A “arara” que a cidade maltratou; por João Carlos Pereira

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Professora Graziela Pimentel
A história de um apelido infeliz e de um “bullying” coletivo
João Carlos Pereira
jcparis1959@gmail.com

A primeira vez que a vi foi num final de tarde, em 1968, ou, talvez, 1969. Eu era um menino e voltava da Capela de Nossa Senhora de Lourdes, depois de aliviar minha alma, até então coberta de lodosos pecados, para que pudesse fazer a Primeira Comunhão, no dia seguinte. Nem sei que mentiras inventei ao padre-confessor, a fim que pudesse me considerar puro. Acho que mais menti do que confessei. Ou melhor, confessei mentiras. Passei e repassei os 10 mandamentos da lei de Deus e não achei motivo de tropeços em minha pouca caminhada. Mesmo assim, tinha de me confessar. O quê, não sei.
Eu retornava para casa, a pé, acompanhado de minha mãe. Vinha duro, rijo, nem olhava para o lado, apavorado com a possibilidade de pecar e, assim, inviabilizar minha Comunhão inicial, o que me levaria ao inferno. Desejava ter saído do confessionário dentro de uma ambulância e largado em casa, onde estaria protegido de todos os males, amém. Como não foi possível, o jeito era enfrentar os quarteirões que separavam a Capela de nossa casa. Fugir da vida nunca resolveu problema de ninguém. Na esquina de Nazaré com a Generalíssimo, ela apareceu. Do nada. De repente.
Naquele cruzamento encontravam-se alunos de várias escolas, rapazes e moças para os quais a vida era feita de risos, deboches e alguma crueldade. No instante em que a professora Graziela surgiu, arrastando seus sapatos, começou a algazarra: “arara!” “arara!”, “arara!”.
Os berros vinham de todos os lados. Os demônios se escondiam atrás das árvores ou dos postes e se danavam a chamá-la pelo infeliz apelido, nascido da semelhança de seu nariz com o bico de uma arara. A professora Graziela se transformou na arara do desafeto coletivo. Defendia-se da ofensa, usando as únicas formas a seu alcance: dava sombrinhadas, atirava as pedras que conseguia recolher da calçada ou desfiando uma interminável série de palavrões, dos mais cabeludos aos mais simples. Começava com bando de filhos da puta e terminava com xingamento mais brandos, tipo burros, analfabetos, malditos.
Exasperada, movia-se como se fosse a própria metralhadora giratória. Tinha de devolver as agressões a cada um dos agressores. A cena não era de longa duração, mas o suficiente para enlamear uma alminha pura, decente como a minha, na qual Jesus viria habitar em menos de 24 horas. Minha mãe dizia: “tá vendo? Isso não se faz. E tu vais fazer Primeira Comunhão”. Era a educação pelo medo, aliada ao catecismo da culpa. Deu no que deu. Eu não sabia o que era que não se fazia: se perturbar uma pobre mulher, ou o retorno que a afronta merecia. Desconfio que as duas coisas. Enquanto caminhávamos, a mamãe repetia: “não olha, não olha”. Os filhos da puta se multiplicavam como eco nos meus ouvidos purificados. A pobre mulher não tinha um minuto de sossego. Nem eu.
Por muitos anos não a vi, até que reencontrei-a na rua, acompanhada da filha e do neto. Estava bem mais velha. A filha, Severa, trazia os cabelos tingidos de um loiro desbotado, cobria o rosto para mostrar vergonha pelo destempero materno, enquanto corria atrás do menino que as acompanhava. Tratava-se Francisco Canindé, uma criança muito branca, de pernas compridas, cabelinho liso, cara sempre assustada, que entrava no ônibus, botava a cabeça pra fora, batia na carroceria externa e desfiava outra série de filhos da puta, fazendo nome no dedo. Que sina, meu Deus!
