A vanguarda multimídia na Belém dos anos 1970

Experimentos cinematográficos de Ronaldo Moraes Rêgo & Cia.: década de 1970.

O artista plástico e arquiteto Ronaldo Moraes Rêgo resolveu abrir um velho baú que repousava no sótão de sua casa.  
Dentre as bugigangas, valiosos achados: cartuchos plásticos de filmes Super-8mm e um projetor Canon.  
Até aí, nada de mais, muita gente possui registros de casamento, aniversário, parto, viagem e outras ocorrências entocados. 
A particularidade está no conteúdo dos rolos utilizados entre os anos de 1974 e 1976. 
São experimentações domésticas e tentativas de profissionalização como o curta metragem SEGUNDO AS ESCRITURAS, com roteiro, abertura, ficha técnica, maquiagem, efeitos especiais, etc.
Para essa empreitada Ronaldo associou-se ao Janjo Proença e criou, em 1975, a produtora DISPNEYA.
As locação: Ruínas do Murutucu e Círio de Nazaré. 
Alguns de seus atores: De Campos Ribeiro, Fafá de Belém, Janjão e Manuel Aires Junior. (O cast é numeroso, contudo, só se terá sua dimensão quando a ficha técnica for recuperada, afinal, não há memória chapada que resista por quase 35 anos.)
Câmera: Ronado Moraes Rêgo. 
Direção e Roteiro: Janjo Proença. 
O fotógrafo Luiz Braga integrava esse laboratório cinematográfico.
As imagens do filmete abaixo, feitas hoje, mostram o conserto da máquina e suas primeiras projeções em uma parede. 
O Ronaldo promete se dedicar à recuperação da preciosidade e passá-la para uma mídia digital. 
Essa restauração demanda tempo e dinheiro e o bro não confia  ̶  aliás, ninguém confia  ̶  no poder público para realizar a tarefa.” (postado no Blog HB em 01 de dezembro de 2009)
Blog da FAU
Blog da FAU
Carlos Ronaldo Cardoso de Moraes Rêgo, professor adjunto da UFPA, está escalado para ministrar Representação e Expressão III neste 2º período letivo de 2011 na FAU, em substituição à professora Dina Maria César de Oliveira.
Ronaldo era estudante da Escola de Arquitetura à época dessas incursões pela “7ª arte”.
Blog da FAU

A casa Futuro de Matti Suuronen

A Imagem-link dará acesso ao artigo original completo.

As postagens recentes dão relevância aos personagens Yoko, Wharhol, Nico e Basquiat  — uma jovem e inédita celebridade negra no cenário internacional das artes plásticas da vaguarda chiquérrima.
Sim, mas o que isso tem a ver com Arquitetura e Urbanismo, foco do Blog?
Se observarmos que essas ocorrências se dão entre as décadas de 1960 e 1980, poderemos entender, com algum esforço,  o que se passava na cabeça dos jovens estudantes da Escola de Arquitetura da UFPA nas duas primeiras décadas de sua implementação (essa moçada hoje regula entre os 65 e 45 anos de idade).
Nenhuma inventividade de sucesso segue rota solitária, muito menos sem o aval crítico da sociedade.
Isso também serve à “Casa do Futuro” do arquiteto Matti Suuronen, possivelmente fã do desenho animado The Jetsons, produzido e dirigido por Hanna-Barbera entre 1962 e 1963:

 

Downtown 81 (5 partes, inglês sem legenda)

