Lazarópolis do Tucunduba — tentativa de configuração ilustrada 5 (conclusões)

Enquanto preparamos o sumário desta investigação a busca no Blog da Fau dará o seguinte resultado para Tucunduba: (hiperlink).
Iniciou-se este trabalho no dia 17 de junho passado (2017) com a matéria Ruínas do complexo de isolamento do Tucunduba; de lá para cá muito se especulou sobre o que haveria ao redor do muro (ruínas) da enfermaria construída em 1916 por Enéias Martins, a melhor delas segundo Souza Araújo, médico que ali fez obras como chefe da Comissão de Prophylaxia Rural e Saneamento (federal) no Estado do Pará de 1921 a 1924.
Souza Araújo (1922) e o jornalista anônimo do jornal Estado do Pará (1921) deram alertas para que se ajeitasse a orientação e disposição que tínhamos, vindas do croqui enviado pelo professor Márcio Couto Henrique do PPGH da UFPA:

Ampliável aos detalhes

Com a montagem de uma panorâmica usando três fotografias de épocas distintas estabeleceu-se um novo esquema que ultrapassa o ano de 1922 para mostrar outras benfeitorias daquele lugar depois de 1928 — ou até 1938 quando o Asylo finda — onde há de se destacar: a abertura da rua Barão de Igarapé Miri; o pórtico de entrada do Asylo; a colocação de um cruzeiro na expansão da praça que lá se dizia ter e parece corroborada com uma trave de futebol; postes de eletricidade; e: a construção de uma igreja (e outras duas edificações esparsas e recuadas desta) à margem da nova via (Barão), fora do limite antigo, ao sul.
Ao que se vê houve um projeto, e parte dele executada com razoáveis edifícios, para o leprosário do Tucunduba a partir de 1928 quando se inaugura, também, a reconstrução do pavilhão das nossas ruínas pelo provedor da Santa Casa e Intendente de Belém no ano seguinte (1929): Antonio Facióla.


Ampliável aos detalhes

A nova orientação com enfermarias de mesma (ou aproximada) superfície, como quis dizer Souza Araújo em seu desenho sobre mapa de Theodoro Braga, aliada aos clichês, dá ao entendimento que a casa visitada em junho passado na Barão de Igarapé Miri está sobre uma ou mais casinhas logo em sua entrada, segue perpendicularmente por um naco da via que separava essas casinhas da enfermaria mais antiga (1816) e pode passar, além do miolo desse velho telheiro adaptado, por cima da fóssa septica (1921) antes de chegar à muralha divisória com os fundos de terrenos e casas que se projetam à Jiparaná ao norte — retângulo laranja em proporções na imagem de satélite do Google.
Tais conclusões estão fundamentadas nas informações textuais e imagéticas aqui publicadas e são subsídios à elaboração de uma virtualização eletrônica mais acurada em 3D.

Fotos complementares atribuídas ao lugar (ampliáveis).

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