1940 — o “novo” Goeldi de Waterloo da Silveira Landim

Audiovisual em 2ª edição

Em Museu Paraense Emílio Goeldi; por Waterloo da Silveira Landim (2) do mesmo modo que traçamos um esboço biográfico do capitão-engenheiro-arquiteto Landim trouxemos à luz desenhos publicados em clichês da revista Vida Doméstica (RJ) de janeiro de 1938.
Das seis perspectivas contidas no magazine carioca quatro nos eram inéditas e contribuíram à virtualização de um novo prédio para o Museu Paraense Emílio Goeldi em projeto apresentado ao presidente-ditador Getúlio Vargas no início do Estado Novo — 1937-45.
A pretensa edificação, acredita-se, fora concebida entre os anos de 1936 e 1937 quando o capitão do Exército Brasileiro recém-formado engenheiro-arquiteto na Bellas Artes da Universidade do Rio de Janeiro, (manauara) Waterloo da Silveira Landim, servia no 26° Batalhão de Caçadores do Pará, sediado em Belém, vindo transferido da Capital Federal para onde retornou em julho de 1937.
Em novembro (de 1937) o advogado e cientista Carlos Estevão de Oliveira, diretor do Goeldi à época,  já passara dois meses no Rio com o propósito de solicitar o apoio do Governo Federal em favor do emprehendimento.
Em 10 de novembro de 1937 foi instaurada a Terceira República Brasileira por Getúlio Dornelles Vargas, um regime de exceção conhecido por Estado Novo que só finaria em 1945 com o cessar-fogo da Segunda Guerra Mundial; de 1933 até 1942 Filinto Strubing Müller era o chefe de polícia do Distrito Federal e simpatizante do Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (NSDAP, Partido Nazista) e da Geheime Staatspolizei (Gestapo, Polícia Secreta do Estado) — enquanto Estevão cumpria sua missão de angariar recursos à construção do “Novo” Goeldi na capital brasileira, Müller estava em viagem oficial à Alemanha encontrando-se com o chefe da Gestapo: Heinrich Himmler.
Tanto Filinto Müler quanto Waterloo Landim frequentaram a Escola Militar do Realengo no Rio de Janeiro; apesar de Müller ser mais velho que Landim presumivelmente uns oito anos, ambos possuíam a mesma patente (de capitão) em 1937.
O audiovisual é uma ficção, certamente uma ficção científica por assentar-se, em parte, na História; como no caso dos tanques destinados à reprodução de pirarucus, um programa de Carlos Estevão que ganhou destaque na imprensa nacional, transmutados em piscina única retangular por Waterloo.
O Palmarium, que no Goeldi real arrodeava os criadouros desses peixes amazônicos assemelhados n’alguns aspectos ao bacalhau, também foi contemplado ocupando os canteiros laterais da piscina que ao centro, em ilhota artificial, é adornada por mitológica sereia, em alusão ao Jardim Mythologico — quinta (chácara) original que abrangera o terreno onde seria construído o edifício projectado por Landim e que ainda hoje guarda a Rocinha e o Parque Zoobotânico.
O programa utilizado à modelagem do prédio nunca erigido foi o SketchUp e à ambientação de imagens e vídeos o Lumion 3d que lamentavelmente não possui exemplares da fauna e flora regionais.
As demais informações da produção estão contidas no audiovisual piloto (acima) passível de modificações em consequência de falhas interpretativas ou novidades advindas de pesquisas.

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