Em muitas e muitas ocasiões encontrei a professora Graziela e sua família perambulando pelas ruas e pela Praça da República. Ela estava cada vez mais corcunda, mas nunca a vi desarrumada. A filha, a quem chamavam de ararinha, pintava o rosto de forma exagerada e o menino,apelidado de periquito, já parecia um rapaz. Se a provocassem, desancava sobre a filha. “Severa, puta, vem cá…puta,puta,puta”. Havendo plateia, acusava a pobre de prostituta e contava que se deitava com os homens por dinheiro. Era um disco arranhado: “puta,puta,puta,puta….” A pobre se encolhia de vergonha.
Sempre tive muita curiosidade de saber mais sobre a família que padeceu nas mãos desta terra um tanto desalmada. Penso que nunca foi entrevistada ou que ninguém jamais cuidou de desenhar-lhe o retrato, ainda que fosse um breve esboço, como este que agora preparo, com a ajuda de pessoas que conviveram com ela.
Sebastião Godinho me ofereceu a foto que ilustra a capa da crônica. Bernardino Santos me contou que esteve muito próximo a ela e sempre a tratou com respeito. Chamava-na de professora. “Bom dia, professora, boa tarde, professora”. Por conta dessa deferência, soube que a professora Graziela Pimentel o considerava o homem mais bonito, elegante e educado de Belém. Não podia ser diferente. Ela frequentava a casa de uma tia do jornalista e foi lá que se conheceram. Quando começou a trabalhar na Prefeitura, Bernardino a via perambulando pelos espaços internos e gabinetes do Palácio Azul, o “Antônio Lemos”. Aposentada precocemente, tinha todo o tempo do mundo para tentar visitar as autoridades. Ou mesmo nada a fazer.
No Palácio, colecionava antipatias e brigas. Havia um capitão (ou seria coronel) dos Bombeiros, que implicava com sua presença. A implicância era recíproca. Se alguém se escondia atrás de uma porta e gritava o apelido, coitado de quem passasse naquela hora. Escutava os impropérios, sem nada ter feito.
Uma vez, arrumou desavença com uma senhora que trabalhava lá. Toda vez que a via, choviam palavrões. Não sei de onde tirou a ideia de que a mulher era amante de D. Ângelo Rivato, o bispo do Marajó. Mal a criatura riscava na porta do Palácio, fazia a mesma denúncia. Chateada, a servidora fugia da professora, saindo pela porta do fundo. Quando os taxistas descobriram, avisaram-lhe que a fulana, a suposta amante do Bispo, evadia-se por outro caminho. Esperta, deixava a filha numa entrada e ia para a outra. Os taxistas, mancomunados com os guardas, queriam mesmo era ver o circo pegar fogo. A servidora perguntava se a “arara” estava por ali e todos diziam quem não, apenas a filha havia ido dar “expediente”. Era mentira. A professora a aguardava de sombrinha em punho e, assim que colocava a cara na rua, era lembrada, publicamente, de seu “caso amoroso” com D. Ângelo. Esse inferno durou muito tempo.
De Edson Salame escutei outra parte da história. Tratava-se de uma senhora distinta, casada com um médico, o Dr. Pimentel. Era impossível continuar vivendo com uma criatura que perdeu a razão e precisou ser aposentada por invalidez. Cada um foi para o seu lado. Ele constituiu outra família e ela ficou nas ruas. Não na rua da amargura, porque recebia aposentadoria integral e, pelo visto, não era pouca coisa. Andava sempre muito arrumada, penteada, com colares e bolsas combinando. Morava num hotelzinho e comia nos restaurantes populares da área do comércio. O resto do dia passava entre o Palácio do Governo, o Tribunal de Justiça e a Prefeitura. Fazendo o quê? Coisa nenhuma.
