Força tarefa à conclusão do Maquetão de Belém

ARafael Ayres Dias, arquiteto associado do Estúdio Tupi, mostra a dimensão e os pormenores da obra aos alunos iniciantes no desenho tridimensional

Hoje pela manhã uma força tarefa enviada pela FAU-UFPA juntou-se ao grupo responsável pelos levantamentos reais e virtuais que subsidiam a inteligência e construção da maquete que representará a cidade de Belém em 35 metros quadrados da área própria do Fórum Landi da Universidade Federal do Pará.
A obra escultural coletiva — orientada pelo Estúdio Tupi-São Paulo/London dos sócios Aldo Urbinati, Eduardo Pudenzi e Rafael Ayres — tem como prazo de entrega o final de janeiro; todavia os descaminhos de uma cidade complexa como Belém indicaram que o número de estudantes já qualificados não seria suficiente à responsabilidade; daí o reforço com alunos de duas turmas do primeiro ano do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPA que estão sendo capacitados ao mesmo tempo em que cumprem suas missões na proposição.
A maquete gigante, ou maquetão, como alguns a chamam, é uma parceria do Estúdio Tupi com o Fórum Landi-UFPA e tem o apoio da Prefeitura Municipal de Belém, mais investidores privados; tal resultado ficará em exposição permanente ao público no Fórum e servirá a múltiplos estudos de volumes e suas disposições nos planos que compõem a Cidade em escala 1/250.
O modelo é executado com ênfase em construções significativas que Belém possui ou já teve em um zigzag didático-temporal aguçador da curiosidade de leigos e entendidos.
O material empregado é o pau balsa e o acetato impresso por desenhos em CAD — computer aided design — depurados de centenas de fotografias das fachadas das diversas quadras; por ora faltam 180 delas, tanto na interpretação, quanto na execução; seriam [180/(31-19) =] 15 maquetes distintas por dia à conclusão.
A dinâmica de trabalho implantada é simples e eficiente: há um bureau (com servidor) que recebe todas as informações imagéticas colhidas na cidade real atual e na cidade registrada passada, as ortogonaliza e as traduz em escala; essa designação, ou desenho bidimensional, cai nas mãos dos habilidosos à montagem (ou modelagem) do objeto palpável, tridimensional às veras — para que essa máquina funcione é necessário que todos compreendam o processo e entendam a origem das possíveis falhas.
Os novatos conheceram tudo e saíram a campo com orientações às tomadas fotográficas e arquivamento do material coletado que alimentará o banco visual; o esperado é que nos próximos 13 dias, com envolvimento visceral na arquitetura e urbanismo de Belém, todos sejam felizes no encontro com a profissão escolhida e na certificação do projeto sui generis que ajudam a edificar, edificando-se em primeiro lugar.

Referência: Portal da UFPA.

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