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A redação de O Estado de S. Paulo em 1935

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Placa para Tenório; por Ruy Castro

RIO DE JANEIRO – No dia 18 de março de 1976, o pianista brasileiro Francisco Tenório Jr., 33, estava em Buenos Aires para uma temporada no Teatro Rex com seus patrícios Vinicius de Moraes e Toquinho. Naquela noite, saiu do hotel Normandie, onde estavam hospedados, e deixou um bilhete: “Vou comprar cigarros e um remédio. Volto já”. Não voltou – nunca mais.
Fora confundido com um militante procurado pela ditadura argentina e levado preso. Por falar bem espanhol e com sotaque portenho, não acreditaram que fosse brasileiro, músico e inocente. Passaram a torturá-lo, com a colaboração, a partir do quinto dia, de agentes brasileiros da Operação Condor, braço internacional das ditaduras argentina, brasileira, chilena e uruguaia.
Nove dias depois, seus algozes se convenceram de que tinham se enganado. Mas, já então, Tenório estava cruelmente machucado. Pior: vira o rosto deles. Não podiam devolvê-lo à rua. O jeito era matá-lo, o que fizeram com um tiro, no dia 27. Dali Tenório foi dado como “desaparecido”, e o Brasil nunca se empenhou em elucidar o fim de um de seus filhos mais talentosos -autor, em 1964, aos 21 anos, do grande disco instrumental “Embalo”.
Os detalhes gravíssimos sobre a morte de Tenório só começaram a aparecer dez anos depois, em 1986, e mesmo assim porque um membro da inteligência argentina resolveu contar. Pois, agora, os argentinos, que não estão varrendo a sua ditadura para debaixo do tapete, nos darão em breve nova lição.
No dia 16 de novembro, às 14 h, a cidade de Buenos Aires, por iniciativa do deputado portenho Raul Puy, homenageará Tenório com uma placa na fachada do hotel Normandie, na rua Rodríguez Peña, 320, de onde ele saiu para morrer. Ela dirá: “Aqui se hospedou este brilhante músico brasileiro, vítima da ditadura militar argentina”.

Fonte: Instituto João Goulart.

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O Bê-efe não soube disso

Imagem-link ao DP.

O Blog da Fau perguntou, em postagem do dia 17 de outubro, se seria o Balança mas não cai? (título em referência ao antigo e emblemático programa televisivo de mesmo nome) reproduzindo, ipsis litteris, notícia veiculada pelo DiáriodoPará.com.br ilustrada com foto do edifício Wing.
De resto nada soubemos (e nada publicamos) sobre o assunto.
Um outro bordão humorístico, aplicável à Linha Direta do Diário, é o inexorável perguntar não ofende, já que nossa interrogação é protagonista.
Curioso é que a nota do Erre-dê não revelou os nomes, nem do adivinho (com o domínio de conhecimentos de uma divindade), nem do prédio em questão; uma irresponsabilidade jornalística perante ao prestígio que a FAU galga entre os seus pares e junto à sociedade.
Resta saber se o jornal concederia direito de resposta ao deslize desmoralizador que induz o seu leitor a crer que a Faculdade produz boataria.
Para evitar aborrecimentos desnecessários é melhor rever a saudosa Sônia Mamede como Ofélia no BMNC: