Renda Priori & CIA. LTDA. Filial Belém do Pará – 1950’s

O filme acima é uma edição com recorte do filme abaixo:

Filme completo sobre as indústrias Renda Priori CIA. LTDA. nos anos 1950

O material é a reedição (mudança de áudio) do filme publicitário baixado do canal de Alexandre Antunes Renda sob o título Grupo Renda Priori publicado em 10 de maio de 2020 na plataforma Youtube.
Na publicação Alexandre coloca o seguinte texto:

Pedro Renda ainda adolescente emigrou com os pais e restante da Família, vindos da Sicília para Buenos Aires na Argentina e lá já rapazinho trabalhava em calçamentos de rua em paralelepípedos que no Brasil chama-se “calceteiro”. Um tempo depois sua Mãe faleceu e o Pai casou-se novamente com uma moça que não se deu bem ou não se entendeu com o rapaz Pedro. Devido a este problema o Pedro resolveu ir morar com um Tio que morava em uma cidade vizinha ao Rio Grande do Sul e que ganhava a vida como barbeiro. Daí a segunda profissão do Pedro Renda ser barbeiro, na barbearia do Tio.
Bem novo e talentoso foi bem na profissão e com o tempo os fregueses preferiam a ele do que o Tio. Vendo isto é sem querer ter problemas com o Tio que o ajudou, resolveu tentar a vida como barbeiro em Porto Alegre no Rio Grande do Sul onde abriu a sua barbearia com sucesso. Bem instalado em Porto Alegre, ele conheceu a moça Margarida Priori com quem casou. Margarida tinha 2 irmãs que eram Olinda e Maria (ambas nascidas na Italia) e 5 irmãos que eram da Igreja: Luiz, Octávio, Cezar, Menotti (meu Avô), e Eduardo (Margarida, Menotti e Eduardo já nasceram no Brasil).
A Família Priori emigrou da cidadezinha Buldrio que é vizinha a Bolongna. Os irmãos Priori eram todos funcionários da primeira Fábrica de chocolates e bombons do Brasil, a NEUGEBAUER, que ainda existe. Eram funcionários braçais, gente muito simples. Pedro Renda sempre foi um poupador equilibrado e junto com os cunhados que já tinham o conhecimento resolveram fundar uma fabriqueta de fundo de quintal de chocolates e bombons. Nascia assim em Porto Alegre, antes de 1921 , a Renda Priori.
Em Porto Alegre o negócio começou a crescer e a tal ponto que tendo de comprar as matérias primas (açúcar em Pernambuco e cacau na Bahia), resolveram vir todos para Recife, onde se instalou num prédio atrás do Mercado São José. A Fábrica era no térreo e os Priori (todos) moravam em cima. Pedro Renda nesta época morava na Rua das Calçadas bem perto do Mercado São José. No prédio vizinho morava uma Família também de italianos que tinham vindo de São Paulo e era a Família Dalla Nora. Depois a Fábrica cresceu e foi intalada na Rua Padre Muniz, vizinha ao Mercado e posteriormente já como uma grande indústria foi para o endereço definitivo na Rua da Aurora 1313 em Recife e se expandindo para o Pará e Salvador. Esta História me foi narrada por Ítalo Renda há cerca de 25 anos atrás.

Observamos que a narração da saga familiar se dá em 1995; Ítalo (Babi) Renda, um dos dirigentes da Renda Priori em Recife, esteve comprovadamente em Belém no ano de 1985 visitando seu irmão Pedro Renda Filho.

Alexandre Renda não se refere à datação do material que está sendo investigada pelo Laboratório Virtual: com estimativas para meados da década de 1950 – o Pavilhão de Vesta está de pé.

A imagem ampliável mostra a correspondência do edifício em 1964 com estampas contemporâneas; as evidências indicam que houve mudança na numeração: de 360 para 648 – isto entre as filmagens e a publicação do catálogo de 1965.

A Dom Romualdo Coelho esquina com a Jerônimo Pimentel hoje e em 1964, quando os telefones foram listados à impressão do catálogo de 1965.

Sem uso de Inteligência Artificial.


Postscriptvm (23FEV2023):
Veja a metodologia da datação (1957) da parte do filme que registra Belém do Pará:

O filme publicitário Renda Priori & CIA. LTDA. é de 1957

Sobre o Projeto Laboratório Virtual - FAU ITEC UFPA

Ações integradas de ensino, pesquisa e extensão da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará - em atividade desde maio de 2010. Prêmio Prática Inovadora em Gestão Universitária da UFPA em 2012. Corpo editorial responsável pelas pesquisas e publicações: Aristoteles Guilliod, Fernando Marques, Haroldo Baleixe, Igor Pacheco, Jô Bassalo e Márcio Barata. Coordenação do projeto e redação: Haroldo Baleixe. Membros da extensão do ITEC vinculada à divulgação da produção de Representação e Expressão: Jorge Eiró, HB e Eduardo Lobo.
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