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Uma Belle Époque agora do Pará

O paraense cultua uma nostalgia do ciclo da borracha. Mas vive-se hoje uma efervescência cultural bem mais interessante do que na época do colonialismo francês
Por João de Jesus Paes Loureiro
Ilustração Bel Andrade Lima

O passado não pode matar o presente. Nem tornar o presente o passado de um passado. O que passou mantido como símbolo de valor que ultrapasse o presente. O passado deve ser respeitado, garantido em sua integridade, resguardado como exemplo de um contexto cultural, mas não em superposição de superioridade ao presente.
No Pará perdura ainda a ideia de ter havido uma Belle Époque (expressão marcada do apogeu parisiense no fin du siècle) correspondente ao período final do ciclo da borracha, que teria elevado a cultura local a uma altura jamais alcançada depois dela. A partir de então viver-se-ia a história de uma queda, prostrados em um estado comatoso e letárgico. Instalou-se pela cultura dominante a ideia de uma via-sacra às avessas: a ressurreição anterior à agonia. Teria havido a Belle Époque e, depois… o resto! O não-lugar do novo. Mas não é propriamente assim.
A celebrada Belle Époque de Belém, como se diz, na verdade foi o fausto colonialista da Belle Époque francesa beneficiando-se do mercado consumidor do Pará amazônico, ainda com os bolsos cheios do dinheiro da borracha. A consagração de um colonialismo elegante que se tornou modelo para o gosto e motivo inibidor do reconhecimento de uma produção local com as características de um “ethos” amazônico, considerado, nessa óptica, em descompasso com as artes modeladas na Europa.
Houve na Região Norte um longo período de relativo isolamento até fins da década de 1950 e durante a fase de emparedamento político cultural via ditadura militar (que considerou a Amazônia uma terra sem homens para a vinda de homens sem terra, sacramentando a invisibilização do homem na região). A partir de meados da década de 1990, a arte no Pará vem assumindo gradualmente sua fisionomia de expressão simbólica da cultura intercorrente com as técnicas e procedimentos da arte moderna, sobretudo desde a pop art. Saindo da condição de espaço fértil para o extrativismo científico, cultural e artístico, o Pará vem assumindo sua fala como produtor de conhecimento, detentor de valores próprios, criador de formas artísticas: o “Pássaro Junino” como invenção de um gênero de teatro musical popular; o “Boi Tinga” como um caso de dança-teatro na época junina; o Carimbó” e o “Lundu” como ritmos de possibilidades jazzísticas e eletro; as “guitarradas” e o “tecnobrega” como incorporações do pop caribenho; a dança de pesquisa local intercorrente com linguagens contemporâneas do movimento; a literatura de pensamento universal a partir do local; a fotografia, o cinema, a história em quadrinhos, o grafitismo, a pintura corporal indígena, o design de joias, o ecumenismo do Círio de Nazaré e a culinária. Operam-se originais hibridizações próprias das paisagens etnoculturais configuradas pela civilização internética. Percebe-se uma cadeia produtiva no campo das artes envolvendo pesquisa, realização, circulação e consumo desconfinado.
Estamos assistindo a uma época na qual “Belém se mexe”. Reverbera essa forma de efervescência da produção artística local. Isso não significa fechamento ou circunscrição no círculo do silêncio regional. Trata-se de uma expressão a partir do local, plurissignificativa, assimiladora e hibridizante, superpondo a paisagem cultural nativista moderna à paisagem da geografia eletrônica da comunicação, o imaginário local dialogando com o imaginário cósmico. Entre o rio e a floresta vê-se o infinito. No confronto com a modernidade pós-moderna há uma dionisíaca poética do imaginário.
Esse desentortar a antiga história da enviesada Belle Époque parisiense em Belém para a atual “bela época” de um nativismo moderno e transacional emerge da criatividade dos artistas. E traz em sua estrutura a incorporação frontal das relações estéticas complexas da contemporaneidade, o fascínio pelas poéticas da individualidade, as transgressões de modelos hegemônicos, a substituição da imitação pela iniciativa de propor novas formas e possibilidades criativas, legitimação de materiais locais na mesma dimensão dos já consagrados historicamente em outras culturas.
Há, para quem possa observar atentamente, uma visível anomia na expressão cultural da arte no Pará. Uma mudança de qualidade e quantidade acumulada por décadas e que, no contexto de sua realidade possível, se revela na diversificada produção artística e passa a ter um público crescente que reconhece o valor contido nessas poéticas.
A arte é uma encantaria da cultura. As encantarias são olimpos submersos nos rios da Amazônia habitados pelos encantados, que são signos e deuses desse relicário que é o imaginário amazônico. Expressam a poética dos rios de água doce e da floresta. Assim, também, as artes no Pará mostram-se como um jorro de poética nativista moderna, no oceano universal da cultura. Um crescente diálogo transacional com a contemporaneidade do mundo. Esta sim pode ser considerada a emergência de uma “bela época” artística de Belém e do Pará.

