Uma joia para Eidorfe Moreira


Acabamos de receber um exemplar do livro IDEIAS PARA UMA CONCEPÇÃO GEOGRÁFICA DA VIDA, uma bem cuidada reedição do que foi originalmente publicado em 1961 pela Editora H. Barra pago com dinheiro do próprio bolso de Eidorfe Moreira, cientista falecido em 1989 que se vivo fosse completaria 100 anos.
A secretária municipal de educação de Belém, professora Therezinha Moraes Gueiros, incumbiu a tarefa de organização e projeto editorial à escritora Stella Pessôa, a quem parabenizamos pelo senso estético acurado que produziu uma pérola de beleza atemporal e plena discrição, em harmonia com o comportamento do autor.
O zelo com a impressão, feita no sudeste do país, esteve sob a responsabilidade da editora Paka-Tatu, do professor Armando Alves, que obedeceu à risca à planificação minuciosa de Stella.
A contracapa (ou quarta capa) manteve a sobriedade, estampando apenas o quase quatrocentão brasão d’armas da Prefeitura Municipal de Belém/SEMEC e o ISBN em código de barras; ambas inserções em dimensões suficientes à leitura — a sutileza, que não é sinônimo de luxo ou esbanjamento, está na estrutura da manufatura: capa dura e miolo em papel pólen.
Os mil exemplares da obra, que serão distribuídos entre escolas municipais de Belém e bibliotecas brasileiras de acesso público, chegaram na noite de 30 de julho passado, justamente no dia do aniversário (de nascimento) de Eidorfe Moreira — ah, se acreditássemos em fantasmas!
“Temperamento retraído, contrário a quaisquer honrarias, esquivou-se a todas as homenagens que lhe quiseram prestar, bem como à participação em instituições culturais, científicas ou literárias…”, essa assertiva de Annunciada Chaves justificaria o monocromático 3×4 — ícone desengonçado — que sempre identificou  o pesquisador de relevância nacional assegurada pelo filósofo Benedito Nunes; o mesmíssimo retrato, peculiar dos lambe-lambes, era o único que Maria Stella possuía, com razoável qualidade, para figurar na capa do livro; posteriormente, já fora do cronograma do planejamento, outras três raras fotografias apareceram, vindas do acervo de Anna Carolina Moreira, neta de Eidorfe — nenhuma delas chegou a tempo para integrar o livro.
O espelhamento, recorte e tratamento da batida imagem, bem como a atenção com a composição do exterior que embala o conteúdo, foram a nossa contribuição à divulgação das IDEIAS desse convicto paraense — claro que nada disso teria funcionado sem a conjunção dos astros que deram folga às Leis de Murphy.
O lançamento do livro — que é mais bonito pessoalmente — não tem data definida, mas, assim que a soubermos, aqui faremos divulgação.

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Uma resposta para Uma joia para Eidorfe Moreira

  1. Carmen Silva Santos disse:

    Eita blog surpreendente, qualquer dia encontro o resultado da sena um dia antes de sair no jornal. Meu falecido pai, Ataulfo Rodriguez Santos, era amigo do professor Eidorfe Moreira, homem culto e muito simples.

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