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Palacete Facióla em 1951

Supõem-se que a filmagem em 16mm (acima), desviada de um inevitável lixo já que fora condenada (sua película) por especialistas em São Paulo, seja do ano de 1950 (ou 1951); a criança nasceu em 04 de março de 1950. A fita original, como se vê na fotografia de fundo amarelo, está plenamente danificada: desfazendo-se. Ronaldo Moraes Rêgo, artista plástico e professor aposentado da UFPA, trouxe-nos à luz imagens do início da década de 1950 de um casarão histórico de Belém, o Palacete Facióla, em fase de reabilitação pelo Governo do Estado, mostrando quem lá morava e, mesmo que em curtos takes, o American Way of Life.

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Divulgação/convite à FAU

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Divulgação/convite à FAU

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UTILIDADE PÚBLICA

Fonte: G1 Pará.

Veja também a vacinação na UFPA.

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Arnaldo Dopazo – Macrodrenagem do Tucunduba

O engenheiro Arnaldo Dopazo, citado na matéria Avenida Tucunduba — registros de 29DEZ2020, gravou um depoimento ao Laboratório Virtual sobre o assunto; assista.

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Arte de Rua – Avenida Tucunduba


Nas filmagens do post anterior nos chamou atenção a propaganda do CURSO INTENSIVO DE LEITURA E CALIGRAFIA — inusitada tanto pelo texto publicitário, quanto pela ordenação caligráfica e espaçamentos (e a sutil representação da espiral de um caderno).
Vimos a possibilidade de transportar esse “anúncio de muro” para camisetas e enviamos ao WhatsApp (do número) o resultado.
Retornou-nos Marta Santos que ministra o curso e é, também, a autora do mural em via pública; Marta, sem recursos financeiros para contratar um “pintor”, arranjou tinta e dois pincéis (um velho e outro novo) e foi, à noite, junto com sua filha de dez anos fazer o serviço pelo qual não podia pagar.
Marta teve a coragem de anunciar um curso de caligrafia usando a sua própria em outro suporte que não o papel e outra ferramenta que não o lápis ou a caneta.


Marta e sua filha: autoras do mural Tucunduba/Mundurucus



Outras possibilidades do manancial Tucunduba virtualizadas em modelos de Internet com a colaboração fotográfica de Elizabeth Pessôa — da grife Carambolada.

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Avenida Tucunduba — registros de 29DEZ2020

O site REDE PARÁ, em 13 de fevereiro de 2019, disse: “… Quanto à terceira fase, que compreende o trecho do canal que vai da passagem 2 de Junho até à travessa Vileta, está sendo feito o cadastramento dos imóveis na área de interseção para, posteriormente, iniciar o processo licitatório.”.


Referências da Avenida (Marginal) Tucunduba antes do prolongamento em questão:

Motofilmagens de 22 de junho de 2008, domingo, feitas na Avenida (Marginal) Tucunduba

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Nota oficial da direção da FAU-ITEC-UFPA

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Foi-se o nosso querido Paulo Cal

Paulo Cal defronte ao Boiuna (Bar do Mário)

Professor aposentado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA, Paulo Sergio Rodrigues Cal, ingressou como estudante na primeira turma da antiga Escola de Arquitetura da Universidade do Pará (sem o Federal) em 1964 quando aquela funcionava no Chalé de Ferro ainda montado na Almirante Barroso.
Paulo faleceu em consequência da COVID-19 — peste dada como gripezinha pelo mandatário da Republica —, há poucas horas num hospital de Belém.
Abaixo transcreveremos um post de Tito Barata em seu Facebook sobre o amigo (comum) Paulo Cal:


Paulinho Moura, Wanda Monteiro, Andréa Pinheiro, Vicente Cecim e Pedro Paulo Condurú — fotos feitas por este editor (HB) do querido boêmio Paulo Cal

Mais em Fatos em foco.

Paulo Cal

Com o Paulo Santos

Com o Paulo Andrade (Popó)

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Projeto Circular — 33ª edição

Veja a PROGRAMAÇÃO para amanhã.
Baixe o APLICATIVO do Projeto Circular.
Live pelo Canal do Circular no Youtube.

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Eleições 2020 à Prefeitura Municipal de Belém

Candidato à Prefeitura Municipal de Belém, Edmilson Rodrigues, foi estudante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará pela qual graduou-se arquiteto.