Cansada de tanto ser chamada de “arara”, pediu uma audiência ao governador Jarbas Passarinho. O objetivo era conseguir dele um decreto, que proibisse as pessoas de berrar seu apelido. O distintíssimo e bem-humorado JP a recebeu carinhosamente em seu gabinete e ouvi a súplica. Sem conseguir convencê-la de que o decreto seria inútil, procurou consolá-la. “Minha professora Graziela, a senhora sabe que o povo todo me chama de Passarinho, não sabe? Eu não ligo a mínima. Faça como eu, não ligue. Afinal, a senhora é arara e arara é mais que passarinho. Não se aborreça com isso”. Não sabe a reação da pobre criatura a quem a ninguém respeitava a falta de saúde mental.
De Linomar Bahia só ouvi coisas bonitas a seu respeito. “Era uma mulher elegante, fina, culta, falava e escrevia muito bem”, descreveu o jornalista. “A letra da professora Graziela era tão bonita, que parecia a de um calígrafo. Sua cultura geral era ampla, tanto que ensinava português, matemática, história, geografia e ciências”. O que a tirou do eixo, ignora-se. Igualmente desconhece-se o que alterou a vida da filha, que foi casada com um oficial da Marinha. “Ela era uma mulher corretíssima, educada”, definiu Bahia. Como ficou daquele jeito, só Deus poderá dizer. A doença consumiu sua paz e abafou seus talentos, inclusive o de pianista.
Cada vez mais curvada, com o nariz parecendo bem maior, andava com o contra-cheque na bolsa e, se alguém viesse puxar conversa, exibia o documento. Eu mesmo o tive em mãos. Nunca a encontrei desleixada ou suja. Pelo contrário. Sempre arrumada, saia, blusa para dentro, roupa de boa qualidade. Quando começou a receber a pensão do ex-marido, a vida melhorou. Abandonou a comidinha caseira e barata dos restaurantes do comércio e passou a fazer as refeições no antigo hotel Hilton, onde possuía mesa cativa e pagava as contas de forma correta. “Ela, a filha e o neto chegavam e iam para uma mesa bem no fundo. Ninguém mexia com eles. Lá conseguiam ter sossego e respeito”, lembra o Bernardino, que, nessa época, frequentava o Clube do Açaí, uma agremiação de jornalistas e pessoas de projeção social, comandada pela professora Elanir Gomes da Silva, a Lana.
A professora Graziela já morreu. Quando? Não imagino. A filha, Severa, ainda vejo de quando em quando, na missa da Basílica. Ela piscas os olhos, beijas as pontas dos dedos e faz um adeusinho sapeca, me olhando por cima do ombro. Acho que faz isso com todo mundo que lhe dá trela. O cabelo está mais desbotado do que no passado. Nunca assiste à missa por inteiro. Fala sozinha, conversa com Nossa Senhora, se ajoelha e parte. Quanto ao neto, uma vez me escreveu um e-mail lindo, agradecendo a forma generosa como tratei sua avó. Ocupava, à época, o cargo de secretário de Cultura de um município do interior e se tornara escritor, com obra premiada e tudo. Gostaria de ter contato novamente com ele.
Belém foi muito má para com essa pobre senhora que, a rigor, nunca fez mal a ninguém. Descontando as implicâncias, que surgiam apenas contra que a agredia, e o fato de haver revelado (ou inventado) que a mulher era amante de D. Ângelo, nada se tem a dizer contra ela. Na verdade, se há alguma coisa a ser dita é uma palavra de perdão, pelo tanto que se fez contra uma criaturinha, cujo único defeito era o tamanho do nariz. Hoje, uma plástica resolveria o problema. Mas cirurgia alguma removeria de sua alma as cicatrizes que a “brincadeira” idiota colocou-lhe na alma.
Desculpe, professora Graziela. Esta cidade, quando quer, sabe ser cruel.