João de Jesus Paes Loureiro é escritor, poeta, autor dos livros Café Central – O Tempo Submerso nos Espelhos, Água da Fonte, Romance das Três Flautas, entre outros.

Fonte: Bravo DEZ/2011.

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Perspectivas para o Setor de Real Estate no Brasil em 2012


CM-Nota-241111-final (arquivo em pdf.)

Material enviado pelo professor Claudio Tavares de Alencar – associado Poli/USP.

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Por que Mora na Filosofia não está na Internet?


Não há sentido um documentário produzido com dinheiro público e que já foi exibido em televisão aberta ficar fora do circuito internético.
É muita toca da TV Cultura.

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Corra que a Tropa de Elite vem aí!

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Maloca do Orlando — Barcarena-PA



Blog da FAU
No sábado passado, dia 10 de dezembro, visitamos o Furo do Arapari, distante 22km de Barcarena (menos de 10km de Belém); ali se encontra o restaurante Maloca do Orlando: um complexo ribeirinho aconchegante onde se pode apreciar a comida regional em responsável preparo: peixe, camarão, açaí, cacau, etc.
O falecido Paulo Martins, embaixador-mor da culinária paraense, lá fez um de seus encontros com os maiores chefes de cozinha do planeta.
Em um sabadão sem regras gasta-se em média R$33,00 por cabeça; incluindo o serviço.
Uma boa opção às confraternizações de final de ano; já que as chuvas não chegaram, nem os maruins apareceram.
O transporte tem que ser próprio ou contratado, não há linha fluvial regular para se chegar até lá.
(Celular da Maloca do Orlando: 9233-0350.)

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Orla de Belém vista do rio Guamá

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A tentativa urbanista da Companhia Ford na Amazônia ou a primeira geração de company towns na floresta; por José Júlio Lima

Edificação com traços do estilo Cape Cod na cobertura e nas aberturas, comum em cidades do Meio Oeste americano, construída em Belterra com a função de abrigar trabalhadores solteiros da Ford Motor Company
Foto José Júlio Lima

O livro Fordlândia: ascenção e queda da cidade esquecida de Henry Ford na selva do Prof. Greg Grandin foi escrito a partir de uma minuciosa pesquisa documental nos arquivos na Companhia Ford nos Estados Unidos e no Brasil. Embora não tenha o caráter acadêmico, o livro é representativo da linha editorial comum no mercado editorial norte-americano constituído por biografias e relatos não ficcionais. Além dos documentos, o autor realizou viagens a Amazônia, obteve entrevistas com brasileiros e americanos que viveram nas duas cidades mandadas construir por Henry Ford no final dos anos 1920 na localidade de Urucutituba, primeiro Fordlândia e depois Belterra, esta última distante 100 km de Santarém no Pará.

Talvez fosse o caso de se esperar um livro sem novidades para a análise do urbanismo das company towns na Amazônia. Pelo contrário, a sistematização de informações obtidas ao comparar as cidades de Ford da Amazônia com outras dezenas de cidades da companhia nos Estados Unidos revela as referências formais para a implantação de núcleos populacionais e a transposição de uma tipologia arquitetônica, que, até hoje, é considerada peculiar quando se visita o que restou das cidades na região de Santarém. Acredita-se que as informações da trajetória “urbanística” da empresa Ford na obra de Grandin pode dialogar com outras de caráter acadêmico sobre o tema das company towns construídas em décadas posteriores na Amazônia (1). Os trabalhos acadêmicos produzidos sobre o tema têm enfatizado o quanto a gestão das company towns revela o caráter segregacionista da empreitada industrial e utilização da cidade como parte da produção capitalista, logo, a experiência de Fordlândia é relativamente pioneira na forma urbanística, mas já apresenta o que estava por vir nas company towns da Amazônia (2).

