A duplicação do CLIPPER

PR Foto Clipper detalhe D

O cartão postal acima, junto ao detalhe, pode ser encontrado no Mercado Livre; dele tomamos conhecimento pelo Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de Belém, parceiro do BF.
A imagem, capturada não muito tempo após a inauguração da praça Siqueira Campos (sempre do Rélógio do Facióla), muda a rota de uma investigação que o Blog da FAU está longe de concluir sobre os CLIPPERS − abrigos com comércio que acreditamos estar diretamente relacionados às formas dos hidroaviões da PANAIR.
A novidade é que em comparações fotográficas fica evidenciado que a construção fora ampliada, em quase simétrica duplicação.
Outra  hipótese que a fotografia suscita é que essas PARADAS tenham surgido ainda para os usuários dos bondes; no detalhe se vê um bonde e não um ônibus, apesar dos dois transportes públicos coexistirem nesse período.
Na sequência das fotos é possível observar o surgimento e a ampliação do equipamento público para satisfazer, tal qual os dentes  que reduziram a área da praça para o estacionamento de coletivos, as demandas de um terminal rodoviário central:
C01

As intervenções  no cenário urbano acompanham o crescimento natural da vegetação da Siqueira Campos.

C02

Fotos do final da década de 1960 e início de 1970 comprovam que houve ampliação do Clipper, possivelmente o primeiro batizado com o termo em inglês quando construído, em meados da década de 1930 anos.

Trabalhamos com a hipótese do primeiro Clipper (Parada) ter sido erigido ainda na década de 1930, apogeu dos sobrevoos dos hidroaviões, também chamados clippers, sobre Belém.
Abelardo Condurú (1932/1933) e José Carneiro da Gama Malcher (1933/1934), foram dois ex-prefeitos que tiveram mandatos coincidentes durante o período do Estado Novo de Vargas.
Condurú voltou à Prefeitura (1936/1943)  e Malcher tornou-se Interventor (1935/1943); ambos encabeçam a lista dos possíveis executores, principalmente pelo estilo arquitetônico Decó das obras públicas do governo do Estado, como mostra o Ábum da Polícia Civil (1937/1940).
O fato de não encontrarmos os relatórios dessas administrações faz com que a pesquisa ande a passos de cágado; contudo, o “novo” documento imagético é peça fundamental nesse quebra-cabeças que pode desvendar a autoria do projeto original.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
Aprendamos com os nossos erros.

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