Mario Braga Henriques — fotografia dedicada aos filhos e netos em 1967


A reprodução digital acima é do primeiro reitor da Universidade (Federal) do Pará, professor Mario Braga Henriques; tal imagem nos foi enviada pelo colaborador José Maria de Castro Abreu Júnior que a conseguiu de Luís Augusto Barbosa Quaresma: encontrei (o original) em julho de 2017 na cidade de Recife em um sebo.

Na realidade o que temos é uma fotografia da tela pintada por um premiado artista mineiro radicado no Rio de Janeiro que tem seu nome, Orozio Herculano Belém, biografado e popularizado pela Wikipédia — essa pintura compõe o acervo do Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) —; contudo, a foto tem relevância pela dedicatória nela contida: Aos diletos filhos e netos Therezinha, Roberto(?), Virgínia Maria e Fernando Paulo, uma lembrança do velho Mario 30-9-67 que demonstra a aquiescência do retratado, ou mesmo que tenha sido uma encomenda sua, já que Mario Braga Henriques também residia no Rio de Janeiro.
Desconhecendo o quadro do MUFPA chegamos a estranhar, em 2011, na matéria Galeria dos Reitores ou Horrores?, o que acreditávamos ser uma colagem anônima e não um trabalho pictórico assinado.

Algumas capas de O Cruzeiro pelas mãos de Orozio Belém

Escapa à biografia de Orozio Belém na Wikipédia que quando ele foi professor de Pintura no Instituto de Belas-Artes da Guanabara nos anos 1960 dividia essa disciplina com Iberê Camargo; bem como não revela o site que nos anos 1929-30 fora capista da revista carioca O Cruzeiro como Di Cavalcante e outros artistas plásticos.
Orozio também ilustrara capas da revista Fon-Fon nos anos 1920 e conteúdos do jornal A Nação na década de 1930:



Fotografias de Orozio Herculano Belém publicadas na Fon-Fon de 26AGO1933


Tipo representado em óleo sobre eucatex por Orozio em 1937

São unânimes boas e más línguas de que o nosso original reitor era chegado ao uisquinho e à boemia; seria interessante, ao arejamento da memória da UFPA, saber se o velho Mario foi atuante — dentre outros redutos da Cidade Maravilhosa — na cantina La Rondinella:

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