Modelos eleitorais consagrados nas universidades federais brasileiras

As eleições à direção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo se aproximam e os estudantes foram os primeiros a se preocuparem com o fato a partir de uma enquete.
O caminho natural do processo é que o Conselho da FAU institua uma Comissão Eleitoral independente com representatividade das três categorias: alunos, funcionários e professores à elaboração criteriosa de um Regimento que deve ser aprovado pelo próprio Conselho e posto em prática seu calendário.
A Comissão Eleitoral, pelo que demonstram os estudos da UnB, terá duas opções: a primeira seria plena obediência à LDB; a outra: o modelo paritário, marginal à Lei, mas adotado em 68% das universidades federais brasileiras ─ incluindo a UFPA, que o tem utilizado nas últimas consultas à reitoria.
Abaixo, em um pleito hipotético, daremos um exemplo da aplicabilidade dessas duas “fórmulas”, que na unanimidade de Nelson Rodrigues, chegariam ao índice “1”:

cvbn

Percebe-se que no modelo paritário a inteligência está na capacidade de organização política das categorias que compõem o mundo acadêmico, pois está claro que o comparecimento às urnas é fator decisivo à força do grupamento.
Quem mais falta em um sufrágio desse tipo são os alunos, seguidos dos próprios professores, esses os candidatos possíveis, já que não se admite aluno ou funcionário protagonizando a direção de uma faculdade; os funcionários acabam por decidir uma eleição por serem mais unidos e em número menor ─ o que é propício tanto ao autocontrole quanto aos interesses do conjunto.
O exemplo acima demonstra que no Sistema Paritário a CHAPA 2 vence a consulta, mesmo com menos votos de professores e alunos, simplesmente porque todos os funcionários estiveram presentes na votação.
Na aplicação do Sistema Proporcional, onde os docentes praticamente ditam os rumos da academia, a CHAPA 1 se torna vitoriosa, contudo, se apenas um professor migrasse à CHAPA 2, o resultado seria surpreendente, porque ela passaria à frente; num português claro: quem manda aqui é quem dá aulas.
Parece que o mais saudável, antes de se pensar em uma eleição e seus pressupostos candidatos, é que todas as categorias tenham suficiente conhecimento de três documentos essenciais à vida acadêmica da Instituição:
ESTATUTO DA UFPA
REGIMENTO GERAL DA UFPA
REGULAMENTO DO ENSINO DE GRADUAÇÃO DA UFPA

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