Cinesquizo: New York Beat Movie/Downtown 81
Abril 1, 2010

O movimento beat aconteceu na literatura nos anos 50 e teve como expoentes escritores como Jack Kerouac, Williams Burroughs, Allan Ginsberg, entre outros. O experimentalismo, as drogas, a estrada, a liberdade, embalada com o ritmo extasiante do jazz, o bop, ragtime, uma literatura que ultrapassou a noção sintática e modificou uma geração no mundo todo.
Nos anos 80 algumas pessoas estavam descrentes em uma criação de movimento artístico pelo mundo, pois acreditavam que toda forma de ultrapassar o já constituido, já haviam sido feitas. Enganaram-se…. O movimento criador da natureza nunca para e várias pessoas conseguem pegar seu rastro e destacar-se com sua produção.
Em Nova York as coisas ferviam como se fosse no tempo do beat. Andar na rua era uma experiência produtiva, encontros em todos os becos, guettos, avenidas. O movimento Hip-Hop cortava por fora a realidade de uma cidade que administrava problemas. Break, Graffiti, DJS, MCS, Negros, Brancos, Verdes. Cores corriam as ruas. O graffiti com humor colocava na rua o que era pra ser discutido com todos nas ruas, mas que a burguesia e os covardes governantes não queriam discutir. A música surgia sem rótulos, inclusive o que depois virou o punk music.
New York Beat Movie
Destas singularides Nova Yorkinas surge a idéia de se criar o New York Beat Movie, que também foi conhecido com Downtown 81. O diretor jovem desta presepada Edo Bertoglio reuniu um pouco de todo caldo de Nova York para criar um enredo que por várias horas se torna um documentário das artes de rua Nova Yorkiana… Cidade do Clun 57, Mudd Club, Palladium, entre outros.
O enredo conta a história do artista e grafiteiro (na época do filme já havia distanciado do grafitti) Jean-Michel Basquiat que acaba de sair do hospital apenas com suas roupas e seu clarinete e é despejado de seu apartamento. Sem dinheiro para resolver esta difícil situação Basquiat ruma ao centro da cidade, onde se depara com uma cidade cheia de vida, animada pela musica rap que está nascendo, o punk, pelas cores do graffite que colore a cidade, pelos bares, cabarés, clubs e cantos que compõe o espaço movel da cidade. Lá encontra antigas e futuras mulheres alegres, e a alegria da arte.
Os negros dançam, não tem mais medo de nenhum de nada. Grafitam as paredes, Um dizer: Quem é mais Onipresente. Nas alternativas políticos e empresas e a resposta correta SAMO, o nome de Basquiat como Grafiteiro. Este cinema nos leva aos buracos mais undergrounds de NY City no meio do efervecer do processo criativo. Este cinema trás pessoas importantes do movimento de rua e musical como o artista Jean Michel Basquiat, a cantora Deborah Harry que depois fundou a banda Blondie, o graffiteiro Fab 5 Freddy, os músicos Joe Bowie e Byron Bowie, Roberta Bayley, Snooky Bellomo, Tish Bellomo e outros malucos.
Dentre as bandas que participaram deste cinema e da trilha sonora, inclue-se Gray (banda de Basquiat), Cool Kyle, Tuxedomoon, DNA, The Fellons, The Plastics, Kid Creole & The coconuts, James White & The Blacks, Walter Steding & the dragon people.
Para baixar o filme com a legenda em português com a trilha sonora por torrent clique clique aqui.

E no Brasil, o que acontecia nesse meio, afeito às excentricidades?
O professor Domingos Tadeu Chiarelli, atual diretor do Museu de Arte Contemporânea da USP, analisa o livro “Explode Geração!”, de Roberto Pontual; um testemunho crítico do movimento expressionista intitulado “Geração 80”.
Leia o artigo abaixo em pdf: 
Uma resenha, mesmo que tardia: Roberto Pontual e a sobrevida da questão da identidade nacional na arte brasileira dos anos 1980
Ou acesse http://www.scielo.br/pdf/ars/v8n15/a07v8n15.pdf.