O objetivo de Ford com a instalação das cidades era construir as bases para que os gerentes e trabalhadores na plantação de seringueiras pudessem produzir borracha para abastecer suas linhas de produção nos EUA, uma forma de se livrar dos preços praticados pelos asiáticos. Para a economia combalida do estado do Pará a iniciativa de Ford foi cercada de imensa expectativa de retorno para a Amazônia, pelo menos de parte do fausto da época de ouro da borracha para a região (1858-1912). O fato marcante e bastante explorado no livro, diferentemente da literatura sobre o período é a transferência (ou roubo) de mudas por Henry Wickham no final da década de 1870 para os Reais Jardins Botânicos de Londres e depois para a Ásia, seguida pela baixa no preço internacional e o início das pesquisas para a produção de borracha sintética. A narrativa histórica mostra o quanto a oportunidade de reerguer a economia de exportação do látex na Amazônia torna-se objeto de negociações envolvendo a companhia Ford, o governo do Pará e o governo federal brasileiro por meio de intermediários políticos e científicos envolvidos na viabilidade do projeto por meio da concessão de um milhão de hectares e renúncia fiscal. Por se tratar da empresa-símbolo da fase do capitalismo comercial, o autor articula a criação e as dificuldades encontradas com a manutenção das cidades com a personalidade de Ford e suas idéias sobre a sociedade e negócios. Entre inúmeros erros e poucos acertos as cidades foram construídas, ocupadas e por fim, reconhecidas como inviáveis, assim como a idéia de plantar seringueiras em substituição a coleta do látex de árvores nativas.

O livro é divido em três partes. Na primeira, o autor trata dos acontecimentos que antecedem a iniciativa de Ford em construir na Amazônia, explora seu temperamento difícil e narra fatos envolvidos na construção de Fordville, sua primeira experiência “urbanística” nos EUA. Na segunda parte estão presentes os bastidores do encontro de interesses entre brasileiros e americanos em torno da idéia de construir na Amazônia uma cidade empresa onde além da exploração da borracha, outros produtos como a madeira e produtos não madeireiros teriam competido para que a empreitada de Ford se tornasse uma realidade. Na terceira e última parte, o autor utiliza-se principalmente do material de suas entrevistas para fazer um confronto entre os informantes que viveram em Fordlandia e em Belterra para concluir o livro com um balanço comparativo do que foi Dearborn nos EUA e o que foi Belterra no Brasil. Por fim, o autor usa o fato de Ford jamais ter vindo ao Brasil, diferentemente de Getúlio Vargas que esteve em Belterra para sugerir que, assim como a espera por Ford, a região ainda espera pelo desenvolvimento.

As dificuldades de construir em meio a selva amazônica não eram os únicos desafios, em se tratando de uma company town, o livro narra a segregação do espaço ocupado pela a gerência e os bairros dos trabalhadores. A tensão constante em torno de direitos trabalhistas funciona no livro como fio condutor para a análise urbanística. Segundo, o livro as idéias de Ford acerca de vantagens trabalhistas em termos salariais como forma de evitar a organização sindical já vinham de longa data. Daí a criação de cidades para os trabalhadores, forjar elementos que passaram a ser associados com a cunhagem do termo fordismo, ultrapassando a relação com o pioneirismo da linha de montagem e o controle do tempo para a montagem de carros.

A abordagem da cidade empresa no livro é feita com a composição das idéias de Ford sobre sua utilidade para a produção industrial tanto como local de moradia como também sua função social para as comunidades no entorno. A construção dos bairros residenciais dos americanos e dos brasileiros em Fordlândia é relacionada ao seu perfil modernizador e capitalista de Henry Ford. Os métodos utilizados pelo industrial para criar a companhia nos EUA e suas idéias reformadoras – tido como um pacifista em seu país, defensor da sociedade global sem guerras, antissemita, contra a bajulação do governo– são tratados ora como contraponto, ora como parte constituinte da instalação das cidades e sobre a conduta de seus gerentes e representantes. O autor associa da arquitetura do estilo Cape Cod das casas com águas furtadas e coberturas de duas águas a práticas de jardinagens e ações contra o consumo de leite de vaca como parte do gerenciamento da cidade.

