Sítio do Professor ─ 1987; por Jaime Bibas

No ano de 1987, gestão do prefeito Fernando Coutinho Jorge, quando eu era coordenador adjunto do arquiteto Paulo Chaves, (professor da FAU e secretário de cultura), na extinta
COURB (Coordenadoria de Urbanismo), o pró-reitor da PROINTER Flávio Nassar, presidente da associação de docentes (ADUFPA), nessa época, nos procurou a respeito de um projeto para determinada área no entorno do Campus do Guamá, cuja destinação seria a de abrigar um complexo de lazer denominado SÍTIO DO PROFESSOR.

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Praticávamos na COURB o “urbanismo operacional” denominação do próprio Paulo Chaves, em função de nossos desenhos serem realizados fora do padrão da época, ou, o de traços em tinta nanquim, legendas normografadas e outras normatizações técnicas. Ganhávamos em tempo, finalizando os projetos em papel manteiga, linhas em grafite e legendas feitas na munheca. Detalhes e demais desenhos eram simultâneos ao acompanhamento das obras, postura que se tornou item obrigatório nos contratos da prefeitura com os construtores.

Dessa forma também o tempo era mais aproveitado em pesquisas e conceito dos projetos.

Assim também foi desenvolvido o tema da ADUFPA, que aspirava maior envolvimento dos
professores com o próprio entorno do Campus, pela fixação de atividades lúdicas, além de
socioculturais, esportivas e recreativas. Esses anos em que estive atuando junto a um grupo de jovens quanto talentosos arquitetos, junto com o experiente Engenheiro Osmar Pinheiro de Souza (já falecido), foi sem dúvida dos mais profícuos entre todos aqueles que atuei na minha vida profissional.

Os desenhos do SÍTIO DO PROFESSOR perderam-se no tempo, acho eu, mas entre guardados achei dois deles: a perspectiva geral (acima) e o memorial (abaixo).

sítio-do-professor-01

O SÍTIO DO PROFESSOR não vingou, pois a ADUFPA perdeu o terreno para outro projeto que hoje está implantado na mesma área pretérita. Essa memória já faz parte da própria história do Campus da UFPA e talvez possa ser melhor contada pelo professor Flávio Nassar, um dos que sonhou há mais de vinte anos, este sonho hoje tão distante.

[jb]
—-

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