Nico, uma celebridade de Warhol

NICO: Corazón Vacío
‘La historia es una verdad que a la larga acaba siendo mentira, mientras que el mito es una mentira que acaba siendo verdad’. Jean Cocteau.
Hace ya muchos años nació en Alemania una niña llamada Christa Paffgen. Cuando se convirtió en adolescente decidió cambiarse de nombre y colocarse en determinados lugares estratégicos donde a veces ocurren cosas (puertas de bares, museos, tiendas de ropa). Así fue como Christa se convirtió en NICO, un personaje indolente y mentiroso, que a partir de ese momento se dedicó a construírse un nombre y un entorno, primero en el mundo de la moda (trabajando para grandes nombres como Chanel) y después en el cine underground o comercial (desde Fellini a Warhol) o en lo que saliese. Y lo que salió fue la música, primero junto a los primeros VELVET y después junto a John Cale, THE FACTION… pero componiendo ya sus temas y definiendo un estilo indefinible.
Su música es un reflejo de su alma por lo que resulta igual de hermética que ésta, lo único que queda claro es que supo lo que es la tristeza y la belleza. De hecho ella misma fue bella y triste. La importancia de su música es idéntica a la importancia de su personalidad. Alguien que sabía ser tonta o intelectual según le interesase. Alguien que sabía no sentir y hacer sentir. Alguien que influyó en artistas de su generación más que cualquier tendencia (que se lo pregunten a Bob Dylan, Jim Morrison, Ernest Hemingway o Jean Baudrillard), por no hablar de otras generaciones (el punk, los nuevos románticos, el slow rock…desde Siuxie Sioux a CAMERA OBSCURA, pasando por THE CURE). En definitiva, una personalidad compleja y controvertida que tuvo un hijo con Alain Delon, contactos con la banda terrorista Baader Meinhoff y que supo estar en todos los sitios donde ocurría algo durante tres décadas (los sesenta, los setenta y los ochenta), rodeada siempre de un aura de malditismo (su música no es precisamente comercial) y fracaso.
Pues bien, las claves para entender a NICO y ver más allá de una vida cargada de sucesos y excesos están todas en sus discos. Discos que están por encima de cualquier catalogación estilística y más allá del tiempo y del espacio (¿alguien que no conozca a NICO podría fechar y localizar aproximadamente alguno de sus discos después de escucharlo?).
Su primer disco largo fue ‘Chelsea girl’ (1967), una maravillosa colección de canciones en su mayoría ajenas (de Bob Dylan, Jackson Browne, Lou Reed…) que NICO convierte a un minimalismo preciosista que arrulla al oyente envolviéndolo en un aura melancólica e ingenua por momentos y ruidosa y triste en la formidable ‘It was a pleasure then’, compuesta por la propia NICO junto a Lou Reed y John Cale. Se trata de un disco desnudo e intenso que se desmarca tanto del movimiento hippy como del rock transgresor de los VELVET erigiéndose como un rara avis en el panorama musical y adelantándose en décadas al pop ralentizado y ruidista que surgiría en los noventa. Pero más allá de su importancia histórica es un disco conciso y cargado de una extraña emoción (la voz de NICO es fría y asexuada pero conmovedora).
Su segundo disco, titulado ‘The marble index’ (1969) es para muchos su mejor trabajo. Se trata de uno de los álbumes más tortuosos y densos de la historia de la música, con una cuidadísima producción de John Cale, que envuelve las sencillas melodías arcaicas (casi medievales) de NICO en una impecable atmósfera carente de ritmo (NICO odiaba las baterías y los bajos) y repleta de chirriantes cuerdas que se desacen en épicos crescendos (increíble ‘Evening of light’). El disco posee un tono como de cuento de hadas depresivo y adusto que se pierde en laberínticas profundidades ‘Frozen warnings’ y una absoluta unidad reforzada por las pistas contínuas. Las letras están cargadas de referencias mitológicas y surrealismo, apreciándose la influencia de los poemas inspirados por el opio de Coleridge (admirado por NICO) o de la obra de William Blake y los poetas románticos. Lo increíble de este disco es ser consciente de en qué año fue publicado y lo que significa, no ya de transgresión sino de obra única sin precedentes ni continuidad. Un disco que parece totalmente intemporal y aislado en cuanto a influencias (algo que a veces se considera utópico en el arte).
Su siguiente disco saldrá en el 1971 con el título de ‘Desertshore’. En su portada vemos un fotograma de ‘La cicatrice intérieure’, película dirijida por su pareja de entonces, el cineasta maldito Philippe Garrel. NICO actuaba y ponía música en ésta y otras películas del realizador francés, muchas de ellas mudas (era como la vanguardia dentro de la nouvelle vague).
El disco contiene un puñado de oscuras canciones, tanto en inglés como en alemán o en francés, destacando una pequeña pieza compuesta por NICO para que la interpretase su hijo Ari, resultando de una perturbadora belleza naif. En general se trata de un álbum que expresa una total desolación, sin duda similar al aspecto que presentaba el ático donde vivían NICO y Garrel en París, donde al parecer sólo había cuatro paredes pintadas de negro, unas velas, palomas muertas y un armónium. Es curioso que un disco tan triste irradie a la vez tanto amor y trate el tema de la familia con tal carga emotiva. Considero que las tres canciones dedicadas a su familia son el hilo conductor y la auténtica base conceptual del disco. Especialmente con el tema dedicado a su madre, NICO parece buscar la reconciliación y por fin desnuda sus sentimientos. Estos aspectos personales aparecen recubiertos de símbolos de la tradición romántica alemana (castillos, halcones, trompetas militares…). Al parecer John Cale se dejó influír por Gustav Mahler en su forma de producir y aderezar las composiciones de NICO.