Leia a continuação: A “arara” que a cidade maltratou — Parte II; por João Carlos Pereira.

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35 respostas para A “arara” que a cidade maltratou; por João Carlos Pereira

  1. Dulce Rocque disse:

    No tempo dela tinha o Espanhol, também, que a molecada,nao deixava em paz… Quanta maldade nessas crianças.

  2. Marcus disse:

    Oi professor!
    Minha história com a professora Graziela foi um pouco dolorosa e gratificante. Morava no Ed. Palácio do Rádio, ela ia sempre lá no edifício no escritório do Dr. Jarbas Passarinho. Toda a molecada do perdio fazia chacota com a mesma antes de entrar no prédio. Até que um belo dia, minha mãe me pegou fazendo as mesma chacotas junto com o restante da molecada, de pronto peguei uns tapas na cabeça na frente de todos e fui obrigado a pedir desculpas para ela (não sobrou um moleque na portaria).
    Daí em diante, aprendi a sempre respeira-la (e não ser Maria vai com as outras) de esta gritando seu apelido. Inclusive a convidei diversas vezes para os jantares de sexta a noite em casa em casa. Dona de uma cultura vastíssima, sabia inclusive alguns de nossos costumes e etiqueta do jantar de Shabat.

    • Geny Ferreira Carvalho Ribeiro disse:

      Preciosīssmo artigo Sr João Carlos Pereira! Eu vivia em Belém nessa época. Nunca entendi a falta de Misercordia , do povo em relação a determinadas pessoas. Estudei no IEP Até 1972 quando conclui o segundo ano Normal. Moro em Sao Paulo há 47 anos. Gostaria de saber noticiado da professora de canto MARIA FIGUEIREDO . OBRIGADA

  3. Arthur Motta disse:

    A pobre professora já tinha paranóia com esse apelido. Meu pai contava que certa vez, andando pelo comércio, passou por uma loja que pertencia a um amigo árabe, que estava na porta, e o cumprimentou:
    – Nagib, o homem da Arábia Saudita!
    E logo em seguida ouviu uma voz berrando atrás dele:
    – Arara maldita é a puta que te pariu!
    Era ela…

  4. Socorro Castelo disse:

    Amei o texto, professor João, fui sua aluna nos Unama. Lembro das suas aulas em que nos ensinava a recitar Os Lusíadas. Um grande abraço.

  5. Sandra Perlin disse:

    Conheci a professora, um texto muito interessante, obrigada. Bj

  6. Avani pereira disse:

    Essas pessoas vão carregar esse carma por resto da Cida junto com suas consequências, é só observar que com toda certeza já devem estarem cumprindo a lei da causa e efeito , isso é verídico .

    • Jurema couto disse:

      Eu lembro do nome, aliás do apelido, que pena que as pessoas a tratavam assim. Ela deve estar em bom lugar pelo horror que passou nessa vida

  7. Neila da Silva Reis disse:

    Registro memorioso. Lembranças detalhes , que marcam ñ só o preconceito com quem tem defeito ou aparência deformativa física, como dá voz a importante função social do professor, além de recuperar uma biografia.

    • Arnaldo disse:

      Texto maravilhoso. Parabéns pela crônica e história. Espero que o neto da professora faça contato e escrevam mais sobre essa senhora.

  8. Sebastião Farconara disse:

    Meu caro João Carlos, também conheci a professora Graziela, através de um sobrinho do desembargador Christo Alves, Antônio Fernando Guimarães, que tratava o neto dela, o Canindé, como primo, tendo eu acompanhado os supostos primos, algumas vezes, em nossas andanças pelas ruas da cidade. Lendo sua crônica, lembrei desse fato. Penso que a professora Graziela tinha algum grau de parentesco com o desembargador Christo Alves, que era um sujeito culto e extremamente educado.

  9. Marisa Hirata disse:

    Lembro de sempre tê-los visto, os três, a mãe , a filha e o neto ainda menino, menos de 10 anos, na R. João Alfredo, bem arrumadas. Em casa, se eu reclama com minha filha ainda pequena, uma prima nos chamava de arara e ararinha. Me interrogava em silêncio e c respeito qual seria história daquela família. 50 anos depois tenho estes esclarecimentos. Realmente, portadores de problemas de saúde mental, que andavam pelas ruas, não eram respeitados. Alguma coisa vem mudando.

  10. Mas eu lembro que ela chegou a sair candidata, salvo engano, a vereadora para a Câmara de Belém, isso na década de 80 ou 90, e veio com o apelido “ARARA”. Portanto, aquela altura, ela já aquiescera ao apelido que rejeitara por mais de meio século, suponho.

  11. Acrescento que, de 1964 a 1968, quando eu estudei o ginasial no Colégio Estadual “Paes de Carvalho” (CEPC), aqui na capital, presenciei várias vezes ela passar pela calçada da rua João Diogo que margeia o dito colégio, sempre com sua filha, e haver alguns alunos que gritavam seu apelido e ela reagindo com insultos.

