O trem da EFB (Estrada de Ferro de Bragança) passa defronte à casa do engenheiro civil Belisário Dias em 1957 – então: o que se vê é uma edificação recente: com três anos de uso.
No ano seguinte Belisário é assassinado por seu advogado com três tiros de revólver – segundo O Jornal de 23JUN1958.
Uma vista da fachada frontal de acesso à piscina na direção do portão
Demos destaque a um fato político, que pela polarização ideológica entre Barata e Assupção, foi parar nas páginas policiais – Belisário esteve à frente do D. E. R. – Departamento de Estradas de Rodagem no governo de Assumpção; contudo: tais assuntos são irrelevantes às análises técnicas e estéticas que a exposição no hall da FAU com banners elaborados por alunos da disciplina THAU VI ministrada pela professora Celma Chaves faz.
O material disposto à visitação pública é resultado das pesquisas realizadas no acervo do LAHCA sobre projetos do engenheiro e arquiteto Camilo Sá e Souza Porto de Oliveira doados em 2018 pelo engenheiro Antônio Couceiro àquele Laboratório.
A mostra reúne análises de 11 casas datadas das décadas de 1950 e 1960 que, dentre as mais conhecidas como a Casa do Arquiteto (1956), resiste em meio a tantas já quase totalmente destruídas, como a Casa Chamié (1960); ou: a Casa Maria Deolinda (1956), exemplar desaparecido.
A organização da exposição contou com a colaboração dos estagiários de mestrado Igor Araujo, Lohanna Souza e Vanessa Souza; além Rebeca Dias, doutoranda.
A iniciativa de caráter didático permanecerá montada até o dia 26 de fevereiro.
A exposição dá ao conhecimento exames, feitos pelos alunos, nos planos originais de Camilo, redesenhando-os a partir de visitas às casas remanescentes fundamentados em categorias compiladas de autores locais e não locais dedicados ao estudo da Arquitetura Moderna.
Há mais de 15 anos em atividade o LAHCA envolve estudantes da graduação e da pós, gerando fluxo de conhecimento nos dois níveis e incentivo amplo às investigações inéditas.
Identificar o valor cultural dessas obras é reconhecê-las como patrimônio da cidade, daí a necessidade da divulgação dos resultados aos que estão do lado de fora do LAHCA, olhando pela janela.
Mas… ao que interessa (como ventana):

Imagem ampliável para melhor visualização
Até o dia 26 de fevereiro, fim da mostra no Ateliê, publicaremos os 11 banners; isto: por dois motivos: o primeiro é que todos os painéis juntos nessa página seria um excesso; o segundo: é pra todo mundo ir lá.
Banner CASA BELISÁRIO DIAS – 1954 em pdf.
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Sugestão de leitura: A ARQUITETURA DO “RAIOS-QUE-O-PARTAM – entrevista concedida por Camilo Sá e Souza Porto de Oliveira à jornalista Rose Silveira publicada no jornal O Liberal de 10 de fevereiro de 1994.






























































Excelente!