O desabamento do Pavilhão de Vesta no Largo de Nazareth

Registro de Milton Mendonça entre 1957 e 1961 (?)

pavilhao-de-vesta

Cartão postal da primeira década do século XX

revista-da-semana-rj-2-05jul1924

Clichê de 1924 (imagem-link)

am-1941

Clichê de 1941 (imagem-link) com ênfase à iluminação do Vesta

O Pavilhão de Vesta, que substituiu o demolido Pavilhão de Flora em 1891, foi, como seu antecessor, palco de inúmeros e distintos eventos, levando o grande público ao Largo de Nazareth tanto nas festividades do Arrayal por ocasião do Círio, quanto em dias santos, cívicos e aos domingos.
Marco republicano em Belém chegou a ser definido, na guerra ideológica dos periódicos, como cópia leal do templo de Diana, em Epheso:

dn1891

Não encontramos, por ora, fontes fiáveis que pudessem datar a película de Milton Mendonça e consequentemente o desabamento do equipamento público (e vice-versa); contudo, pela presença de outro cinejornal que registra a saída de Celso Cunha da Gama Malcher da Prefeitura Municipal de Belém (1953-57), também componente do material cedido pelo professor Flávio Nassar, presume-se que o fato tenha ocorrido no [início do(?)] segundo mandato de Lopo Alvares de Castro na PMB (1957-61).

As investigações diante dos questionamentos permanecem e as respostas serão publicadas como postscriptvns.

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2 respostas para O desabamento do Pavilhão de Vesta no Largo de Nazareth

  1. Paulo Andrade disse:

    Um dos grandes absurdos, talvez o maior, desses aos quais estamos acostumados aqui na nossa Belém. A derrubada do pavilhão, e de outras construções que havia, fazia de nosso Largo de Nazaré um refúgio agradável, preservando o espaço com grande área de grama, e serviu – valha-me Deus – para transformar o Largo numa estrovenga de construções inúteis e de mau gosto e da pior arquitetura possível, além de, viabilizar um gradeamento da área, que atesta a privatização da área pública que foi indevidamente tomada pela igreja, num país de Estado laico. Os responsáveis, religiosos, administradores e políticos irresponsáveis que em coluio com a Igreja Católica tornaram o patrimônio público em privado, com todo ônus para a população, Deveriam ir para a cadeia.

  2. José de Arimatéia disse:

    Li numa dissertação de mestrado daí da Federal que esse coreto tinha sido demolido e não desabado pela falta de manutenção/conservação/interesse como o filme atesta. Devia ser corrigido no documento para não provocar confusões aos pesquisadores.

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