  12. Julio Amaral Albuquerque Filho disse:

    Sinto-me envergonhado! Fui um desses moleques que, não sei o motivo, gritei pelo seu apelido quando a via passar na rua. Talvez me deixado levar pelos colegas, pois nunca foi de minha personalidade e educação fazer tais coisas. Mas fiz e não tem justificativa que apague essa vergonha. Então, ainda que não possa fazer isso pessoalmente, vai aqui meu pedido de desculpas: – perdão, Professora Graziela! 😔😔😔

  13. Lilian Carla Rodrigues disse:

    Eu já tive a sorte de ter minha mãe que tbm era professora, me alertar de nunca agredir aquela senhora, porque tbm era professora, muito culta e educada. Que qdo a encontrasse na rua, sempre lhe cumprimentar com um Bom dia Professora, com muito respeito! Sempre fiz isso, e sempre recebi um sorriso e um Bom dia de volta! Onde a senhora estiver Professora, receba meu eterno respeito e minhas sinceras desculpas pelo mal que lhe fizeram.

  14. Paulo Guilherme Sá disse:

    A minha adolescência e juventude foram marcadas pela presença da professora Graziela, todos os dias que ia pro colégio estadual Paes de Carvalho e também quando ia encontrar o meu pai que trabalhava no Fórum.
    Confesso que algumas vezes a chamei de arara quando estava com um grupo do colégio.
    Lendo essa crônica estou me sentindo alegre pelas lembranças da infância na minha cidade,mas estou triste pelas minhas atitudes inconsequente que magoaram essa doce senhora.obrigado pelas lembranças.

  15. Glauciane Silva disse:

    Amei conhecer a história da então “Arara”. Seu neto Canindé hoje mora no município de Curuçá, é funcionário público, e também escritor, faz parte da Aclac (Academia de letras Curuçaense), sua mãe Severa ainda é viva, mas sofre de esquizofrenia, vive andando pelas ruas mas sempre toda produzida de rosto maqueado, roupas coloridas, bolsa, colares e pulseiras. Me encantei com o texto!

  16. Jorzilea Esteves disse:

    Excelente reportagem João Carlos. Muito bom conhecer a história dessa senhora. Obrigada.

  17. Paula lobo disse:

    Emocionate tudo que acabo de ler sobre a história da vida da professora Graziela – Tia Gazi- Arara. Sua origem vem da minha amada Terra Curuçá. Onde vive Severa Romana e seu filho Escritor Francisco Canindé- Estudante de Direito. Funcionário público Concursado.

  18. lvonice disse:

    Excelente texto.
    Gostei de ter conhecido a história da Professora Graziela.
    Muita falta de empatia.

  19. Dormi Albuquerque disse:

    Acho que ainda é assim em qualquer lugar. A professora com graves transtornos mentais, sedo exposta . Faltou a ciência ser acionanada : psicólogos, psiquiatras, os órgãos de saúde pública deveriam como hoje no caso Adélio, terem intervido..

  20. Olga disse:

    Poxa João, que grata surpresa essa lembrança .
    Por alguns anos, eu a via entrar na loja Yancol, na Presidente Vargas, sempre acompanhada de seu fiel escudeiro, o neto. E sim, ela era elegante..Fiquei feliz em saber que ele, o neto, teve um futuro…Pois eu ficava olhando prós dois e imaginando o que seria dele, sem a presença dela..Nesse tempo a filha não andava junto..
    Sim, devemos muitas desculpas a eles… Nós dias atuais, talvez ganhassem muitos processos contra seus algozes( não me lembro de estar entre eles, pois via aquilo com tristeza) por conta do bullying sofrido.

  21. João Batista Sá Filho disse:

    A professora Graziela, a arara, era uma professora normalista que foi casa com um senhor chamado Ferrúcio Pimentel, que salvo engano chegou a ser prefeito de Salinas. Essa história eu ainda jovem ouvi de minha mãe que conhecia o Sr. Ferrúcio e a professora Graziela.

