UFPA 55 anos


Surgiu no site da Universidade Federal do Pará um signo representativo do seu quinquagésimo quinto aniversário, entretanto, não vimos nenhuma referência à criação ou ao propósito do desenho.
Curioso é o fato dessa insígnia não ter sido objeto de concurso amplamente divulgável, mesmo que dentre alunos, funcionários e professores; nem se arriscaria um certame externo, muito menos nacional, como tentaram no passado recente, por ocasião dos 50 anos, mudar o símbolo da UFPA — vilania malograda pelo bom senso silencioso.
Um prêmio de mil Reais em livros ofertado pela Editora da UFPA já seria suficiente para inflamar gênios de todos os cantos da instituição, independentemente dos cursos que lidam com habilidades para tal proeza: artes plásticas, comunicação social, arquitetura-urbanismo, cinema, teatro, odontologia, mecânica, engenharia civil, geologia, geografia…na vera do hoje todas essas fatias da pizza conhecimento são capazes de uma proposição sintética a uma comemoração que dá o compasso de 5 anos à cadência da academia.
Nada de mau se escolhessem o Emmanuel Nassar e dessem a ele alguns Benedito Nunes e outros Dalcídio Jurandir para elaborar a imagem, afinal, além dele ser professor aposentado da UFPA, é um artista paraense de peso internacional nas artes multiorquestráveis — a indicação de qualquer outro seria perigosa pela ausência da consagração/notoriedade.
Não se discute aqui se a marquinha dos 55 anos da UFPA é feia ou bonita — até porque Antonio José de Lemos não viveu o suficiente para ensinar essa matéria à gente —, mas, como a ela se chegou; ou, no pequeno, o nome do autor, para que não fiquemos, no futuro, atarantados, como ocorreu no caso do Maÿr Sampaio Fortuna, criador do primeiro brasão da UFPA e da simbologia na forma de cerâmica que identifica a FADESP.
O magnífico Reitor, Carlos Edilson de Almeida Maneschy, perdeu uma grande oportunidade de movimentar culturalmente a Universidade em todos os seus campi.
Se porventura essa tarefa foi entregue profissionalmente ao pessoal do marketing, não foi boa ideia, porque ninguém quer vender 55 anos, mas vivê-los intensamente.

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