Praça General Magalhães antiga General Ilha Moreira


“No livro do Ernesto Cruz (Ruas de Belém), essa praça é citada por duas vezes:
1 – página 23 – A doca do Reduto foi aterrada e transformada numa bonita praça, que recebeu o nome de General Ilha Moreira, depois mudado para General Magalhães (sic).
2 – página 158 – A 6 de setembro de 1912, o Conselho Municipal aprovou a Resolução nº 282, mandando denominar a Praça General Ilha Moreira a área onde estêve, tempos antes, a doca do Reduto. É a atual Praça General Magalhães (sic).
Uma anotação de meu pai (no livro), chama a atenção para um texto de Clóvis Meira publicado em O Liberal em 15/9/1988 onde existe alguma coisa sobre o assunto.
Em tempo: não achei o texto do Meira; não sei quem foi o Gen. Ilha Moreira, nem sei quem é o General Magalhães…
Continuo pesquisando.
[jb]”

O e-mail do professor Jaime Bibas, aqui transcrito na íntegra com o postal antigo acima, diz respeito a um espaço público privilegiado de Belém: a praça General Magalhães; também nome da avenida que circunda o Canal da Doca do Reduto.
Ontem pela manhã, feriado de Nossa Senhora da Santa Conceição Aparecida e Dia das Crianças no Brasil, fizemos algumas fotografias do depredado e abandonado lugar de Belém do Pará:

  

 

 
É inacreditável que uma bela opção de lazer para a população da capital do Estado do Pará se encontre em situação de extrema penúria, sem nenhuma ingerência do poder público (municipal, estadual e federal; em tese responsáveis, todos, pelos bens do Brasil).
Não existe policiamento na área que está entregue a moradores de rua, na maioria usuários de drogas, em alguns casos hostis.
A praça tem fama de “barra pesada”, pois há ocorrências de assaltos.
O dinheiro público gasto com a espetaculosa iluminação da praça Batista Campos poderia ter sido utilizado com atitudes mais conscientes em prol do cidadão belenense.

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9 respostas para Praça General Magalhães antiga General Ilha Moreira

  1. Meg disse:

    Ernesto Cruz era meu bisavô. Ele nem se formou e conseguiu escrever livros muito bons sobre a história da cidade apenas pesquisando. É engraçado porque nunca pensei que as pessoas – fora parentes – realmente lessem seus livros até agora xD Mas sinto muito orgulho e muita inspiração por ter tido alguém assim na minha família.

    • fauitec disse:

      Meg:
      Que tal você reunir os escritos, as fotografias e as publicações que seu bisavô inevitavelmente deve ter deixado e digitalizá-los?
      Seria uma bela contribuição ao PLANETA, já que dele fazemos parte.
      Pense nisso.

    • Henrique disse:

      Tem mais gente que lê esse livbro do que você pensa.
      Eu sempre que posso passo no acervo publico para beber mais um pouco na história da nossa cidade nesse livro delicioso.
      Do tanto que já escrevi desse livro, já devo ter ele digital.
      Entre em contato!!

  2. Regina Almeida disse:

    Segundo o trabalho de Rosana de Fátima Padilha de Sousa, “Reduto de São José: História e Memória de um bairro operário (1920-1940), o nome General Magalhães refere-se a “um General-de-Brigada baiano chamado Joaquim José de Magalhães, que chegou a Belém como tenente e depois foi comissionado capitão por ter participado da Guerra do Paraguai” (SOUSA, 2009, p. 41, 42)

  3. Regina Almeida disse:

    E no mesmo trabalho a autora afirma que “o General Ilha Moreira foi inspetor da 2ª. Região Militar no Governo de João Coelho (1909-1913)”.

  4. Regina Almeida disse:

    Já segundo Elizabeth Nelo Soares, em seu livro “Largos, Coretos e Praças de Belém” o nome General Magalhães refere-se ao “General José Vieira Couto de Magalhães, que era advogado, escritor, político e civil. Foi Presidente da Província do Pará. Sua patente militar foi-lhe concedida (de forma rara e excepcional) pelo imperador D. Pedro II, em agradecimento aos brilhantes serviços prestados durante a Guerra do Paraguai”.

  5. Elisabete Nelo Soares está enganada. General Joaquim José Magalhães era baiano herói da guerra do Paraguai e avô de Joaquim Magalhães Cardoso Barata por conseguinte meu trisavô.
    O local está pelas fotos um horror mas o que fizeram com o mausoléu do meu avô foi pior.
    Gostaria de colocar um recorte do jornal Liberal de 1993 (20 anos) que explica o nome do logradouro.

  6. Dina Elarrat disse:

    Gostaria de convidá-lo para abertura da praça magalhães barata. Dia 28/12/2018. Retiraremos o tapume!

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