  22. Maria de Fátima Freitas de Miranda disse:

    Eu lembro muito bem da professora, eu trabalhava no comércio na Sésar Santos e fui testemunha do sofrimento desta senhora e do neto também, as vezes eu pensava que ela ia infartar e quando o neto se escondia dela? kkkkkk Ela era minha cliente comprava o perfume mais vendido na época wild musk da coty, quem lembra? Espero que ela tenha tido o merecido descanso eterno.

  23. Joelma Aldecy Machado tavares Tavares disse:

    O neto mora em Curuçá

  24. Heliana Cintra disse:

    Nossa adorei esse texto ..com certeza retrata a crueldade q Belém fêz a essa senhorinha e sua familia pelas ruas aonde passava …
    Eu a encontrava todo domingo na Igreja dd SAN’T ANNA …..ONDE MEU PAI NOS LEVAVA PARA A MISSA …MUITO BEM VESTIDA E SEM MEXER COM NINGUÉM ….
    ENCONTREI HÁ 1 ANO A SUA FILHA …PELO BAR DO PARQUE …Q ME DISSE Q SEU FILHO NAO MORA EM BELÉM …E NÃO ME PARECEU MENDIGA ..PELO CONTRÁRIO …ME FALOU Q SUA MAE A DEIXOU BEM …

  25. Manuel T. Ataide disse:

    Lembrei de outro personagem das ruas de Belém. Era uma cidadão com voz de tenor que vivia cantando pelas ruas, gostava de soltar a voz dentro dos Correios na Presidente Va rgas.

  26. Amaury J S Queiroz disse:

    Conheci a prova.Graziela r sua filha (ararabe ararinha respectivamente) não imaginava a biografia desta senhora,sempre apelidada pelas ruas de Belém.Fico contente em saber que vários conterrâneos tiveram o cuidado de publicar sua trajetória de vida.
    Com certeza existem várias Grazielas esperando para serem descobertas.

  27. Sônia Cristina Lobato Monteiro disse:

    Nossas que história em gostei demais professora Graziela era polivalente

  28. Judas Tadeu Redondo disse:

    Eu na minha vida de adolescente chequei a conhecer esta senhora e sua filha mas nunca na vida iria tomar conhecimento de uma historia bonita e no mesmo tempo triste foi nesta mesma época que conheci outra senhora que sofria o mesmo tipo de falta de respeito as pessoas a chamavam de vaca braba ela sempre ficava no terminal do trem já que era moradora de rua ela sempre reagia com violência ao ser chamado pelo apelido.

  29. Magali disse:

    Prezado João Carlos,

    Eu conheci a professora Graziela e sua família em Curuçá, a sua descrição perfeita.
    Lembro que o jornal liberal publicou uma reportagem muito significativa, de página inteira, sobre a professora.
    Acho que vale a pena pesquisar.
    Parabéns pela iniciativa.

  30. Maria José sobrinho disse:

    Belo texto sobre a prof. Graziela, apelidada de forma pejorativa de “arara”. Mas hj não é diferente, são os pretos, gordos,gays, trans. A maioria são pessoas jovens. É triste ver quê o ser humano na maioria dos casos estão piores.

  31. Kátia Regina Ribeiro Gonçalves disse:

    Muito boa matéria de acontecimentos, q fez a história de nosso Povo Paraense. Interessante como naquele tempo ñ havia punição pra esse tipo de brincadeiras, q mexiam com a Moral do ser humano. Acho q a Professora Graziela, é um dos nossos Patrimônio. Hj in memorian, ñ pode-se dizer que Professora, para os q a conheceram, referindo- me aos Alunos, creio q nunca deixou de sair de suas memórias, afinal: Mestre será pra sempre Mestre. Obrigada!!!👏🏻👏🏻👏🏻⚘📚👩‍🎓

  32. João Armindo Netto disse:

    A professora Arara era religiosa, eu a vi pelo menos duas vezes acompanhando o Círio ao lado do carro dos anjos, onde seu neto Periquito ia junto com outras crianças, vestido de anjinho.

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