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O Círio de 1918 ocorreu durante a epidemia da Gripe Espanhola

Ao final de seu texto sobre o Círio de 1835, o professor Aldrin Moura de Figueiredo afirmou: Ah, eu ia esquecendo, também houve Círio em 1918, durante a epidemia da Gripe Espanhola.
O professor José Maria de Castro Abreu Júnior, em seu livro O Vírus e a Cidade, discorre sobre o assunto e nos dá como referência o jornal Estado do Pará de 14 de outubro de 1918 — fonte primária que traz uma narrativa peculiar daquele igualmente animado Círio que levou às ruas de Belém 50 mil pessoas em plena ação da peste —; leia as ocorrências da Festa de Nazareth:


Ampliável (em pdf) para melhor leitura

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Sobre o círio de 1835 e este primeiro círio sem procissão; por Aldrin Moura de Figueiredo

(humilde servo e devoto de N. Sra. de Nazaré)

Este ano é, definitivamente, o primeiro círio que não vai acontecer nas ruas de Belém. Tenho recebido muitas perguntas de jornalistas afirmando que o padre fulano e o comendador do círio sicrano têm dito que em 1835, durante a Cabanagem, não houve círio. Tudo praticamente é dito com base no dossiê realizado pelo IPHAN, sobre o Círio, diga-se de passagem, de modo muito competente sob a coordenação do professor Raymundo Heraldo Maués, certamente autoridade de primeira linha no tema. O texto, como se pode ler, apenas sugere a possibilidade de não ter havido o círio, porém há uma cronologia apressada, ao que parece feita por autoria diversa publicada junto, que sentencia que não houve a procissão em 1835. No entanto, houve sim círio, e bem animado, com velas, luzes, girandolas de fogo e agradecimentos pelas vidas que não se foram. Não há até agora um sequer documento encontrado que afirme que não tenha ocorrido. Pelo contrário, até os viajantes que vieram a seguir nas décadas de 1840 e 1850 enfatizam a memória da grande procissão em todos os anos. Quanto me refiro a grande procissão, não tem nada a ver com o tamanho de hoje em dia. Hoje o círio acontece com cerca de 2 milhões de romeiros na procissão, enquanto em 1835 toda a população da Província do Grão-Pará não passasse de 100 mil almas, excetuando indígenas. 500 pessoas em procissão era algo notável. Então, por Nossa Senhora, não olhem o passado como se estivessem olhando para a televisão. Além disso, e talvez seja o mais importante, uma breve reflexão sobre o ano de 1835 já ajudaria a explicar o círio de 1835. Os cabanos invadiram Belém em janeiro, e Félix Clemente Malcher ficou no comando do governo da província até 21 de fevereiro, e Francisco Vinagre até 10 de abril. Daí em diante, até novembro de 1835, respondeu pelo governo o Comandante de Armas Manuel Jorge Rodrigues, futuro barão de Taquari. Foi inclusive no início de novembro que o Círio ocorreu, com a presença do bispo D. Romualdo de Souza Coelho, o que era comum devido à data móvel da procissão naquele tempo. Em cartas, notas de imprensa na Corte e até falas no parlamento, estão registrados o apego dos paraenses com suas festas religiosas, que inclusive os “revoltosos” e “celerados” aparecem entre os mais devotos. Quando Eduardo Angelim assumiu o poder em meados de novembro de 1835, já tinha acontecido Círio em Belém. E, por fim, é bom lembrar que quem corria risco na “mão de cabano” era português e maçom, não o círio. O extrato do processo instaurado contra os autores do motim de 14 de agosto de 1835 é muito esclarecedor de contra quem e contra o quê lutavam os cabanos vale a pena ler a compilação no 5 tomo dos Motins Políticos, D. A Rayol, publicado em 1890. Com a Virgem de Nazaré, com muito tempo depois lembrou Elizeu Cezar, nem “rebelde sanguinário um dia ousou levantar a face”. Aproveitem esse ano de contrição e rezem pra Virgem, pois precisamos de mais ajuda de Nossa Senhora com tanto desgoverno, descalabro, literalmente fogo e doença. Ah, eu ia esquecendo, também houve Círio em 1918, durante a epidemia da Gripe Espanhola. Obrigado, de nada.

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1971-1972 — Primeira pavimentação da 1º de Dezembro (2)

Ampliável

Dando prosseguimento à proposição da publicação anterior recortamos dois trechos do copião que mostra a avenida Primeiro de Dezembro na altura da travessa da Estrela — apelido popular dado à Mariz e Barros já oficializado.
A panorâmica do cruzamento mostra, à esquerda, duas mercearias pioneiras do setor em close com a passagem da basculante da construtora “eccir”: a Casa S. Pedro (dos portugueses Natália e Joaquim) e, na outra esquina, a “Mercearia do Américo” (também lusitano).
À direita, de canto, aparece a primeira casa de um pequeno conjunto construído (de frente projetada à Estrela) com verba do antigo IPASEP que possuía funções de assistência previdenciária, imobiliária, financeira e de saúde:


Base do raciocínio.


Colaboraram com esta publicação:
Fernando Luiz Tavares Marques — pesquisador aposentado do Museu Goeldi; e:
Igor Pacheco — editor do site Fragmentos de Belém.
Material bruto com o qual elaboramos os extratos.

