Succursal da Real Fábrica Palmeira à Avenida da Independência, 12

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O Almanak Henault de 1910 provoca grande confusão ao publicar uma fotografia da Succursal da Real Fábrica Palmeira antes da construção do Theatro Bar Paraense e, na mesma página comercial, a imagem do dito em pé e pleno funcionamento.
A Succursal da Independência fora erigida em terreno próprio e distinto – apesar de contíguo – ao do Theatro Bar Paraense; este levantado na área pertencente à Companhia de Cerveja Paraense adquirida em 1899, por tal sociedade anônima, de Maria da Ponte e Souza, segundo o livro O Estado do Pará na Exposição de 1908, de Jacques Ourique – por algum contrato, que não sabemos do teor, a firma de Jorge Corrêa e Cia. explorava o Theatro Bar Paraense:

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A Palmeira da Independência, como mostra o detalhe de um postal (sem datação) da última edição (2014) do Belém da Saudade, acoplou-se ao Theatro Bar Paraense desaparecendo da vista o alpendre que estava em território da Fábrica para dar lugar ao portal (moldura) com a inscrição Palmeira.
O hoje número 130 daquela via (avenida Governador Magalhães Barata) guarda em sua fachada raro resquício do que fora a Succursal da Independência: a bandeira gradeada em ferro, aparentemente original, na porta que remanesce:

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Por ora não se tem imagens do interior da Succursal da Independência (nem da época, nem atuais); contudo, o lugar conserva mais evidências:

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A marcação da cobertura original e os acréscimos feitos na edificação podem ser vistos pelo prédio a ela vizinho onde se percebe, com o declive do terreno, a dimensão de um pavimento inferior que hoje tem, por seu respiro na fachada e acesso interno, a conformação de porão e é habitado por  inquilino distinto ao do nível da rua com assoalho a menos de metro e subida por pequena escada com corre-mão – certamente arrumações de reformas e/ou adaptações.

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Ao final da área construída (original mais aditivos), aproximadamente 40 metros pela régua do Google Earth no sentido longitudinal do terreno de uns 65, revela-se uma muralha não rebocada [propositalmente(?)] pela face no quintal da casa.
Sem acesso ao pavimento de baixo [porão(?)] e ao quintal não foi possível verificar se os tijolos possuem prensagem de alguma olaria regional ou mesmo da Companhia Fluminense de Tijolos ou outra usina carioca de cerâmica gerenciada pelo engenheiro industrial espanhol Claudio Solanes; o certo é que o espesso muro ou parede é parte da demarcação dos limites do Jardim Independência guardião do desenho e metragem da superfície de 40.000 m² que pertenceu à Fábrica de Cerveja Paraense.

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