O gigantesco Largo de São Brás e sua ocupação (2)

Na postagem O gigantesco Largo de São Brás e sua ocupação (1) montamos uma cronologia da expansão urbana na extensa área do Largo de São Brás ou: Praça Floriano Peixoto; espaço da Comuna vizinho à Estação da Estrada de Ferro de Bragança.
O jornal A província do Pará de 14 de novembro de 1952 noticia a “concorrência pública” à construção do “maior abrigo de passageiros de Belém”, uma espécie de Clipper capaz de atender às necessidades dos que viajavam ao interior do Estado por rodovias:

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Ao que tudo indica, a mesma Província divulga o “resultado” de tal concorrência, dando como acertada a obra da Estação Rodoviária em 04 de março de 1953:

qwer[Em 1954 a Hudson Motor Car Company fundi-se à Nash-Kelvinator Corporation dando origem à American Motors (AMC) ― apenas para uma anotação econômica.]

Contudo, o que se observa no postal publicado em Vista aérea de São Brás no início da década de 1970, é que o desenho assinado por Pinto Martins não corresponde à construção que lá existia, pelo menos 17 anos depois:

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A memória alcança um posto de combustíveis com quatro boxes de pé direito alto à São Jerônimo, destinados à lavagem de ônibus – a Belém-Brasília fora inaugurada em 1959 –; já os demais serviços e a bandeira comercial (Esso?), só os internautas mais idosos podem nos ajudar.
Para os que ainda não se localizaram: o projeto ficaria, tal qual a distinta construção está na foto, onde hoje há o Memorial (Chapéu) do Barata.
Note-se, no postal, que o Terminal Rodoviário Hildegardo Nunes, construído no terreno da Estação Ferroviária de São Brás, está, aparentemente, em fase de acabamento.

Colaboração: Aristóteles Guilliod de Miranda e José  Maria de Castro Abreu Júnior, autores do livro UFPA Memória histórica da Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará 1919/1950 – da fundação à federalização.

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Uma resposta para O gigantesco Largo de São Brás e sua ocupação (2)

  1. Aristoteles Guilliod de Miranda disse:

    o “idoso” agradece o ‘merchandising”

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