O CENACULUM do RUMA

2013 03 Convite Cenaculum

Querido amigos,
Depois de algum tempo sem mostrar trabalhos em exposição individual, finalmente crio coragem para realizar, na Elf Galeria, a exposição “CENACULUM”, que está recebendo curadoria do amigo Armando Queiroz, Artista Plástico.
O vernissagem acontecerá no próximo sábado, dia 9 de março de 2013, às 11 horas.
A Elf Galeria fica na Vila Bolonha, nº60.
A Vila Bolonha fica ali no ladinho do Palacete Bolonha, na Av. Governador José Malcher, esquina da Dr. Moraes, Bairro de Nazaré.
Não tem o que errar.
Os trabalhos todos são pinturas na técnica mista sobre tela, e a temática versa sobre os Apóstolos de Cristo numa versão muito particular minha, numa ótica contemporânea, não atrelada às obrigações religiosas.
O texto abaixo, do Armando Queiroz elucida o trabalho além de possuir uma poética encantadora.
Espero vocês lá.
Abraço,
RUMA – Rui Mario Albuquerque

Elf Galeria convida para a exposição Cenaculum, do artista plástico Ruma.
Abertura: dia 9 de março, das 11 às 14h.
Visitação: de 11 a 30 de março de 2013
De segunda a sexta-feira, das 10 às 13h e das 15 às 19h
Aos sábados, das 10 às 14h.

Felizes os convidados para a ceia do Senhor! Doze pessoas e a escuta de palavras, até então, enigmáticas. Destinos, destinos a se cumprir. Doze trajetórias a se confirmar nos caminhos que farão sobre o globo terrestre, caminhos da Palavra. Caminhos do Cristo que há no pescador, no carpinteiro, no coletor de impostos, no homem comum que somos nós multiplicados: doutos na experenciação da carne, suas dúvidas, paixões e transcendências. Fragilidades humanas, tão humanas quanto as lágrimas vertidas no Monte das Oliveiras. Fragilidade e poder. Felizes os convidados para a ceia do Senhor!
Da mesma carne de Leonardo, Ruma nos convida à ceia da cor, da pintura. Pintura como expressão do alimento divinizante. Mantos sagrados da cultura universal. Felizes os convidados para a ceia do Senhor! Doze pessoas, doze destinos corporificados em pigmentos, tessituras e mistérios. Aportes para velames do pensamento onde se escapa da religiosidade costumeira e programada. Seres estruturados pelo espírito e pela matéria não conflitantes. Ao artista cabe nos guiar pelos rios e florestas do reencontro. Onde estarei eu refletido na negação de Pedro? Seremos nós o mais amado dos apóstolos? Onde estarão Maria e Madalena no silêncio das representações pictóricas do cenáculo? Judas e o preço de um escravo?
Velar e desvelar, acariciar a tela. Sonhar com coroas de espinho. Dar-se às revelações. Compreender que a espiritualidade convive com as coisas simples do cotidiano, ir ao escritório, pagar a contas do mês. Voltar para casa, sentar-se à mesa e confraternizar com amigos. Ir a uma galeria e ver-se refletido em doze apóstolos. Saber que os destinos da humanidade são intuídos fundamentalmente pela sensibilidade poética de cada um de nós. Sensibilidade esta, potencializada pelas mãos do artista. Felizes, então, os convidados para a ceia do Senhor!
Armando Queiroz
Madrugada, 2013

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