Colégio Souza Franco; um pedaço da UFPA (IN POST)

Prédio que hospedou o Centro Propagador das Ciências, a Sociedade Civil de Agronomia e Medicina Veterinária do Pará,  a Escola Normal Visconde de Souza Franco, a Escola Técnica de Agrimensura do Pará e a Faculdade de Filosofia, Ciências  e Letras do Pará; bem como o Ginásio Souza Franco, escola de aplicação da FFCL.

Interior do prédio em 1930.
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Antonio Gomes Moreira Junior (Belém, 16 de outubro de 1917 — Belém, 28 de novembro de 1998).
Primogênio de seis filhos do casal Antonio Gomes Moreira e Ermelinda Bentes Moreira.
Seu primário iniciou no Colégio Elienezer em 1923 e posteriormente nos grupos escolares José Veríssimo e Floriano Peixoto onde concluiu a 5ª série em 1929.
O curso secundário foi feito no Ginásio Paraense, que posteriormente passou a denominar-se de Colégio Estadual Paes de Carvalho, fazendo o exame de admissão em 1930.
Graduou-se em nível superior em Agronomia pela Escola de Agronomia do Pará (atual UFRA) em 1939 e posteriormente pela Escola de Engenharia da UFPA onde obteve o título de Engenheiro Civil em 1950.
Em nível de pós-graduação aperfeiçoou seus conhecimentos nos Estados unidos, na Universidade de Pordue em Indiana no ano de 1954 e Universidade de Houston no Texas em 1971.
Teve participação na política estudantil, desempenhando diversas funções: presidente de diretório acadêmico, delegado e representante nacional em Congresso Pan-americano de estudantes, sendo também pioneiro no Pará como editor de jornais estudantis.
No serviço militar pertenceu ao Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), anexo à primeira bateria independente de artilharia móvel, em Belém, sendo declarado Aspirante à Oficial em 1944.
Casou-se com a Engenheira Agrônoma Raimunda VonGrap Moreira em 15.10.1942, de quem se separou, casando-se posteriormente com a Srª Marlene Moreira em 01.11.62.
Como professor exerceu a atividade educacional em todos os seus níveis, incluindo o superior como professor da Faculdade de Agronomia e na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; a qual, seria transformada no Centro de Educação (hoje ICED-UFPA), o que possibilitou, na sequência, a viabilização do primeiro Curso de Pedagogia do Pará, um pouco mais tarde foi diretor da Faculdade de Filosofia quando esta já estava incorporada pela UFPA e depois diretor do Centro de Educação da UFPA.
Foi Secretário de Educação nos Governos Aurélio do Carmo e Aloísio Chaves e o primeiro superintendente da Fundação Educacional do Pará (origem da UEPA) no governo de Alacid Nunes – membro fundador do Conselho Estadual de Educação, onde atuou por mais de vinte anos.
Foi Diretor do Colégio Estadual Paes da Carvalho em dois períodos, de 14.03.1944 a 14.02.1951; também dirigiu o Instituto de Educação do Pará, IEP.
Em 1948 foi Presidente da Sociedade Civil de Agronomia e Veterinária do Estado do Pará, mantenedora do Ginásio Visconde de Souza Franco que dirigiu desde 1947/(?), período em que idealizou e realizou os Jogos Paraenses Ginasio-Colegiais (JOPAGICO) para integração das diversas instituições de ensino.
Participou da implantação da Escola Superior de Educação Física do Pará, sendo, como Presidente da Sociedade Civil de Agronomia e Veterinária do Estado do Pará, o responsável pela doação do terreno onde ela está localizada, o qual fazia parte da área do Colégio Visconde de Souza Franco.
Propiciou o intercambio profissional e estudantil de paraenses nos Estados Unidos por meio do Comitê Pará Missouri-Companheiros das Américas.
Instalou o primeiro Interact Club em 20/07/64 no Colégio Visconde de Souza Franco, com o estudante de agrimensura Edmundo do Carmo Souza Reis sendo Presidente.

Fonte: Escola Antonio Moreira Junior.