As company towns de Ford antes da experiência amazônica de Fordlândia foram laboratórios para que o urbanismo funcionasse como parte de uma utopia de produção e consumo capitalista, cada morador trabalhador era responsável por um modo de vida fordista e industrial onde deveria seguir uma norma de conduta e cuidar do ambiente doméstico e urbano. Enquanto as company towns eram criadas nos EUA, o “controle” da “sociedade” ou da comunidade de trabalhadores atraídos por Ford esteve constantemente sob as visitas feitas pelo Departamento de Sociologia da empresa no afã de controlar o álcool e o adultério no interior das company towns e propriedades de Ford.

A cidade funcionava como meio para que a empresa exercesse ações de controle da vida dos seus trabalhadores. Para Ford, a vida dos empregados estava tão imbricada com a empresa que o controle exercido pelos gerentes deveria ir além das horas de trabalho, havia um serviço social que visitava os moradores para aferir e prevenir casos de alcoolismo, plantio de flores e legumes nos jardins e quintais nas cidades da empresa nos EUA e no Brasil. Um verdadeiro código moral era parte integrante da gestão da fábrica e das cidades de Ford.

No Brasil, ao mesmo tempo em que ocorriam experiências de manipulação genética (até certo ponto mostradas como amadoras devido ao descrédito de Ford para com a ciência), o autor mostra que há uma contraposição entre a produtividade, representada pelas frentes de trabalho ocupadas em abrir áreas para instalação dos seringais e a exploração da madeira e a gestão da cidade. O grupo gestor liderado por vários funcionários de confiança de Ford, é caracterizada por uma posição de mediação constante entre os trabalhadores ocupados da construção de edificações, e funcionamento do hospital da escola e de manutenção de serviços sanitários.

Quando da escolha da referência tipológica para a construção de Belterra optou-se pelo mesmo mandado construir em sua cidade Irma de Alberta (hoje um campo experimental da Universidade de Michigan). Belterra parecia uma cidade do Meio Oeste com uma praça, Modelos T e A rodavam em suas ruas retas, ladeadas por hidrantes anti-incêndio, calcadas, postes de iluminação e bangalôs verdes e brancos dos trabalhadores, com quintais e jardins bem cuidados. Onde o centro da cidade teria que ser ocupado por estabelecimentos comerciais e o layout das áreas residenciais deveria ser quadriculado. Apesar de Ford ter sido contemplado com uma concessão de terra de 1 milhão de hectares, dos quais era obrigado a plantar 400 hectares, o que nunca ocorreu, a escolha do local para a instalação da cidade não foi feito de maneira exitosa. A presença do rio e da floresta não era referência para a cidade e para a plantação. O autor relata os erros cometidos para os dois objetivos. Para a cidade não havia condição de acesso pelo rio, daí a primeira cidade ter sido abandonada após um incidente envolvendo os trabalhadores. Quanto a escolha da área para plantação, há evidências de que Ford não levava a sério a necessidade de contratar biólogos para instruir o manejo necessário para que o projeto fosse efetivado.

Há paralelos entre Alberta e Belterra. A primeira construída A exploração madeireira não era uma novidade para Ford. A construção de outras cidades nos EUA, como é o caso de Dearborn trouxe, assim como Fordlândia e Belterra, a possibilidade de exploração de madeira para as indústrias Ford. Os modelos de carros dos anos 20 e 30 continham peças em madeira, moldadas em espécies obtidas das florestas no entorno das suas cidades.

