O Curro Velho foi considerado bairro de Belém

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Reitoria da Universidade do Estado do Pará (UEPA) pelo Google Street View

Ruas de Belém, de Ernesto Cruz, não se refere ao bairro do Curro Velho, mas a imprensa o designou como um logar da cidade, ou mesmo alçou-o à categoria de bairro como mostra A Noite Ilustrada (27JAN1934).
Isto não é suficiente, ainda, para se descartar a possibilidade do uso do porto e do prédio do primeiro matadouro municipal, dito Curro Velho, como hidroporto da NYRBA.
Antes da aviação comercial por aqui chegar como escala em rotas regulares entre as Américas, alguns raids aéreos foram registrados, como o de Nova York ao Rio de Janeiro em 1922 que fez escala em Belém – possivelmente a primeira vez que os belenenses enxergaram um avião.
O hidroplano Sampaio Corrêa II era pilotado pelo estadunidense Walter Hinton e sub-pilotado pelo cearense Euclydes Pinto Martins; além desses, um piloto-mecânico, um jornalista e um cinematographista – Santos Dumont os recebeu na chegada ao Rio de Janeiro em fevereiro de 1923.
Os aviões desciam na Baía do Guajará, sem ponto certo, mas geralmente eram aguardados pelas multidões – a população era avisada por mensagem telegráficas que davam a localização dos aparelhos ecoadas pela sirene do jornal Folha do Norte – no Porto de Belém: entre o Castello e o Curro Velho.
Houve piloto que amarrou na Recebedoria de Rendas, enquanto outros nas oficinas (estaleiros) da Port of Pará em Val-de-cães; alguns até pousaram no Chapéo-virado do Mosqueiro.

Veja imagens das comemorações da amerissagem do Sampaio Corrêa II no Rio de Janeiro: Revista da Semana (17FEV1923).

Sobre fauitecufpa

Projeto de ensino, pesquisa e extensão da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará - em atividade desde maio de 2010
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