Os preparativos para o VIII Colóquio Luso-Brasileiro

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O VIII Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte acontecerá entre os dias 04 e 07 de abril vindouro e será sucedido, na sexta-feita, dia 08/o4, pela II Reunião Internacional do Fórum Landi que terá como tema os “Desafios à História e Cultura da Amazônia”.
Para que tudo aconteça como o planejado, Biá Maneschy e Ana Léa Matos visitaram hoje o Centro de Convenções Benedito Nunes, o “Hangarzinho” da UFPA, para entender sua estrutura física e logistica.
Representando a Universidade da Amazônia — UNAMA —, estiveram presentes os artistas plásticos Melissa Barbery e Emanuel Franco que farão intervenções no local: Emanuel será responsável pelo “pano de fundo” do grande auditório e Melissa por um elemento visual externo que identifique o evento; a UNAMA também montará paineis em homenagem ao filósofo Benedito Nunes.
O visual raciocinado só será materializado no sábado e no domingo (dias 02 e 03 de abril), pois há atividades agendadas que impedem a antecipação desses trabalhos.
O auditório Daniel Campbell da FAU, bem como as salas 01 e 02 do Ateliê, estão reservados para os mini-cursos da programação: terça-feira, dia 05; quarta-feira, dia 06 e quinta-feira, dia 07 de abril, entre 17 e 21 horas (por segurança). 

Filósofos, cronistas e críticos: seja feita a louvação.

No texto que respaldou a defesa oral da minha Tese (De São Braz ao Jardim Público 1887-1931: Um Ramal da Estrada de Ferro de Bragança em Belém do Pará), junto à PUC-SP  em 14 de junho de 2010, fiz uma pequena homenagem-agradecimento ao Dalcídio Jurandir e ao igualmente cronista e crítico Benedito Nunes:   

(…) O recorte temporal da pesquisa é de 44 anos e as entrevistas mereceram tratamento especial devido a sua abrangência de 25 anos sobre esse total. De igual importância como reflexão e referencia metodológica na utilização da História Oral foram os livros de Ecléa Bosi, Marina Maluf, Sônia Maria Freitas, Lucília Delgado, Walter Benjamin, Henri Bergson, Maurice Halbwachs, Paul Ricoeur e Paul Thompson, entre outros.
Quero destacar agora, dois paraenses de grande brilho intelectual que deram luz à pesquisa com suas contribuições excepcionais a respeito da vida dos moradores e do cotidiano da cidade através do romance, da crítica e da crônica. Ambos, Dalcídio Jurandir e Benedito Nunes interligados na Tese por “Belém do Grão-Pará” obra do primeiro, receberam da Academia Brasileira de Letras (ABL) o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de suas obras. Dalcídio já o havia recebido em 1972 e Benedito acaba de ser agraciado com o mesmo prêmio aos 81 anos de idade. Minha homenagem a estes dois “velhos” que conseguiram driblar as múltiplas maneiras de opressão da velhice pela sociedade capitalista; maneiras identificadas claramente por Marilena Chauí, na apresentação do livro Memória e sociedade, de Ecléa Bosi. (…)

Belém, 27 de março de 2011.

Professor Fabiano Homobono Paes de Andrade.