Deu na Folha de São Paulo (Cotidiano)


Imagem: HB.

Saiu na Folha de São Paulo de 30 de janeiro de 2012 uma matéria sobre moradias precárias em Belém ressaltando os números apresentados pelo IBGE sobre Aglomerados Subnormais.
Belém foi destaque por ser a capital brasileira com maior proporção de domicílios permanentes em aglomerados subnormais.
São 52,5% do total dos domicílio de Belém e 53,9% da população do município.
Em outras palavras: mais da metade da nossa cidade e de seus moradores apresenta sérios problemas relacionados à infraestrutura urbana adequada (acesso à rede de água e principalmente esgoto, etc..) e/ou irregularidade fundiária, além da própria precariedade das moradias.
A professora da FAU, Roberta Menezes Rodrigues (foto), contribuiu à matéria com uma entrevista esclarecendo que essa temática é objeto de pesquisas em desenvolvimento pelo Laboratório de Cidades da Amazônia – LABCAM -, da FAU, envolvendo os bolsistas e professores desse setor específico de estudos.

Eis o texto publicado na seção Cotidiano do jornal paulista:
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Belém ‘forçou’ pobre a ir para área alagada, dizem técnicos
Cidade tem a maior concentração de moradias precárias do país, diz IBGE.
Preço de terra firme, migração e falta de planejamento fizeram população de baixa renda buscar palafitas.
AGUIRRE TALENTO DE BELÉM
Cortada por rios, igarapés e canais, a região metropolitana de Belém foi ocupada de modo a empurrar os moradores de baixa renda para habitações precárias ao longo de áreas alagadas, que custam mais barato.
O alto preço da terra firme, a migração intensa nas últimas décadas, a escassez de recursos públicos e a falta de planejamento fizeram desta a região metropolitana com maior concentração de moradias precárias do país, segundo dados do IBGE. A avaliação é de especialistas em habitação da capital paraense.
Segundo o Censo 2010, 53,9% dos 2 milhões de habitantes da região metropolitana de Belém vivem nesses “aglomerados subnormais”, conforme definição do IBGE.
São casas de mad eira construídas em cima de áreas alagadas -as chamadas palafitas-, sem saneamento básico e sob risco de inundação em períodos chuvosos.
A maioria foi ocupada por moradores que vieram do interior em busca de emprego ou até de outros Estados para trabalhar em grandes projetos econômicos, em um movimento que se intensificou a partir da década de 1960.
“A população amazônica tem a cultura de morar perto dos rios. Em Belém existem poucos espaços ‘secos’, de áreas propícias à construção. E são muito caros”, diz Edilson Evangelista, diretor do departamento de engenharia da Sehab (Secretaria Municipal de Habitação).
Para Roberta Menezes Rodrigues, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA (Universidade Federal do Pará), o poder público foi omisso com a ocupação de áreas irregulares.
“Juntando recursos escassos, baixa capacidade de planejamento e alta pressão por acesso à terra urbana nas áreas onde estão os empregos, temos o resultado que o IBGE mostra”, afirma.
O mesmo cenário se repete nos demais municípios da região metropolitana.
Marcos Aurélio de Oliveira, presidente da Cohab (Companhia de Habitação do Estado do Pará), admite o problema. “É a grande consequência da falta de capacidade financeira do Estado e dos municípios”, diz.
SOLUÇÕES
A Sehab e a Cohab dizem que estão desenvolvendo projetos habitacionais para resolver o problema.
A prefeitura afirma que está construindo mais de 1.400 moradias regulares.
Já o governo do Pará tem projeto para a construção de 10 mil unidades habitacionais e o remanejamento dos moradores de áreas de risco da região metropolitana de Belém, das quais 1.500 já foram entregues.
Os recursos são do PAC, com contrapartida do Estado.
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(Fonte: Folha de São Paulo.)

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2 respostas para Deu na Folha de São Paulo (Cotidiano)

  1. Juliano disse:

    Essa professora Roberta é mesmo chique.

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