O marechal Teixeira Lott foi Doutor Honoris Causa pela UFPA em 1960

O site da Universidade Federal do Pará, em Títulos Honoríficos Outorgados, suprime  o Doutor Honoris Causa concedido pelo primeiro reitor Mario Braga Henriques ao marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott quando a Universidade ainda não possuía o Federal em sua nomenclatura institucional; chamava-se apenas Universidade do Pará, criada a menos de três anos, em junho de 1957.
O fato ganhou notoriedade nos jornais cariocas pelos beijos faciais que o magnífico Braga Henriques deu no então candidato à Presidência da República pelo PSD — Partido Social Democrático — e coligação em março de 1960 na capital paraense.

Teixeira Lott foi o garantidor militar, como Ministro da Guerra de Café Filho, da posse de  Juscelino Kubitschek e seu vice: João Goulart, em 1956 — inclusive do pleno mandato de ambos, ocupando a mesma pasta.
Tanto Teixeira Lott quanto Braga Henriques tiveram suas memórias apagadas da História pelo Golpe Militar de 1964 e pela Ditadura naquele momento implementada no país; neste caso, apesar da peculiar liturgia acadêmica, os dois ressurgem das cinzas pela razão equivocada do enaltecimento ao preconceito a beijos públicos entre homens, escárnios que, por ora, substituem a portaria que faltava à SEGE — Secretaria-Geral dos Conselhos Superiores Deliberativos — da UFPA para habilitar tal condecoração universitária em sua página da Web.

Fontes: Tribuna da Imprensa (RJ) 01ABR1960 e Careta (RJ) 16ABR1960.

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2 respostas para O marechal Teixeira Lott foi Doutor Honoris Causa pela UFPA em 1960

  1. André Cruz disse:

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…
    Quer dizer que o primeiro reitor da UFPA era uma “velha assanhada”?

  2. José Maria Abreu Jr disse:

    Mario e o Lott são os esquecidos da UFPA. Lott nem está na lista dos agraciados, que eu saiba, foi o primeiro título que a UFPA deu. Mais vale um Lott do que um Medici ou Costa e Silva. Já o Mario é praticamente um rodapé. Será que fez tão pouco? Ou o pouco que fez foi apagado. Fica minha sugestão para um trabalho “Entre o Scotch e o Lott: Mário Braga Henriques – o Reitor que não queriam lá”.

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