Um dos pontos abordados no livro diz respeito a um aspecto ligado a decisão de construção de cidades novas: partir ou não do zero em termos da pré-existência de comunidades organizadas em pontos específicos do território. Embora haja relatos de que Ford era contra a idéia de construir em áreas sem ocupação anterior, após as primeiras experiências com o “aproveitamento” de comunidades, a empresa passa a construir em locais onde não havia absolutamente nada. As razões apontadas pelo autor referem-se às dificuldades encontradas pela empresa em razão do alto custo pelo fornecimento de serviços médicos e educacionais que passam a substituir o poder político local. Para os recebedores torna-se uma situação bastante interessante. Especialmente na Amazônia dos anos 1920 e 1930, quando levas de nordestinos deslocam-se em busca de emprego. Os hospitais de Fordlândia e Belterra eram considerados os mais equipados da região.

A pesquisa acadêmica sobre company towns tem se constituído problema recorrente. Há posicionamentos sobre a gestão dos espaços urbanos, dos impactos causados pelos próprios projetos econômicos envolvidos na instalação das plantas industriais e correlacionados com a localização e morfologia das cidades, assim como uma discussão sobre o envolvimento político das cidades como instrumentos de ocupação regional. Ao abordar Fordlândia e Belterra por meio de uma série de posicionamentos sobre a sociedade explícitos de Ford, Grandin sugere que diferentemente de outras cidades, os pressupostos já eram claros e diferentemente, se assim for possível fazer um paralelo, não estavam ocultos ou embutidos em um discurso desenvolvimentista como é o caso de Barcarena, Serra do Navio ou Carajás. A promoção dessas cidades segue condicionantes voltados ao potencial energético da Amazônia, principalmente o hidrelétrico. Porém, ao incluirmos a argumentação de Grandin neste fluxo de idéias, estaríamos, em pleno anos 1940s, antes das mudanças do comando político no Brasil e do “politicamente correto” no mundo, ou seja, as exigências ideológicas impossibilitam o tratamento de forma tão explícita questões que, por mais que estejam presentes nos debates dos anos 1990s na Amazônia, já estavam colocadas na cooperação entre Ford e o Estado brasileiro. É por exemplo a queimada da floresta, a caça, a depredação em nome da ocupação necessária da floresta. Atitudes “normais” nos tempos de Fordlândia e Belterra. Hoje, as company towns construídas por seis décadas na Amazônia são evidências do acúmulo de inadequações cometidas na tentativa de ocupar a floresta.

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notas

1
Após a experiência de Fordândia e Belterra seguem outros exemplos, caso de Vila Amazonas e Vila Serra do Navio no Amapá (ambas ligadas a Industria e Comércio de Minérios – Icomi), Vila Cachoeirinha em Rondônia (ligada a Mineração Oriente S.A.). No Amazonas foram instaladas Vila de Pitinga (ligada a Empresa de Mineração Taboca do Grupo Paranapanema) e Vila de Balbina (das Centrais Elétricas Norte do Brasil – Eletronorte). No Pará há o maior número de cidades empresa: Monte Dourado (Projeto Jari), Núcleo Urbano Carajás (Companhia Vale do Rio Doce), Núcleo Urbano de Carajás (Eletronorte), Porto Trombetas (ligada a Mineração Rio do Norte S.A.) e Vila dos Cabanos (ligada a Albras Alunorte). Cf. TRINDADE JR., Saint-Clair; ROCHA, Gilberto. Cidade e empresa na Amazônia: gestão do território e desenvolvimento local. Belém, Paka-tatu. 2002.

2
Cf. RODRIGUES, Roberta. Company Towns e empresas de extração e transformação mineral na Amazônia Oriental. Especificidades, processos e transformações de um modelo urbanístico. Dissertação de mestrado. Belém, Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará, 2001; VICENTINI, Yara. Cidade e história na Amazônia. São Paulo. Tese de doutorado. São Paulo, FAU USP, 1994.

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sobre o autor

José Júlio Lima é arquiteto (UFPa, 1986), mestre em engenharia (Univ. de Fukui, Japão, 1991), mestre em Desenho Urbano (Oxford Brookes University, 1994) e PhD (Oxford Brookes University, 2000). Foi secretário de Planejamento do Governo do Estado do Pará de 2007 a 2010. Atualmente é professor associado I da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFPa e coordena o Laboratório Cidades na Amazônia. É pesquisador da ocupação urbana, desenho urbano e planejamento urbano e regional na Amazônia.

Publicado originalmente em Resenhas Online do VITRUVIUS.