011 – PRODERNA.

 *decano (segundo o Aulete digital)
(de.ca.no)
sm.
1 O membro mais velho ou mais antigo de uma classe, assembleia, corporação etc.; DEÃO.
2 Sub-reitor de universidade.
3 Rel. Deão (2).
4 Fig. Aquele que se destaca entre seus iguais: decano dos poetas brasileiros.
5 Astrol. Astro que rege um decanato
[F.: Do lat. decanus, i.]

Do Baú da Vovó

Ronaldo Carvalho e Jorge Sagica integrantes da  Turma de 1973.

Ronaldo Carvalho é o diretor interino da FAU

O professor Ronaldo Nonato Ferreira Marques de Carvalho estará respondendo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo durante todo o mês de janeiro.
Ronaldo, na condição de decano da FAU, substitui o diretor, Juliano Ximenes, e seu vice, Haroldo Baleixe; ambos em férias regimentais.

FAU: 6 meses com Juliano Ximenes na diretoria

O professor doutor Juliano Pamplona Ximenes Ponte, diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA por aclamação em Conselho, falou, sucintamente, ao Blog da FAU, sobre o marco  de seis meses à frente de alunos, funcionários e professores desta sub-unidade acadêmica fincada à beira do Guamá.
Juliano resume como a FAU segue seu curso natural: a passos curtos: cautelosos; e, à máxima distância da neurastenia provocada pela perniciosa má burocracia.

Cartaz de campanha: 2008 — foto na entrada do ateliê.

Juliano Ximenes e Haroldo Baleixe substituiram, respectivamente, Ronaldo Carvalho e Dina Oliveira (biênio 2008-2010), na direção e vice-direção da Faculdade, de acordo com a Portaria nº1979/2010-Reitoria, datada de 19 de maio do ano em curso.

Assista ao vídeo em full HD (700/30p): a mesma qualidade obtida no registro da premiação ao Euler Arruda à postagem passada.
Está em teste, desde ontem, a compacta e acessível Samsung E10, para demonstrar o quanto se poderia melhorar com o apoio cultural que não possuímos neste serviço voltado à comunidade (acadêmica ou não) e/ou, quiça, à sociedade “desfronteirada”.
O documento audiovisual do Juliano, na feitura, utilizou-se do tripé e foi agraciado pela luminosidade do poente; o do Euler prescindiu de tal equipamento, mesmo sob um sol de meio-dia.
Ossos do ofício de metalúrgico da museologia no Pará.

Otimismo urbano: Tucunduba adentro

Postagem sugestionada por Ronaldo Marques de Carvalho.