En el 1974 y como homenaje a Jim Morrison graba ‘The end…’ una colección de temas propios más una versión del ‘The end’ de los Doors y otra del ‘Das lied del deutschen’ de Haydn. En esta época el pilar sobre el que se construye su sonido es el armónium con el que NICO componía y tocaba en directo, su instrumento predilecto y recurrente. Cuando, más adelante le roban el armónium, se derrumba psicológicamente hasta que PATTI SMITH le regala uno nuevo. Es también la época en que empieza a ser conocida como la ‘diosa de la luna’, debido a su cambio estético y su estilo cada vez más siniestro. El disco refleja su creciente obsesión por la muerte (provocada por el fallecimiento de tantos miembros de su generación, desde Edie Sedwick a Jimi Hendrix). La prensa le dedicó titulares como ‘Nico más triste que nunca’ o comentarios como ‘Su versión de The End constituye la banda sonora de una caída libre hasta el fondo del abismo. Nico es como ese mármol puro y muerto de una acrópolis en ruinas, una columna desmoronada de la ribera subterránea de la laguna Estigia de Morrison’. Parece ser que NICO se quedó absolutamente conmocionada al ver a Morrison en un coche por las calles de París, con el rostro hinchado y la mirada perdida, días antes de su muerte.
El disco posee de nuevo la impecable producción de John Cale, que adorna las canciones con sonidos que oscilan entre el clasicismo y la transgresión (ejemplo de esto último son los ensordecedores ruídos que anteceden a ‘Innocent & vain’).
Su siguiente disco sale en 1981 con el nombre de ‘Drama of exile’ y debido a unos problemas con los derechos se vuelve a grabar con una producción muy distinta en 1983. Ambas versiones son lo más flojo de su carrera ya que introduce nuevos músicos y da un giro hacia un sonido más cercano al rock convencional (aunque incorpora cajas de ritmos y programaciones). En definitiva intenta modernizar su sonido cuando ella siempre estuvo más allá de las épocas y los estilos. El disco incluye un tema de Bowie/Eno ‘Heroes’ y el ‘I’m waiting for the man’ de Lou Reed.
A mi modo de ver recuerda en algo al sonido de las primeras grabaciones de JOY DIVISION cuando aún se llamaban WARSAW. Incluso Ian Curtis siempre me ha recordado a NICO en su manera de cantar.
En 1985 publica su último disco, titulado ‘Camera Obscura’, junto al grupo THE FACTION. En el vuelve a construír un disco perfecto, el más siniestro y abstracto de su carrera. La producción vuelve a ser magistral y completamente inclasificable, destacando la imponente ‘My Heart is Empty’ y la mortuoria ‘Tananore’. En el tema que da título al disco (y que lo abre) observamos una instrumentación en apariencia caótica y disonante, que envuelve la voz sintetizada de NICO y termina con unas ráfagas de clásica trompeta y piano. Es una especie de introducción que da paso a ese solemne himno mortuorio que es ‘Tananore’, envuelto en atmósferas electrónicas y obsesivos ritmos metálicos. A continuación ‘Win a few’ recuerda en su producción a la electrónica oscura y abstracta que se practica hoy en día en sellos como Download, aunque mucho más etérea y menos agresiva. En mi opinión ‘My funny valentine’ y ‘Das lied von einsanen madchens’ (los únicos temas que no compone NICO) rompen un poco la unidad del disco aunque estén producidos de forma muy similar al resto. Para acabar diré que ‘My Heart is empty’ me parece uno de sus mejores temas y un auténtico resumen de su vida.
Desde la década de los setenta NICO ofreció cientos de conciertos por todo el mundo, acompañada de diferentes músicos y del obligado armónium. Estas actuaciones le sirvieron de sustento económico y le proporcionaron gran cantidad de fans incondicionales en todo el mundo. Aunque no entrase en las listas de los más vendidos, NICO disfrutó en vida de un gran reconocimiento tanto de público como de crítica, de hecho se le dedicaron multitud de alabanzas desde la prensa musical. Algunos de sus austeros y memorables conciertos han quedado inmortalizados en multitud de grabaciones piratas como pueden ser ‘Nico in Europe’, ‘Do or Die’, ‘Live in Tokio’, ‘The Peel Sessions’ y un largo etcétera. Junto a estas actuaciones, NICO realizó colaboraciones musicales con personajes de lo más variopinto, desde KEVIN AYERS, BAUHAUS o MARC ALMOND a los españoles NEURONIUM, un olvidado grupo de rock progresivo al que prestó su voz en un recitado de Edgar Alan Poe titulado por el grupo como ‘Vuelo Químico’.
En 1988 NICO se cae de su bicicleta mientras paseaba por la isla de Ibiza en un día de verano y muere. Este accidente absurdo ponía fin a una vida dura pero siempre cargada de esperanza en un futuro incierto. Muchos pensaban que NICO ya había pasado todo lo peor y que su suerte iba a cambiar, pero el destino le gastó esta pequeña broma, interrumpiendo así la vida de una de las personalidades más fuertes y creativas que surgieron en la década de los sesenta. (escrito por ANXO CUBA) http://www.sysvisions.com/feedback-zine/articulos/a_nico.html

Andy Warhol, Screen Tests (1964-1966)

Alguns desse filmes, sonorizados posteriormente, por questões de direitos autorais, não podem ser incorporados a blog e/ou sites; contudo, se pesquisados no Youtube como “screen test + warhol” se chegará a resultados interessantes.
Só há de se ter cautela, pois existem vídeos atuais que utilizam-se da mesma proposição de Warhol, como banal alusão ou séria referência ao designer gráfico e publicitário consagrado mundialmente como artista plástico, mesmo que controverso.

Yoko Ono (artista plástica da vanguarda multimídia)

Performance e filmes experimentais de Yoko na metade da década de sessenta.