Estamos à cata de novas informações para completar esta postagem que está diretamente relacionada à criação da Universidade Federal do Pará, um fértil caminho às pesquisas sobre a nossa Instituição:
“PORTARIA Nº 79 de 25 de maio de 1958
Assunto: Doação de Patrimônio (Resolução Ass. Geral – 25/05/1958)
O PRESIDENTE DO CENTRO PROPAGADOR DAS CIÊNCIAS, usando de suas atribuições, RESOLVE: Fica a presidência autorizada a promover a doação dos bens, móveis e imóvel, e dos direitos do patrimônio social, à Universidade do Pará, desde que assegurada pela Universidade a manutenção definitiva da Escola Normal e Ginásio Visconde de Souza Franco, como Colégio de Aplicação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da mesma.
DÊ-SE CIÊNCIA E CUMPRA-SE.
CENTRO PROPAGADOR DAS CIÊNCIAS, em 25 de maio de 1958. Assinada pelo Presidente: ANTONIO GOMES MOREIRA JUNIOR”.

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6 respostas para Colégio Souza Franco; um pedaço da UFPA (IN POST)

  1. Maria Elisa Oliveira da Silva disse:

    Gostaria de encontrar postagens dos anos em que estudei no Ginasio Visconde de Souza Franco, no periodo de 1956 a 1964, mas está sendo difícil, na época o diretor era o Dr.Antonio Gomes Moreira Junior; meu avô foi funcionário do colégio durante muitos anos, trabalhava na portaria e seu nome era Pedro Gonçalves de Oliveira.

  2. José Sacramento disse:

    Eu tenho a impressão que a Escola de Agronomia do Pará não deu origem a UFRA, que surge da Escola de Agronomia da Amazônia fundada por Felisberto Camargo.

  3. Raquel Gonçalves disse:

    Alegria encontrar essa foto! Na época o nome era “Escola Particular Visconde de Souza Franco”
    O Diretor, claro, Prof Antônio Gomes Moreira Júnior. Estudei todo o antigo primário nessa Escola que por ser “particular” era “paga”