Roberto de La Rocque Soares, o nome do Laboratório de Modelos da FAU

ROBERTO DE LA ROCQUE SOARES (Belém, 28/10/1924 -19/05/2001)
O Mestre La Rocque, ou simplesmente O “Mestre”, foi exemplo de uma formação ampla que se iniciou pelo gosto do Desenho, ainda na infância, amadurecida na formação universitária em Engenharia Civil (1949) e Arquitetura (1966), e cristalizada na produção artística e também como pesquisador da Arquitetura paraense.
Exímio desenhista e produtor de caricaturas, que chegou a publicar sob a alcunha de “Comprido”, destacou-se pela humildade e dedicação aos estudos cristãos. Cultivava a curiosidade pelos detalhes, tanto da vida quanto da Arquitetura e da ciência da construção, e tinha admiração pela sabedoria japonesa, chegando a estudar a língua e a cultura deste povo, da qual aproveitou a técnica do sumiê em suas últimas obras.
Integrou a primeira turma de alunos do Curso de Arquitetura da UFPA, quando conheceu o professor Donato Mello Jr., de quem se tornou amigo. Este veio a Belém em 1966 ministrar a disciplina Arquitetura no Brasil, e solicitou aos discentes um trabalho com o tema “Clima e Arquitetura Residencial no Pará”, iniciando assim a pesquisa de La Rocque sobre as Rocinhas e, consequentemente, o seu interesse pela preservação do Patrimônio Cultural Paraense.
Isso ficou ainda mais claro quando Mestre La Rocque foi o responsável, entre 1972 e 1975, pela primeira restauração do Palácio Lauro Sodré, atual Museu Histórico do Estado do Pará. Concomitantemente, La Rocque participou em 1974 do primeiro curso de especialização em “Restauração e Conservação de Monumentos e Conjuntos Históricos” no Brasil, realizado na FAU-USP em parceria com o IPHAN, inspirando-o a organizar, em 1976, uma “Relação de Unidades Arquitetônicas e paisagísticas existentes no Estado do Pará a serem objeto de estudos para definir sobre a conveniência de seu tombamento”, encaminhada ao Diretor do IPHAN Renato Soeiro. Como reconhecimento, recebeu do SPHAN em 1987 a Medalha “Rodrigo Mello Franco de Andrade”, dedicada as personalidades que se destacam na defesa do patrimônio histórico brasileiro.
Ingressou no Magistério superior na Universidade Federal do Pará como professor Auxiliar, onde ministrou as disciplinas “Desenho a mão livre” na Escola de Engenharia, Desenho e Plástica I a IV e Introdução à Arquitetura e Teoria da Arquitetura (de 1967 a 1985) no Curso de Arquitetura. Como artista plástico, La Rocque foi pioneiro no Abstracionismo paraense [1] e destacado aquarelista, embora circulasse pelas técnicas do óleo, colagem, gravura, escultura em madeira, gesso e pedra, entre outras. O depoimento de sua esposa, Elza, reforça a originalidade do Mestre: este submeteu trabalhos da série com couro a um Salão de Arte paraense, os quais não foram aceitos, à época, por terem sido considerados “artesanais”.
Contudo, nunca deixou de lado a interpretação da alma humana, especialmente nas aquarelas delicadas que denunciam a decadência do patrimônio arquitetônico do Mercado de São Braz, do Casario do Boulevard Castilhos França ou do Porto do Sal. E tampouco o ensino da arte, participando no quadro docente da Universidade da Terceira Idade da UFPA.
Posteriormente, já como Docente da UFPA, deu continuidade ao estudo da arquitetura rural paraense com o levantamento de Rocinhas, como também de chácaras e sítios em Belém e localidades próximas, com o projeto “Contribuição das antigas rocinhas à Arquitetura histórica regional do Pará”, realizado quando professor do Departamento de Artes e Comunicação [2], no período de 1986 a 1991.
Depois de inegável montante de informações coletadas sobre estas tipologias rurais, em 1996 seu trabalho foi imortalizado no livro “Vivendas Rurais do Pará – Rocinhas e outras (do século XIX ao XX)” que certamente não deixará esquecer esta morfologia arquitetônica parte do Patrimônio Cultural Paraense.
Ocupou cargos como o de Engenheiro da Estrada de Ferro de Bragança e Engenheiro da Base Naval de Val-de-Cans na década de 50, engenheiro da SPEVEA (1954-1966), engenheiro do Ministério da Agricultura (1967-1968), além de diretor do Departamento de Obras da SEVOP (Pará) em 1972. Foi Conselheiro da Fundação Cultural do Estado do Pará e da SUDAM. Sem descuidar de sua formação de arquiteto projetista, concebeu obras beneficentes para entidades católicas, como a Igreja de São José de Queluz (1950) e a Capela no Centro Comunitário Santa Izabel de Hungria (Belém-1976) e residências como a Residência Reinaldo Silva e a sua própria casa, recanto síntese de uma versão modernista adaptada com carinho ao clima equatorial.
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[1] Conforme Pesquisa  Sobral, Acácio de Jesus Souza. Momentos iniciais do abstracionismo no Pará. Belém: IAP, 2002. e Sobral, Acácio. Paisagem após 2001 – Homenagem a Roberto de La Rocque Soares. Folder. IV Encontro da Associação dos Artistas Plásticos do Pará. Jul. 2002.
[2] Passou a ser lotado no Centro de Letras e Artes a partir de outubro de 1972.

Texto: Professora Cybelle Miranda
Pesquisa: Professora Cybelle Miranda e Nayara Barros (bolsista).


Assista, no Blog da FAU, ao vídeo UM HOMEM E SEU TEMPO de 1996, dividido em 06 partes.