Do UFPA 2.0: Álbum Lembrança da Exposição Nacional de 1908 Rio de Janeiro

Álbum ‒ Lembrança da Exposição Nacional de 1908 ‒ Rio de Janeiro (PDF do BF).

Fonte do álbum: UFPA 2.0.

Rio 1908: a cidade de portos abertos
A exposição Rio 1908: a cidade de portos abertos é mais um produto apresentado pelo Arquivo Nacional a partir de seu acervo de fotografias, obras raras, desenhos e plantas originais, integrado às comemorações dos 200 anos da chegada da Corte ao Brasil.
Um século após o desembarque do príncipe d. João no Rio de Janeiro, a capital da recente República brasileira festejou a abertura dos portos com uma exposição organizada na Praia Vermelha. A cidade havia passado pela reforma de núcleos importantes de sua estrutura nos anos de 1903 a 1906 – pelas mãos do prefeito Pereira Passos -, entre uma série de medidas que provocaram desde odes ao progresso até a Revolta da Vacina, em 1904.
Tal como no Rio de Janeiro joanino, buscava-se a cidade das Luzes, rompendo com o traçado colonial. No início do século XX, o modelo é Paris, suas largas avenidas e bulevares haussmanianos. Novamente, era o passado colonial que viria abaixo, junto com muitas questões sociais, agora com violência e radicalidade. De portos abertos aos estrangeiros, nas fachadas da avenida Central, atual avenida Rio Branco, o Rio exibia um ideal arquitetônico que representava os principais agentes daquele projeto: exportadores de café, comerciantes de luxo, grandes jornais, os primeiros magazines, hotéis de grande porte, teatros, instituições públicas e empresas.
A Exposição Comemorativa de 1908 reuniu pavilhões especialmente construídos para a ocasião, que correspondiam aos estados, além do de Portugal, país convidado. Incluía, ainda, pavilhões da Fábrica Bangu, do Teatro João Caetano, e outros espaços em que eram apresentados os principais produtos da nossa economia, exibição esta que traduzia um discurso sobre o Brasil do início do século, decorridos apenas vinte anos do fim da escravidão.
As transformações urbanas instauradas em 1808 foram implementadas pelos homens do Antigo Regime na América, impondo mudanças nos hábitos urbanos, na higiene pública e nas construções. Entre os grandes intérpretes daquele cenário carioca, Debret, membro da Missão Artística Francesa desembarcada em 1816, e artistas como Rugendas. O Rio de 1908 ergue-se sobre um mundo que tenta deslocar a memória colonial e do Império. Nesse momento, a cidade ganha outros intérpretes, como Paulo de Frontin, Adolfo Morales de los Rios e Heitor de Melo.
Imprimir no tecido urbano os ideais do que se anuncia como uma nova época é um traço comum aos projetos civilizadores. Em 1808 e 1908, o Rio de Janeiro foi visto como o lugar da sua realização.

Cláudia Beatriz Heynemann
Maria do Carmo Teixeira Rainho
Curadoras

Fonte do texto: Exposições Virtuais do Arquivo Nacional.

O Estado do Pará na Exposição de 1908 por Jacques Ourique (PDF do BF).

 Fonte do álbum: UFPA 2.0.

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