Antônio Paul de Albuquerque, o nome do Atelier de Arquitetura da UFPA

Antônio Paul de Albuquerque (25/09/1921-17/04/2008) nasceu no estado do Pará, filho do engenheiro Manoel Leônidas Albuquerque e de Mildred Tierney de Albuquerque, formando-se em Arquitetura nos Estados Unidos, Instituto Politécnico Rensselaer, no ano de 1948. Exerceu, entre 1948 e 1951, suas atividades didáticas no Departamento de Arquitetura da Universidade de Kansas, EUA, como professor de “Achitectural Design”.
Ainda na década de 50, Paul já estava em Belém desenvolvendo projetos e participando de órgãos responsáveis por questões urbanísticas da cidade, tais como  a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) entre 1967 e 1968, tendo ocupado o cargo de Diretor da Divisão de Obras Particulares da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo de Belém entre 1954 e 1977. Exerceu também atividades técnicas na Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (CODEM) nos anos de 1981 a 1989 e na Secretaria Geral de Planejamento Municipal a partir de 1994.
Paul foi diretor, fundador do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) Delegacia do Pará, entre 1953 e 1967, sendo também fundador da Associação Profissional dos Arquitetos no Estado do Pará (APA). Como Arquiteto projetista destaca-se os projetos  para o Pará Clube, Hotel de Soure (Marajó), o Seminário Redentorista (Marituba) e a Igreja de Santa Cruz.
Em 1962, voltou a trabalhar como professor, agora na Universidade Federal do Pará, lecionando Inglês no Curso Livre de Línguas. Entretanto, com a implantação, em 1964, do Curso de Arquitetura na UFPA, Paul passou a dar aulas na sua área de formação, permanecendo, então, como professor de Arquitetura na UFPA até 1991, quando se aposentou.
Durante estes 27 anos no Curso de Arquitetura da UFPA, Antônio Paul de Albuquerque lecionou “Expressão e Representação”, “Planejamento Arquitetônico I”, “Planejamento Regional” e “Introdução à Arquitetura”. Foi também um dos primeiros coordenadores do Curso (1968-1970), e exerceu ainda, entre 1976 e 1981 a atividade de Chefe do Departamento de Arquitetura.
Paul foi aluno do primeiro Curso de Especialização em Arquitetura nos Trópicos do Departamento de Arquitetura da UFPA, desenvolvendo a Monografia “Rocinhas e Puxadas”, publicada como artigo na Revista do Tecnológico do 1º semestre de 1989. Desenvolveu, também, as pesquisas científicas intituladas “Glossário de Termos utilizados no Planejamento Urbano” (1981-1983), “Chalés de Icoaraci e Mosqueiro” (1986) e “Arquitetura Paraense” (1986), tendo publicado diversos artigos sobre Arquitetura em jornais paraenses. Em 2003, o Professor Paul foi homenageado durante o Seminário “Landi e o século XVIII na Amazônia” por ter sido precursor nos estudos sobre Landi, ao publicar o artigo “Arquiteto Antonio José Landi” na Revista Habitat 12, de setembro de 1953.
Percebe-se, assim, que Antônio Paul de Albuquerque dedicou grande parte da sua vida para o Curso de Arquitetura da UFPA, contribuindo inclusive para a divulgação da Arquitetura paraense em publicações nacionais.

Texto: Professora Cybelle Miranda
Pesquisa: Professora Cybelle Miranda e Nayara Barros (bolsista).

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2 respostas para Antônio Paul de Albuquerque, o nome do Atelier de Arquitetura da UFPA

  1. Ney Ataíde disse:

    Alguém que trabalha com e por amor a uma cidade tão encantadora como Belém, merece muito mais reconhecimento, prestígio e homenagem do que tantos que nada fizeram de forma apaixonada como o senhor Paul fez pela Cidade das Mangueiras. O que justifica dar o nome duma rodovia de Mário Covas, ou um ginásio esportivo de Almir Gabriel, ou um elevado de Daniel Berg, e assim por diante? No texto acima ainda faltou falar das várias lutas em defesa do patrimônio histórico do Pará, das melhorias sugeridas no paisagismo e na urbanização de Belém, em seu estudo para conservação da história arquitetônica da capital paraense, enfim, ele não foi uma simples arquiteto e professor cheio de títulos. Um sindicato teve a audácia de “ficar” com certos bens do senhor Paul, pois, após o falecimento dele, esse tal sindicato não entregou, a quem devia de direito, algumas coisas de valor tanto material quanto sentimental que pertenciam e eram estimados por esse ilustre e pioneiro arquiteto. Contudo, parabéns por esse espaço, que faz lembrar de Paul de Albuquerque, como ficou conhecido, que não aconteça com ele o mesmo que a seu pai, Manoel Leônidas de Albuquerque, esquecido pela história do Pará.
    Agradeço de coração as linhas dedicadas ao nosso caríssimo e saudoso filho de Nossa Senhora de Belém do Grão Pará.
    Saudade de ti, velho os azuis. Esteja nas mãos de nosso Senhor, DEUS, Pai, Filho e Espírito Santo. Te amo muito.

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