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1971-1972 — Primeira pavimentação da 1º de Dezembro

Arquivo gif — repetição

 

Arquivo mp4 — pausa

Estamos trabalhando no entendimento de um filme que registra a primeira retificação e pavimentação asfáltica da avenida 1º de Dezembro (hoje João Paulo II) entre os anos de 1971 e 1972 quando inaugurada pelo ministro Jarbas Passarinho, governador Fernando Guilhon e prefeito Nélio Lobato durante a ditadura do general Emílio Garrastazu Médici.
O material que possuímos sobre a Primeiro de Dezembro tem 3min e 34seg, contudo: a ausência de um sequenciamento lógico impede a interpretação imagética do conteúdo; desse modo optamos pelo fatiamento da película por trechos da avenida gravados em formato gif  à percepção da repetição dos mesmos planos de ação.
Assim o faremos em outros locais da via até a completude do conjunto que inicia com as obras defronte à Escola Superior de Educação Física da antiga Fundação Educacional do Pará (FEP) — hoje UEPA.
Chamamos a atenção ao prédio da direita (em primeiro plano), com dois pavimentos, foi ele residência de Dona Maria Aguiar — que nomeou oficialmente a passagem Maria Aguiar; a edificação, descaracterizada de sua origem, salvaguarda a platibanda dos anos 1960 que oculta o telhado de água única:

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A casa de Dona Maria Aguiar, que abrigava uma comunidade ligada ao batuque e à pajelança, deu origem a uma vila de minúsculos quartos de madeira em seu próprio quintal alinhados a uma passagem que absorveu o nome da “matriarca” de poderes sobrenaturais reconhecidos citadinamente; possivelmente um quilombo nos limites urbanos, que mantém em suas diversas histórias a memória do lugar.

Base do raciocínio.


Colaboraram com esta publicação:
Fernando Luiz Tavares Marques — pesquisador aposentado do Museu Goeldi; e:
Igor Pacheco — editor do site Fragmentos de Belém.
Material bruto com o qual elaboramos os extratos.

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O Reservatório Paes de Carvalho; por José Maria Coelho Bassalo

Inspirado no TCC de Marina Ramos o professor José Maria Coelho Bassalo utilizou o programa Formit para desenvolver um Croqui Virtual — ou seja: um modelo gráfico para estudos e análises da forma da Caixa d’Água de Belém do Pará também nominada Reservatório Paes de Carvalho.

As imagens e textos de domínio público que subsidiaram a criação, por ora, são insuficientes à elucidação de questões que suscitam dúvidas; tais quais: a escada central seria estruturada por pilar único? O lance do chão à plataforma seria helicoidal? O torreão dá indicativos, mas não plena certeza.
Não está claro, pelo que se tem em mãos,  o uso de ambientes na base da estrutura metálica ainda que cobertos; por isso suas representações em espaços não vedados verticalmente.
Na realidade a virtualização do Reservatório prezou pela lógica e simplificação de seu arcabouço — pré-moldado —, abrindo veredas à participação dos internautas.
As investigações permanecem ao refinamento da verossimilidade de uma obra de desaparecimento sexagenário no cenário da Cidade.

As animações estão sendo refeitas à substituição.
Aguardem.

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Divulgação/convite à FAU

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Goeldi 1937 — 3° Seminário de História das Ciências na Amazônia

Versão para apresentação no  Seminário de História das Ciências na Amazônia

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Ana Rosa (JBRJ), Paulo André (IESAM-CESUPA), Haroldo (UFPA), Cybelle (UFPA) e Lilian (MPEG)

Hoje pela manhã, no Goeldi-pesquisa (da Perimetral), exibiu-se o 1940 — Documentário Ficcional “Novo” Museu Paraense Emílio Goeldi; o audiovisual foi material expositivo da Mesa-redonda 6: Ciência e Patrimônio do 3° Seminário de História das Ciências na Amazônia.
Temos aí a última versão: com acesso às lajes impermeabilizadas dos terraços.


Edições anteriores: 1940 — o “novo” Goeldi de Waterloo da Silveira Landim e 1940 — o “novo” Goeldi de Waterloo da Silveira Landim (2)


Sobre o material pesquisado: Projeto/Landim

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1957 — arredores do Ver-o-peso e porto de Belém

Os audiovisuais aqui editados, a partir de material produzido em 1957 disponibilizado pela Chicago Film Archives, sinalizam que as tomadas ocorreram no mês de junho: aniversário do governador Magalhães Barata e feira de fogos de artifício na Praça do Relógio.
Curiosamente em abril, pouco mais de um mês pretérito, esteve em Belém o fotógrafo russo Dmitri Kessel a serviço da revista estadunidense Life; Dimitri fez registros do Ver-o-peso, do Porto de Belém, da Estação Ferroviária de São Brás, dos ônibus Zepelim, etc. — um olhar acurado talvez revele os mesmos personagens da vida real da cidade de Belém aprisionados pelas duas mídias estrangeiras.
Veja, no Blog da FAU, parte da produção de Dmitri Kessel.

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Bagatela nº3 ‘Alla Cubana’ de W. Walton; por Marcellino Moreno

Marcellino Moreno é professor da Graduação em Música da UFPA.