A adoção da palavra CLIPPER

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Camparação 2Fotografias que mostram o calçamento original da praça Siqueira Campos (do Relógio), com as mesmas pedras da inauguração; na comparação, a imagem que tem o rapazola é a mais recente, comprovada pelo crescimento da vegetação.

ComparaçãoOs círculos em vermelho, apostos nos detalhes fotográficos da Parada, mostram que a palavra CLIPPER não surgiu com a construção, mas, foi a ela acrescida, como que “oficializando” tal apelido.

Com a fundamental ajuda do Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de Belém, o Blog da FAU parece ter argumentos imagéticos que tendem confirmar a hipótese de que o termo inglês CLIPPER, de frequente uso da população de Belém para se referir às PARADAS dos ônibus durante décadas, teve sua origem no abrigo defronte à praça Siqueira Campos – ou praça do Relógio, como está consagrada.
Acreditamos que esse CLIPPER tenha surgido nos últimos anos de 1930 – o tempo está registrado nas fotografias que mostram o desenvolvimento da vegetação da praça -; isso, entre 1930 e 1939.
De linhas incomuns, ou mesmo distintas dos telheiros dos bondes e dos pequenos quiosques, há a possibilidade de ter sido apelidado pelo povo com o nome dado aos hidroaviões da PANAIR que começaram a voar sobre a cidade ainda no governo de Eurico de Freitas Valle e intendência de Antonio Facióla – há semelhança formal entre o abrigo e o Sikorsky S-38, salvo as peculiaridades dos materiais de manufatura.
Como havia outras paradas, os antigos telheiros, é provável que as pessoas usassem o ponto como referência, daí a explicação à inscrição tardia da palavra CLIPPER no equipamento público.
Pelo que se observa em outra imagem que será publicada abaixo, aquela área indica ter passado pelo planejamento que implementou um terminal rodoviário central anos à frente.
Na foto se percebe que o calçamento da praça, em mosaico de pedras que formavam ondas perpendiculares à baía, foi substituído por dentes de 45º no nível da pista, racionalizando espaço ao estacionamento dos ônibus, transporte público em ascensão.
Também se pode enxergar, pela cobertura, o resultado da duplicação do CLIPPER (original) que intuímos ter servido de modelo para muitos outros, em diversos lugares da cidade.
O Ver-o-peso ficou cercado por esses equipamentos públicos que apareceram gradativamente no decorrer de 30 anos; naquele perímetro dois deles serviam ao abastecimento de combustíveis.

Na foto se verá o CLIPPER pioneiro ampliado e reformado, um telheiro antigo no centro e um novo Clipper construído às margens da praça D. Pedro II, na lateral da avenida Portugal:

Terminal Rodoviário do Ver-o-peso

Observamos aos leitores que esta publicação não tem caráter científico, são apenas lucubrações suscitadas pela riqueza de conteúdo existe em imagens que são disseminadas todos os dias na Internet; entretanto, pode funcionar como guia de pesquisa tanto para a graduação quanto à pós de qualquer área do conhecimento; bem como pode servir, inclusive, aos romances.
As novidades que surgirem sobre o assunto serão aqui divulgadas e toda contribuição para reforçar ou derrubar tal tese, será bem vinda.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
Aprendamos com os nossos erros.

Esse post foi publicado em Arquitetura e Urbanismo, Equipamentos públicos, Equipamentos urbanos e marcado , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para A adoção da palavra CLIPPER

  1. Uma nota à margem do assunto: Naquela foto panorâmica da Praça do Relógio, onde aparece um bonde, no canto esquerdo da foto está o “Café Glória”. Sobre esta casa fala Alfredo Oliveira no livro Belém, Belém, de 1983:

    “Naquela tarde, Dadá incumbiu-me de comprar pão de quilo na ‘Vitória’, e café em pó, no ‘Café Glória’. Curtia a satisfação desses pequenos mandados. A voltinha de bonde, o copo de garapa gelada no ‘Batista’, a vantagem de descobrir que já podia viajar sozinho pelas ruas de Belém, sem me perder.

    Andando na Avenida Portugal, passei ao largo de um comício, no Relógio. Vi a bandeira tremulando ao vento, mais rubra que as velas cor de tijolo das vigilengas atracadas no Ver-o-Peso (…)”

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