  4. Benedito Elias Souza Filho disse:

    Sou Benedito Elias, ex estudante do Colégio Visconde de Souza Franco na década de 60, onde cursei os 1º, 2º e 3º anos ginasiais, nos anos de 60, 61 e 62. O Colégio Visconde de Souza Franco, a época particular e tão bem dirigido pelo saudoso Engº. Agrônomo Professor Antônio Gomes Moreira Junior. Lembro-me bem daquele homem de estatura baixa, sempre vestindo um impecável terno, normalmente de cor cinza, cujo ilibado caráter se caracterizava pelo ar de austeridade, atitudes disciplinadoras, sem perder o senso de competente disciplinador.
    Àquela época, era muito difícil um aluno ter atitudes de indisciplina e ser conduzido à diretoria até a presença do Prof. Moreira Jr. pelas mãos dos, não menos austeros, inspetores de disciplina: Seu Raul e D. Rosa, porém, as raras vezes que isso ocorria, dificilmente o aluno deixava de ser punido, normalmente com uma suspensão, cuja portaria de punição, era afixada no mural do Colégio para que todos os alunos tomassem conhecimento da conduta do aluno, que ferira as normas disciplinares prescritas pela direção. E, ainda, uma cópia do documento era, obrigatoriamente, enviada aos responsáveis do aluno apenado.
    Lembro também do saudoso e extraordinário professor de português, chamado Aci de Jesus Neves Barros Pereira, que há 56 anos atrás já se preocupava em estimular em seus alunos o hábito da leitura, o enriquecimento do vocabulário, através da pesquisa, em dicionários, de palavras desconhecidas e a falar em público.
    Há cinco anos passados, fui fazer um curso de oratória na Escola de Governo e, para minha surpresa e satisfação, as técnicas adotadas foram exatamente as mesmas, as que o Prof. Aci preconizava para seus alunos, há mais de meio século, daí ter crescido muito mais a saudade, admiração e respeito por aquele ilustre mestre e educador.
    Ah sim! ia esquecendo de um detalhe, como eu houvera me destacado no curso de oratória, promovido pela Escola de Governo, o Professor e a turma perguntaram se eu já havia feito aquele curso. Logicamente respondi que sim, mas que tinha sido há 50 anos, no Colégio Visconde de Souza Franco e citei, orgulhosamente, o nome do inesquecível mestre ginasiano.
    Lembro de alguns colegas de turma, com alguns a amizade permanece até hoje, como é o caso do Benedito Monteiro (Bené Testa), Calixto de Melo Dantas e Clauriberto Levy. Lembro-me, ainda, de alguns outros, tais como: Fabiano, Francisco (Chico Boca de Velha), Gerson (Indio), Delcio Jardim, Zé Rodrigues, Edmundo, João Antônio (espingarda velha), Emanuel (morcegão), Euclides (Dunga), Heliana, Eliete, Heloisa, Rosimeire (in memoriam). Doces lembranças de companheirismo e coleguismo.
    Não podia deixar de falar nos Jogos Paraenses Ginásio Colegiais – JOPAGICO. Campeonato anual intercolegial, em que se disputavam as mais diversas modalidades esportivas.
    Era uma festa esportiva belíssima que congregava todos os estudantes, principalmente os de Belém, e suas respectivas famílias, que prestigiavam maciçamente todos os eventos. Os locais onde se disputavam as modalidades, eram lotados pelas torcidas organizadas e familiares, no mais perfeito clima de esportividade, alegria e respeito. Não havia presença de força policial em nenhum local de disputa e nunca presenciei nenhuma briga entre atletas ou torcidas organizadas. Parece-me que à época as pessoas eram mais civilizadas.
    Os colégios que mais se destacavam eram: Souza Franco, Magalhães Barata, Paes de Carvalho, Nazaré e Moderno. Eu tive a honra de disputar algumas modalidades pelos colégios Magalhães Barata e Paes de Carvalho, nos anos de 63, 64 e 65 (Magalhães Barata) e 66 e 67 (Paes de Carvalho), nas modalidades: futebol de salão, hoje futsal e futebol de campo, contudo, foram nas modalidades de pista que tive maior sucesso como atleta. Disputei as provas de 100m, revezamento 4x100m e 300m rasos, porém, o meu maior destaque foi na prova de 110m com barreiras, onde me consagrei tetra campeão dos JOPAGICO, naquela modalidade.
    Vale salientar que a única pista de atletismo que existia, a época, era a do Souza Franco. Lembro de alguns atletas de pista que disputavam algumas provas, tais como: Azevedo, Leão (fundistas), Gerson, Zé Rodrigues, Clauriberto Levy, Pelé (velocistas) e Joaquim Loyola, imbatível nos 300m rasos.
    Na abertura dos jogos de 67, tive a honra de entrar no estádio da Curuzu, completamente lotado, como se fosse RExPA, ostentando a tocha e acendendo a pira olímpica, privilégio, esse, conquistado por ter sido considerado, pela organização dos jogos, o melhor atleta do ano anterior. Inesquecíveis emoções!

  5. Nazare Cacilda Ledo de Sousa disse:

    Gostaria de entrar em contato com ex alunos do Colégio Souza Franco, pois fiz meu primário nos anos de 64 a 67.
    Lembro-me da professora de canto Vela Alves, das professoras Irene e Maria do Carmo Zamith Braga dentre outras.
    Cacilda Ledo

  6. JORGE OSWALDO SAUNDERS DA SILVA disse:

    ESTUDE NO SOUSA FRANCO, QUANDO ELE AINDA ERA PARTICULAR (MOREIRA JR), ESTUDEI, LEMBRO DAS AULAS DE MUSICA E DOS GRANDE PROFESSORES, MORAVA NA VILETA 1240, AO LADO DA CASA DO BELISÁRIO, SEGUNDA CASA DA AVENIDA TITO FRANCO. FOI UMA ÉPOCA MARAVILHOSA, PENA QUE A VIDA NOS OBRIGUE A MUDANÇAS, POSTERIORMENTE MOREI NA UnB E HOJE NA ZONA METROPOLITANA DE BSB. DEIXO MEU AGRADECIMENTO A TODOS DA MINHA ÉPOCA, VALEU A PENA.

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